16 de novembro de 2016

RESENHA: Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry

Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry

Lindo. Eu esperava algo totalmente diferente desse livro. Quando li a sinopse e vi que a base era um casal aluna + professor fiquei preocupada. Achei que cairia no clichê. Mas foi tão bem delineado e bem escrito.

Adorei a escrita dessa autora. Definitivamente irei atrás dos outros livros dela. Em mais de um momento a história tomou rumos que eu não esperava. Vivo falando isso, adoro quando o autor me leva a acreditar que algo vai acontecer e no meio (ou no fim) do caminho levo um tapão na cara por conta de um desvio de 180º no imaginado.

Ashlyn Jennings é uma protagonista que em outros livros eu teria odiado. Ela passa muito tempo chorando e se sentindo péssima. Mas o contexto é tão bem que o leitor compra a ideia de que ela é forte e tudo não passa de momentos.

Daniel Daniels é encantador. Ele diz, em 80% dos casos, a coisa certa. Apesar de ser apenas 3 anos mais velho que ela em vários momentos ele demonstra uma sabedoria que só se obtém através do sofrimento. Os outros 20% são resultados da dificuldade que ele tem de lidar com esse relacionamento proibido e de querer mantê-la em segurança.  Ou seja, ele erra tentando acertar. Então não dá para ter raiva dessas atitudes dele.

Já aviso a quem quer ler que a autora tem espírito de Shondanás. Não se apegue (tanto) a personagens. Por se tratar de um livro que fala de doença, luto, igreja, homossexualidade, relacionamento tabu, drogas, e já começar com morte (e mais de uma), a leitura é algo um tanto angustiante.

Confesso que por mais de um momento eu pensei em parar. Logo de cara eu já reparei que ia ficar o tempo todo com o coração na mão, tensa. Tentando antecipar qual seria o próximo momento ruim, qual seria o próximo baque.

E o mais impressionante é que apesar de os temas serem fortes, não é um livro que me deixou realmente necessitada de um tempo. Livos com temas pesados costumam exigir que eu tenha uma leitura leve do lado para revezar. Mas aqui não foi o caso. Pelo contrário,eu precisei me forçar a ir dormir, a dar um tempo e fazer outras coisas. 

Foi um livro que apesar dos sentimentos negativos que me trouxe durante sua leitura, me prendeu e fez mergulhar nesse universo. Me senti em Edgewood. Me senti fazendo amizade com aqueles adolescentes e me esquecendo que a maioria dos personagens era menor de idade. Livros assim são poucos.

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