24 de novembro de 2016

RESENHA: A Spring Deception - Jess Michaels (Seasons #2)

A Spring Deception - Jess Michaels

Adorei. Apesar das locações conhecidas de todo leitor de romances históricos, há algo que até então era novidade para mim. O mocinho é um espião. Mas a mocinha tem seu próprio segredo, e esses detalhes garantem grande parte do entretenimento e me prenderam até o fim.

Celia Fitzgilbert é uma dama da sociedade e acabou de sair de um noivado escandaloso. No livro anterior ela desiste do casamento com o Conde de Stenfax para que sua irmã Rosalinde se case com o irmão do conde, Grayson Danford. Ela no início parece um pouco fútil, mas é uma personagem que cresce no conceito do leitor com as páginas.

John Dane é um espião da coroa e após o misterioso assassinato do Duque de Clairemont, um recluso que estava sendo investigado por traição, seu chefe designa que ele se passe pelo Duque para conseguir mais informações em ambos os casos. Para isso ele precisará se aproximar de Grayson que a pessoa com quem Clairemont mais se correspondeu.

Mas as coisas não são tão fáceis como parecem ser. Sem saber que os Danfords e Celia tem seus próprios segredos, John se vê numa situação bem desconfortável ao se apaixonar totalmente por Celia. O que pode colocar sua missão em risco.

É um livro bem intenso. Toda a investigação proporciona uma antecipação e um suspense pouco comuns aos livros de temática histórica similar, por alguns momentos esqueci que se tratava de um romance e lia como se fosse um livro policial.

O casal formado no primeiro livro aparece muito, são personagens principais aqui também. Desempenham papéis importantes no desenrolar da história, do início ao fim. Achei isso diferente e bem-vindo.

Para quem não gosta de cenas de sexo nesses romances, eu diria que são contornáveis. Há um certo número, mas não beira o exagero dos livros eróticos propriamente ditos. Você pode simplesmente pular essas páginas sem perder nada do principal: a amor dos dois e a investigação.

Outra coisa que gostei foi que apesar de saber que John e Celia ficariam juntos no final, eu me peguei confabulando vários desfechos para os problemas apresentados. Isso porque Jess Michaels, que tem uma escrita muito boa, nos fornece pequenos ganchos que podem ter mais de uma resolução, e acabou que a que realmente se dá, não passou na minha cabeça em nenhum instante.

Mas é preciso ter consciência de uma coisa: É impossível não se apaixonar por John. 





16 de novembro de 2016

RESENHA: Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry

Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry

Lindo. Eu esperava algo totalmente diferente desse livro. Quando li a sinopse e vi que a base era um casal aluna + professor fiquei preocupada. Achei que cairia no clichê. Mas foi tão bem delineado e bem escrito.

Adorei a escrita dessa autora. Definitivamente irei atrás dos outros livros dela. Em mais de um momento a história tomou rumos que eu não esperava. Vivo falando isso, adoro quando o autor me leva a acreditar que algo vai acontecer e no meio (ou no fim) do caminho levo um tapão na cara por conta de um desvio de 180º no imaginado.

Ashlyn Jennings é uma protagonista que em outros livros eu teria odiado. Ela passa muito tempo chorando e se sentindo péssima. Mas o contexto é tão bem que o leitor compra a ideia de que ela é forte e tudo não passa de momentos.

Daniel Daniels é encantador. Ele diz, em 80% dos casos, a coisa certa. Apesar de ser apenas 3 anos mais velho que ela em vários momentos ele demonstra uma sabedoria que só se obtém através do sofrimento. Os outros 20% são resultados da dificuldade que ele tem de lidar com esse relacionamento proibido e de querer mantê-la em segurança.  Ou seja, ele erra tentando acertar. Então não dá para ter raiva dessas atitudes dele.

Já aviso a quem quer ler que a autora tem espírito de Shondanás. Não se apegue (tanto) a personagens. Por se tratar de um livro que fala de doença, luto, igreja, homossexualidade, relacionamento tabu, drogas, e já começar com morte (e mais de uma), a leitura é algo um tanto angustiante.

Confesso que por mais de um momento eu pensei em parar. Logo de cara eu já reparei que ia ficar o tempo todo com o coração na mão, tensa. Tentando antecipar qual seria o próximo momento ruim, qual seria o próximo baque.

E o mais impressionante é que apesar de os temas serem fortes, não é um livro que me deixou realmente necessitada de um tempo. Livos com temas pesados costumam exigir que eu tenha uma leitura leve do lado para revezar. Mas aqui não foi o caso. Pelo contrário,eu precisei me forçar a ir dormir, a dar um tempo e fazer outras coisas. 

Foi um livro que apesar dos sentimentos negativos que me trouxe durante sua leitura, me prendeu e fez mergulhar nesse universo. Me senti em Edgewood. Me senti fazendo amizade com aqueles adolescentes e me esquecendo que a maioria dos personagens era menor de idade. Livros assim são poucos.

13 de novembro de 2016

RESENHA: Deslumbrante - Madeline Hunter (As Flores Mais Raras #1)

Deslumbrante - Madeline Hunter

Bom. Gostei das premissas, dos personagens como um todo, do fato de o mocinho não é exatamente o dono do título e ela não é a donzela em perigo. Fiquei chateada de a relação da Audrianna com as outras mulheres da casa não ter sido mais exploradas. A série leva o nome do Negócio de Daphne, portanto achei que elas teriam um papel mais ativo. Espero que isso mude nos demais.

Audrianna está decidida a limpar o nome do pai para poder garantir um bom casamento para a irmã mais nova e também para ter paz. Por conta disso age de maneira imprudente e infantil ao tentar encontrar-se com um homem que diz ter informações valiosas.

Sebastian Sommerhayes é irmão de um Marquês e faz parte da Câmara dos Comuns, dentre seus afazeres está o dever de buscar a verdade acerca do escândalo que resultou na desgraça do pai de Audrianna. Ele vai ao encontro do mesmo homem atrás dessas mesmas informações valiosas que a mulher procura.

Depois de um mal-entendido os dois se veem em apuros e por mais que tentem se resguardar acabam cada vez mais dentro de um novo escândalo que só pode ser amenizado de um jeito: casamento.

O livro muda de figura daqui para frente. Acreditava que eles brigaria muito, que aconteceriam situações em que um duvidaria do outro, mais intrigas antes de enfim se renderem. Estava errada e isso é um ponto positivo no livro, pois sai um pouco do costumeiro em romances do gênero.

Não há um vilão ativo. Não há oposição ao relacionamento deles, não há desconfiança entre o casal. As coisas vão acontecendo de forma natural até. Enquanto os dois investigam juntos a verdade sobre os barris de pólvora, eles se conhecem um ao outro e a si mesmos também. Ocorre um redescobrimento em massa.

Mesmo sem aparecer muito, as outras mulheres do Flores Raras já me deixaram curiosa, em especial a prima viúva da mocinha desse. Ela parece ser uma personagem ótima com uma história difícil.Fiquei curiosa para saber como a Madeline Hunter vai fazê-la voltar a amar. Lizzie é tao enigmática que quase desconfio que ela seja uma certa noiva fujona. Celia é escandalosa, e queria muito que ela acabasse com um Lorde bem no outro extremo dessa balança.

9 de novembro de 2016

RESENHA: The Fake Boyfriend Experiment - Stephanie Rowe (Once Upon an Ending #1)

The Fake Boyfriend Experiment - Stephanie Rowe


Primeiro capítulo: Blah. O restante: Weeee.

Acabou que a sinopse foi à altura da diversão que o livro entrega. A princípio não achei que conseguiria terminar a leitura, mas depois que a Lily conhece de fato o Rafe as coisas melhoram.

Lily Gardner é uma adolescente que foi treinada a vida toda para ser uma pianista clássica, porém ela não sente mais a paixão, a vontade de tocar. Sua professora repete dezenas de vezes por dia como ela é fracasso.

Rafe é um garoto de 16 anos, com carro, tatuagem e atitude. Um perfeito badboy para quem vê de fora. Não é a toa que Lily cai de amores por ele logo de cara.

Ela é muito atrapalhada e tentando ser uma adolescente normal acaba se enrolando em pequenas mentiras e levam a outras e culminam em desastre. Não tem como não rir com as encrencas que ela se mete. Até porque em determinado momento o seguinte cenário de arma: Para Rafe, o baterista gato de tatuagem, ela namora um jogador de  futebol. E Les, o jogador de futebol, só se interessa por ela porque acha que ela namora o Rafe.

Uma das coisas que contribui mais para o sucesso da leitura é que não tem como não se identificar com ela. Talvez não hoje em dia, mas relembrar os tempos de escola e as coisas que a gente acaba fazendo / arrumando foi divertido. Seja com a personagem ou com alguma situação que é apresentada, as amigas, os pais, as brigas, o garoto lindo, as garotas lindas que sempre parecem ter mais sucesso que você.

Ela vai se descobrindo em parte sozinha e em parte por causa de Rafe. Ele a ajuda tanto que ela fica mais confusa ainda. Sera que ele gosta de mim? Talvez. Não. Ele tem namorada, Mas talvez goste. Talvez não. Ela tem conversas com si mesma como toda adolescente nesse momento crítico que é a primeira paixão e a antecipação do primeiro beijo.

Aliás, isso dá um toque de leveza ao livro. É tudo tão subjetivo. São adolescentes. Tem suas reações irritantes mas elas são bem dosadas e permeadas por momentos engraçados, conversas de amigas, garotos sendo garotos. E um pouquinho só de assunto sério. Tudo bem delineado.

Não sei se foi algo desse livro ou se é uma característica da autora, mas o primeiro capítulo quase matou o livro. Que é bem bom. Boa pedida para quem quer desanuviar ou para quem tem adolescentes em casa. 14 / 15 anos.


2 de novembro de 2016

RESENHA: A Garota do Calendário: Janeiro - Audrey Carlan (A Garota do Calendário #1)

A Garota do Calendário: Janeiro - Audrey Carlan

Melhor do que esperado. Fazia algum tempo que eu estava curiosa com esse livro. Quando vi o título pela primeira vez achei que seria mais sexo que qualquer outra coisa, Mas depois, vendo o fuzuê por aí, lendo realmente a sinopse e tal, pareceu mais promissor.

Mia Saunders é uma jovem que anseia se tornar atriz mas precisa deixar esses planos de lado quando o pai passa dis limites com seu vício em jogos. Ele é espancado pelos capangas do agiota e Mia recebe um aviso. Da próxima vez ele será morto e a dívida passa para ela e para irmã. A dívida? 1 milhão de dólares.

Sem saída ela aceita a oferta da tia de entrar para a agência de acompanhantes de luxo que ela comanda, com a ajuda dessa mulher ela poderá pagar a dívida em um ano e ainda sobrará dinheiro para pagar a faculdade da irmã. Uma proposta, definitivamente, tentadora.

E ainda tem mais, os clientes são gatos e se quiserem sexo, pagam 20% a mais. 

O primeiro cliente é de cara a perfeição m forma de homem. Wes é jovem, bonito, muito rico, um roteirista de sucesso em hollywood. Ele poderia ter qualquer mulher aos seus pés, mas mesmo assim precisa pagar por uma.

A razão eu achei muito plausível. Original. O fato de eles acabarem formando um casal de revista também é interessante. Ambos impõem regras para aquilo dar certo. É inegável que se sentem atraídos um pelo outro e que em algum momento eles iam ceder, mas não há aquele clichê dos romances do gênero de que os dois se apaixonam em tempo recorde.

Eles gostam da companhia um do outro, são compatíveis na cama, se satisfazem. Sabem o que querem do outro e o que esperar. É fácil. É crível. A única coisa que me incomodou foi que ele esteve mesmo disposto a jogar tudo para alto no final do período deles. E amei o fato de que, apesar de se sentir tentada, de saber que se continuasse ao lado dele se apaixonaria, ela se atém aoseu plano original.

Wes poderia muito bem pagar a dívida do pai dela. Mas o que isso representaria para ela? Como esse assunto seria visto pelos dois depois de um tempo? E se não durasse? Com todas essas variáveis ela faz o certo para ela naquele momento. Segue sua vida longe de Wes. Já temos o cenário de fevereiro, agora resta saber se vai continuar sendo original ou se cairemos em clichês.

1 de novembro de 2016

RESENHA: Nunca Julgue uma Dama pela Aparência - Sarah MaLean (O Clube dos Canalhas #4)

Nunca Julgue uma Dama pela Aparência - Sarah MaLean

CONTÉM DOSE CAVALAR DE SPOILER

Uma batalha. É o que esse livro foi para mim. Levei um tempo para engatar a leitura por ainda estar chocada com a revelação sobre Chase. Ao mesmo tempo que eu desconfiei eu me vi não querendo estar certa. 

Afinal eu me apaixonei por Chase. Ele dentre os quatro canalhas era o que eu mais gostava, a personalidade forte e decidida, intrometida até. Torcia para que ele ficasse com Anna. Que reviravolta seria se um cara todo poderoso se apaixonasse por uma prostituta!

Duncan West. Tão sedutor que precisava achar um par. Cheguei a cogitar que fosse ele.O que no meu entendimento faria sentido para caramba, mas não é ele. Mas posso dizer que ao final da leitura nossa querida escritora está perdoada. Cada um terminou como eu queria, mesmo não sendo cada um quem eu realmente queria.

Anna / Georgiana / Chase. Passado o choque tudo se acerta. Em termos. É uma personagem muito boa. Bem construída, ao ponto de eu pensar que no fim ela optaria por manter em segredo sua identidade e mandar o Duncan pastar. 

O Duncan é sedutor até o último fio de cabelo, as descrições dele sendo comparado a Poseidon não ajudam os corações das moçoilas como eu. E olha que normalmente não curto loiros. Sou mais os morenos-tentação.

Claro que dá vontade de entrar na história e estapear o cara a cada momento em que ela deixa a verdade aparente e ele não se toca. Para um cara inteligente ele é meio burro. Mas aí vem a colocação de um dos sócios no final: "Acho que quando cortejamos as mulheres, elas sugam nossa inteligencia". Só isso para explicar o alto nível de retardo.

O final é meteórico. Uma saída bem melhor do que eu previa.
E o epílogo? Já estou com saudade do Anjo Caído.

ps: Só eu estranhei o irmão não ter aparecido?