25 de outubro de 2016

RESENHA: One Starry Night - Olivia Cunning (Sinners On Tour 6.6)

One Starry Night - Olivia Cunning


Esse é um dos livros Extras da série Sinners On Tour. É bem curtinho e está disponível na amazon para leitura no Kindle Unlimited. 

Confesso que esperava mais do Jake. Ele não aparece muito nos livros anteriores, mas dava uma impressão diferente da que temos aqui. É um roadie bem típico, quer mais farra que trabalho.

Ele é a máxima no que podemos dizer de um badboy. Cabelo descolorido, moicano, muitas tatuagens e muitos piercings. Era o diferentão do Ensino Médio. Não queria nada com nada, não pretendia fazer faculdade e só pensava em quando, onde e com quem seria sua próxima diversão.

Michelle parece ser uma garota certinha. É fotógrafa de vida selvagem e vive pelo mundo mas não dá indícios de ser do tipo que sai em busca de aventuras sexuais como Jake. Na escola era líder de torcida, tinha notas altas e namorava um dos atletas porque era isso que se esperava dela. Era apaixonada por Jake e teve um relacionamento com ele no fim da escola.

Devlin é o típico cara que apesar de ser um adulto bem-sucedido nos negócios age como adolescente nas demais áreas da vida. Era um adolescente magrelo, de óculos, aparelho e muitas espinhas, e agora que mudou bastante quer esfregar isso na cara das pessoas que o fizeram mal na época do colégio. Principalmente de Michelle por quem sempre foi apaixonado.

O início é bem típico. Ela chega, está estonteante, o Devlin chega, todos se surpreendem com a mudança, Jake chega e todo mundo fica com fogo na bunda. É Jake quem bota pilha para que os 3 façam algo diferente naquela noite. Devlin a princípio aceita e muda seus planos iniciais porque sabe que se pedir para Michelle escolher, ela irá com Jake. 

Jake comanda boa parte da ação. Devlin tem certa experiência mas fica meio sem saber o que fazer por querer que Michelle aproveite, não quer desagradar a garota e com o passar dos capítulos, o garoto também. Michelle, além de dizer que está muito excitada, molhada e coisas assim não faz muita coisa.

Pois é. ela fica boa parte do tempo lá esperando que eles façam alguma coisa. Jake é o professor, Dev o aluno aplicado e Michelle a boneca que fala e geme. No final eles decidem fazer desse arranjo algo permanente. Eu teria comprado a ideia se Jake não tivesse se envolvido emocionalmente. Mas ele se envolve. E isso me pareceu muito forçado para alguém que desde o início sempre se mostrou atrás de algo puramente físico.

22 de outubro de 2016

RESENHA: Double Time - Olivia Cunning (Sinners on Tour #5)

Double Time - Olivia Cunning 

Eu não estava muito animada com a história do Trey. Mas esperava um pouco mais, ou algo diferente.Primeiro, porque eu acho a Reagan muito novinha para ser o ar ideal dele. A vida que ele leva pedia alguém mais experiente, acho eu.

Trey Mills é guitarrista do Sinners, é bissexual e sempre levou uma vida desregrada já que a única pessoa a quem ele amou e ama é Brian Sinclair, que além de hétero é casado desde o livro 1. 

Reagan Eliot é uma jovem de 21 anos que faz um teste para entrar na banda do irmão do Trey, a Exodus End, a banda de metal mais badalada do mundo. Ela arrasa no teste e é contratada.

Ela e Trey se conhecem durante o teste e ele fica obcecado pela garota que dá indícios se ser uma versão feminina dele, com a língua afiada e sempre pronta a responder suas piadinhas a altura. Cunnng poderia ter aproveitado melhor essa parte do relacionamento deles. Ela é uma cega. Nunca desconfia de nada. É a última a saber das coisas. Isso me incomodou

Ethan é ex-namorado de Reagan. Eles terminaram quando ela o pegou transando com um cara. Apesar de ele ser bi, ela acredita que ele seja homossexual e continua uma amizade e eles dividem um apartamento. A maneira como Ethan Conner é descrito me irritou. Não gosto de caras como ele.

Ele é ex-policial e trabalha com segurança particular (por isso ele vai junto com a Reagan para as viagens da Tour) e honestamente, é um babaca.  Nas relações MM ele só fica em cima e beira o estupro com certas atitudes.O Trey que eu conheci antes não se permitiria estar em certas situações. É metido a machão, é grosso, estúpido. Se acha o rei da cocada preta.

Enquanto estão apenas Trey e Reagan, o enredo segue de maneira bem interessante. Por Trey ser bi eu esperava (e já sabia por spoilers) que apareceria um cara na jogada. Mas depois de passar 4 livros e mais de 1000 páginas acompanhando o quanto Trey era apaixonado por Brian há 15 anos, eu não comprei a ideia de que ele se apaixonaria tão rápido e com tanta intensidade por outro homem. Mas é isso o que ocorre.

Ele cai na besteira de se declarar para Brian (ideia da mocinha idiota) e as coisas não são exatamente amigáveis. E logo depois, enquanto Ethan age mais uma vez como um ogro, ele percebe que não ama mais o Brian e sim Ethan. (WTF?)E depois de todo esse drama, o livro acaba sem um desfecho. Agora eu entendo porque tanta gente pediu mais um livro sobre o Trey e a Reagan. 

Por outro lado, o que mais goste nesse livro foi conhecer os integrantes do Exodus End. O Dare já tinha dado as caras antes, mas ao que tudo indica, todos os integrantes são apaixonantes. Eles são mais velhos que os Sinners, e espero que isso reflita no tipo de relacionamento que eles terão. Preciso de Insider para ontem. 

PS: quem achou o livro 1 indigesto pode ser que ache este aqui também.

13 de outubro de 2016

RESENHA: Wicked Beat - Olivia Cunning (Sinner's On Tour #4)

Wicked Beat - Olivia Cunning

OMG! Que perfeição de livro. Parece até feito sob medida para mim. Eu sabia que ia adorar o Eric, mas não tinha ideia de que ele acabaria se tornando mais uma paixão literária. 

Eric Sticks é muito mais que o baterista sem papas na língua e com a personalidade extravagante. Ele é romântico quando quer, engraçado, provocador, protetor, confiante, carismático, bondoso. Isso tudo sem atacar de macho alfa necessitado. 

Rebekah Blake (A desgraça ainda tem o sobrenome do meu poeta favorito) começa a história parecendo ser meio supérflua, mas acaba mostrando um lado fofo e a altura de Eric. Ela é irmã de David, o operador de mesa dos Sinners que sofre um acidente no fim do terceiro livro. Ela seguiu a mesma carreira que ele e depois de implorar um pouco ela o convence a interceder para que ela o substitua na continuidade da turnê. Porque ela é gamada em Trey Mills.

Ela quer voltar a se sentir confortável na própria pele, já que não se sente assim desde que terminou o tratamento contra um câncer. E ele gostou tanto dela logo de cara que está decidido a durar mais, suas relações sexuais sempre fora rápidas, mas com ela ele deseja que seja diferente. Ele está disposto a fazer valer a experiência, dure ela toda a turnê ou toda a vida.  O fato de autora ter escolhido dar um problema ao cara, e um pênis de tamanho normal (20cm e não os 27 para cima que tenho visto em outros livros de outras autoras) já é um ponto positivo. 

Esse livro é bem intenso. Devido ao acordo deles e pela criatividade de ambos, rola muito sexo mesmo. Eu normalmente não curto livros que sejam tão cheios de cenas do tipo, mas aqui é tudo tão bem escrito, original e permeado de envolvimento emocional que elas tem tanta importância quanto as demais cenas. Há cenas de sexo oral de ambos, masturbação, voyerismo (ele sempre gostou de assistir os outros caras da banda transando...), brinquedos, personagens...

Aliás, uma das coisas que fez eu me apaixonar totalmente por Eric é a capacidade dele de fazer piadas e provocar risos em qualquer situação. Ele pode estar tenso as bolas rochas, num momento super íntimo e intenso e ele vai ter uma piada qualquer para falar. Sempre sem filtro. Ele é, enfim, o pesadelo de qualquer pai ou mãe mas o sonho de muita mulher por aí. Eu inclusa.

É nesse livro que eu comecei a torcer por Trey. Ele é um canalha, um mulherengo, joga nos dois times e ainda assim é super adorável. Ele acaba tendo um papel importante na aproximação dos dois e depois na manutenção desse relacionamento. Foi ele quem resolveu os problemas (com todo o jeito sedutor que só Trey Mills tem. 

Foi a intervenção dele que salvou meu kindle. Eu quase esmaguei o pobre aparelho de tanta tensão. Por se tratar de um livro, eles precisavam de uma briga. Ao menos uma. Cunning foi lá e criou a pior situação possível. (pra mim) Eu quis estapear Rebekah pela falta de tato dela. Ela comete algumas gafes que para mim são imperdoáveis. Mas pelo bem do coração do meu amor fictício eu a perdoei.

Então, acabou me conquistando assim como o livro do Jace, de maneira totalmente diferente. Amo muito. 

PS: MELHOR CAPA DA SÉRIE. MEU XUXU MERECE.




11 de outubro de 2016

RESENHA: In a Heartbeat - Hilary Storm (Rebel Walking, #1)

In a Heartbeat - Hilary Storm


Um livro ok. Nada grandioso, há momentos fofos, momentos engraçados, alguns personagens melhores que outros. Achei que a autora tem uma escrita não muito factível. Talon Walker é um rapaz que acabou de sair de uma relação turbulenta e recheada de problemas. Tem um ar sombrio e age de maneira esquisita. Eaven é a típica menina do interior, filha única e que nunca saiu de casa. Acabou de terminar um namoro desastroso.

Ao contrário da grande maioria dos romances que envolvem músicos, a banda de Talon, a REBEL WALKING, não é famosa. Eles são universitários que conseguem uns gigs em bares, sendo um deles o Smitty. Eaven está prestes a começar na universidade e vai com Ivy, sua melhor amiga, ao Smitty para assistir a banda de seu primo, e é claro que Talon faz parte dessa banda.

Tudo bem que as pessoas ao se apaixonarem acabam fazendo coisas que normalmente não fariam, mas esses dois extrapolam a conta. As atitudes na combinam em nada com o que a autora dá a entender que eles são como pessoas. É um livro classificado como Young Adult, mas eu criaria uma nova classificação: Adolescentes com fogo na bunda

É muito ataque de pelanca para um casal que um tem 25, e a outra tem 21. Ela tem a desculpa de nunca ter posto o pé para fora da cidade natal, mas e ele? Um cara que lidou com uma namorada drogada e suicida que perdeu o filho dele deveria, no mínimo, ser menos infantil.

O irmão gêmeo dele, que é um mulherengo assumido, dá em menos linhas, provas de que apesar de todo o lado gozador, é adulto e sabe agir como tal. Ao contrário do protagonista que fica só na tentativa. Ivy, a amiga de Eaven que também é novinha e tem uma personalidade mais extrovertida, também age mais como adulta.

Há muita enrolação. É um livro de 165 páginas, mas parece ter 365. Falha de escrita mesmo. Hilary Storm perde muito tempo descrevendo coisas e acontecimentos desnecessários e peca nas partes importantes. Há algumas cenas de sexo mas nada que mereça nota.


9 de outubro de 2016

RESENHA: Hot Ticket - Olivia Cunning (Sinner's On Tour #3)

 Hot Ticket - Olivia Cunning


Inesperado. Eu realmente não achei que gostaria tanto. O Jace parecia ser bem diferente do que acabou sendo e todo o lance dominatrix não costuma ser minha praia. 

Jace é o baixista dessa banda fictícia que já amo, os Sinners. Ele é bem mais novo do o resto dos caras, e entrou como substituto do baixista original que se perdeu para as drogas. Ele é bem reservado, quieto, cheio de mistérios. Nos livros anteriores dava uma impressão de perturbação que aqui se mostrou ser em grande parte um misto de tristeza e falta de autoconfiança e autoestima. 

Aggie é uma mulher independente, alguns anos mais velha que o Jace. Ela faz dança erótica em uma boate e atende homens e casais, em sua casa, que buscam por um prazer diferente e autoconhecimento. Ela realmente transpira dominação no início, mas ao longo das páginas vai mostrando um lado romântico, sensível, até carente de uma maneira que ela mesma não achava possível.

Para quem gosta de BDSM, esse livro é um ótimo passatempo. A primeira cena de sexo dos dois me deixou sem fôlego de tão original (dentro do que eu já li no tema) e boa, mesmo para uma pessoa que não vê tanta graça nisso. O que mais me surpreendeu foi que apesar das cenas de total dominação de um ou outro havia uma cumplicidade que reforçava o comprometimento entre eles. Nenhum dos dois precisava forçar algo na relação.

Nesse livro aparece o Jon, o ex-baixista da banda. A autora fez dele um cara realmente detestável.Mas ao menos ele não fez nada muito execrável, ou seja, quem sabe haja salvação para esse cara. Porém o final, ou quase final foi fantástico. Um drama bem-escrito,ótimo para rivalizar com muitas cenas de livros dramáticos por aí.

O próximo e o livro do Trey, mas queria que fosse do Eric. Ele foi quem mais me despertou curiosidade para logo. Quero conhecer a garota que vai tirar aquele sorriso desdenhador da cara dele.

1 de outubro de 2016

RESENHA: Paixão - Lauren Kate (Fallen #3)

Paixão - Lauren Kate

Bom. Mas não me empolgou tanto como o segundo. Terminei Tormenta tão abalada e empolgada que logo comprei o box com todos os livros! Já Paixão me deixou meio blá. O livro é bem arrastado se comparado aos anteriores. Luce & Daniel juntos = perdi o memorando. / Luce= you go girl! / Daniel= Pare de agir como adolescente já.

Acabou que eu me vi torcendo mais para que os dois resolvessem os percalços agora que os vi em separado. A Luce sempre me pareceu meio novinha demais e Daniel um velho turrão. Nessa jornada ao passado que eles fazem separados pude aprender um pouco mais sobre cada um como indivíduo.

Alguns capítulos foram chatos. A autora poderia ter aproveitado alguns cenários melhor, desenvolvendo o relacionamento das reencarnações de Luce com as devidas versões de Daniel em vez de lotar o livro de cenários ao redor do mundo que muitas vezes ficavam sem muita adequação histórica.

Senti falta de Cam aqui. Ele é um personagem tão intenso e ficou solto nessa narrativa. O único momento em que aparece e faz parte da história de verdade é tão rápido e não muito crível. Um rompante desnecessário e aquém do que a ocasião pedia. Era sua escolha. Aquela de decidiu seu futuro, merecia mais cuidado.

Vou dizer que lá no final fiquei confusa. Eu fui levada a crer que independentemente do que Daniel fizesse, Luce optaria por algo e o que li é mais do mesmo. Ela parecia ter crescido internamente, visto que há muito mais em jogo do que o amor deles (que até então não passou de algo juvenil) e tentaria mudar alguma coisa, mas ela mesmo depois desses relatos feitos em 377 páginas continua na mesma.

Isso me decepcionou. O livro começou morno. Como em outras sagas sobrenaturais que ando lendo, a mitologia, a mística da história me envolveu mais que o casal protagonista. O tentar descobrir o que poderia ser feito para quebrar a maldição e conhecer um pouco mais da história de cada anjo é que me impulsionou. Ver o crescimento pessoal de Luce foi interessante também. Mas o amor dos dois... é descartável.