25 de maio de 2016

RESENHA: Estudo Independente - Joelle Charbonneau (O Teste #2)

Estudo Independente - Joelle Charbonneau


Tão bom quanto o esperado. No segundo livro da trilogia, a autora nos mostra um enredo com uma tensão política muito mais intensa que no anterior. Os personagens que já conhecíamos mantém sua essência  mas é perceptível a passagem de tempo.

Temos algumas cenas típicas de distopias enquanto acompanhamos a chegada da Cia à Universidade. Mais uma vez a frase da capa é um resumo perfeito do cerne da questão toda. Falhar não é uma opção. E em torno desta premissa é que toda a discussão acontece.

Malencia está sendo claramente perseguida.Os responsáveis pelo teste de admissão não escondem que estão de olho nela e se esforçam para vê-la falhar. O perigo que antes era tão evidente, agora se esconde em rostos familiares e ações maquiadas. Ninguém é o que parece e o que deveria ser simples, como quem é seu aliado e quem não é, se torna uma tarefa hercúlea.

Adorei como nós vamos sendo levados e conhecemos melhor esse país e como ele se tornou o que é sem ser maçante. Não tem cara de material didático tudo é exposto de forma natural. Os novos personagens contribuem para isso. Temos novos vilões, alguns em sua roupagem clássica e outros tão bem disfarçados que exigiram atenção para serem identificados antes do tempo.

Das novas adições os que mais me chamaram a atenção foram Ian, Raffe e Enzo. Ian completa o triângulo amoroso não intencional com Cia e Tomas. Não sei se foi proposital, mas ele parece ser bem mais interessante que o conterrâneo da protagonista. Raffe me conquistou desde o início, apesar de todos os motivos para desconfiar dele, eu não consigo. Ele me parece ser mais honesto que Tomas. Este aliás me deixou mais encucada que antes. Não gosto dele e acredito que ele esconde muita coisa. Enzo é caladão e observador. Ele parece estar seguindo exatamente o conselho do pai de Malencia. Não confia em ninguém e deixa isso claro. Mas parece ser uma pessoa íntegra.

Há mais mortes. Mesmo sendo um texto muito mais político, é bem intenso. Há os partidos bem delineados, quem apoia quem, assim como na vida real, há aqueles que só pensam em enriquecer, outros que querem a manutenção de seus próprios status, a população insatisfeita mas que acredita no governo, os que querem depor a presidente, etc. Bem como vemos em qualquer "democracia" do séc. XXI. 

Enfim, é uma narrativa intensa, tensa, inteligente. Me fez pensar. Consegui me desligar dos assuntos aqui "de fora", mas sem alienar, não é exatamente relaxante. O cérebro funciona o tempo todo. Conforme os problemas aparecem, instintivamente você começa a delinear possíveis soluções. Já quero o livro 3. Este termina numa tensão e com tantas incertezas acerca do futuro que não ler não é uma opção.


19 de maio de 2016

RESENHA: Starters - Lissa Price (Starters #1)

 Starters - Lissa Price

Viciante ao extremo. Não achei que seria tão bom quanto foi. Talvez tenha sido a minha falta de grandes expectativas que fez a experiência ser tão boa. É uma distopia pós-apocalíptica futurista que ao mesmo tempo tem muito do que já se vê em outras séries do gênero e ainda assim tem muita originalidade.

O que tem de repetido: 

A protagonista tem 16 anos, quer proteger a família. Quem está no poder é corrupto e sociedade está desmoronando. Há dois possíveis amores. Uma segunda personagem feminina que se demora a saber se é bem ou não.Há cidades-fantasmas, e a tecnologia avançada sendo usada de maneira controversa. A protagonista resolve salvar o mundo. Consigo relacionar: Divergente, Jogos Vorazes, Feios, Reiniciados, Maze Runner e Teste.

Callie começa a história entre a cruz e a espada. Seu irmão Tyler tem apenas 7 anos e a saúde frágil. Precisa de cuidados que ela como menor de idade não pode prover pois não tem permissão para trabalhar legalmente. Vive na clandestinidade com ele e seu amigo, Michael.

Ela fica sabendo então de uma oportunidade única para pessoas como ela: Alugar seu corpo para pessoas idosas e ricas poderem curtir a vida novamente como quando eram jovens. A empresa que costuma fazer isso, a Prime Destinations oferece uma bonificação bem gorda em troca de três alugueis. 

O problema é que Callie só descobre que tudo é mais perigoso e complicado quando já é tarde demais. O contrato está assinado e ela já está em seu terceiro aluguel. Isso significaria que ao término deste ela receberia o dinheiro e voltaria para o irmão, mas ao que tudo indica ela pode ter aberto mão de sua liberdade para sempre. 

O que eu mais gostei é que apesar de ela ser a protagonista, as ideias mais mirabolantes e planos mais complicados não são ideia dela. Há sempre um adulto mais experiente a  guiando. Ela segue adiante em parte pelo irmão e em parte por querer agir como uma adolescente de posses e não como a responsável por uma criança como de costume. E ela tem medo de verdade. Ela faz tudo planejando uma rota de fuga.

A conspiração toda que é a motivação principal para toda a problematização do livro é bem construída através do velho binômio política+dinheiro. Mas não há uma frente armada. Tudo ocorre quase  que nos bastidores, na surdina. E apesar disso, você não esquece que a protagonista é uma adolescente como outra qualquer.

Os eventos finais me surpreenderam bem. A autora não seguiu o caminho mais previsível e clichê, e em vez de nos depararmos com aquela calmaria costumeira entre livros é um baque. A leitura termina com mais perguntas do que respostas. Ou seja, sem ideia alguma do que vem por aí.

11 de maio de 2016

RESENHA: As Aparências Enganam - Kristina Cook (Ashton/Rosemoor #1)

As Aparências Enganam - Kristina Cook


Simpático. Apesar de ter sido publicado pela primeira vez em 2004, esse livro me lembrou muito romances mais antigos. A escrita de Cook é fluida e incômoda ao mesmo tempo, mesmo que não faça sentido.

Não há enrolação, as passagens de tempo acontecem quando tem que acontecer e são poucas os momentos em que os protagonistas ficam filosofando sobre as próprias vidas. Mas em contrapartida os dois personagens são medianos. São extremamente egoístas.

Lady Lucy Abbington é uma jovem de 21 anos que vive no campo livremente. Tem uma paixão muito grande por cavalos e seu pai não se incomoda com as ações da filha. Apenas pede que ela vá ser apresentada à sociedade e ela o faz. Pois ela se decidiu anos antes que só casaria com alguém que permitisse que ela continuasse a cuidar de animais, exercendo informalmente a profissão de veterinária.

Ela vai à Londres com os Rosemoor, e a apresentação dela se dá no mesmo dia da apresentação da Rosemoor mais nova. Os 3 filhos são como irmãos para ela. Cresceram juntos tendo em vista que suas mães eram melhores amigas. Essa relação acaba se tornando um plot secundário, pois como toda família poderosa que se preze tem sua dose de escândalo.

Henry Ashton, o Marquês de Mandeville já passou dos 30 anos e vem sendo pressionado pela mãe a providenciar a continuidade da linhagem e a garantia de estabilidade do marquesado. Mas depois de algumas experiências ruins mulheres ele decide que só casará com uma moça de estirpe e que seja adequada em todos os sentidos para ocupar a posição de Marquesa. Ele não quer envolver amor na equação.

Receita para o desastre. Eles se conhecem ainda antes da temporada do ano começar. Há uma identificação e atração mútua quase que instantaneamente. Eles funcionam muito bem juntos. Mas são tão teimosos que apesar de se arriscarem o tempo todo não permitem nem pensar em casório.

Eu achei Henry um cavalo. Ele não faz por ela nada que não tenha um motivo escondido, e até quando a defende em alguns momentos tem segundas intenções. Para cada elogio que ele faz a ela, logo em seguida vem duas grosserias sem tamanho. A Lucy por sua vez é toda independente e tal, mas quando se trata do marquês vira uma adolescente inconsequente. Fica incoerente e o perdoa o tempo todo. Ele a desrespeita o tempo todo e ela sempre deixa para lá. 

Acaba sendo necessária a interferência de outros para que os dois vejam que se amam. E depois mais esforço ainda para que deixem o orgulho de lado por um tempo e cada um comprometa um pouco para que possam ser felizes. No final vemos um pouco da vida deles depois do casamento e a autora nos "presenteia" com diálogos açucarados e patéticos. Não há nada da personalidade de ambos, anteriormente apresentada, presente nessas últimas paginas.

Ou seja é um livro bom para passar o tempo, mas nada marcante ou extraordinário.

10 de maio de 2016

RESENHA: The Naked King - Sally MacKenzie (Naked Nobility #7)

The Naked King - Sally MacKenzie

Estava ansiosa para ler esse. O apelido "Rei de Copas" é explicado no livro anterior mas em nenhum momento nós vemos Stephen agindo dessa maneira. Achei interessante pois não é a mocinha que o transforma em monogâmico como é de costume. Ele decide mudar antes mesmo de a conhecer. Nem precisa dizer que isso faz com que seja mais fácil o leitor se apaixonar por ele. 

Stephen Parker-Roth é o segundo filho de seus pais, e o que mais gosta de fazer é sair pelo mundo atrás de plantas raras e exóticas. A adrenalina é o que move este homem de 30 anos. Ele quer arrumar uma esposa e ter uma família tão grande e amorosa quanto a sua.

É esse pensamento que o faz ficar em Londres um tempo a mais do que de costume. Sua mãe fez questão de reforçar o desejo de vê-lo casado e de ter mais netos. Resolve então, de maneira bem consciente, observar as mulheres nessa temporada.

Lady Anne Marston tem 27 anos é a filha mais velha do Conde Cane, um excêntrico nobre que junto de sua segunda esposa passa mais tempo fora do país atrás de antiguidades do que com os filhos. Anne não debutou, nem nunca foi à Londres apesar da posição do pai. Ela esconde um segredo e por isso se esconde no campo. Ou se escondia.

Essa temporada ela se vê obrigada a comparecer pois sua irmã mais nova, Lady Evangeline, será apresentada à sociedade, e com os pais fora do país mais uma vez e uma tia que não faz questão de socializar, só ela pode acompanhar a irmã.

Eles se conhecem graças ao cachorro da família, Harry. Mas as coisas acontecem de uma forma que a princípio eu me perguntei como ela vai juntar esses dois. Ele está bêbado logo de manhã o que a desagrada e ela usa um vestido que a engole e um chapéu horrendo. Sendo Stephen o Rei de Copas, você logo imagina que ele vai esnobá-la e depois aparecer lindamente. Mais um clichê. Mas não é isso o que acontece, e para mim essa foi a graça do livro.

Ele a beija, no meio da rua, e a fofoqueira mais ferrenha da cidade, que já vimos nos livros anteriores, vê os dois, pois ela mora na casa ao lado da Casa Crane. Eles começam a inventar desculpas para evitar um escândalo e se tornam a sensação da temporada. Ninguém realmente acredita no que os dois dizem, mas eles continuam com a farsa até que ela se torna realidade.

Os dois vilões da vez são a ex-amante de Stephen que desde o livro anterior está decidida a tornar-se a Sra. Parker-Roth e Lorde Brentwood, um marquês decrépito que sabe o segredo de Anne. Os dois se juntam e passam todo o tempo tentando separar o "falso-casal" para que cada um consiga o que almeja. 

Enquanto isso nós vemos o Parker-Roth mais jovem, Nicholas, chegar à cidade recém-formado e decidido a curtir um pouco a cidade sem a supervisão da mãe. Ele conhece Lady Evangeline e claramente começa a sentir algo por ela, e ela por ele. São poucas as passagens que citam os olhares que eles trocam mas é o suficiente para nos fazer pensar que Sally MacKenzie deveria escrever mais um livro com a história dos dois.

No final do livro ela diz que por enquanto a série está finalizada. Mas deixa a entender que alguns personagens podem acabar tendo suas histórias escritas. The Naked King foi escrito em 2013, e como alguns dos anteriores também tiveram hiatos grandes, quem sabe mais para frente ela não continue? 

Universo há. Ela delineia os personagens muito bem, e dá dimensão inclusive aos coadjuvantes. Mesmo os fora da nobreza e riqueza. Mesmo que não seja essa série, e os plebeus? Há alguns personagens muito interessantes. Eu acabei formando um casal na minha cabeça que poderia se esbarrar por conta desses enlaces todos. A dama de companhia de Lady Grace e sua tia, que tinha a língua afiada e o Valete do Stephen, um escocês com um ouvido atento dariam o que falar juntos.

Enfim. É uma série ótima. Recomendo e espero que alguém resgate e continue publicando.

7 de maio de 2016

RESENHA: The Naked Prince - Sally MacKenzie (Naked Nobility #6.5)

The Naked Prince - Sally MacKenzie

Apenas 116 páginas mas ainda assim uma grata surpresa. Adorei a história de Jo e Damian. Esse conto foi escrito para uma pequena coletânea chamada "A Invitation to Sin". Como eu ainda não sei se os outrs dois são independentes ou se tem algo a ver com séries das autoras, resolvi não ler.

Jo ou Josephine Atworthy tem 28 anos, mora no campo com o pai, dá aulas de latim para jovens das redondezas e é conhecida como uma puritana ferrenha. Se esconde atrás de vestidos horrorosos e tem como objetivos na vida evitar a falência do pai e  continuar a trocar cartas com um jornalista misterioso que ela fantasia como sendo o Príncipe Encantado que um dia cai tirá-la da vida que leva. Mesmo que ela saiba que há a grande possibilidade de ele ser velho, gordo e fedorento.

Lorde Damian Weston, o Conde de Kenderly há 10 anos tem uma reputação marcante como o Príncipe de Copas. Durante parte de sua juventude arrebatou tantos corações quanto Stephen Parker-Roth, seu melhor amigo. Mas há algum tempo ele tem preferido ficar recluso em meio às suas traduções. Ele sabe que está na hora de arrumar uma esposa mas não está realmente interessado nisso.

Os dois se "conhecem" na famigerada festa de São Valentim do Barão Greyham, a qual ela foi incluída de última hora e que ele só está presente para evitar que o melhor amigo seja pego desprevenido e se veja preso a um casamento que não quer.

A reunião é um tanto escandalosa para os padrões da recatada e virginal Jo, que se vê pareada com o Conde que é lindo, musculoso, cheiroso e inteligente, um intelectual na verdade. Ou seja, tudo o que ela sempre sonhou. E imaginem, arranca um beijo dela logo na primeira vez que se veem. E o pior ela não fica escandalizada e tem reações atípicas que a assustam.

Gostei do modo como a autora conduziu as interações entre os dois. Ele realmente tenta resguardar a honra dela e não a força a nada que não queira. É tudo muito rápido pois são apenas dois dias de festa, mas o sentimento entre eles é crível, apesar das dúvidas, nem ela nem ele ficam matutando, tentando achar desculpas para evitar que as coisas aconteçam naturalmente.  Há momentos para rir, para suspirar, para temer, para se surpreender, se indignar. Ou seja, é um conto bem estruturado apesar de suas poucas páginas.

RESENHA: The Naked Viscount - Sally MacKenzie (Naked Nobility #5)

The Naked Viscount - Sally MacKenzie

Amei. Lorde Motton é meu "mocinho" favorito nessa série. Sorry Charles! Essa história é bem mais intricada que as anteriores, e mais madura também. Temos aqui além do romance aventura, mistério e até ação! 

Jane Parker-Roth é bem diferente dos irmãos que já conheci. Primeiro que ela não é uma aficionada por plantas, e segundo por não ter aparentado ser tão teimosa quanto o irmão John. 

Ela tem 24 anos e está indo para a sua oitava temporada londrina. Apesar da personalidade forte, ela prefere se manter à margem nos eventos sociais. Acha tudo muito enfadonho e prefere a companhia dos livros. Edmund Smyth, o Visconde Motton está para completar 34 anos e desde que herdou o título aos 16 anos tenta se manter solteiro. Não vê motivo para apressar tudo apesar dos apelos constantes das 5 tias paternas. 

Lady Winnifred, uma de suas tias,  nos é apresentada no livro do Barão, já que é numa das propriedades do Visconde que o casal se conhece. Mas lembro de achá-lo um tanto parado. Ele em nenhum momento deu nem sequer um vislumbre do que vemos no presente livro. Lá, a tia era a senhora da casa e resolvia tudo, ele no entanto, parecia um recluso. Mas as coisas mudam.

Considero esse livro mais maduro pois desde o início eles exploram a atração que sentem um pelo outro. Não há o distanciamento que teve nos livros anteriores. Talvez por conta da enrascada em que eles se metem ao tentar encontrar as pistas para resolver um enigma. Os dois sabem do perigo, mas a necessidade de ficarem perto um do outro é maior e eles se rendem. Isso nos agracia com cenas ótimas deles se escondendo, fugindo, além de dezenas de conversas inteligentes. 

Acredito eu que o que mais conquistou ambos foi descobrir que no outro havia uma mente inteligente e intrigante. Cada um contribui com um aspecto e juntos eles vão desvendando tanto o mistério que os une como a si próprios.

Adorei a maneira como os pensamentos íntimos de cada um é exposto e podemos ver conforme Edmund se dá conta que a companhia de Jane faz bem a ele, e como tê-la ao seu lado, como mulher e cúmplice é algo que na verdade não o assusta, mas o excita (não só fisicamente, mas em todos os aspectos inerentes à um casamento feliz)

Jane é apaixonada por ele desde sempre, e chega a ser fofo o jeito como ela tenta se refrear e não se encher de esperanças. Ela não consegue imaginar que tudo o que eles vivem naqueles dias possa continuar depois de o quebra-cabeças ser resolvido. Mas ela não seixa de fazer o que quer. Acredita que se deixar aquela oportunidade de viver intensamente passar pode se arrepender para sempre.

Então, a cada pista decifrada eles se tornam mais íntimos e mais apaixonados, O melhor é que não há, ao menos explicitamente, teimosia de nenhuma das partes em tentar evitar o inevitável. Ela não banca a donzela em perigo e ele não tenta dar uma de macho-alfa sem que haja necessidade para tanto. Além de que as cenas íntimas entre os dois explora muito além do que até então tinha sido tratado na série.

Agora só falta o príncipe e o Rei. O Rei eu já sei quem é. Mas e o Príncipe?

4 de maio de 2016

RESENHA: Cavalheiro Apaixonado - Sally MacKenzie (Naked Nobility #6)

Cavalheiro Apaixonado - Sally MacKenzie


Ótimo. Voltamos a casais bem-pensados. Só achei que a autora poderia ter explorado um pouco mais a paixão em comum dos dois pela botânica. Poderia ter rendido mais cenas engraçadas. Embora este tenha tido algumas gargalhadas a mais que os anteriores.

Sem querer eu acabei me atropelando na leitura de novo. Este é o sexto livro da série, cronologicamente falando. Mas o quinto que é do Visconde Motton foi escrito depois deste. Infelizmente rolou alguns spoilers pesados acerca do relacionamento deles. Quando li o do Marquês antes do livro do Barão não houve estragos pois os personagens não se conheciam. Mas dessa vez eles são da mesma família!

John Parker-Roth é um cavalheiro sem títulos mas com fortuna de 30 anos que não deseja se casar, na verdade, ele não faz questão, já que tem outros dois irmãos homens que vão dar continuidade ao nome da família. Essa posição ele mantém há 4 anos, desde que foi abandonado no altar por Lady Grace, a "mocinha" do livro 2.

Margeret Peterson tem 21 anos é a segunda filha do vigário. Está em sua segunda temporada em Londres. É apaixonada por plantas e sonha em se casar e ter filhos, construir e manter uma vida sossegada em um lugar em que possa explorar sua paixão pelo verde. Chega a Londres determinada a conseguir um marido antes que a temporada termine.

Os dois se conhecem no ano anterior durante a escandalosa reunião em que Lizzie e Robbie ficam juntos. Como no livro anterior ela por vezes abandona a amiga, eu realmente acreditei que ao menos uma migalha de sentimentos mútuo pudesse ter surgido e que a autora iria pegar daí. Mas não é o que acontece.

A história começa com Meg se enfiando pelos jardins durante um baile com outro senhor, o Visconde Bennington. Isso eu meio que não entendi já que até então Meg não tinha dado a entender que tivesse o tipo de personalidade que iria fazer esse tipo de coisas, sair desacompanhada com um homem solteiro para um lugar escuro e notoriamente conhecido como destino de casais mais afoitos.

Parkers como John é chamado pelos outros personagens nesse livro, e está em Londres obrigado pela mãe que ainda não desistiu de vê-lo casado, está neste mesmo baile, no jardim, fugindo da mãe e acaba salvando Meg de uma enrascada só para colocá-la em uma ainda mais constrangedora.

Aqui acontece uma das cenas mais hilárias de toda a série. Vários dos casais anteriores vão entrando no cômodo em que eles estão aguardando o veredito acerca de quão arruinada a reputação de Meg está. O que torna a situação cada vez pior mas em compensação mais engraçada impossível. Ela nega o pedido de casamento de John (que o faz a contra-gosto) e dá início à saga desses dois.

Um resumo contundente seria dizer que ela gosta dele, quer se casar com ele mas não quer aceitar, e ele gosta dela, quer se casar com ela mas não quer pedir. O que vemos então é uma força-tarefa dos outros personagens (inclusive a famigerada Felicity que foi algoz de Lizzie) tentando ajudar os dois a deixar de serem tão teimosos. 

Fiquei triste de a única vez em que parece que a autora vai explorar a botânica para aproximar os dois dá meio que errado. E em vez de uni-los como um casal apaixonado os une de maneira forçada. Achei que há um cavalheirismo exagerado no fim. Em um momento da história que aquilo tudo já não fazia sentido.

Eles ficam juntos no final sim. acabam se entendendo e se tornando um casal de verdade mas tanta coisa deixou de ser explorada, tantas situações poderiam ter sido criadas. Afinal o livro tem apenas 159 páginas e a maior parte dos percalços são auto-infligidos pelos dois protagonistas.

RESENHA: Conde Apaixonado - Sally Mackenzie (Naked Nobility #4)

Conde Apaixonado - Sally Mackenzie

Esperava mais. Foi divertido como os anteriores mas eu tinha uma expectativa maior para Robbie. E a sinopse dá a data errada, não é 1892 e sim 1816 ou 17. Melhor ainda. Ainda assim é um livro rápido de ler, mantém as 157 páginas dos anteriores. Sem perceber eu já tinha lido metade.

Robbie é o Conde Westbrook, primo da atual Duquesa de Alvord. É apaixonado pela irmã mais nova do Duque mas não tem intenções de casar-se com ela e nem com ninguém. Guarda um segredo que parece intimidador até a hora que este se revela.

Lizzie é uma jovem em busca de aventuras. Prometeu-se ser ousada nesta nova temporada Londrina e por isso aceita o convite para uma das festas mais mal vistas de toda a Inglaterra. Leva junto sua acompanhante Lady Beatrice e a amiga também em temporada, Meg Peterson.

Uma coisa que me irritou foi que apesar de ela realmente ser ingênua, muitas das enrascadas que ela se envolve poderiam ser evitadas caso a sua acompanhante e/ou sua amiga permanecessem ao seu lado ou fossem um pouquinho mais atentas. Ela é o tempo todo abandonada. Trocada por coisas mais interessantes e passa boa parte do tempo sozinha.

O início da história prometeu algo que não se desenvolveu. Parece até que a cena foi inserida para que algo na história fizesse jus ao nome do livro, que no original é The Naked Earl. (O Conde Nu). Mesmo que ali se apresente também os antagonistas.

Antagonistas esses que são insuportáveis. Felicity não tem nada de feliz. É uma garota invejosa e ardilosa que só pensa em abocanhar o título de Condessa. Recruta Lady Hartford que é Charlotte, a moça anteriormente conhecida como Lady de Mármore. Essa por sua vez acabou conquistando minha simpatia, é uma moça sensata depois de cometer sua cota de erros. E o tal Andrew, um verdadeiro patife, mau-caráter. É odioso e fiquei decepcionada de ele não ter um destino trágico.

Robbie nos é apresentado no primeiro livro quando ele arma para o amigo e para prima. Lá ele parece ser um verdadeiro bon-vivant, um jovem que quer aproveitar a vida e o que ela pode trazer de bom sem se preocupar com o futuro. Mas aqui, pelo contrário, é um homem amargurado, quase resignado com o destino inevitável de ser ser sozinho.

Eu realmente achei que depois da primeira cena entre os dois, eles iam se juntar em um plano para se afastar de quem eles não queriam por perto e na brincadeira se apaixonar ainda mais. Mas acontece diferente o que tirou grandes oportunidades de manter a veia cômica que a autora vinha mantendo até então na série. Em chatice se aproxima do livro do Laird. O que é uma pena, pois tanto Lizzie quanto Robbie mereciam uma história melhor.


3 de maio de 2016

RESENHA: Colter's Woman - Maya Banks (Colter's Legacy #1)

Colter's Woman - Maya Banks

Trágico. De Ruim. Ainda bem que esse não foi o primeiro livro dela que li. Se fosse eu teria tomado nojo da autora. Na verdade, depois de começar a ler eu me dei conta de que eu já o tinha quase feito. Esse foi um dos romances eróticos que abandonei logo que conheci o gênero.

Vi no goodreads toda a polêmica acerca dessa série e fiquei curiosa. É um desses casos de ame ou odeie. Depois da leitura devo dizer que sou do time que não entende o apelo que essa bosta tem e que tanta gente defende.

Resumo da sinopse: 3 irmãos querem encontrar uma única mulher para ser deles e acreditam ter encontrado a escolhida quando mais velho acha nossa protagonista quase morrendo de frio na frente da casa deles. Começou a odiar já? Eu também. Mas calma piora. Vamos aos protagonistas:

Holly - Mulher de 25 anos que foge do marido logo depois do casamento por ter visto o que não devia. Teme pela própria vida e age como uma menina de dez anos sem capacidade de fazer nada sozinha. É extremamente irritante e medrosa, chora a toa e é virgem.

Adam Colter - É o irmão mais velho. Controlador, se acha o dono da verdade, quase ao ponto de se tornar um sequestrador. Como os dois irmãos é descrito como uma massa enorme de músculos. Por vezes ele força tanto a barra que fica claro que se ela negasse ele a teria na marra.

Ethan Colter - É o irmão do meio. Esse é tão grudento que beira o insuportável. Não consegue manter as mãos longe dela por muito tempo. Quando não está perto da Holly é o que tem a personalidade mais normal. É tranquilo e aparentemente equilibrado, mas como os irmãos, fala coisas sem sentido.

Ryan Colter - É o irmão mais novo. Defendeu o país no Iraque e voltou ferido emocionalmente e fisicamente, tende a surtos. Porém é por causa dessa 'dor' prévia dele que ele se torna o melhor dos três. Os receios dele tem fundamento, e o sentimento entre ele e a chatona é o que parece ser mais natural. Se fosse uma história amorosa só entre os dois poderia ter terminado em um livro incrível. 

O que mais esse livro tem de WTF?: Depois de achá-la inconsciente na neve sem casaco, Adam fica de pau duro em poucos minutos. Depois de cuidar dela, e saber do medo que ela tem de homens, ele deita ao lado dela na cama que ela dorme e passa a mão pelo corpo seminu da garota (hein?) Foi nesse ponto que abandonei da primeira vez. Mas me forcei a continuar para poder participar do bate-boca. Bem, piora.

Uma das piores coisas que já vi escritas na minha vida em todos os sentidos foi a cena em que ela perde a virgindade. Primeiro que antes de tudo o Adam decide que quem o faria seria o Ethan pois ele é o mais carinhoso. (Tipo... meu bem, quem escolhe é ela, não acha?) Mas acaba que na hora do vamos ver, ela que até então era inocente acaba na cama com os 3 ao mesmo tempo e vemos a descrição de ela chupando até o talo dois deles e um deles enfiando sem dó, de uma vez o pinto na pussy virgem dela..

Coooomooooo? Sem nunca ter feito nada parecido ela de repente se torna a expert em sexo oral, sem engasgar e com os caras ditando o ritmo no melhor estilo cara babaca com a mão na cabeça da mulher, nada degradante. E os caras que estavam super preocupados com ela nem se importam de meter sem ir dando tempo para a ridícula se acostumar com o tamanho (descrito como grande) dos caras? 

Piora? Claro! No dia seguinte ela tem forças para fazer mais logo de manhã com o Ryan no estábulo. E de tarde com o Ethan no chuveiro. Aliás o que eles mais fazem é tomar banho. E jogar Monopoly. Parecem adolescentes que foram deixados sozinhos em casa pelos pais. Não dá para entender como ela se entrega a eles tão sem receios. Uma mulher que passou o que passou teria se mandado assim que tivesse a chance. 

E eles que são os fortões e ficam dizendo que vão protegê-la de tudo dão vários foras. Sempre que o marido dela aparece, de alguma forma, as coisas saem do que eles queriam. Ele conversa com ela, ela é atropelada, ela é sequestrada e quase morta, Tipo, se você está com 3 homens que são donos de uma hospedagem de caça, sabem atirar bem, inclusive um deles é militar e são fortes além da média, você acha que eles dariam conta de proteger você, uma garota de 1 metro e meio de altura de um cara de tamanho normal. Mas claro que não. 

E um dos pecados capitais em romances eróticos. Eles chegam a conclusão que a amam em 2 dias. Não são duas semanas nem dois meses. Dias. DIAS! DIAS! DIAS! E nem vou falar do final. Se eu tivesse o livro físico, eu queimava.