29 de abril de 2016

RESENHA: The Naked Laird - Sally MacKenzie (Naked Nobility #2.5)

 The Naked Laird - Sally MacKenzie

Deixou a desejar. O casal desse livro é chato. São duas pessoas egoístas que se casam muito jovens e por teimosia de ambas as partes ficam 10 anos separadas. A autora que delineou tão bem os casais anteriores parece ter feito esse às pressas. Era melhor ter ficado sem. 

Ian é um conde escocês de 30 anos. Ao longo dos últimos anos que passou em Londres colecionou amantes, muitas delas casadas ou viúvas. Desde que a esposa perdeu o filho, nunca mais voltou a vê-la até esse fatídico final de semana na casa do Visconde Motton.

Eleanor é a sua condessa, tem 27 anos e se casou com Iam, por amor, aos 17 anos. Logo no início ela engravida porém perde o bebê logo depois. Em meio a dor, medo, tristeza ela se fecha para o mundo e para o, segundo ela, insensível marido. Vai morar no campo até que recebe o convite da tia de Lorde Motton para um final de semana em sua propriedade.

A princípio achei muito interessante a ideia. Lady Smyth já havia mostrado ser casamenteira antes e aqui ela aparece como uma pessoa bem lúcida em oposição a visão excêntrica que temos no livro do Barão Dawson. Mas este casal se isola das festividades e passa o temo todo se lamentando pelos cantos.

Ele a ama e vice-versa, mas como duas mulas empacadas não veem isso e acreditam cada um na sua própria verdade. Ao fim da leitura eu passei a ver Eleanor como tendo mais culpa na separação que ele. Ela se perde em meio a sua ingenuidade por não saber que perder bebês no início da gestação é normal e passa a se fazer de vítima. Acredita piamente que é a mulher mais infeliz do mundo mas não faz nada para mudar isso.

Já Ian, depois de passar dois anos escrevendo cartas sem obter respostas, lava as mãos e resolve viver como solteiro, passando mais tempo em Londres pulando de cama em cama e ganhando fama de mulherengo. Quando se fosse mais corajoso teria ido até o interior confrontar a mulher e reaver o casamento. Não falo de se forçar para cima dela, mas de ficar cara a cara e ter uma conversa como adultos que são. 

Enfim, ao contrário dos outros livros da série que li até aqui este é descartável. Não tem a mesma leveza, os personagens não tem o mesmo carisma, não há momentos descontraídos. Nada realmente bom, nada que normalmente os leitores do gênero procuram. Só há problemas e mais problemas.

RESENHA: Barão Apaixonado - Sally MacKenzie (Naked Nobility #2)

Barão Apaixonado - Sally MacKenzie

Agradável. Apesar de eu ter lido fora de ordem sem querer não teve problemas. Cronologicamente os dois protagonistas se conhecem antes do casamento de Sarah e James. 

A primeira indiscrição acontece no mesmo baile em que Sarah é atacada pelo cafetão americano. Mas apesar de conhecidos eles não são amigos. No Brasil a ordem de lançamento foi alterada, esse se tornou o 3 e o de Charles o 2. Não entendo a necessidade disso.

Lady Grace tem 22 anos, é mais alta que a maioria das garotas, tem seios fartos e o quadril largo. Isso a torna intimidante e sente-se desajeitada e grande demais perto de homens comuns. Esse é um dos motivos que sempre a deixaram desinteressada no que se se refere às temporadas londrinas. 

Sua tia Kate tem 40 anos e é uma viúva sem filhos. Loira e pequena, se apresentou à sociedade aos 17 anos e tem boas recordações por isso insiste em levar a sobrinha para Londres antes que esta se case com seu prometido, John. 

Lorde Dawson tem 31 anos, é Barão há cerca de 1 ano e está atrás de uma esposa pois sabe que o tempo não para e precisa de um herdeiro pois o primo que herdaria o título caso falecesse, não vale nada. Ele é é bem mais alto que a maioria dos homens, e não quer uma garota muito frágil, portanto ao vislumbrar Grace se torna determinado a fazê-la sua esposa. 

Junto dele está seu tio Alex. Ele tem 45 anos, só esteve em Londres uma vez há mais de 20 anos e teve seu coração partido. Manteve-se afastado dos bailes e festas londrinos atém então para evitar encontrar a mulher que permeia seus pensamentos até os dias de hoje. Sua vida muda quando a acompanhante da mulher que seu sobrinho almeja se revela ser seu grande amor.

Tudo seria simples se as duas famílias não tivessem uma rixa há décadas e se casar com o Barão Dawson seja a última coisa que o pai de Grace permitira. Ele preferiria dançar nu na frente de toda a sociedade a permitir que isso aconteça. A bagunça está armada. Com este cenário eles se apaixonam. Seus tios se envolvem novamente e ficam divididos entre remediar arrependimentos ou criar novos. Grace por sua vez se vê dividida entre seguir seu coração e obedecer a se pai. 

A história é morna até cerca de 60% do enredo. Ele é charmoso e bem-educado e ela muito indecisa no que se relaciona a ele. Os tios parecem adolescentes. Os anfitriões das festas são meio esquisitos o que causa uma parcela de informações confusas. E o final deixa algumas pontas soltas. Mas apesar desses detalhes é um bom divertimento e será melhor apreciado caso os livros seguintes amarrem essas pontas soltas.



RESENHA: Marquês Apaixonado - Sally MacKenzie (Naked Nobility #3)

Marquês Apaixonado - Sally MacKenzie


Perfeito! Que amorzinho de romance. Dois protagonistas adoráveis, m pouco de suspense, muita comicidade, uma pitada de ingenuidade e muita sensualidade.

Charles já tinha me conquistado no livro um como o Major amigo de James. Aqui conhecemos outras facetas deles igualmente suspirantes. Ele tem 30 anos e realmente não esperava se tornar Marquês, mas isso acaba sendo inevitável depois da morte trágica de seu irmão Paul e da esposa em uma viagem fora do país.

Emma tem 26 anos, é filha do vigário, nunca se casou nem sequer foi apresentada à sociedade, Devido ao afastamento momentâneo da governanta da propriedade do marquês ela se oferece para cuidar das duas filhas do falecido até que o atual dê o ar da graça.

O mais divertido é que eles já se conheciam na infância e ela sempre foi apaixonada por ele, Ele sempre esteve lá para ajudá-la, e ela sempre se metia entre ele e os outros meninos que por acaso são James e Robbie, que nos foram apresentados no volume I.

Uma das melhores cenas é descrita ainda na sinopse, que é quando ele a pede em casamento pela primeira vez. Por mais que ela nutra sentimentos por ele, o pedido feito apenas algumas horas depois da chegada dele na casa e a maneira objetiva e prática com que ele fala tudo a deixa atordoada e chateada e ela diz não. Com isso ele decide fazer de tudo para conquistá-la e conseguir o sim.

Enquanto isso, em paralelo, um verdadeiro mistério se desenrola. Seria fantasmas nessa casa tão antiga, ou algum dos convidados fica se esgueirando pelos cantos? Toda essa história rende algumas interações bem divertidas entre os personagens principais e secundários. 

Aliás, as sobrinhas de Charles, Claire e Isabelle, de 4 e 9 anos são umas figuras. As peripécias das duas meninas acabam sendo de grande importância para aproximar o casal, dando um toque de leveza ao romance.

Acontece muita coisa em apenas 157 páginas. O fato de não haver enrolações nem fuga do assunto contribui para que o livro apesar de curto seja muito rico. Mais uma vez tiro o chapéu para MacKenzie. Que escritora incrível.

28 de abril de 2016

RESENHA: Duque Apaixonado - Sally MacKenzie (Naked Nobility #1)

Duque Apaixonado - Sally MacKenzie


Viciante. Lido em uma única sentada. 3 horas e meia para ser mais exata. Um romance inocente e cheio de conturbações ao mesmo tempo. Dois protagonistas inusitados e um antagonista digno de novelas globais. 

Essa minha fase romântica vai ser longa se eu continuar achando romances históricos fofos, empolgantes e bem escritos. Não conhecia Sally MacKenzie mas esbarrei na sinopse do livro 3 dessa série sem querer e decidi que precisava ler. Quando vi que eram cinco livros fiquei mais animada ainda.

MacKenzie ao que tudo indica sabe o que faz. Os costumes da época, os detalhes contidos nas descrições dos lugares, as personalidades dos personagens, tudo é tão redondinho que contribuem para a necessidade de não largar o livro até que termine.

Sarah é americana, perdeu a mãe ainda jovem e o pai recentemente. Apesar de seu pai ser da nobreza inglesa, cresceu como a filha de um médico generoso na Filadélfia. Não entende nada das regras de conduta da sociedade londrina. Promete ao pai no leito de morte que iria para a Inglaterra atrás do tio um Conde. E é o que faz, 

James é o Duque de Alvord, tem 28 anos e sabe que precisa de uma esposa e de um herdeiro logo para assegurar que o ducado e as terras fiquem em boas mãos e não sejam destruídos pelo avarento e invejoso primo, Richard. Primo este que passa o tempo todo maquinando, tentando achar formas de matar o atual duque. Ele acredita ter sido injustiçado e ser o dono real do título.

A maneira como os dois se conhecem é hilária. Super escandalosa mas definitivamente uma das mais irreverentes que já tive a chance de ler. Ela é uma jovem inocente até o último fio de cabelo e completamente alheia ao que acontece entre um homem e uma mulher. Ele por sua vez tem uma reputação, mas ao longo da história se mostra ser o mais perfeito cavalheiro. O que faz com que no final ele se torne um protagonista totalmente atípico.

Os personagens coadjuvantes contribuem enormemente para o desenvolvimento irreverente do enredo. A tia de James e sua acompanhante são duas mulheres que me fizeram rir a todo momento. Fico imaginando com seria colocar estas duas junto de Lady Danbury da série dos Bridgertons num mesmo salão de baile. Elas definitivamente acabariam descobrindo que fofocas são reais e que casais devem ou não ficar juntos com direito a um empurrãozinho aos mais lerdos. 

Se os demais livros dela seguirem esse mesmo ritmo e padrão, ela corre o sério risco de arrumar um lugarzinho bem ao lado da Julia Quinn no meu coração. Alguma editora (arqueiro.. oi?) poderia relançá-los com uma edição bonita de livraria. Merece.

27 de abril de 2016

RESENHA: A Duquesa Rebelde - Christine Merrill (Radwells #1)

A Duquesa Rebelde - Christine Merrill


Adorável. Que romance gostoso de ler. A história é bem leve, com um toque de tensão. Mas aquela tensão boa pois já sabemos que tudo vai se acertar ao final da história. Basta saber o número de percalços até lá.

Miranda é uma jovem plebeia de 23 anos que não tem nada para chamar de seu além de sua própria virtude e temperamento forte. Já Marcus é um duque de 35 anos amargurado desde que ficou viúvo e perdeu o filho na mesma noite.

Ao ler a sinopse somos levados a crer que ela nem cogitava se casar e que ele não vai se interessar em ter um casamento de verdade, além das aparências por conta da falecida.

Mas é totalmente diferente. Há um toque de sedução, há momentos de risadas, há brigas. Mas acima de tudo, apesar de faltar um pouco de comunicação entre eles no início, há o claro interesse dos dois em fazer desse casamento um sucesso.

O antagonista é que é odioso. Um enganador nato. Você começa adorando o personagem e termina querendo a morte do indivíduo. E apesar dos sentimentos contraditórios, isso só me faz mais curiosa acerca do livro seguinte. Essa autora que eu não conhecia escreve muito bem e constrói personagens cíclicos e densos. Mesmo os empregados, que aparecem de forma esporádica, nos fazem querer conhecê-los. 

Eu me vi querendo ver Polly, a criada da duquesa encontrando um rapaz bom, quis ver o mordomo, Wilkins, se recuperando totalmente do vício, quis ver a tal governanta se dando mal por ser tão horrível. Mas como na vida, nem tudo é certinho. Personagens que achávamos ser inocentes são vilões e os prováveis vilões não são tão ruins assim.

O melhor é que não há aquela sensação de 'e viveram felizes para sempre' e sim o sentimento de que um casal conseguiu zerar todos os problemas que dificultaram o casamento no início e que agora tem uma relação mais forte. Mas ainda assim cientes de que problemas acontecem e podem sim, voltar a assombrá-los.


25 de abril de 2016

RESENHA: Proteja-me - Maya Banks (Slow Burn #1)

Proteja-me - Maya Banks

Como romance = blá. Como suspense = Ótimo. Quem me conhece sabe que gosto muito desta autora. Mas esse livro me surpreendeu um pouco por ser um tanto atípico dentro dos eróticos dela. Positivamente, claro. 

Muitas das características mais marcantes de Maya como autora estão aqui mas de forma muito mais sutil que de costume. O cara é inimaginavelmente rico, mas isso não é jogado o tempo todo. O protagonista tem um sentimento de posse elevadíssimo sobre a mocinha, mas é quase justificável pela situação que eles se encontram. Etc.

Caleb Deveraux é lindo, jovem e musculoso, obviamente, já que udo isso é pré-requisito para esses livros. Tem três irmãos, e é dono de uma empresa de segurança que colocaria Fort Knox no chinelo, empresa essa que é fundada logo depois de o sequestro de sua irmã mais nova chegar ao fim.

É durante esse sequestro que Ramie St. Clair entra na vida de Caleb. Ela é uma jovem mulher de compleição frágil, olhos cinzentos e cabelos encaracolados.O diferencial é que Ramie é sensitiva. Ela se esconde do mundo pois entrar na mente das pessoas é desgastante e exige muito da sua saúde. 

Caleb vai atrás dela como qualquer macho-alfa dominador que se preze e a obriga a ajudá-lo a encontrar a irmã, é nesse momento que ele descobre o quanto fazer isso exige dela e instantaneamente resolve que a protegerá a todo custo. (O mais engraçado é que apesar de eu saber que as coisas vão ser assim eu fico com raiva. Esses instintos quase primitivos que surgem nesses personagens não se encaixam na minha ideologia de vida.)

Isso acaba sendo bom para ela pois há um homem, sensitivo também, que a persegue. Ele vem matando mulheres com a intenção de forçá-la a se entregar a ele. Caleb oferece refúgio a ela em parte por se sentir culpado pelo que fez e em parte por estar se apaixonando por ela. Mas o relacionamento dos dois tem um progressão bem lenta. Só acontece algo de fato na metade da história.

Gostei muito disso pois assim a autora se focou mais no suspense, no terror psicológico que a personagem sofre. A tensão de ter alguém perseguindo-a e o fato de a única pessoa que pode mantê-la segura tomar essa decisão de ajudá-la apesar de saber que trará todo esse perigo e atenção para a própria família foi um lado da Banks como escritora que eu não conhecia e foi uma bela surpresa.

Nem tudo são flores claro. No final, quando eles finalmente encontram esse assassino eu achei esdrúxula a maneira como os fatos se sucederam. Até então a mediunidade estava sendo usada de forma convincente dentro de todo o drama, e do nada tudo é descoberto sem muito esforço, pelo personagem que até então não tinha demonstrado nenhuma aptidão para fazer o que fez.

Todos sabemos que o casal fica junto no final, mas confesso que o diálogo entre eles foi patético. Digno de final de comédia romântica adolescente. Seremos felizes, casaremos, teremos filhos, uma casa linda e tudo será perfeito. Hein? Para mim, simplesmente não encaixa com todo o teor que o livro vinha tendo.

Outra coisa é que a capa engana. Ela é um exemplo perfeito de capa de romances eróticos famosos. Mas o livro em si não tem nada muito a ver com o perfil. Há sexo, um bilionário e uma mocinha indefesa e frágil. Mas o romance entre eles não é o fator principal. 

23 de abril de 2016

RESENHA: O Violino de Auschwitz - Maria Àngels Anglada


DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB
04/12 - Livro sobre Holocausto

O Violino de Auschwitz - Maria Àngels Anglada

Mediano. Não gostei exatamente. É ruim dizer isso, mas há relatos muito melhores e modificadores, emocionantes. É uma obra ficcional mas poderia ter sido melhor delineada.

A narrativa é confusa. Vai e volta sem muito sentido e ora está em primeira pessoa, ora em terceira. O violeiro, Daniel, nos é apresentado muito superficialmente. Quase parece que ele vivia em uma realidade à parte.

Talvez eu esteja mal acostumada com livros do gênero e por este livro estar há tanto tempo na lista de desejados e quero ler, a expectativa acabou sendo maior que a realidade. Não me conectei aos personagens, e a leitura foi extremamente arrastada. 

São apenas 127 páginas e não sei se até o texto original foi raso assim, ou se algo importante ficou perdido na tradução. O meu exemplar teve alguns erros de digitação, então fica a dúvida se o projeto da Editora Globo não pecou na atenção que esse livro exigiria.

Enfim, apesar de ser amante dessa parte da literatura devo considerar este título um passável. Com tanta coisa boa sobre o holocausto, tanto relatos reais como fictícios tão mais edificantes esse especificamente não faria falta na pilha. Precisaria de umas 300 páginas a mais para que fizesse sentido. 

Não sei resenhar livro ruim.. então chega.


RESENHA: A Voz do Coração - Michelle Willingham (Clã MacKinloch #3)

A Voz do Coração - Michelle Willingham


Uma novela mexicana. Gostei muito até, apesar da protagonista mega irritante. O que me deixou mais chateada foi descobrir ao fim da leitura que esse é o 3º livro e que agora eu preciso caçar os dois primeiros.

Marguerite é a típica francesinha. Miúda, mimada, enjoada, enervante, medrosa, chata, insegura, filhinha de papai versão séc. XIV. É loira dos olhos azuis, a mãe morreu quando tinha apenas 2 anos e depois viveu numa bolha criada pelo pai, um duque.

Callum é o terceiro filho em um clã escocês de guerreiros. Uma família sem prestígio dentro da hierarquia inglesa-francesa e portanto nem figura a lista de possíveis pretendentes a marido de uma filha de duque, mesmo uma que seja a quarta filha.

Eles se conhecem quando ele é prisioneiro do noivo cruel dela. Ela o encontra quase morto e cuida das feridas dele. Claro que rola uma paixão instantânea. O tempo passa e eles se reencontram, ela agora está prometida para se casar com outro, mas o escocês está disposto a ganhar a moçoila, e esta acredita que pode convencer o pai a deixá-la casar com o bonitão pobre. Isso foi algo que me irritou profundamente. Essa ingenuidade extrema.

O novo noivo é gentil, bonito e simpático, mas não tem interesse romântico nela, só quer o dote. Junte a isso uma tia viúva invejosa e má, um pai quadrado e crimes cometidos por ex-escravos escoceses e pronto. Temos todos os ingredientes para uma novela mexicana um romance de banca.

Ah. Ele é mudo. Não mudo de nascença. Mas perdeu a voz na infância devido ao sofrimento sendo escravo. Eu sei que os personagens são novinhos, ela tem 18 anos e ele 19, e que isso deveria justificar a ingenuidade e o vitimismo, mas não consigo mais aceitar essas coisas. Se tem idade para sexo, tem idade para encarar os problemas de frente.

Em vários momentos a história deles poderia ter sido encurtada. Achei que houve um excesso de internalizações. Partes extensas de alguns capítulos foram dedicados aos devaneios de um ou outro, pensando em como sair de tais problemas, ou remoendo o passado. 

A maneira como eles ficam juntos é que me surpreendeu e me deixou incrédula. Desculpe o spoiler, mas alguém que acabou de aprender a nadar, mesmo com ajuda, não sobreviveria a um salto para o mar, ainda mais durante a noite. Não colou. Depois disso tudo o pai dela ainda aparece e magicamente concorda com o casamento e fica para a festa. Só em livro mesmo.

17 de abril de 2016

RESENHA: A Dama da Meia-noite - Tessa Dare (Spindle Cove, #2)

A Dama da Meia-noite - Tessa Dare


Um bom passatempo. Dentre os 3 lidos até agora esse é o menos interessante. Mas ainda assim tem muita coisa boa nesse livro. Protagonistas bons, com histórias originais e tudo ocorre dentro de Spindle Cove.

A Srta. Taylor é uma moça de 23 anos que carrega uma mancha de cor vinho no rosto. Nasceu com ela, mas fora isso não sabe de nada sobre seu passado, de onde vem ou o que resultou em sua ida à um colégio no interior, em uma cidade perto do reduto das solteiras.

O Cabo Thorne que é sempre tão enigmático e dono de uma expressão de poucos amigos não dá nenhuma pista até então que poderia se apaixonar por alguém, ou sequer pensar em uma mulher.

Achei Kate totalmente diferente dos outros livros, eu tinha a impressão de que ela fosse mais reservada, mais centrada e tímida até. Mas não é o que vemos nessa história. É ela que dá o primeiro passo e acaba provocando Thorne. Eles passam boa parte do tempo discutindo sobre tudo e a 'paixão' entre os personagens surge bem mais tarde aqui que nos anteriores. O que me deixou pensando que esse seria um livro mais leve, mas não.

Depois dos primeiros capítulos, quando nós tomamos conhecimento da busca intensa dela pela verdade sobre sua família eu imaginava um decorrer totalmente diferente do que é apresentado. Achei que Thorne a ajudaria nessa busca, ou coisa parecida, e que ela só descobriria de onde vem mais para o final, mas acaba que é bem diferente.

Isso me incomodou um pouco. Apesar de todas as explicações que a autora desenvolveu para que o aparecimento da família se desse da maneira que foi, eu não engoli e fiquei até o final achando que Drewe tinha algo em mente. Não consegui vê-lo como o primo bonzinho que a autora descreveu. Eu esperava algo mais tempestuoso.

As outras personagens femininas que chegam a Spindle Cove poderiam ter sido melhor apresentadas e eu senti falta de ver as Highwood interagindo na história. Elas são ótimas personagens, desde a mãe louca casamenteira até às irmãs. Mesmo que Minerva não esteja mais vivendo ali, as outras duas e a mãe tiveram personalidades tão bem trabalhadas até então que mereciam uma atenção especial.

O importante é que eles casam. Ele passa o livro todo com a postura de que é indigno e tal, mas cede. E pelo epílogo dá para ver que ela fica com tudo, o cara e a família. Nada poderia ser mais perfeito. Mas não temos nenhuma aparição aqui da garota que é parte do próximo livro, que aliás tem tudo para ser uma das melhores histórias.

14 de abril de 2016

RESENHA: Uma Semana para se perder - Tessa Dare (Spindle Cove #2)

Uma Semana para se perder - Tessa Dare

Muitos suspiros e sorrisos. Esse livro superou minhas expectativas. Personagens bem desenvolvidos, história cheia de detalhes, boa escrita e boa tradução e uma arte de capa bem feita.

Quem olha a descrição dos personagens não acredita que eles possam se tornar um casal. Mas essa é uma das questões mais interessantes nesse livro. Como pessoas que nunca se envolveriam, nem mesmo teriam uma conversa produtiva acabam se apaixonando.

Minerva é uma garota sem muitos atrativos à primeira vista. Mas é inteligente, focada, determinada, confiante e dona de uma (normalmente) língua afiada. Ela a princípio começa a ter discussões com Colin por conta de sua irmã, a frágil Diana. Ela tenta a todo custo convencê-lo de que não pode nem ao menos pensar em casar com sua irmã mais velha.

Já Colin é o Libertino clássico dos romances ambientados no séc. XIX. Detesta compromissos, aparenta não ter interesse em nada que venha com o título de nobreza que não seja a grana e o status. Bebe com frequência, passas as noites na rua com mulheres e jogatina esbanjando o dinheiro que tem. 

No livro anterior o nosso protagonista da vez está em Spindle Cove por causa do primo que é responsável pelas finanças dele até que este faça 27 anos ou se case, o que vier primeiro. Ele deve ficar lá até segunda ordem. Daí nasce a antipatia da mocinha por ele. Já que ao que tudo indica, ele só teria interesse em Diana para recuperar o controle do dinheiro herdado. 

Minerva faz uma proposta a ele que ao mesmo tempo serviria para que ela pudesse alcançar novos patamares dentro de sua profissão como ajudaria a Colin, mantendo-o longe da irmã, ao menos por tempo suficiente para que chegue seu aniversário.

A partir daí é uma série de confusões e reviravoltas, algumas inesperadas outras nem tanto. Ele mostra que tudo o que faz tem um motivo, se revela um rapaz carinhoso, atencioso, inteligente e criativo que enxerga Minerva como é, mas que nem por isso deixar de implicar com ela a todo instante. Uma das coisas que mais gostei e me fizeram rir foi a constante troca de nomes que ele faz. Ele a chama de qualquer nome começado por M, menos o de verdade. 

O sentimento dos dois acaba se mostrando já existente faz tempo, mas só se revela nessa semana que eles passam juntinhos. As cenas íntimas entre os dois são gradativas. Elas tem uma progressão normal e esperada, e apesar de a viagem ser escandalosa para a sociedade em torno, não chega aos pés da devassidão do casal do primeiro livro. Ele é muito controlado e ela tem uma curiosidade que quase beira a frieza. Ela conduz tudo como experiências científicas.

O final para mim foi um dos melhores em romances de época que li nos últimos tempos. É divertido, é intenso, é romântico, é emocionante, é fofo. Enfim, foi uma leitura muito prazerosa e até surpreendente. Devorei mais da metade do livro em algumas horas pois não queria largar. Eu precisava saber o que aconteceria a seguir. O que um deles, ou os dois acabariam aprontando.


13 de abril de 2016

RESENHA: Uma Noite Para de Entregar - Tessa Dare (Spindle Cove, #1)


Abril: Autores com as Letras L e T
Autor com T

Uma Noite Para se Entregar - Tessa Dare

Uma boa leitura. Foge do comum ao gênero em dois pontos para mim: Não estar centralizado em Londres e o cara não ser o Lorde, nobre propriamente dito. Quase não tive do que reclamar. Mas claro que tenho que reclamar de algo. Mas vamos do início.

Bram é militar. Essa é a sua função principal aqui. Ele é másculo, alto (embora eu sempre o visualize mais baixo que o primo), confiante, dono da verdade. Se feriu na guerra e faz 8 meses que está se recuperando.

Susanna é filha de um inventor renomado, conselheiro do príncipe, não é da nobreza, mas o mais próximo disso. Sua família tem dinheiro, posses e influência. É essa influência que ela usa para manter em Spindle Cove um retiro para moças de alta estirpe que destoam do "normal" para a sociedade.

Ri um bocado com os primeiros capítulos. Adorei a maneira como os dois se conhecem. Bem original e inusitado. Bram já é, desde o início, controlador. Ele gosta de ver tudo acontecendo à sua maneira, quando e porque ele quer. Pra mim é desconcertante isso, mas eu relevei pois ele é, no geral, um ótimo partido. Já Susanna é a perfeita mocinha enquanto está com ele nesse início e depois vai mostrando o restante de sua personalidade.

Gostei de não ter havido uma paixão relâmpago. Eles se apaixonam aos poucos pois se rendem ao desejo e atração que sentem um pelo outro. E o fato de isso acontecer em meio a uma confusão enorme é mais legal ainda. Ela tenta continuar com a rotina junto às meninas da Pensão e ele tenta se manter centrado em sua missão. 

O melhor do livro é ver que a vida não para na pequena vila, independente do que acontece entre os dois. A autora explora os demais personagens de maneira que eu cheguei ao ponto de shippar outros possíveis casais. Preferi nem ler a sinopse do seguinte pois quero surpresa, mas definitivamente vou continuar a série.

O que eu não gostei: a maneira como a Susanna perde a virgindade. Muito de mal gosto e um retrato daquilo que me incomodou no Bram. Ela queria, sim, ela queria. Mas se ele não tivesse pressionado tanto como fez eu acho que o resultado seria diferente. Achei meio controverso ela ser tão inteligente e independente e acabar sendo tão "indefesa" aos encantos e pressões dele. Foi uma exposição feia ao meu ver. Desnecessário. Não teve nada de romântico e bonito nessa cena.

O final foi bem intrigante. Adorei o capítulo centrado no Colin, e a maneira como a autora descreveu os acontecimentos e reviravoltas que levam ao "felizes para sempre".

11 de abril de 2016

RESENHA: O Último dos Canalhas - Loretta Chase (Canalhas #4)


Abril: Autores com Letras L e T
Autor com L.

O Último dos Canalhas - Loretta Chase

Praticamente perfeito. Esse livro acabou sendo exatamente o que eu precisava nesse momento. Um belo romance de época com uma mistura na dose exata de romantismo, ousadia, diversão e aventura. Os protagonistas são tudo o que um protagonista não deveria ser e é exatamente por isso que eles acabam conquistando quem lê. 

Vere nunca pensou que se tornaria duque. Afinal teriam que morrer uma avalanche de parentes homens para que isso acontecesse, e sendo um órfão que sempre levou a vida como uma brincadeira são remotas as chances disso realmente acontecer

Lydia por sua vez é uma garota um pouco alta para os padrões de beleza e que carrega um rosto que torna uma missão quase impossível negar suas origens. Ao contrário das mocinhas costumeiras ela é um furacão. É jornalista e tem tantos contatos e informantes que deixaria o FBI com inveja. Sabe de tudo o que acontece na cidade e tem uma trupe que faria o que fosse para descobrir o que falta.

Achei ótimo rever personagens do primeiro livro, mas sem interferir demais na história. O Trent acaba tendo seu plot paralelo, mas sua utilidade no principal é tamanha que se encaixa bem. Lorde e Lady Dain foram incrivelmente bem utilizados. Suas passagens são bem colocadas e as suas personalidades apareceram como no primeiro livro. Nada de casal perdidamente apaixonado que de repente não faz mais nada além de juras de amor como é a tendência em outras séries.

Chase também nos presenteia com uma série de momentos propícios à gargalhadas. Mesmo em partes mais tensas. Um dos melhores foi: "Ele tem o instinto materno de um porco-espinho com problemas digestivos.".  E isso o livro mal tinha começado. Por isso não aconselho beber nada enquanto estiver lendo. Pode causar estragos irreversíveis.

A única coisa que me incomodou brevemente no e-book foi que não há indicação de mudança de cena / perspectiva. Em um parágrafo você está lendo algo pela perspectiva de Lydia e no seguinte, na mesma cena / ação é a visão de Vere. Isso me causou alguns retornos na leitura. Pois apesar de continuar exatamente de onde parou é meio confuso.


9 de abril de 2016

RESENHA: Perto de Você - Bella Andre (Os Sullivans #7)

Perto de Você - Bella Andre

Bom. Nada espetacular. Talvez porque o Smith era o irmão menos cativante para mim. O engraçado é que a história deles é a que leva mais tempo para se desenrolar dentre as que envolvem total desconhecidos. O que não é normal dentro desses romances.

Smith é bem-sucedido, é ator, diretor, roteirista e produtor. Lindo de morrer. Pode ter qualquer mulher no mundo e geralmente é assim até que conhece Valentina. Ao conhecê-la, todo o lado sensível, família, protetor, gente fina, homem perfeito dos sonhos das leitoras solteiras (ou não) vem à tona.

Valentina é uma mulher sensual, confiante e que normalmente não se envolve com ninguém do meio artístico tanto por causa do passado da mãe como para proteger a carreira de Tatiana, sua irmã mais nova, em ascensão. Até que Smith Sullivan cruza seu caminho.

Pronto o cenário está pronto para uma tórrida história de amor. No inicio ela tenta se controlar e não ceder à atração que sente pelo ator, a insistência dela nesse quesito é até plausível, mas a linha entre o compreensível e a insegurança pura e simples é bem tênue. 

Smith dá espaço a ela e vai pelas beiradas. Passa a deixar pequenos presentes para ela, convida para um passeio, um jantar surpresa, e a envolve. Mesmo enquanto ela insiste que tem total controle da situação e que tudo o que houver não passaria de uma aventura. Mas o tiro sai pela culatra.

Entre um momento e outro deles juntos nós acompanhamos o desenrolar da filmagem do filme que Smith e Tatiana são os protagonistas. Bella Andre descreve as cenas filmadas e essas partes são bem chatas. Eu simplesmente não consigo visualizar o cara que Smith é escrevendo uma história tão de menina como essa. A história de amor entre um bilionário e uma garçonete bem mais nova e grávida. É como se Brad Pitt desse uma de Nicholas Sparks. Não.

Cheguei a cochilar durante a leitura. A história só fica realmente interessante quase no final quando Valentina resolve que não vai mais fugir. Teria sido tão mais fluido se todo esse lado de um romance que inevitavelmente cai na mídia tivesse sido explorado. Teria sido mais emocionante.

3.5 estrelinhas por ser uma família queridinha.

7 de abril de 2016

RESENHA: The Best Goodbye - Abbi Glines (Rosemary Beach #12)

The Best Goodbye - Abbi Glines

Infelizmente mediano. Mesmo com um bom potencial devido ao plot e o personagem já conhecido e querido não atende as expectativas geradas pelo hiato.

River é irmão de Blaire e como todos os rapazes da saga, é irresistível. Ou ao menos era até então. Todas as vezes que ele apareceu nos livros anteriores me arrancou suspiros e me deixou curiosa com quem seria a mulher da vida dele. Mas aqui que finalmente chega a hora dele, faltou emoção.

Rose (ou Addy) é uma mulher meiga, baixinha, e com cara de menina. Ela conheceu River na adolescência, se apaixonou, mas foi obrigada a deixar seu lado e passou os 10 anos seguintes procurando-o. Nunca mais se envolveu com ninguém pois ainda ama River.

Acabou que os melhores capítulos são os flashbacks que os dois têm do passado juntos. Nenhum dos dois convenceu muito como casal apaixonado atualmente. Eu geralmente reclamo que os romances são relâmpago, que eles se apaixonam perdidamente em 2 dias. Mas aqui eu senti falta de sentimento. 

Se eles nutrem um sentimento forte um pelo outro desde os doze anos de idade, seria no mínimo esperado que houvesse faíscas voando a partir do reencontro. Mas não acontece. É muito forçado. E para piorar Addy tem uns ataques de ciúmes tão infantis que dá nos nervos. Já o Cap que tem o passado tão cheio de mistérios e perigos não "exala" tanto perigo assim.  Faltou testosterona. 

Apesar disso a leitura é rápida por conta dos capítulos curtos e há alguns momentos que parecem fluir e não permitem a desistência. Ao menos minha. Blaire, por incrível que pareça, foi importante para a peteca não cair. Suas aparições foram boas. Quem deu menos de 4 estrelas para os anteriores não termina esse. PS: o título do livro não faz sentido.

RESENHA: Ligeiramente Escandalosos - Mary Balogh (Os Bedwyns #3)

Ligeiramente Escandalosos - Mary Balogh

Divertido. Ambos os protagonistas são encantadores, cada um a seu modo e garantem uma narativa incansável todo o tempo. Não há tédio nesse livro. Tanto por eles quanto pelo séquito Bedwyn que aparece em peso por aqui.

Freyja é tudo o que uma dama londrina não deve ser. E jura de pés juntos que não vai se casar nunca. Dona do próprio nariz, e digamos um nariz que não passa despercebido por ninguém, já tem 25 anos e é considerada uma solteirona. Mas por trás da decisão moderninha de não se casar há 2 noivados frustrados.

Joshua por sua vez é um rapaz de 28 anos, órfão criado a contra-gosto pelos tios e com um passado um anto quanto duvidoso. Depois da morte prematura do primo e mais tarde do tio se torna Marquês, dono de muitas terras, propriedades, riquezas e tutor de suas primas menores de idade,

Achei muito inusitada a maneira como os dois se conhecem. E garanto que a situação a que Freyja se expôs era tão perigosa para a época retratada como seria ainda hoje em dia. A independência como a dela custa bem caro para outras mulheres ontem e hoje. Mas realmente a torna interessante e marcante tendo em vista a baixa autoestima que esta tem.

Josh se mostra um jogador desde a primeira linha. É belo, jovem, rico e nobre. Uma combinação capaz de espalhar destruição. E foi bem o que fez durante os últimos cinco anos depois de se tornar herdeiro e principalmente nos 6 meses que antecedem o começo da história. Não mede esforços para causar problemas e acaba se metendo em mais deles para consertá-los e é um desses momentos que coloca Freyja no caminho dele.

Ele é um tornado e ela é outro. O problema é quando eles se unem. Buscando diversão ela aceita a proposta dele de manter um falso noivado por uns dias que se tornam semanas. Um perigoso jogo de flerte se torna uma situação irreversível mas não da maneira que eles anteciparam que poderia ser problemático.

Uma das coisas que mais me agradaram nesse livro foram os cenários. Aqui fugimos do lugar-comum que é a Londres durante uma temporada social. Conhecemos Bath e Cornwall além de revisitarmos a propriedade Bedwyn. O cenário bucólico descrito é de perder o fôlego e fazer qualquer pessoa querer estar lá. Tanto os espaços internos como os externos tem seu apelo.

O enredo é muito dinâmico, tem vários plots e os personagens não deixam a peteca cair. Foi bem oportuno para a autora poder mostrar um pouco mais os outros irmãos e suas personalidades de forma que ainda não tinha sido feita. E me vi ansiosa pelo livro de Lorde Alleyne apesar desse nome para lá de estranho que recebeu.

O final é previsível mas fofo. Eu realmente torci por eles e enlouquecia a cada vez que um ou outro tentava se convencer de que eles não se casariam de verdade. O importante é que depois de muitas voltas tudo da certo.

6 de abril de 2016

RESENHA: Um Beijo Inesquecível - Julia Quinn (Os Bridgertons #7)

Um Beijo Inesquecível - Julia Quinn


Imensuravelmente fantástico! Lembro de fazer o teste que a própria Quinn desenvolveu para os leitores descobrirem que Bridgerton era e o meu deu Hyacinth. Como ainda não tinha lido este e nos outros ela aparece sempre jovem, fiquei curiosa, mas agora tudo se encaixa.

Ela é demasiadamente parecida comigo, exceto fisicamente. Mas de resto, tudo o que ela fazia eu faria sem tirar nem por. E eu tive a minha cota de homens me chamando de louca com a ela. Mas nunca tive um Gareth. Para ela traduzir é uma empreitada cheia de emoção, como é para mim.

Gareth é hilário. Um tanto espirituoso e com um grau bem grande de determinação para aguentar Hyacinth sem sair correndo. E é isso que o tornou o par perfeito para ela. Suas reações e respostas rápidas além do grande amor que sente pela avó, nossa grande DIVA Lady Danbury já fazem dele um grande partido.

Aliás, poder ter tanto contato com Lady D, foi definitivamente um extra aqui. Essa senhora ácida e certeira garante um bom entretenimento a qualquer um mesmo. Uma das melhores personagens que já tive o prazer de acompanhar.

Só teve um único momento, uma decisão de Gareth que me deixou muito consternada. Não acho que ela merecia ter sido tratada como ele a tratou para assegurar que ela nunca desse para trás no tocante ao casamento, mas no fim do livro acaba se tornando necessária essa atitude, pois esse foi o único entrave verdadeiro do enredo. 

Sim, pois apesar de o pai dele ser um idiota completo, em nenhum momento da história ele se torna perigoso para os dois. Ameaça bastante, mas não fez nada de fato. E todas as outras situações altamente comprometedoras em que eles mesmos se colocam não tiveram consequências. Embora eu tenha ficado aflita por mais de uma vez, achando que alguém os atrapalharia.

Além da volta às gargalhadas desenfreadas, que eu tanto sentia falta, esse livro é permeado de aventura. Algumas características são comuns aos livros de romance histórico, como segredos potencialmente escandalosos, traições, donzelas normalmente donas de si mas que sucumbem à paixão. Mas esse sentimento de busca, de aventura e a adrenalina que vem junto com a caçada de um possível tesouro é mais rara. E por isso foi tão especial aqui.

Hyacinth é a partir de agora a minha heroína preferida da saga Os Bridgertons. Michael Sterling continua sendo meu Cavalheiro preferido e Colin meu Bridgerton homem mais apaixonante. Todos são, mas Colin...

Oh Gareth, Sim Gareth, Mais Gareth. 

3 de abril de 2016

RESENHA: A Voz do Arqueiro - Mia Sheridan (Signos do Amor #1)

A Voz do Arqueiro - Mia Sheridan

Cativante. Os personagens são muito bons, a atmosfera é perfeita e a sequência de acontecimentos é inebriante. Mas ainda assim fiquei com a impressão de que faltou algo, não, sobrou algo. É um livro que se não fosse New Adult e flertasse apenas com o puro drama familiar e humano poderia ser um must-read para qualquer um. Por quê?

Vamos ao livro. Bree é uma menina de 21 anos que chega à Pelion fugindo da própria história. Perdeu a mãe para o câncer ainda na infância e o pai recentemente numa fatalidade. Archer é um rapaz retraído de 23 anos que também quer esquecer seu próprio passado se isolando do resto da cidade até conhecer Bree.

A forma como a Bree vai conquistando o espaço e ganhando a confiança do Archer e ao mesmo tempo começa a curar as próprias feridas é muito bem pensado e delineado. O uso da linguagem dos sinais foi uma ideia brilhante da autora e me fez ter saudade das aulas de LIBRAS.  Archer se blindou por tanto tempo que sua inocência. seu receio e cuidado ao se deixar envolver são críveis.

Os personagens coadjvantes de Pelion foram bem usados, mas os da cidade natal de Bree poderiam ter tido mais participação. Sei que o livro se chama "Archer's voice" e por isso é natural que a haja mais detalhes sobre ele do que sobre ela. Mas a autora poderia ter explorado mais o efeito de Archer em Bree como fez com o inverso. 

Eu digo que seria melhor sem a parte típica de N-A pois algumas das cenas íntimas são forçadas e perdidas no enredo. Senti em alguns momentos como se depois de pronto alguém tivesse dito à Mia que colocasse mais cenas de sexo, e ela abriu o livro em qualquer parte e inseriu uma ou duas cenas aleatórias.

O final é eletrizante, em parte eu esperava que fosse algo assim, em parte foi inesperado, pois toda a tensão que eu queria ter visto em maior escala no restante dos capítulos, a autora deixou para essas últimas páginas. Mas como todo New Adult que se preze, vem o prólogo e avacalha tudo. Tudo bem o casal ter um final feliz, mas aquele cenário de conto de fadas depois de tudo o que aconteceu foi forçado. Forçado demais. 

Para um livro de estreia? Ótimo trabalho da autora. Mas tinha potencial para ser muito mais.