24 de novembro de 2016

RESENHA: A Spring Deception - Jess Michaels (Seasons #2)

A Spring Deception - Jess Michaels

Adorei. Apesar das locações conhecidas de todo leitor de romances históricos, há algo que até então era novidade para mim. O mocinho é um espião. Mas a mocinha tem seu próprio segredo, e esses detalhes garantem grande parte do entretenimento e me prenderam até o fim.

Celia Fitzgilbert é uma dama da sociedade e acabou de sair de um noivado escandaloso. No livro anterior ela desiste do casamento com o Conde de Stenfax para que sua irmã Rosalinde se case com o irmão do conde, Grayson Danford. Ela no início parece um pouco fútil, mas é uma personagem que cresce no conceito do leitor com as páginas.

John Dane é um espião da coroa e após o misterioso assassinato do Duque de Clairemont, um recluso que estava sendo investigado por traição, seu chefe designa que ele se passe pelo Duque para conseguir mais informações em ambos os casos. Para isso ele precisará se aproximar de Grayson que a pessoa com quem Clairemont mais se correspondeu.

Mas as coisas não são tão fáceis como parecem ser. Sem saber que os Danfords e Celia tem seus próprios segredos, John se vê numa situação bem desconfortável ao se apaixonar totalmente por Celia. O que pode colocar sua missão em risco.

É um livro bem intenso. Toda a investigação proporciona uma antecipação e um suspense pouco comuns aos livros de temática histórica similar, por alguns momentos esqueci que se tratava de um romance e lia como se fosse um livro policial.

O casal formado no primeiro livro aparece muito, são personagens principais aqui também. Desempenham papéis importantes no desenrolar da história, do início ao fim. Achei isso diferente e bem-vindo.

Para quem não gosta de cenas de sexo nesses romances, eu diria que são contornáveis. Há um certo número, mas não beira o exagero dos livros eróticos propriamente ditos. Você pode simplesmente pular essas páginas sem perder nada do principal: a amor dos dois e a investigação.

Outra coisa que gostei foi que apesar de saber que John e Celia ficariam juntos no final, eu me peguei confabulando vários desfechos para os problemas apresentados. Isso porque Jess Michaels, que tem uma escrita muito boa, nos fornece pequenos ganchos que podem ter mais de uma resolução, e acabou que a que realmente se dá, não passou na minha cabeça em nenhum instante.

Mas é preciso ter consciência de uma coisa: É impossível não se apaixonar por John. 





16 de novembro de 2016

RESENHA: Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry

Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry

Lindo. Eu esperava algo totalmente diferente desse livro. Quando li a sinopse e vi que a base era um casal aluna + professor fiquei preocupada. Achei que cairia no clichê. Mas foi tão bem delineado e bem escrito.

Adorei a escrita dessa autora. Definitivamente irei atrás dos outros livros dela. Em mais de um momento a história tomou rumos que eu não esperava. Vivo falando isso, adoro quando o autor me leva a acreditar que algo vai acontecer e no meio (ou no fim) do caminho levo um tapão na cara por conta de um desvio de 180º no imaginado.

Ashlyn Jennings é uma protagonista que em outros livros eu teria odiado. Ela passa muito tempo chorando e se sentindo péssima. Mas o contexto é tão bem que o leitor compra a ideia de que ela é forte e tudo não passa de momentos.

Daniel Daniels é encantador. Ele diz, em 80% dos casos, a coisa certa. Apesar de ser apenas 3 anos mais velho que ela em vários momentos ele demonstra uma sabedoria que só se obtém através do sofrimento. Os outros 20% são resultados da dificuldade que ele tem de lidar com esse relacionamento proibido e de querer mantê-la em segurança.  Ou seja, ele erra tentando acertar. Então não dá para ter raiva dessas atitudes dele.

Já aviso a quem quer ler que a autora tem espírito de Shondanás. Não se apegue (tanto) a personagens. Por se tratar de um livro que fala de doença, luto, igreja, homossexualidade, relacionamento tabu, drogas, e já começar com morte (e mais de uma), a leitura é algo um tanto angustiante.

Confesso que por mais de um momento eu pensei em parar. Logo de cara eu já reparei que ia ficar o tempo todo com o coração na mão, tensa. Tentando antecipar qual seria o próximo momento ruim, qual seria o próximo baque.

E o mais impressionante é que apesar de os temas serem fortes, não é um livro que me deixou realmente necessitada de um tempo. Livos com temas pesados costumam exigir que eu tenha uma leitura leve do lado para revezar. Mas aqui não foi o caso. Pelo contrário,eu precisei me forçar a ir dormir, a dar um tempo e fazer outras coisas. 

Foi um livro que apesar dos sentimentos negativos que me trouxe durante sua leitura, me prendeu e fez mergulhar nesse universo. Me senti em Edgewood. Me senti fazendo amizade com aqueles adolescentes e me esquecendo que a maioria dos personagens era menor de idade. Livros assim são poucos.

13 de novembro de 2016

RESENHA: Deslumbrante - Madeline Hunter (As Flores Mais Raras #1)

Deslumbrante - Madeline Hunter

Bom. Gostei das premissas, dos personagens como um todo, do fato de o mocinho não é exatamente o dono do título e ela não é a donzela em perigo. Fiquei chateada de a relação da Audrianna com as outras mulheres da casa não ter sido mais exploradas. A série leva o nome do Negócio de Daphne, portanto achei que elas teriam um papel mais ativo. Espero que isso mude nos demais.

Audrianna está decidida a limpar o nome do pai para poder garantir um bom casamento para a irmã mais nova e também para ter paz. Por conta disso age de maneira imprudente e infantil ao tentar encontrar-se com um homem que diz ter informações valiosas.

Sebastian Sommerhayes é irmão de um Marquês e faz parte da Câmara dos Comuns, dentre seus afazeres está o dever de buscar a verdade acerca do escândalo que resultou na desgraça do pai de Audrianna. Ele vai ao encontro do mesmo homem atrás dessas mesmas informações valiosas que a mulher procura.

Depois de um mal-entendido os dois se veem em apuros e por mais que tentem se resguardar acabam cada vez mais dentro de um novo escândalo que só pode ser amenizado de um jeito: casamento.

O livro muda de figura daqui para frente. Acreditava que eles brigaria muito, que aconteceriam situações em que um duvidaria do outro, mais intrigas antes de enfim se renderem. Estava errada e isso é um ponto positivo no livro, pois sai um pouco do costumeiro em romances do gênero.

Não há um vilão ativo. Não há oposição ao relacionamento deles, não há desconfiança entre o casal. As coisas vão acontecendo de forma natural até. Enquanto os dois investigam juntos a verdade sobre os barris de pólvora, eles se conhecem um ao outro e a si mesmos também. Ocorre um redescobrimento em massa.

Mesmo sem aparecer muito, as outras mulheres do Flores Raras já me deixaram curiosa, em especial a prima viúva da mocinha desse. Ela parece ser uma personagem ótima com uma história difícil.Fiquei curiosa para saber como a Madeline Hunter vai fazê-la voltar a amar. Lizzie é tao enigmática que quase desconfio que ela seja uma certa noiva fujona. Celia é escandalosa, e queria muito que ela acabasse com um Lorde bem no outro extremo dessa balança.

9 de novembro de 2016

RESENHA: The Fake Boyfriend Experiment - Stephanie Rowe (Once Upon an Ending #1)

The Fake Boyfriend Experiment - Stephanie Rowe


Primeiro capítulo: Blah. O restante: Weeee.

Acabou que a sinopse foi à altura da diversão que o livro entrega. A princípio não achei que conseguiria terminar a leitura, mas depois que a Lily conhece de fato o Rafe as coisas melhoram.

Lily Gardner é uma adolescente que foi treinada a vida toda para ser uma pianista clássica, porém ela não sente mais a paixão, a vontade de tocar. Sua professora repete dezenas de vezes por dia como ela é fracasso.

Rafe é um garoto de 16 anos, com carro, tatuagem e atitude. Um perfeito badboy para quem vê de fora. Não é a toa que Lily cai de amores por ele logo de cara.

Ela é muito atrapalhada e tentando ser uma adolescente normal acaba se enrolando em pequenas mentiras e levam a outras e culminam em desastre. Não tem como não rir com as encrencas que ela se mete. Até porque em determinado momento o seguinte cenário de arma: Para Rafe, o baterista gato de tatuagem, ela namora um jogador de  futebol. E Les, o jogador de futebol, só se interessa por ela porque acha que ela namora o Rafe.

Uma das coisas que contribui mais para o sucesso da leitura é que não tem como não se identificar com ela. Talvez não hoje em dia, mas relembrar os tempos de escola e as coisas que a gente acaba fazendo / arrumando foi divertido. Seja com a personagem ou com alguma situação que é apresentada, as amigas, os pais, as brigas, o garoto lindo, as garotas lindas que sempre parecem ter mais sucesso que você.

Ela vai se descobrindo em parte sozinha e em parte por causa de Rafe. Ele a ajuda tanto que ela fica mais confusa ainda. Sera que ele gosta de mim? Talvez. Não. Ele tem namorada, Mas talvez goste. Talvez não. Ela tem conversas com si mesma como toda adolescente nesse momento crítico que é a primeira paixão e a antecipação do primeiro beijo.

Aliás, isso dá um toque de leveza ao livro. É tudo tão subjetivo. São adolescentes. Tem suas reações irritantes mas elas são bem dosadas e permeadas por momentos engraçados, conversas de amigas, garotos sendo garotos. E um pouquinho só de assunto sério. Tudo bem delineado.

Não sei se foi algo desse livro ou se é uma característica da autora, mas o primeiro capítulo quase matou o livro. Que é bem bom. Boa pedida para quem quer desanuviar ou para quem tem adolescentes em casa. 14 / 15 anos.


2 de novembro de 2016

RESENHA: A Garota do Calendário: Janeiro - Audrey Carlan (A Garota do Calendário #1)

A Garota do Calendário: Janeiro - Audrey Carlan

Melhor do que esperado. Fazia algum tempo que eu estava curiosa com esse livro. Quando vi o título pela primeira vez achei que seria mais sexo que qualquer outra coisa, Mas depois, vendo o fuzuê por aí, lendo realmente a sinopse e tal, pareceu mais promissor.

Mia Saunders é uma jovem que anseia se tornar atriz mas precisa deixar esses planos de lado quando o pai passa dis limites com seu vício em jogos. Ele é espancado pelos capangas do agiota e Mia recebe um aviso. Da próxima vez ele será morto e a dívida passa para ela e para irmã. A dívida? 1 milhão de dólares.

Sem saída ela aceita a oferta da tia de entrar para a agência de acompanhantes de luxo que ela comanda, com a ajuda dessa mulher ela poderá pagar a dívida em um ano e ainda sobrará dinheiro para pagar a faculdade da irmã. Uma proposta, definitivamente, tentadora.

E ainda tem mais, os clientes são gatos e se quiserem sexo, pagam 20% a mais. 

O primeiro cliente é de cara a perfeição m forma de homem. Wes é jovem, bonito, muito rico, um roteirista de sucesso em hollywood. Ele poderia ter qualquer mulher aos seus pés, mas mesmo assim precisa pagar por uma.

A razão eu achei muito plausível. Original. O fato de eles acabarem formando um casal de revista também é interessante. Ambos impõem regras para aquilo dar certo. É inegável que se sentem atraídos um pelo outro e que em algum momento eles iam ceder, mas não há aquele clichê dos romances do gênero de que os dois se apaixonam em tempo recorde.

Eles gostam da companhia um do outro, são compatíveis na cama, se satisfazem. Sabem o que querem do outro e o que esperar. É fácil. É crível. A única coisa que me incomodou foi que ele esteve mesmo disposto a jogar tudo para alto no final do período deles. E amei o fato de que, apesar de se sentir tentada, de saber que se continuasse ao lado dele se apaixonaria, ela se atém aoseu plano original.

Wes poderia muito bem pagar a dívida do pai dela. Mas o que isso representaria para ela? Como esse assunto seria visto pelos dois depois de um tempo? E se não durasse? Com todas essas variáveis ela faz o certo para ela naquele momento. Segue sua vida longe de Wes. Já temos o cenário de fevereiro, agora resta saber se vai continuar sendo original ou se cairemos em clichês.

1 de novembro de 2016

RESENHA: Nunca Julgue uma Dama pela Aparência - Sarah MaLean (O Clube dos Canalhas #4)

Nunca Julgue uma Dama pela Aparência - Sarah MaLean

CONTÉM DOSE CAVALAR DE SPOILER

Uma batalha. É o que esse livro foi para mim. Levei um tempo para engatar a leitura por ainda estar chocada com a revelação sobre Chase. Ao mesmo tempo que eu desconfiei eu me vi não querendo estar certa. 

Afinal eu me apaixonei por Chase. Ele dentre os quatro canalhas era o que eu mais gostava, a personalidade forte e decidida, intrometida até. Torcia para que ele ficasse com Anna. Que reviravolta seria se um cara todo poderoso se apaixonasse por uma prostituta!

Duncan West. Tão sedutor que precisava achar um par. Cheguei a cogitar que fosse ele.O que no meu entendimento faria sentido para caramba, mas não é ele. Mas posso dizer que ao final da leitura nossa querida escritora está perdoada. Cada um terminou como eu queria, mesmo não sendo cada um quem eu realmente queria.

Anna / Georgiana / Chase. Passado o choque tudo se acerta. Em termos. É uma personagem muito boa. Bem construída, ao ponto de eu pensar que no fim ela optaria por manter em segredo sua identidade e mandar o Duncan pastar. 

O Duncan é sedutor até o último fio de cabelo, as descrições dele sendo comparado a Poseidon não ajudam os corações das moçoilas como eu. E olha que normalmente não curto loiros. Sou mais os morenos-tentação.

Claro que dá vontade de entrar na história e estapear o cara a cada momento em que ela deixa a verdade aparente e ele não se toca. Para um cara inteligente ele é meio burro. Mas aí vem a colocação de um dos sócios no final: "Acho que quando cortejamos as mulheres, elas sugam nossa inteligencia". Só isso para explicar o alto nível de retardo.

O final é meteórico. Uma saída bem melhor do que eu previa.
E o epílogo? Já estou com saudade do Anjo Caído.

ps: Só eu estranhei o irmão não ter aparecido?

25 de outubro de 2016

RESENHA: One Starry Night - Olivia Cunning (Sinners On Tour 6.6)

One Starry Night - Olivia Cunning


Esse é um dos livros Extras da série Sinners On Tour. É bem curtinho e está disponível na amazon para leitura no Kindle Unlimited. 

Confesso que esperava mais do Jake. Ele não aparece muito nos livros anteriores, mas dava uma impressão diferente da que temos aqui. É um roadie bem típico, quer mais farra que trabalho.

Ele é a máxima no que podemos dizer de um badboy. Cabelo descolorido, moicano, muitas tatuagens e muitos piercings. Era o diferentão do Ensino Médio. Não queria nada com nada, não pretendia fazer faculdade e só pensava em quando, onde e com quem seria sua próxima diversão.

Michelle parece ser uma garota certinha. É fotógrafa de vida selvagem e vive pelo mundo mas não dá indícios de ser do tipo que sai em busca de aventuras sexuais como Jake. Na escola era líder de torcida, tinha notas altas e namorava um dos atletas porque era isso que se esperava dela. Era apaixonada por Jake e teve um relacionamento com ele no fim da escola.

Devlin é o típico cara que apesar de ser um adulto bem-sucedido nos negócios age como adolescente nas demais áreas da vida. Era um adolescente magrelo, de óculos, aparelho e muitas espinhas, e agora que mudou bastante quer esfregar isso na cara das pessoas que o fizeram mal na época do colégio. Principalmente de Michelle por quem sempre foi apaixonado.

O início é bem típico. Ela chega, está estonteante, o Devlin chega, todos se surpreendem com a mudança, Jake chega e todo mundo fica com fogo na bunda. É Jake quem bota pilha para que os 3 façam algo diferente naquela noite. Devlin a princípio aceita e muda seus planos iniciais porque sabe que se pedir para Michelle escolher, ela irá com Jake. 

Jake comanda boa parte da ação. Devlin tem certa experiência mas fica meio sem saber o que fazer por querer que Michelle aproveite, não quer desagradar a garota e com o passar dos capítulos, o garoto também. Michelle, além de dizer que está muito excitada, molhada e coisas assim não faz muita coisa.

Pois é. ela fica boa parte do tempo lá esperando que eles façam alguma coisa. Jake é o professor, Dev o aluno aplicado e Michelle a boneca que fala e geme. No final eles decidem fazer desse arranjo algo permanente. Eu teria comprado a ideia se Jake não tivesse se envolvido emocionalmente. Mas ele se envolve. E isso me pareceu muito forçado para alguém que desde o início sempre se mostrou atrás de algo puramente físico.

22 de outubro de 2016

RESENHA: Double Time - Olivia Cunning (Sinners on Tour #5)

Double Time - Olivia Cunning 

Eu não estava muito animada com a história do Trey. Mas esperava um pouco mais, ou algo diferente.Primeiro, porque eu acho a Reagan muito novinha para ser o ar ideal dele. A vida que ele leva pedia alguém mais experiente, acho eu.

Trey Mills é guitarrista do Sinners, é bissexual e sempre levou uma vida desregrada já que a única pessoa a quem ele amou e ama é Brian Sinclair, que além de hétero é casado desde o livro 1. 

Reagan Eliot é uma jovem de 21 anos que faz um teste para entrar na banda do irmão do Trey, a Exodus End, a banda de metal mais badalada do mundo. Ela arrasa no teste e é contratada.

Ela e Trey se conhecem durante o teste e ele fica obcecado pela garota que dá indícios se ser uma versão feminina dele, com a língua afiada e sempre pronta a responder suas piadinhas a altura. Cunnng poderia ter aproveitado melhor essa parte do relacionamento deles. Ela é uma cega. Nunca desconfia de nada. É a última a saber das coisas. Isso me incomodou

Ethan é ex-namorado de Reagan. Eles terminaram quando ela o pegou transando com um cara. Apesar de ele ser bi, ela acredita que ele seja homossexual e continua uma amizade e eles dividem um apartamento. A maneira como Ethan Conner é descrito me irritou. Não gosto de caras como ele.

Ele é ex-policial e trabalha com segurança particular (por isso ele vai junto com a Reagan para as viagens da Tour) e honestamente, é um babaca.  Nas relações MM ele só fica em cima e beira o estupro com certas atitudes.O Trey que eu conheci antes não se permitiria estar em certas situações. É metido a machão, é grosso, estúpido. Se acha o rei da cocada preta.

Enquanto estão apenas Trey e Reagan, o enredo segue de maneira bem interessante. Por Trey ser bi eu esperava (e já sabia por spoilers) que apareceria um cara na jogada. Mas depois de passar 4 livros e mais de 1000 páginas acompanhando o quanto Trey era apaixonado por Brian há 15 anos, eu não comprei a ideia de que ele se apaixonaria tão rápido e com tanta intensidade por outro homem. Mas é isso o que ocorre.

Ele cai na besteira de se declarar para Brian (ideia da mocinha idiota) e as coisas não são exatamente amigáveis. E logo depois, enquanto Ethan age mais uma vez como um ogro, ele percebe que não ama mais o Brian e sim Ethan. (WTF?)E depois de todo esse drama, o livro acaba sem um desfecho. Agora eu entendo porque tanta gente pediu mais um livro sobre o Trey e a Reagan. 

Por outro lado, o que mais goste nesse livro foi conhecer os integrantes do Exodus End. O Dare já tinha dado as caras antes, mas ao que tudo indica, todos os integrantes são apaixonantes. Eles são mais velhos que os Sinners, e espero que isso reflita no tipo de relacionamento que eles terão. Preciso de Insider para ontem. 

PS: quem achou o livro 1 indigesto pode ser que ache este aqui também.

13 de outubro de 2016

RESENHA: Wicked Beat - Olivia Cunning (Sinner's On Tour #4)

Wicked Beat - Olivia Cunning

OMG! Que perfeição de livro. Parece até feito sob medida para mim. Eu sabia que ia adorar o Eric, mas não tinha ideia de que ele acabaria se tornando mais uma paixão literária. 

Eric Sticks é muito mais que o baterista sem papas na língua e com a personalidade extravagante. Ele é romântico quando quer, engraçado, provocador, protetor, confiante, carismático, bondoso. Isso tudo sem atacar de macho alfa necessitado. 

Rebekah Blake (A desgraça ainda tem o sobrenome do meu poeta favorito) começa a história parecendo ser meio supérflua, mas acaba mostrando um lado fofo e a altura de Eric. Ela é irmã de David, o operador de mesa dos Sinners que sofre um acidente no fim do terceiro livro. Ela seguiu a mesma carreira que ele e depois de implorar um pouco ela o convence a interceder para que ela o substitua na continuidade da turnê. Porque ela é gamada em Trey Mills.

Ela quer voltar a se sentir confortável na própria pele, já que não se sente assim desde que terminou o tratamento contra um câncer. E ele gostou tanto dela logo de cara que está decidido a durar mais, suas relações sexuais sempre fora rápidas, mas com ela ele deseja que seja diferente. Ele está disposto a fazer valer a experiência, dure ela toda a turnê ou toda a vida.  O fato de autora ter escolhido dar um problema ao cara, e um pênis de tamanho normal (20cm e não os 27 para cima que tenho visto em outros livros de outras autoras) já é um ponto positivo. 

Esse livro é bem intenso. Devido ao acordo deles e pela criatividade de ambos, rola muito sexo mesmo. Eu normalmente não curto livros que sejam tão cheios de cenas do tipo, mas aqui é tudo tão bem escrito, original e permeado de envolvimento emocional que elas tem tanta importância quanto as demais cenas. Há cenas de sexo oral de ambos, masturbação, voyerismo (ele sempre gostou de assistir os outros caras da banda transando...), brinquedos, personagens...

Aliás, uma das coisas que fez eu me apaixonar totalmente por Eric é a capacidade dele de fazer piadas e provocar risos em qualquer situação. Ele pode estar tenso as bolas rochas, num momento super íntimo e intenso e ele vai ter uma piada qualquer para falar. Sempre sem filtro. Ele é, enfim, o pesadelo de qualquer pai ou mãe mas o sonho de muita mulher por aí. Eu inclusa.

É nesse livro que eu comecei a torcer por Trey. Ele é um canalha, um mulherengo, joga nos dois times e ainda assim é super adorável. Ele acaba tendo um papel importante na aproximação dos dois e depois na manutenção desse relacionamento. Foi ele quem resolveu os problemas (com todo o jeito sedutor que só Trey Mills tem. 

Foi a intervenção dele que salvou meu kindle. Eu quase esmaguei o pobre aparelho de tanta tensão. Por se tratar de um livro, eles precisavam de uma briga. Ao menos uma. Cunning foi lá e criou a pior situação possível. (pra mim) Eu quis estapear Rebekah pela falta de tato dela. Ela comete algumas gafes que para mim são imperdoáveis. Mas pelo bem do coração do meu amor fictício eu a perdoei.

Então, acabou me conquistando assim como o livro do Jace, de maneira totalmente diferente. Amo muito. 

PS: MELHOR CAPA DA SÉRIE. MEU XUXU MERECE.




11 de outubro de 2016

RESENHA: In a Heartbeat - Hilary Storm (Rebel Walking, #1)

In a Heartbeat - Hilary Storm


Um livro ok. Nada grandioso, há momentos fofos, momentos engraçados, alguns personagens melhores que outros. Achei que a autora tem uma escrita não muito factível. Talon Walker é um rapaz que acabou de sair de uma relação turbulenta e recheada de problemas. Tem um ar sombrio e age de maneira esquisita. Eaven é a típica menina do interior, filha única e que nunca saiu de casa. Acabou de terminar um namoro desastroso.

Ao contrário da grande maioria dos romances que envolvem músicos, a banda de Talon, a REBEL WALKING, não é famosa. Eles são universitários que conseguem uns gigs em bares, sendo um deles o Smitty. Eaven está prestes a começar na universidade e vai com Ivy, sua melhor amiga, ao Smitty para assistir a banda de seu primo, e é claro que Talon faz parte dessa banda.

Tudo bem que as pessoas ao se apaixonarem acabam fazendo coisas que normalmente não fariam, mas esses dois extrapolam a conta. As atitudes na combinam em nada com o que a autora dá a entender que eles são como pessoas. É um livro classificado como Young Adult, mas eu criaria uma nova classificação: Adolescentes com fogo na bunda

É muito ataque de pelanca para um casal que um tem 25, e a outra tem 21. Ela tem a desculpa de nunca ter posto o pé para fora da cidade natal, mas e ele? Um cara que lidou com uma namorada drogada e suicida que perdeu o filho dele deveria, no mínimo, ser menos infantil.

O irmão gêmeo dele, que é um mulherengo assumido, dá em menos linhas, provas de que apesar de todo o lado gozador, é adulto e sabe agir como tal. Ao contrário do protagonista que fica só na tentativa. Ivy, a amiga de Eaven que também é novinha e tem uma personalidade mais extrovertida, também age mais como adulta.

Há muita enrolação. É um livro de 165 páginas, mas parece ter 365. Falha de escrita mesmo. Hilary Storm perde muito tempo descrevendo coisas e acontecimentos desnecessários e peca nas partes importantes. Há algumas cenas de sexo mas nada que mereça nota.


9 de outubro de 2016

RESENHA: Hot Ticket - Olivia Cunning (Sinner's On Tour #3)

 Hot Ticket - Olivia Cunning


Inesperado. Eu realmente não achei que gostaria tanto. O Jace parecia ser bem diferente do que acabou sendo e todo o lance dominatrix não costuma ser minha praia. 

Jace é o baixista dessa banda fictícia que já amo, os Sinners. Ele é bem mais novo do o resto dos caras, e entrou como substituto do baixista original que se perdeu para as drogas. Ele é bem reservado, quieto, cheio de mistérios. Nos livros anteriores dava uma impressão de perturbação que aqui se mostrou ser em grande parte um misto de tristeza e falta de autoconfiança e autoestima. 

Aggie é uma mulher independente, alguns anos mais velha que o Jace. Ela faz dança erótica em uma boate e atende homens e casais, em sua casa, que buscam por um prazer diferente e autoconhecimento. Ela realmente transpira dominação no início, mas ao longo das páginas vai mostrando um lado romântico, sensível, até carente de uma maneira que ela mesma não achava possível.

Para quem gosta de BDSM, esse livro é um ótimo passatempo. A primeira cena de sexo dos dois me deixou sem fôlego de tão original (dentro do que eu já li no tema) e boa, mesmo para uma pessoa que não vê tanta graça nisso. O que mais me surpreendeu foi que apesar das cenas de total dominação de um ou outro havia uma cumplicidade que reforçava o comprometimento entre eles. Nenhum dos dois precisava forçar algo na relação.

Nesse livro aparece o Jon, o ex-baixista da banda. A autora fez dele um cara realmente detestável.Mas ao menos ele não fez nada muito execrável, ou seja, quem sabe haja salvação para esse cara. Porém o final, ou quase final foi fantástico. Um drama bem-escrito,ótimo para rivalizar com muitas cenas de livros dramáticos por aí.

O próximo e o livro do Trey, mas queria que fosse do Eric. Ele foi quem mais me despertou curiosidade para logo. Quero conhecer a garota que vai tirar aquele sorriso desdenhador da cara dele.

1 de outubro de 2016

RESENHA: Paixão - Lauren Kate (Fallen #3)

Paixão - Lauren Kate

Bom. Mas não me empolgou tanto como o segundo. Terminei Tormenta tão abalada e empolgada que logo comprei o box com todos os livros! Já Paixão me deixou meio blá. O livro é bem arrastado se comparado aos anteriores. Luce & Daniel juntos = perdi o memorando. / Luce= you go girl! / Daniel= Pare de agir como adolescente já.

Acabou que eu me vi torcendo mais para que os dois resolvessem os percalços agora que os vi em separado. A Luce sempre me pareceu meio novinha demais e Daniel um velho turrão. Nessa jornada ao passado que eles fazem separados pude aprender um pouco mais sobre cada um como indivíduo.

Alguns capítulos foram chatos. A autora poderia ter aproveitado alguns cenários melhor, desenvolvendo o relacionamento das reencarnações de Luce com as devidas versões de Daniel em vez de lotar o livro de cenários ao redor do mundo que muitas vezes ficavam sem muita adequação histórica.

Senti falta de Cam aqui. Ele é um personagem tão intenso e ficou solto nessa narrativa. O único momento em que aparece e faz parte da história de verdade é tão rápido e não muito crível. Um rompante desnecessário e aquém do que a ocasião pedia. Era sua escolha. Aquela de decidiu seu futuro, merecia mais cuidado.

Vou dizer que lá no final fiquei confusa. Eu fui levada a crer que independentemente do que Daniel fizesse, Luce optaria por algo e o que li é mais do mesmo. Ela parecia ter crescido internamente, visto que há muito mais em jogo do que o amor deles (que até então não passou de algo juvenil) e tentaria mudar alguma coisa, mas ela mesmo depois desses relatos feitos em 377 páginas continua na mesma.

Isso me decepcionou. O livro começou morno. Como em outras sagas sobrenaturais que ando lendo, a mitologia, a mística da história me envolveu mais que o casal protagonista. O tentar descobrir o que poderia ser feito para quebrar a maldição e conhecer um pouco mais da história de cada anjo é que me impulsionou. Ver o crescimento pessoal de Luce foi interessante também. Mas o amor dos dois... é descartável.

29 de setembro de 2016

RESENHA: Lick - Kylie Scott (Stage Diver's #1)

 Lick - Kylie Scott

Adorei. Um dos livros que mais aproveitei a leitura, este ano, dentre todos os gêneros. É bem previsível como todo livro de romance mas bem gostoso de ler. A escrita da autora também contribui. Os eventos são bem conectados.

Evelyn Thomas (nem preciso dizer que amei o nome) é uma jovem de 21 anos, prestes a começar a faculdade de arquitetura que resolve antes do início das aulas e para comemorar seu aniversário fazer uma viagem a Vegas. Ela exagera na bebida e acorda um dia, de ressaca, casada com David Ferris e sem memória sobre o acontecido. 

Mas David Ferris não é um cara qualquer. Tem 26 anos e é o guitarrista e compositor de uma das bandas de rock mais famosas na atualidade. O Stage Divers. Ou seja, o plano dela de deixar isso de lado, anular o casamento e seguir com a vida não vai ser tão fácil como esperava. Sua vida vira de ponta a cabeça e ela tem que encarar os problemas como uma adulta.

A maneira como Evelyn e David vão se "conhecendo" eu achei bem legal. A atração entre os dois é clara e crível. As conversas são tranquilas e  fica claro a diferença de idade e mentalidade. Ela uma garota que nunca tinha ido muito longe de casa e ele um rapaz, que apesar de novo, já passou por muitas coisas.

Cada vez que eu lia "Evelyn" me sentia a própria protagonista. O personagem de David é muito envolvente. Ele não é exagerado. Não tenta controlá-la o tempo todo como alguns protagonistas de romances parecidos, mas também não é daqueles que mudam radicalmente e se tornam cachorrinhos.

A maior parte dos "problemas" é por conta da teimosia e uma dose de insegurança dela. Em nenhum momento eu vi David fraquejar. Ele se mantém decidido a manter-se casado desde a primeira conversa sincera dos dois. Mas as reações dela são compreensíveis. Quem não ficaria com um pé atrás, sendo uma garota comum, ao ouvir um astro do rock fazer juras de amor tão pouco tempo depois de se conhecerem de verdade?

Os personagens são bem humanos. Os demais inclusive. Não há personalidades "forçadas". É tudo muito verossímil. Gostei muito do Mal. Quero ler o livro dele para ontem, para minha sorte é o segundo da série. Para quem gosta deste tipo de literatura é uma boa pedida. As cenas de sexo são bem colocadas, e num livros de mais de 400 páginas poderiam acabar sendo excessivas, mas não são.


25 de setembro de 2016

RESENHA: Entre a Ruína e a Paixão - Sarah MacLean (O Clube dos Canalhas #3)

Entre a Ruína e a Paixão - Sarah MacLean

Um melhor que o outro! Depois de ler a sinopse e algumas resenhas, achei que não ia gostar desse já que a mocinha é vilã também. Mas pelo contrário! Adorei ela mas que as outras.

Quero um brutamontes desse para mim. Temple é fantástico. Eu gostava dele já nos outros livros, mas não pensava ser possível ele ser tão encantador, e nobre! Sim ele é um duque e isso já era conhecido, mas dentre os 3 que já conhecemos ele é aquele que se porta mais como nobre quando fora do Anjo.

Mara tinha tudo para ser odiada. E realmente é uma das personagens mais julgadas pelos leitores. Eu vi além. Ela errou em seu passado? Sim, errou. Mas era uma menina de 16 anos completamente apavorada e com nada mais que um irmão mais novo para ajudá-la. O que aconteceu não foi de todo proposital. 

A vida a fez se tornar uma mulher forte e decidida. Ela sabe o que precisa fazer para viver e para que seus agora protegidos não se percam. O trabalho dela é muito bonito. Aliás, eu cheguei a pensar que um dos meninos era filho do Temple mas me decepcionei. São vários os mistérios!

Adoro como essa autora dá voltas e não deixa nada previsível. É bom, para variar um pouco, não ter certeza absoluta do que vai acontecer. Fiquei boquiaberta com as revelações sobre Chase. Já desconfiava, mas torcia para estar errada e lá no fim o tabefe, Vai ser um livro incrível.

Voltando ao casal desse. Gostei muito da maneira como eles vão se conhecendo. Ele quer a vingança dele, ela quer a segurança do orfanato. Se gostam mas não admitem. O passado torna isso difícil. Achei que seria complicada, forçada até essa aproximação deles. Mas a criatividade da MacLean não conhece limites e tudo parece natural, cabível. 

Me apaixonei pelos dois Torci pelos dois. E apesar de ela dar motivos para ser considerada a pior mocinha da história dos romances, eu não a classifico assim. Ela tem muito mais valor que as dondocas que às vezes figuram esse papel.


21 de setembro de 2016

RESENHA: Beast - Sam Crescent & Jenika Snow (The Soldiers of Wrath MC: Grit Chapter, #1)

Beast - Sam Crescent & Jenika Snow


Tragicamente horrível. Esse livro chegou às minhas mãos sem querer. Que morte horrível. Eu gosto de livros hot, mas esse é pornografia pura, sem mais nada.

Posso dizer que tenham tido 3 passagens em todas as 118 páginas que foram bem escritas. O resto é uma confusão de ideias mal-exploradas.

Beast é o apelido de um cara que não sabemos o nome que faz parte de uma gangue de motoqueiros. Tem cabelos escuros e muitos músculos, é grosso e mandão o tempo todo, mesmo quando "tenta" ser carinhoso. 

Bridget é uma garota que apesar de já estar na casa dos 30 anos é de uma inocência e ingenuidade alarmantes. Dona de peitos e bunda avantajados, se veste de maneira provocante pois o ex-namorado gostava assim. (Personalidade 0)

Se conhecem desde a adolescência e ela sempre foi apaixonada por ele (embora fique claro que ele sempre agiu como um cavalo com ela) mas por serem "irmãos" nunca se declarou. (o pai dele casa com a mãe dela.)

A história começa com ela em fuga (lembrei muito de outro desastre hot literário (Colter's Woman - Maya Banks), ela testemunhou o que não devia em seu antigo emprego e agora a querem morta. Ela vai atrás de Beast pois ele é a única pessoa que ela conhece que pode de algum modo mantê-la viva. Nem 10 minutos de conversa e ela, uma quase virgem, já está se submetendo aos comandos e caprichos de Beast. 

Ao ler a sinopse o livro parece ter potencial. Mas fica só na promessa. Os diálogos são pobres, as razões que movem as ações dos personagens deixam a desejar, não são críveis em sua maioria. Os personagens principais se contradizem em vários momentos. As cenas de sexo que poderiam salvar esse livro são repetitivas e longas. Muita conversa, muita pompa e decisões escrotas.

Tudo acontece em questão de dias. Tudo bem que vários livros desse gênero se encaixam nesse período de tempo, mas falta um mínimo de nexo aqui. Ouso dizer que Colter's Woman perdeu seu posto de pior livro já lido até o fim por mim. Esse roubou a posição.

Fico estupefata que tenham sido necessárias duas pessoas para escrever esta merda. O pior é que agora eu fico com receio de tentar outras leituras dessa dupla. São tantos títulos que já deveriam ter aprendido a escrever melhor. 


17 de setembro de 2016

RESENHA: Entre a Culpa e o Desejo - Sarah MacLean (O Clube dos Canalhas #2)

Entre a Culpa e o Desejo - Sarah MacLean


Magnífico. Um dos melhores do gênero dentre os que li esse ano. Totalmente diferente do primeiro volume dessa série. Ambos os protagonistas são bons personagens e os demais, apesar de não aparecerem tanto tem ótimas passagens.

Philippa "Pippa" Marbury é considerada estranha. Ao contrário das moças de sua idade e de suas irmãs ela ama a ciência e tem uma visão analítica de tudo. Tudo o que acontece ao seu redor tem que passar por suas lentes minuciosamente. Com seu casamento vindouro não seria diferente. Ela precisa entender o que é ser leal aos votos matrimoniais antes de se comprometer com algo tão sério.

Cross, por sua vez, é um dos donos do Cassino Anjo Caído. Sendo assim é um homem que é visto como uma lenda entre as mulheres, tem muito dinheiro, um título de nobreza que ele não faz questão de ter e uma reputação nada nobre. Carrega uma culpa antiga que o afasta da sociedade (assim como o Marquês Bourne no primeiro livro.)

Ao contrário do livro anterior, aqui tudo funciona bem. Os personagens tem química, os problemas são compreensíveis, há muitas reviravoltas e apesar de estarmos diante de duas mentes inteligentíssimas o romance é bem emocional (e físico). Há a presença de debates que só mentes afiadas podem ter mas quando o emocional entra em jogo eles são tão intensos quanto nos embates entre cérebros.

Há um vilão, mas pode-se dizer que o que mais dificulta as coisas é a teimosia de cada um. Vários personagens tentam ajudá-los a contornar os obstáculos e a entenderem que se amam e são perfeitos um para o outro, mas a teimosia em não sair do "plano" é que se estende por mais tempo. 

O vilão em questão é o dono de outro cassino, o Knight. Fica claro que eles tem um passado, mas nada é explicado de verdade. O cara cria um esquema para forçar Cross a casar com a filha dele e quase consegue. Nesse livro, ao contrário da maioria, quem salva o dia é a mulher. Amei isso. 

O engraçado é que  noivo de Pippa que não era ninguém para nós leitores, se torna um personagem querido ali nos últimos capítulos. Ele pode até não ser tão inteligente quantos os dois, mas mostra que merece uma noiva que o ame. E que grande parte do seu comportamento nos eventos sociais são mera interpretação. Fiquei muito contente com o final que a autora destinou a ele. Caso não fosse desse jeito, mereceria um spin-off ou ao menos um conto.

Esse não teve um prenúncio do que está por vir, só que é o livro de Temple. E depois do papel que ele teve para reunir esse casal, torço uma moça menos complicada que Pippa e mais interessante que Penny. Foi bom também ver um pouco de Chase. Ele tem potencial para se tornar meu canalha preferido.


16 de setembro de 2016

RESENHA: Entre o Amor e a Vingança - Sarah MacLean (O Clube dos Canalhas #1)

Entre o Amor e a Vingança - Sarah MacLean

Uma história boa. Dentro desse universo dos romances históricos foi uma narrativa um pouco adversa ao que eu costumo ler pelo motivo de priorizar uma cena menos glamurosa. (Embora esse fator tenha sido o que me chamou a atenção quando li a sinopse)

Por se tratar de canalhas eu sabia que o protagonista seria cheio de defeitos, mas honestamente, não encontrei qualidades também. Michael está cego por vingança e decidido a fazer o que for para conseguir alcançar o que quer. Mas por grande parte do enredo, nada do que ele faz tem justificativa por pior que seja. Ele não parece estar disposto a adaptar os próprios planos para que sua meta se realize.

Já Penélope, no início, é uma mosca morta. Ela demorou bastante para se provar digna de ser a mocinha de um romance. Custou para eu entender a escolha das características dela por parte da autora. A garota passou, literalmente, 8 anos da sua vida sentada esperando que o grande amor dela retornasse. Podia ter corrido atrás.

Eu esperava um pouco mais de emoção. Michael faz promessas a ela no início e confesso que passei toda a leitura aguardando certas aventuras que não aconteceram. Embora tenha que concordar que as melhores cenas foram as de dentro do tal clube, o "Anjo Caído".

Esse foi mais um livro em que os coadjuvantes me conquistaram mais que o casal principal. As irmãs de Penny, Olívia e Pippa foram muito mais intrigantes e cativantes que a irmã mais velha mesmo só tendo aparecido em um punhado de páginas. Os diálogos entre elas quando saem para patinar ou no jogo de adivinhação foram hilários e mordazes. Eu me vi mais interessada em arrumar pretendentes para elas que ver P & M se resolvendo.

O melhor capítulo? O último, quando vemos o rumo que o segundo livro vai tomar. E tem potencial para ser incrivelmente melhor que este. O pior capítulo? O penúltimo. É uma rasgação de seda entre os dois quando eles finalmente percebem que se amam e que não querem viver sem a presença do outro. Fiquei inconformada em como a autora deixou Michael sentimental. Ficou forçado a maneira como ele fica meloso para cima dela. Perdeu toda a sagacidade. Sei que "o amor faz milagres", mas forcemos menos.

Cadê o segundo? Pippa e Cross.. já!

14 de setembro de 2016

RESENHA: Crescendo - Becca Fitzpatrick (Hush Hush #2)

Crescendo - Becca Fitzpatrick

Interessante. O início é um verdadeiro martírio, o que me lembrou porque protelei tanto a leitura desse segundo livro da série. A mística da história e os enredos paralelos são muito mais interessantes que a parte principal.

Nora Grey é tão chata, infantil, egoísta, mimada, controladora, mandona e abusada que me revolta. Por vezes quis largar a leitura por conta dessa enjoada. Sério, a protagonista já era ruim, mas aqui fica insuportável. Confesso que desejei que ela morresse.

Patch é meio sem noção. Como um anjo pode ser tão paspalho eu não sei. Tudo bem que a descrição física do sujeito é de dar suspiros, e que ele tem os seus momentos, mas a única explicação para ele ter se apaixonado por ela e arriscar a própria existência para ficar junto dela é retardo mental.

Vee é uma pobre garota sem autoestima nenhuma. Ela passa o livro todo sendo motorista e empregada da dondoca da protagonista. Isso não é amizade é escravidão. E quando você acha que ela vai se dar bem, e começar a ter uma vida própria, dá merda. 

Scott foi mal aproveitado. Era um personagem que prometia e merecia mais coisas. Ele poderia ter se tornado uma figura mais imponente do que apenas mais um adolescente bobalhão que acaba fazendo o que a criatura quer. Não me conformo com o seu final.

Até Marcie é melhor que a Nora. Por mais de uma vez eu torci por ela em detrimento da protagonista. Ela sim tem personalidade e age mais de acordo com a idade (mesmo com a tendência a piranhagem) que Grey, que por vezes tem crises dignas de meninas de 11 anos.

Por que eu dei 4 estrelas em vez de -4 como a garota merece? Por causa dos outros personagens, dos plot twists que flertam com as novelas mexicanas, das cenas de ação, dos enredos paralelos e da promessa deixada pelo último capítulo. Se você tirar todas as passagens em que a Nora fica chorando e se fazendo de vítima, a história é ótima!

Definitivamente lerei o seguinte, não pela sonsa, mas pelos demais. Com um final digno de season finale da CW, eu preciso saber o restante da história. Não é uma leitura de todo ruim, dá para engrenar uma sentada longa, e ao contrário da grande maioria, nesse você torce pelo próximo infortúnio da rebelde sem causa.

Não tem nenhum livro não lido na estante, já leu o primeiro e achou esse na rua? Pode ler. Caso contrário, continue procurando na estante.

9 de setembro de 2016

RESENHA: A Rainha Normanda - Patricia Bracewell (Emma da Normandia #1)

A Rainha Normanda - Patricia Bracewell


Ótima leitura. Um must read para quem curte enredos históricos com liberdades poéticas. É um trilogia (Sim, entrei pelo cano mais uma vez) e retrata os primeiros anos de Emma da Normandia como Rainha da Inglaterra.

Adoro essas narrativas como uma forma de preencher lacunas. Muitos não gostam e acham tudo muito fantasioso mas para mim é muito interessante. Os relatos sobre essa época são muito escassos, então nos resta tentar criar hipóteses para corroborar o pouco que se tem documentação.

Emma é retratada como uma menina forte e ciente do que precisa fazer. Ela encara de frente o casamento com um rei notoriamente mau, violento e dado a surtos, enteados que a odeiam e uma corte que encara estrangeiros com muitas ressalvas e pouca animosidade. 

Nada se tem documentado acerca das mulheres dessa época, apenas meia dúzia tem seus nomes citados em registro, mas elas tem grande destaque na narrativa de Patricia. Além de Emma, temos também o ponto de vista de Elgiva, a filha de um dos condes mais influentes da época que com certeza deve ter tido grande participação na corte. Além delas, os capítulos também contam com o ponto de vista do Rei Althered e de seu filho mais velho Althestan. 

Seguindo os rumores e poucos registros vemos um rei que apesar de ser novo tem uma aparência envelhecida, desconfia de tudo, prefere ser temido a adorado e respeitado e é atormentado por visões (que para mim pode ser algum distúrbio psiquiátrico, já que não seria o primeiro membro da realeza inglesa a ser lelé). 

Althestan por sua vez é retratado como um jovem que tinha certeza absoluta de seu futuro até a chegada da rainha. Althestan cresce vertiginosamente nesse relato. De um rapaz com ares de prepotência e arrogância a um jovem adulto ambicioso que flerta com a cautela. 

Não se sabe bem a data de nascimento de nenhum deles, mas é quase certo de que ele e Emma tivessem idades próximas, por isso achei interessante a maneira como a autora trabalhou o relacionamento deles. Numa época em que além de caçadas, jantares, caminhadas no jardim e missas, os jovens não tinham muito o que fazer acho bem provável sim, que Emma e Althestan tenham se envolvido.

O livro termina no início de 1005. O reinado de Emma ao lado de Althered (claro que eu fui pesquisar para saber mais dela) vai até 1016 e ao lado de Cnut até 1035, portanto tem muita coisa para acontecer ainda e eu acho que 3 livros vai ser pouco. Podem vir mais 5, 8, 12 que eu compro e leio.


Recomendado para quem não tem problemas com desvios da realidade.

4 de setembro de 2016

RESENHA: A Escolhida - Lois Lowry (The Giver #2)

A Escolhida - Lois Lowry

A única coisa que liga este ao livro 1 é a maneira como se devora as páginas. Muito bom. Um mundo totalmente diferente do anterior. Ambos se passam em algum momento no futuro, mas o vilarejo de Kira poderia muito bem ser alguma periferia desse nosso Brasil. Os papeis e sentimentos são os mesmos.

Kira é uma adolescente que acaba de perder a mãe para uma doença misteriosa. Seu barraco teve que ser queimado para evitar que essa doença se espalhasse e depois de cumprir o tempo de luto se vê sem ter para onde ir e com uma acusação por parte de uma vizinha invejosa que quer o terreno onde seu casebre ficava.

Além disso tudo, ela nasceu com um defeito em uma das pernas que faz com que a garota a arraste e precise de um cajado para andar. Ela é salva no julgamento devido a seu talento para bordar. Seus bordados são os melhores que muitos dos anciãos já viram na vida. Sua vida muda drasticamente. Ao que tudo indica para melhor.

O livro só começa a ficar realmente interessante depois desse momento, cerca do terceiro capítulo. O primeiro me prendeu desde as primeiras linhas. Nesse momento conhecemos Thomas, outro adolescente, ou 2 sílabas como as pessoas do livro falam, que mora no fim do corredor e assim como Kira, tem um talento acima da média. Ele é entalhador e faz milagres com madeira. Fiquei com pena de ele não ter sido tão explorado. O personagem tem potencial mas fica pelas beiradas, a autora poderia ter nos presenteado com mais um pouco de Thomas.

O terceiro personagem que mais aparece é Matt. Uma criança, ou pequeno, ou um de 1 sílaba. Ele é travesso, mora no Brejo, está sempre com fome, sujo porque não gosta de tomar banho e muito ligeiro. Está sempre acompanhado do cachorro, Toquinho. Me afeiçoei muito a esse menino. Se fosse de verdade traria para casa. 

A história segue os três descobrindo as coisas, cada um a sua maneira, desvendando os mistérios do vilarejo e o qual exatamente era ou seria o papel de cada um deles nesse mundo estranho. Um lugar que não aceita ninguém com defeitos e mesmo assim é bem deficiente. Não há a impressão de ter pessoas ricas, mas somente pobres, mais pobres e paupérrimos. Cada um tem sua função e nada muda. Apesar das revelações no final não é bem definido quem manda e quem desmanda. 

Assim como no 'Doador de Memórias' a história termina quando a personagem descobre o que tem que fazer. Há o sinal de algo mudou, mas não vemos essa mudança. Será que deu certo? Será que o planejamento dela falhou? 

O nome original, em tradução literal seria 'Buscando o azul' e preciso dizer que tem muito mais a ver com o enredo que "A Escolhida". O título em português fica parecendo que apenas ela tem um papel importante dentro desse universo, mas o que vemos é que há bem mais que isso.



2 de setembro de 2016

RESENHA: O Doador de Memórias - Lois Lowry (The Giver #1)

O Doador de Memórias - Lois Lowry

Impressionante. Senti desconforto ao ler esse livro. Já tinha assistido o filme, mas confesso não lembrar de muita coisa, apenas vislumbres e a sensação de angústia durante todo o tempo. Não consegui largar o livro. Fui dormir pensando nesse universo estranho e complicado, acordei com ele na cabeça e passei o dia querendo saber mais. 

No livro o personagem que narra é Jonas, um garoto de 11 anos que está prestes a receber sua atribuição. Nessa sociedade cada ser humano recebe ao chegar aos 12 uma atribuição que lhe é designada por um conselho de anciãos. Só há um guardião de memórias nessa sociedade, e ele é o escolhido para substituir o atual.

Há muitas características nesse universo que fazem o leitor considerar esse mundo bom. Em vários momentos eu me vi cogitando e avaliando de forma positiva as atitudes dos personagens. Viver em um lugar em que não há problemas sociais, políticos e econômicos. Tudo é permeado por harmonia e todos tem seu lugar na sociedade, sendo crianças, adultos ou idosos. 

A partir do momento em que ele recebe sua atribuição acompanhamos sua evolução, seu crescimento. Ele começa a vislumbrar a vida adulta e deixar as coisas de criança para trás, mas sua posição nessa sociedade representa uma grande solidão. Por um lado manter as pessoas alheias às coisas ruins que o mundo vivenciou é bom pois retira todas as possíveis fontes de sofrimento, seja psíquico ou físico. Mas por outro, há toda uma gama de coisas boas e densas que ficam de fora da vida de todas. 

Não há guerras, bom. Não há amor, ruim. Não há fome nem frio, bom. Não há cores nem melodias, ruim. Aos poucos ele começa a entender porque que o doador, nome que ele usa para chamar o atual guardião, é tão angustiado. Mesmo dando nome à série e ao livro não o considero o principal. 

O desfecho não é nada do que eu esperava. Ainda mais porque não dá para saber o que acontece de fato. E o próximo livro não parece ser exatamente uma continuação. Pela sinopse é outro mundo distópico, será que nunca saberei o que acontece depois daquele final? 

Mesmo assim...




1 de setembro de 2016

RESENHA: Segredos de uma Noite de Verão - Lisa Kleypas (Wallflowers #1)

Segredos de uma Noite de Verão - Lisa Kleypas

Um bom passatempo. Não é o meu preferido da autora, mas foi  bom o suficiente para me fazer querer continuar a ler a série. Mocinha mediana, mocinho arrasador. Me apaixonei  por Hunt.

Uma das coisas que mais gosto em Lisa é que ela revisita cenários e nesse livro puder ver que repete personagens também. Quem nunca leu um romance e gostaria que o personagem X ou Y tivesse mais espaço? Acho que todos que leem esse gênero já passaram por isso.

Annabelle Peyton não é meu tipo de protagonista preferida em romances. É diferente do usual pois é uma caça-títulos assumida. Está em sua quarta temporada, tem 25 anos e passa todo o tempo nos bailes sentada junto às solteironas enjeitadas. Para uma garota que não tem dote ela é muito afetada para o meu gosto.

Concordo que ser pobre não significa que ela deva aceitar qualquer coisa ou qualquer proposta, mas ela almejava de fato apenas a aristocracia inglesa. No livro não fica explícito exatamente qual a posição que o pai dela tinha na sociedade. a mãe é uma frívola que para manter certas regalias sucumbe aos avanços de um nobre rico e patético que a quer como amante.

Simon Hunt é um perfeito exemplo de emergente. Conserva todas as características de um bronco, tendo em vista que é filho de um açougueiro, mas devido ao talento para finanças, faz fortuna sozinho e se torna dono de várias indústrias essenciais para os avanços econômicos da época. Ele é decidido e um tanto teimoso mas respeitador. Gostei muito de como ele foi quebrando, aos poucos, o muro que Annabelle erguei em volta de si mesma para evitar desviar de seu plano. 

Dentre as mocinhas que fazem o pacto de se ajudarem a arrumar maridos, ela é a única que não gostei. Minha preferida foi Lilian, a personalidade dela é a que mais me agrada, e agora que sei quem é o par dela, mal posso esperar. Creio que o livro deles tenha potencial para superar o meu preferido dos Hathaway's.

É um livro bem cheio de clichês. O diferencial talvez seja que o livro não termina com o casamento deles como na maioria, continua com alguns eventos até que eles finalmente se dão conta do que pensam um do outro. Algumas passagens interessantes outras bem encheção de linguiça mesmo. Precisei insistir e me controlar para não pular algumas páginas...

29 de agosto de 2016

RESENHA: Paixão ao Entardecer - Lisa Kleypas (Hathaways #5)

Paixão ao Entardecer - Lisa Kleypas

Apaixonada por esse livro. Que final para essa série maravilhosa. Excelente e bastante contundente ao me deixar órfã mas feliz. Não sei se é porque faz tempo que li o quarto, mas achei este bem mais leve. Não que tenha deixado a desejar, longe disso, manteve a qualidade.

Os livros anteriores foram mais crus. Mais adulto. Os casal principal era mais sério por assim dizer. Cenas mais sensuais e viscerais que as daqui mas tanto Beatrix quanto Christopher são personagens incríveis. Definitivamente o meu casal preferido. O melhor ficou para o final.

Lembro de quando tive contato com Bea pela primeira vez de temer o livro dela. Pois seria difícil, ao meu ver, arrumar um rapaz que a merecesse e também o receio de que ela se tornasse caricata demais ao se tornar adulta. Felizmente meus medos foram rapidamente esquecidos.

Amei o fato de a troca de cartas deles não ter tomado toda a extensão do livro e de não ter tido muita enrolação entre elas. Quando há uma passagem longa de tempo é melhor colocar no fast forward mesmo. Gostei também de as cartas terem, na medida certa, uma mistura de romance, comédia e drama. 

A tal Pru parecia ser um pouco caricata no início, mas aos poucos ela se mostra uma personagem que apesar de fútil não é burra. Ela é muito inteligente e sabe exatamente o que quer num marido. Não fiquei ressentida com as coisas que ela faz enquanto ainda tenta agarrar o Christopher. 

Christopher por sua vez ganhou meu apoio desde o início. Creio que não ter tido nenhuma interação direta entre ele e a Bea antes das cartas, descrito no livro, já que eles só mencionam, contribuiu para meu rápido perdeu e minha torcida para que eles se entendessem rapidamente. 

Beatrix, agora com 23 anos, é uma mulher muito bem resolvida e adorei ver isso. Sabe o que quer e não está disposta a abrir mão de nada sem motivo. Ela não se anula para agradar o outro. Até abre exceções ao longo da história, mas nunca faz algo que realmente mude seu jeito de ser e de levar as coisas. Ela tem uma inocência só dela que não é infantil, mas o retrato de uma família amorosa que apesar de fugir do padrão não é tão torta como pensam os outros.

Ela não é aversa a bailes e jantares e outras convenções sociais, só não gosta que sua vida gire em tono disso como as outras garotas da época. Não é a toa que ela se comporta com primazia nessas situações, mas se tiver opção fará algo ao ar livre. Essa característica contribui para que o livro seja tão diferente de outros do gênero com personagens atípicas. Ela não é feia, não é desajeitada, não é primitiva, mal-educada, pelo contrário, tem todas as características que uma boa moça precisava ter. 

Achei interessante que Christopher teve uma evolução diferente das que os rapazes não convencionais tem. Ele era o partido perfeito perante a sociedade mas volta da guerra cheio de traumas, traumas que a sociedade ignora e ou finge não ver. Ao invés de consertá-lo como seria de costume em romances assim, a Bea faz com que ele se sinta confortável e evolua a sua própria maneira. Então em vez de voltar a ser o brilhante e comunicativo de antes ele se torna sombrio e propenso à reclusão. 

Ele é um bom homem e encontra a mulher certa para estar junto dele. E ela tem a sorte de encontrar alguém que desvie do caminho só um cadinho como ela e veja a beleza nisso.

26 de agosto de 2016

RESENHA: As Poderosas Rainhas - Amy Dickinson

As Poderosas Rainhas - Amy Dickinson

Ruim. Levei apenas 3 meses para terminar a leitura mas terminei de teimosa. Eu tinha ficado empolgada com a sinopse. Aliada ao título dava a impressão de ser algo totalmente diferente. Sim, se trata de um relato de como foi criar uma filha sozinha e se reencontrar como mulher mas não tem o teor que eu esperava. 

Uma das coisas que me incomodou foi o fato de ter muitas notas de tradutor, e a maioria descartáveis ou contornáveis sem que a leitura fosse prejudicada. Algumas tinham até 6 linhas e nada tinham a ver com o decorrer da história.

Outro fator que contribuiu para o desapontamento foi o fato de que as histórias não são contadas mostrando o envolvimento de todas essas "rainhas", mas somente de Amy. Ela até comenta sobre as mulheres de sua família mas perde todas as oportunidades (e não foram poucas) de apresentá-las mais a fundo e mostrar sua real importância. 

E ainda o fato de que a cidade natal dela, que é mencionada na sinopse é quase um local de passagem por muito tempo, vemos histórias em vários grandes centros do mundo onde ela viveu com a filha antes de enfim voltar para a tal Freeville. 

E por fim, a história mais interessante e que tem todos os elementos acima mencionados é a última e termina abruptamente. Ela desenvolveu em 11 páginas o mais relevante do livro todo e não diz como termina! Tive que pesquisar no google. Por isso, caso tenha algo mais relevante, leia e dispense esse aqui. Já que nenhum dos conselhos podem ser realmente aproveitados para nós brasileiras.

25 de maio de 2016

RESENHA: Estudo Independente - Joelle Charbonneau (O Teste #2)

Estudo Independente - Joelle Charbonneau


Tão bom quanto o esperado. No segundo livro da trilogia, a autora nos mostra um enredo com uma tensão política muito mais intensa que no anterior. Os personagens que já conhecíamos mantém sua essência  mas é perceptível a passagem de tempo.

Temos algumas cenas típicas de distopias enquanto acompanhamos a chegada da Cia à Universidade. Mais uma vez a frase da capa é um resumo perfeito do cerne da questão toda. Falhar não é uma opção. E em torno desta premissa é que toda a discussão acontece.

Malencia está sendo claramente perseguida.Os responsáveis pelo teste de admissão não escondem que estão de olho nela e se esforçam para vê-la falhar. O perigo que antes era tão evidente, agora se esconde em rostos familiares e ações maquiadas. Ninguém é o que parece e o que deveria ser simples, como quem é seu aliado e quem não é, se torna uma tarefa hercúlea.

Adorei como nós vamos sendo levados e conhecemos melhor esse país e como ele se tornou o que é sem ser maçante. Não tem cara de material didático tudo é exposto de forma natural. Os novos personagens contribuem para isso. Temos novos vilões, alguns em sua roupagem clássica e outros tão bem disfarçados que exigiram atenção para serem identificados antes do tempo.

Das novas adições os que mais me chamaram a atenção foram Ian, Raffe e Enzo. Ian completa o triângulo amoroso não intencional com Cia e Tomas. Não sei se foi proposital, mas ele parece ser bem mais interessante que o conterrâneo da protagonista. Raffe me conquistou desde o início, apesar de todos os motivos para desconfiar dele, eu não consigo. Ele me parece ser mais honesto que Tomas. Este aliás me deixou mais encucada que antes. Não gosto dele e acredito que ele esconde muita coisa. Enzo é caladão e observador. Ele parece estar seguindo exatamente o conselho do pai de Malencia. Não confia em ninguém e deixa isso claro. Mas parece ser uma pessoa íntegra.

Há mais mortes. Mesmo sendo um texto muito mais político, é bem intenso. Há os partidos bem delineados, quem apoia quem, assim como na vida real, há aqueles que só pensam em enriquecer, outros que querem a manutenção de seus próprios status, a população insatisfeita mas que acredita no governo, os que querem depor a presidente, etc. Bem como vemos em qualquer "democracia" do séc. XXI. 

Enfim, é uma narrativa intensa, tensa, inteligente. Me fez pensar. Consegui me desligar dos assuntos aqui "de fora", mas sem alienar, não é exatamente relaxante. O cérebro funciona o tempo todo. Conforme os problemas aparecem, instintivamente você começa a delinear possíveis soluções. Já quero o livro 3. Este termina numa tensão e com tantas incertezas acerca do futuro que não ler não é uma opção.


19 de maio de 2016

RESENHA: Starters - Lissa Price (Starters #1)

 Starters - Lissa Price

Viciante ao extremo. Não achei que seria tão bom quanto foi. Talvez tenha sido a minha falta de grandes expectativas que fez a experiência ser tão boa. É uma distopia pós-apocalíptica futurista que ao mesmo tempo tem muito do que já se vê em outras séries do gênero e ainda assim tem muita originalidade.

O que tem de repetido: 

A protagonista tem 16 anos, quer proteger a família. Quem está no poder é corrupto e sociedade está desmoronando. Há dois possíveis amores. Uma segunda personagem feminina que se demora a saber se é bem ou não.Há cidades-fantasmas, e a tecnologia avançada sendo usada de maneira controversa. A protagonista resolve salvar o mundo. Consigo relacionar: Divergente, Jogos Vorazes, Feios, Reiniciados, Maze Runner e Teste.

Callie começa a história entre a cruz e a espada. Seu irmão Tyler tem apenas 7 anos e a saúde frágil. Precisa de cuidados que ela como menor de idade não pode prover pois não tem permissão para trabalhar legalmente. Vive na clandestinidade com ele e seu amigo, Michael.

Ela fica sabendo então de uma oportunidade única para pessoas como ela: Alugar seu corpo para pessoas idosas e ricas poderem curtir a vida novamente como quando eram jovens. A empresa que costuma fazer isso, a Prime Destinations oferece uma bonificação bem gorda em troca de três alugueis. 

O problema é que Callie só descobre que tudo é mais perigoso e complicado quando já é tarde demais. O contrato está assinado e ela já está em seu terceiro aluguel. Isso significaria que ao término deste ela receberia o dinheiro e voltaria para o irmão, mas ao que tudo indica ela pode ter aberto mão de sua liberdade para sempre. 

O que eu mais gostei é que apesar de ela ser a protagonista, as ideias mais mirabolantes e planos mais complicados não são ideia dela. Há sempre um adulto mais experiente a  guiando. Ela segue adiante em parte pelo irmão e em parte por querer agir como uma adolescente de posses e não como a responsável por uma criança como de costume. E ela tem medo de verdade. Ela faz tudo planejando uma rota de fuga.

A conspiração toda que é a motivação principal para toda a problematização do livro é bem construída através do velho binômio política+dinheiro. Mas não há uma frente armada. Tudo ocorre quase  que nos bastidores, na surdina. E apesar disso, você não esquece que a protagonista é uma adolescente como outra qualquer.

Os eventos finais me surpreenderam bem. A autora não seguiu o caminho mais previsível e clichê, e em vez de nos depararmos com aquela calmaria costumeira entre livros é um baque. A leitura termina com mais perguntas do que respostas. Ou seja, sem ideia alguma do que vem por aí.

11 de maio de 2016

RESENHA: As Aparências Enganam - Kristina Cook (Ashton/Rosemoor #1)

As Aparências Enganam - Kristina Cook


Simpático. Apesar de ter sido publicado pela primeira vez em 2004, esse livro me lembrou muito romances mais antigos. A escrita de Cook é fluida e incômoda ao mesmo tempo, mesmo que não faça sentido.

Não há enrolação, as passagens de tempo acontecem quando tem que acontecer e são poucas os momentos em que os protagonistas ficam filosofando sobre as próprias vidas. Mas em contrapartida os dois personagens são medianos. São extremamente egoístas.

Lady Lucy Abbington é uma jovem de 21 anos que vive no campo livremente. Tem uma paixão muito grande por cavalos e seu pai não se incomoda com as ações da filha. Apenas pede que ela vá ser apresentada à sociedade e ela o faz. Pois ela se decidiu anos antes que só casaria com alguém que permitisse que ela continuasse a cuidar de animais, exercendo informalmente a profissão de veterinária.

Ela vai à Londres com os Rosemoor, e a apresentação dela se dá no mesmo dia da apresentação da Rosemoor mais nova. Os 3 filhos são como irmãos para ela. Cresceram juntos tendo em vista que suas mães eram melhores amigas. Essa relação acaba se tornando um plot secundário, pois como toda família poderosa que se preze tem sua dose de escândalo.

Henry Ashton, o Marquês de Mandeville já passou dos 30 anos e vem sendo pressionado pela mãe a providenciar a continuidade da linhagem e a garantia de estabilidade do marquesado. Mas depois de algumas experiências ruins mulheres ele decide que só casará com uma moça de estirpe e que seja adequada em todos os sentidos para ocupar a posição de Marquesa. Ele não quer envolver amor na equação.

Receita para o desastre. Eles se conhecem ainda antes da temporada do ano começar. Há uma identificação e atração mútua quase que instantaneamente. Eles funcionam muito bem juntos. Mas são tão teimosos que apesar de se arriscarem o tempo todo não permitem nem pensar em casório.

Eu achei Henry um cavalo. Ele não faz por ela nada que não tenha um motivo escondido, e até quando a defende em alguns momentos tem segundas intenções. Para cada elogio que ele faz a ela, logo em seguida vem duas grosserias sem tamanho. A Lucy por sua vez é toda independente e tal, mas quando se trata do marquês vira uma adolescente inconsequente. Fica incoerente e o perdoa o tempo todo. Ele a desrespeita o tempo todo e ela sempre deixa para lá. 

Acaba sendo necessária a interferência de outros para que os dois vejam que se amam. E depois mais esforço ainda para que deixem o orgulho de lado por um tempo e cada um comprometa um pouco para que possam ser felizes. No final vemos um pouco da vida deles depois do casamento e a autora nos "presenteia" com diálogos açucarados e patéticos. Não há nada da personalidade de ambos, anteriormente apresentada, presente nessas últimas paginas.

Ou seja é um livro bom para passar o tempo, mas nada marcante ou extraordinário.