28 de novembro de 2015

RESENHA: Gênesis - Bernard Beckett

Gênesis - Bernard Beckett

Conheci o livro por acaso em uma bancada de promoções da Nobel anos atrás, vários livros a 9.90 cada. A capa me atraiu enormemente, depois de lida a sinopse fiquei mais tentada e com o preço o negócio foi selado mas ele rolou por alguns anos aqui na estante.

Há algumas semanas, arrumando a estante ele me chamou a atenção novamente e coloquei ele na pilha de leituras a serem feitas ainda esse ano. Dias atrás vi a resenha da Anne e pronto, ele saltou do meio da pilha para o início dela.

Entrei em parafuso totalmente. É uma leitura intrigante, instigante, cativante, surpreendente. É um livro denso disfarçado de distopia. Durante quase  toda a leitura foi possível fazer um paralelo com nossa sociedade atual e a antiguidade clássica ao mesmo tempo.

Honestamente me peguei fazendo planos para aulas interdisciplinares: LP, Filosofia, História, Biologia, Informática... Como eu viajei na maionese em apenas 176 páginas. Aliás esse é outro ponto incrível desse livro, em poucas páginas há muito conteúdo e nada de encheção de linguiça.

Não é uma leitura para se fazer tarde da noite ou depois de um dia cheio de preocupações. Mesmo não querendo, o leitor fica com a cabeça a mil. Culpa da narrativa praticamente didática misturada ao ficcional distópico. Bernard Beckett é um gênio.

Não vou me estender. Esse é um daqueles livros raros que você indica para todos mas não fala muito sobre para não estragar a experiência alheia. Desafio todos a lerem e não ficarem como eu. Leiam cacete!

25 de novembro de 2015

RESENHA: Tormenta - Lauren Kate (Fallen #2)

Tormenta - Lauren Kate

Adorei. Enrolei tanto para ler essa sequência pois comprei a edição econômica sem querer e não curto muito essas edições pois a capa é frágil e as folhas muito fininhas. É mais por medo de estragar o livro durante a leitura do que qualquer outra coisa. Mas aí ele estava me chamando na estante há algum tempo e enfim me rendi.

Mais uma vez por ter demorado com a leitura me vi pesquisando resenhas de Fallen (que eu não fiz e não sei porquê) para preencher algumas lacunas. A história em si eu lembrava, mas um ou outro detalhe me escaparam. 

Não consegui ter uma opinião acerca de Luce aqui. As atitudes dela durante a história são tão voláteis, ora maduras, ora pirracentas, em outros momentos ela parecia bem consciente do perigo e logo em seguida fazia alguma coisa sem cuidado algum. 

Shelby e Miles foram ótimas adições. Suas personalidades são complementares o que agraciou Luce com uma dose bem-vinda de equilíbrio. Shelby é enérgica, tem a língua afiada e ao menos aparenta ter um grau de autoconhecimento superior ao de alguns nesse universo. Miles é calmo, emana uma aura de proteção. Ambos me deixaram com uma sensação de que há algo mais sobre cada um. 

O relacionamento que Shelby teve com Daniel no passado e que ela diz que foi algo de uma noite me parece que na verdade foi mais que isso. É só lembrar da reação de Daniel ao vê-la em Shoreline pela primeira vez. E Miles com suas capacidades subestimadas. Ele insiste em não ser nada importante por ter um parentesco longínquo com um anjo, mas as coisas que ele consegue fazer por Luce em mais de um momento na história não me parecem ser pouca coisa. Nesse mato tem cachorro e dos grandes.

Daniel foi tão enigmático e super protetor, achando que mantê-la ignorante seria melhor que o tiro saiu pela culatra. Em determinadas passagens ele chegou a ser chato, como se não confiasse nela com a verdade. Não sei se era só medo do que poderia acontecer. Em alguns momentos o que entendi é que ele a achava muito inocente, jovem para lidar com tudo. Como se ela fosse de cristal e realmente qualquer palavra fora do lugar fosse matá-la.

Cam poderia ter aparecido mais. Gosto dele. Francesca e Steven. A tensão entre os dois tem intensidade para preencher umas 400 páginas só com eles. Fica a dica para a autora. A escola tem aquela atmosfera típica de quase todas as escolas sobrenaturais de nossa literatura atual. Às vezes alguns cenários quase parecem repetidos. Muda-se a classe de personagem mas o local é comum.

Mas funciona. É uma escrita fluida. Tudo se encaixa naturalmente e achei engraçado que Luce comenta no final que não parecia que apenas 3 semanas tinham se passado desde que ela saíra da outra escola, mas que ela sentia como se fossem meses. Pois é assim que eu me senti também. Apesar dos títulos regressivos a cada capítulo, tanta coisa acontece que a impressão é de que cada capítulo se trata de ao menos uma semana. 

Claro que terminei com gostinho de quero mais. Aceito os próximos livros de presente.

22 de novembro de 2015

RESENHA: Segredos de um Pecador - Madeline Hunter (Os Rothwells #4)

Segredos de um Pecador - Madeline Hunter


Finalmente! Excedeu minhas expectativas. Conhecer Christian me fez amá-lo. Definitivamente ele é meu Rothwell preferido. Embora agora que eu terminei  a leitura bateu a bad. Vou sentir falta deles. Esse é meu problema com essas séries, fico desolada ao terminarem.

Leona contribuiu e muito para minha opinião positiva desse livro. Sua personalidade, excentricidade, altivez, independência fazem dela o tipo perfeito de mocinha para mim.

Christian sempre me pareceu emburrado e sério demais, mas a verdade é outra. A explicação para seu jeito de ser é fantástica por um lado porém não deixa de ser perfeita para o enredo.

Adorei os dois como casal. Todas as cenas deles, seja as mais íntimas ou as estritamente sociais e financeiras são cativantes. Eles tem tantas peculiaridades como indivíduos que a interação entre eles se torna muito envolvente de se acompanhar. Não odiei nenhum deles em momento nenhum como aconteceu com as mocinhas anteriores. 

O quadro que a autora nos mostra do comércio com o Oriente é o pano de fundo perfeito para juntar esses dois personagens tão únicos. Toda a intriga e o suspense são uma parte grande do livro e o torna mais que um simples romance histórico. Ele é bem mais rico que isso. Palmas para Hunter.

Os personagens secundários são ótimos e bem construídos também. Achei super legal o fato de rolar em paralelo um outro romance, mesmo que só o vejamos pelos olhos dos protagonistas. O Sr. Miller e Isabella formam um casal que merece ser shippado.

As reviravoltas no final são um tanto previsíveis para quem se atentou a cada detalhe das investigações de Leona durante a história, mas mesmo assim prendem a atenção por serem bem escritas e bem desenvolvidas. A autora conseguiu ser bem descritiva sem ser cansativa ou repetitiva como no segundo livro.

O epílogo é uma fofura, deu um fechamento para a os irmãos Rothwell, mas deixou, ao menos a mim, com uma curiosidade acerca da família agregada. Madeline Hunter descreveu acontecimentos que dariam muito bem uma nova história. Mas esta só vai acontecer na minha cabeça, tendo em vista que a série termina aqui. 

Arqueiro como de costume me deixando órfã de seus livros.


19 de novembro de 2015

RESENHA: Fade - Lisa McMann (Dream Catcher, #2)

Fade - Lisa McMann

Levei tanto tempo para ler a continuação que acabei precisando ler umas resenhas de Wake para me lembrar de detalhes que me escaparam. As primeiras páginas não empolgam, havia me desacostumado com a escrita da autora. 

A protagonista, Janie é uma boa personagem, e suas descobertas acerta dela mesma e de seu dom são ao meu ver uma das coisas mais interessantes do livro. O fato de o dom dela trazer consequências dá um tom crível a tudo. Não é superpoder colorido. 

Cabel é o namorado perfeito por um tempo, super gracinha, atencioso, agradável, preocupado e solícito. Mas claro que algo tem que acontecer. O que achei chato nesse caso é que a autora não explica muito bem o que houve com ele para tomar a atitude que tomou. Quando ele se desculpa com Janie de maneira bem descrente para mim. Falou mas não disse nada.

O fato de ela trabalhar para a polícia e ter uma missão secreta me lembrou um pouco Desejos dos Mortos, aliás a maneira como os dons são abordados, usados pelas detetives, o descobrir aos poucos das próprias capacidades faz com que os livros sejam bem parecidos. Cheguei a confundir plots no início. 

Fico feliz de ter insistido, depois da enrolação inicial (meio desnecessária), a historia decola. Há tensão, dúvidas, alguns capítulos de ação (não pancadaria, mas muita coisa acontecendo ao mesmo tempo) e um cado de romance. Perto da Derting, a escrita da Lisa é um tanto quanto amadora, mas ela conseguiu ainda assim nos trazer uma história agradável e intrigante o suficiente para fazer a leitura ser continuada.

Minha parte preferida foi a festa. Seguida de perto pelo momento em que ela realmente descobre tudo o que a espera nessa jornada como 'Apanhadora de Sonhos'. Vou ler Gone em breve com certa expectativa e ao mesmo tempo contente de ser apenas uma trilogia, de só faltar um livro. Não consegui identificar nada que pudesse fazer com que a história continuasse. 3.8/5

15 de novembro de 2015

RESENHA: A Casa das Sete Irmãs - Elle Eggels

A Casa das Sete Irmãs - Elle Eggels

Estranho. Apesar de ter muitos elementos aos quais eu esteja acostumada a ver em outras obras, ao serem reunidas aqui teve um resultado esquisito. O livro tem passagens ótimas e outras maçantes. O resultado acaba sendo um livro mediano. 

Não me fez querer abandoná-lo, mas não me fez devorá-lo. É uma narrativa que não te prende totalmente mas há trechos que intrigam e o convidam a continuar a leitura e descobrir a reação para determinada ação. Os capítulos curtos são de enorme ajuda.

A narrativa trata da vida dessa família de algum momento antes da segunda grande guerra até algo que parece ser o fina do século XX. Não há uma delimitação, ou indicação de tempo precisa em nenhum momento do livro. Só me dei conta do quanto tinha avançado no tempo quando no final ela fala de um CD.

São 7 irmãs, uma filha e uma 'avó. Essa quantidade de mulheres juntas aliada a narrativa vai-e-vem me deixou confusa. Acompanhamos a historia sob o olhar de Emma, que é a filha da irmã mais velha. Mas o livro começa com algo que aconteceu com ela na adolescência, volta para antes de seu nascimento e então segue. 

O grande problema para mim é que havia uma troca constante de personagens sem aviso. Em um parágrafo ela falava da tia mais velha e no seguinte de uma das gêmeas, tias mais novas, mas só citava o nome ao fim do relato. 

Os homens em sua maioria não tem o nome citado constantemente, mas sim são identificados por sua profissão então me custou tempo para lembrar quem tinha relacionamento com quem. Em determinados momentos ela destrinchava acontecimentos aos mínimos detalhes e em outros resumia 10 anos de história em 2 parágrafos.

O pior é que as histórias pessoais das irmãs tinham conteúdo para serem desenvolvidas e se tornarem textos realmente interessantes. Mas como a autora escolheu apenas pincelar, o resultado foi difuso. São 207 páginas que poderiam ter sido 500 caso a maneira de se encarar a história tivesse sido diferente. Mesmo deixando as passagens fantasmagóricas e as de gosto duvidoso.




11 de novembro de 2015

RESENHA: O Conde Enfeitiçado - Julia Quinn (Os Bridgertons #6)

O Conde Enfeitiçado - Julia Quinn

Acho que Colin perdeu seu lugar de cavalheiro preferido no meu coração. Continua sendo o Bridgerton nº1 para mim, mas Michael Sterling, o Conde Kilmartin me conquistou mais. 

Esse livro mantém um pouco do teor mais maduro do anterior mas voltamos a ter a parte cômica que foi grande parte responsável por eu ter me apaixonado pela série e pela autora.

Francesca é doce, reservada e mesmo antes de se tornar viúva me passava uma impressão muito mais madura que sua irmã mais velha Eloise. O contraste entre as duas fica muito mais claro com a leitura sendo feita casada como eu fiz. 

Ao mesmo tempo, a descrição física que é feita dela me fez a imaginar com cara de menina mesmo. Ela definitivamente é uma beleza londrina típica à época. Ela tem uma vibração frágil aos olhos externos e só quem a conhece de perto é que acaba a desvendando de verdade.

Adorei que teve bailes nesse livro. Rever Lady Dambury foi incrível! Como essa velha senhora faz falta na narrativa. Foi uma única cena, mas valeu cada palavra. Mais uma vez me vi sentindo falta da Lady Whistledown. Eu quero ela de volta!

Devido a maneira como eles se tratam no início, eu realmente achei que ia rolar uma pequena competição entre eles dois para ver quem se casaria primeiro e com isso teríamos mais cenas de bailes. Julguem-me, mas eu gosto de salões, dança, cortejos, troca de olhares. <3

Mas apesar dos meus devaneios, a maneira como o amor floresce entre os dois é quase fofa. Não tem nada de adolescente ou ingênuo, mas ainda sim tem algo que faz suspirar. As mães poderiam ter metido mais o pitaco, mas preferiram não fazê-lo, o que é compreensível mas mais uma vez seria a oportunidade de arrancar risadas dos leitores, aliás foi uma pena que Violet, Helen e Janet não dividiram uma cena, teria sido de chorar de rir.

Minha cena preferida é quando ela recebe a carta da mãe avisando que Colin e Eloise se casaram em tempo recorde. A indignação dela por ter sido excluída e a constatação logo em seguida de que não se importa é hilária. Os diálogos com Michael nesse momento e nos seguintes também ajudam. Ele tem uma veia sarcástica e irônica que complementa a forma sempre indefectível que ela tem de se portar perante a sociedade (mesmo sem ninguém lá para ver isso).

E o final? Não pareceu o fim de uma história, e sim de início de outra. Amei. Outra coisa que apreciei foi nossa Quinn ter concedido alguns parágrafos para explicar para a gente como as enfermidades retratadas no livro eram vistas na época, competindo veracidade às cenas e também nos dando um breve histórico de como o tratamento delas evoluiu. Achei muito interessante e mostra o cuidado que ela tem ao colocar cada letra no papel. Obrigada Julia.

9 de novembro de 2015

RESENHA: Desejos dos Mortos - Kimberly Derting (The Body Finder #2)


DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB
Finados - 11/12

Desejos dos Mortos - Kimberly Derting

Por um instante achei que tinha sido escrito por um autor diferente. Tem algo errado nesse livro. Achei o primeiro tão viciante e inovador que acabei o colocando para viajar no grupo do LV. Esse foi fraco em comparação à estória vivida por Violet em Ecos.

A parte policial do enredo foi um pouco devagar mas bem interessante. A adição dos novos personagens fez muito bem ao plot. Em compensação, o lado romance adolescente ficou a desejar. O livro não é ruim. É um bom entretenimento e as novas possibilidades que se abrem ao longo do livro são suficientes para manter o foco e o interesse na continuação.

Jay que tinha sido tão apaixonante no primeiro livro se tornou menos 'atraente'. Agora que eles são realmente um casal, boa parte do que os fazia interessantes não existe. Cheguei a torcer para que eles se separassem e deixassem as coisas só na amizade. Ainda mais com a chegada do enigmático Rafe.

Violet se mostrou um tanto enjoada nesses capítulos. Para quem já deveria estar acostumada com o próprio dom, ela me pareceu extremamente afetada. Levando em conta que o caso da vez é (ao meu ver) bem mais tranquilo e fácil de digerir que o anterior e que ela teve meses para se acostumar com  marcas de humanos, não convenceu.

Chelsea, a amiga, rouba várias cenas. Está hilária, ainda mais com sua obsessão com o novo personagem: Mike. Ele e a irmã são personagens bem intrigantes que mereciam mais espaço. Os pais de Violet tiveram a mesma regressão que Jay. Algumas decisões não pareciam com as de pais de adolescentes. Por mais que a garota seja diferente da garotada usual, o tratamento me pareceu muito deslocado.

Rafe e Sara que compõem um núcleo que aparentemente será recorrente me deixaram desconfiada no início e depois curiosa de uma maneira positiva. A autora não fala a idade do Rafe, mas fiquei com a impressão de que é algo próximo da de Violet, porém ele parece mais maduro. Talvez mais acostumado com suas capacidades.

Enfim, fiquei curiosa com o que o terceiro livro vai tratar, mas não creio que esse em si seja memorável. É mais uma leitura obrigatória para quem não tem facilidade de abandonar sagas. Como são 4 livros, precisava terminar esse. Caso fosse uma história avulsa eu não sei se teria chegado ao fim. 4 estrelas pelas promessas.

4 de novembro de 2015

RESENHA: Ligeiramente Maliciosos - Mary Balogh (Os Bedwyins #2)

Ligeiramente Maliciosos - Mary Balogh

Viciante. Foi impossível de largar. Não consigo entender como pessoas não gostaram. Achei Judith e Rannulf um casal super mais fofo que Eve e Aidan. É inusitado e meio ridículo como eles acabam se conhecendo, mas o depois é ótimo. Dane-se que seja clichê. Balogh desenvolveu de maneira tão divertida.

Me identifiquei tanto com Judith que não teve nada do que ela fez, pensou ou disse que tenha sido insatisfatório ou irritante ao meu ver. Seria hipócrita se fizesse isso.

Rannulf tem nome estranho, uma descrição não muito arrebatadora, mas suas ações falam por ele. Extremamente charmoso, divertido, confiável. Digo confiável pois apesar de algumas de suas atitudes não serem exatamente um exemplo de etiqueta, ele é constante.

As avós são ótimas. todas as duas, cada uma a sua maneira. Divertidas, apaixonadas, determinadas, confiantes. Dentre os outros personagens não há nenhum que se destaque fora da família Bedwyn. Os outros irmãos só aparecem mais ao final mas roubam a cena. Ver a interação entre eles foi definitivamente os capítulos mais engraçados. A maneira como cada um é descrito dentro de cada cena contribui para as risadas, mesmo quando a cena em si não necessariamente seja cômica.

Aliás essa foi uma das características mais fortes nesse romance. O teor da história é mais tenso, sério (apesar da torcida para o final feliz) do que de costume para o gênero. O atrito não está no casal protagonista mas em suas relações com os demais personagens o que também o destaca dentre os demais títulos de romances históricos. Acho que justamente a 'falta' de discussões constantes é que contribuiu para que eu gostasse tanto deles tanto juntos como separados.

Comecei a leitura num ônibus ontem. Retomei a noite me prometendo ler apenas 2 ou 3 capítulos antes de dormir. Pois bem, passei as 7 horas seguintes grudada nas páginas. Fazia um tempinho que isso não acontecia dessa forma. A necessidade de saber o que cada personagem iria fazer ou o que iria acontecer com eles me manteve bem desperta.

Resumo: é uma história super gostosa de ler. Há momentos de risadas, de suspiros, de roer unhas, de ter quinhentas reações ao mesmo tempo. Além de claro, ser parte de mais uma série sobre uma família, o que definitivamente garante um espacinho no coração de muitos leitores.

3 de novembro de 2015

RESENHA: O Teste - Joelle Charbonneau (O Teste #1)

O Teste -  Joelle Charbonneau


Uma distopia YA com todos os ingredientes esperados para o gênero. Mas ainda assim um tanto quanto viciante. Realmente não dá para confiar em ninguém. Achei interessante como a autora delineou o casal sem ser um casal. Eles estão juntos, agem como se estivessem juntos e ao mesmo tempo não estão.

Malencia Vale, que a princípio me assustou com esse nome, mas agora já acho bonitinho, é a perfeita protagonista adolescente de livros do gênero. Achei traços de Tris e Katniss. Não é cópia, mas parte do ideal que se espera na mocinha dessas hstórias. 

Cia almeja um lugar na Universidade para ajudar a comunidade a crescer e se recuperar como Tris almeja se encaixar em uma das facções pelo mesmo motivo. Cia passa por uma transformação interna dentro do Teste que me lembrou de certa forma Katniss. As coisas acontecem de maneira tão rápida que nenhuma das duas se dá conta de como os outros a veem. Como uma âncora ou ameaça, tanto faz, não é exatamente o que elas queriam no início. 

Isso não é ruim. Pelo contrário, para quem se sentiu órfão como eu depois de terminar essas trilogias, vai se sentir em casa lendo 'O Teste'. Tem todos os elementos necessários para nos grudar às páginas, fugir da nossa realidade ao mesmo tempo que nos faz traçar paralelos com a sociedade que vivemos e o que pode acontecer caso as guerras se intensifiquem. Um paradoxo realmente, mas é assim que acontece para mim.

Tomas é tão perfeitinho que chega a ser irritante. Devido à frase da capa sobre manter os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda eu já fiquei com a pulga atrás da orelha desde que eles chegam a Tosu City. (Aliás, Por que esse nome?) Quando eu estou quase me rendendo aos encantos dele, algo acontece e me faz duvidar dele. O mesmo com os outros personagens. E como só temos a visão da Cia dos acontecimentos é impossível não ficar confuso.

Uma das coisas que mais gostei foi a maneira como esse mundo pós-apocalíptico é descrito. É tudo tão possível que não dá para se espantar e é fácil de visualizar. Outro ponto que contribui para os olhos grudarem nas páginas é como não é previsível quem sobrevive ou não. Qualquer um pode chegar vivo, todos ou até nenhum deles. Até os últimos capítulos eu não consegui prever nem suspeitar quem iria cruzar a linha de chegada a salvo. Nem mesmo a protagonista fica a salvo das especulações e ameaças.

Sim, porque apesar de ser o primeiro livro e a norma dizer que o protagonista pode sofrer horrores mas sobrevive não tem certezas aqui. Vou dizer que passei umas boas 100 páginas achando que ela ia pro saco.

Por essas e outras razões eu dou 5 estrelas para 'O Teste'. Ótima pedida para fãs de distopias e de YA. Leitura fluida e intrigante. Boa construção de enredo e personagens. Na metade do caminho eu já queria arrumar o segundo volume.