30 de outubro de 2015

RESENHA: Como Falar Dragonês - Cressida Cowell (Como Treinar o Seu Dragão #3)

Como Falar Dragonês - Cressida Cowell 

Senti falta das risadas constantes. Esse foi meio sem graça perto dos dois anteriores. Faltou alguma coisa. Até mais ou menos na metade poderia ter sido resumido. O design, os desenhos, a tradução e o dragonês em si não deixaram a desejar. Foi questão de enredo mesmo. Poderia ter sido melhor aproveitado. Mas não foi de todo ruim.

Soluço é uma graça e Banguela continua sendo uma atração a parte. Mas as melhores partes acabaram sendo do nano-dragão salvo por Soluço e da menina, herdeira das Ladras que aparece mais para frente na história.

A parte da história passada no forte romano foi o que realmente me fez gostar da história.  cônsul com suas comidas esquisitas, as tentativas de fuga da Camicazi, e as cenas do Circo foram bem empolgantes. Mas sem nenhum traço cômico.

O final foi bem legal, admito. Não pelos personagens voltando para casa, mas pela dúvida que a autora planta de que nem tudo ficará bem como os nossos heróis pensam. Uma passagem que parecia insignificante lá atrás acaba se tornando importante para essa questão.

Não tenho muito o que falar desse livro. Só que espero que o quarto volume da série melhore minhas expectativas. Resenha curtíssima, eu sei.


26 de outubro de 2015

RESENHA: As Batidas Perdidas do Coração - Bianca Briones (Batidas Perdidas #1)

As Batidas Perdidas do Coração - Bianca Briones

Eu te amo, porra! Sem querer eu mergulhei nessa história de maneira irreversível. Sou refém dessa  autora que mal conheço mas já considero pacas.

Esse é um daqueles livros que valem a pena serem lidos antes mesmo de você saber do que se trata. Não ter lido a sinopse me fez amá-lo, se eu tivesse lido talvez tivesse postergado a leitura.

Vivi e Rafa são em tese o casal clássico dos romances New Adult. Cada um faz parte de um mundo e se não fosse pelas mazelas da vida nunca se encontrariam. Mas todo o resto é diferente. Eu nunca tinha me identificado com tanta coisa num livro só. 

Uma das coisas que mais gostei foi a 'trilha sonora'. Vivi tem a minha idade, literalmente, já que o livro começa com ela aos 18 anos em 2004 prestes a completar 19. Então as músicas que compõem a o início de cada capítulo são, em sua maioria, músicas que compuseram (e algumas ainda figuram) minha própria playlist na época. 

Ao ler os capítulos e relacioná-los á  letra da respectiva música o mergulho é muito maior e mais profundo. Evanescence, The Calling, Seether, Bon Jovi, 3 Doors Down e até Nickelback no finalzinho para colocar o último prego no caixão. Até Johnny Cash, teve seu lugar nos meus próprios CD's gravados. A lista deles é bem longa. Mas somos totalmente compatíveis. 

A maneira como Bianca aborda o luto, as drogas, a abstinência, o amor meteórico entre eles dois é tão bem feito que não importa se tudo se passou em alguns meses ou alguns anos. Faz sentido. A história de Vivi e Rafael não terminou aqui. Ainda há muita pedra para rolar, mas torço para que diferente de minha própria história, a deles tenha um desenrolar feliz.

Afinal, quando se ama COM PALAVRÃO é muito mais sério. 

PS:Optei por não falar sobre o enredo para não estragar para quem ainda não leu, espero que todos leiam. Corram, adquiram o seu. Aliás, esse eu li no LV, mas aceito um exemplar só para mim. 


23 de outubro de 2015

RESENHA: Incendeia-me - Tahereh Mafi (Shatter Me #3)

 Incendeia-me - Tahereh Mafi

Um final de saga com coisas esperadas e outras nem tanto. Adorei cada pedacinho. Depois de aproximadamente 100 páginas não consegui mais largar. Não tenho o costume de ler durante os intervalos dos programas que assisto na TV, mas tive que fazê-lo. O livro ficava me chamando. Warner me chamava.

Esse foi o primeiro volume da saga que eu considerei outro personagem mais chato que a protagonista. Adam foi de longe o personagem mais insuportável da trama. Já Juliette cresceu um pouquinho. Nada extraordinário mas ao menos visível.

Juliette se tornou suportável. Ainda que um pouco arrogante. Achei prepotência ela acreditar que era tao perfeita assim para governar. Ela não sabe de nada na verdade. As interações com Adam serviram para ver o amadurecimento dela e a vontade de viver. Foi curioso ler quando ela diz a Adam que ele ama a garota que ela era mas que ela não é mais aquela garota. Ela mudou. 

Me identifiquei, pois passei por um diálogo, eu diria que idêntico recentemente. Gosto de leituras assim, que me fazem correlacionar trechos com a minha vida. Eu me sinto mais próxima dos personagens e dos autores, além de conceder alguns segundos de certeza de que mais pessoas passam pelas mesmas coisas que eu.

Kenji e James são fofíssimos. Cada um a sua maneira. Queria um amigo como o Kenji. A vida seria mais fácil de ser levada. James é de uma inocência e esperteza contagiantes. Gostaria de ter visto mais interações entre ele e Warner.

Aaron Warner. Ele é perfeito. Eu torcia muito para que ele ganhasse a mocinha, mesmo eu a detestando tando, e não esperava que fosse realmente acontecer. Gostei de conhecer mais a mãe dele, mesmo que apenas pelo olhar dele, e tudo o que ele fez na série tomou sentido e deixou de ser algo apenas friamente calculado. Fiquei com o coração apertado durante o capítulo em que ele vai à casa da mãe. Não esperava aquele desfecho. Warner não é insensível, ele apenas sabe esconder muito bem o que sente.

Apesar de a forma como as coisas terminaram, muito fáceis, eu aceitei. Ao menos não ficou nada pela metade de fato. Ficaram suposições acerca do que eu como leitora gostaria de ter lido a mais, mas nada que realmente prejudique o enredo e o proposto pela autora. Adoraria se a Mafi fizesse um extra com algo sobre o Kenji. Ele é esse personagem meio solto no mundo que aprendemos que sofreu, passamos a gostar dele mas por ser coadjuvante me deixou com algumas interrogações, além do fato de que eu queria que surgisse alguém para ele.

Achei que o derradeiro encontro entre a resistência e o Supremo fosse ser algo maior e mais demorado. Mas não. Não sei se por eu ter acabado por devorar os capítulos, ou se realmente foi assim, mas voou. Teve um ps também: Por alguns instantes achei que as gêmeas tinham mudado de lado. Mais alguém com essa impressão? Mafi, escreva mais. Gosto da sua escrita.


18 de outubro de 2015

RESENHA: Para Sir Phillip, Com Amor - Julia Quinn (Os Bridgertons #5)

Para Sir Phillip, Com Amor - Julia Quinn


Fofo. Não é o melhor da série mas não deixa de ser uma leitura agradável. Dei risadas, mas não tantas como anteriormente. Phillip é um ótimo personagem, as crianças: Amanda e Oliver são incríveis e queria ter visto mais passagens com eles.

Achei que sentiria muita falta das passagens da Lady Whistledown mas acabou que as cartas e bilhetes de Eloise cumpriram o papel muito bem além de nos possibilitar conhecer melhor a personalidade dela melhor através deles. Até porque não temos bailes nem nada da cidade nesse livro.

Não achei que ela chegaria a casa de Phillip como aconteceu, de forma tão inconsequente. Para mim isso tem muito mais cara de Hyacinth. Nos outros livros eu a julguei outra pessoa. Não a desgostei, longe disso, chego a pensar que somos parecidas. Mas ela é, no início, mais imatura do que julguei que seria, ainda mais sendo uma moça de 28 anos.

Phillip tem tudo para não ser um cavalheiro e ao mesmo tempo é. Na medida certa. O que o torna perfeito para a Eloise. Gostei muito dele, não de cara, mas definitivamente o homem certo para uma Bridgerton. Ainda mais para uma que que desgosta tanto das convenções londrinas.

As crianças mereciam mais espaço. Queria ter visto mais interações entre elas e Eloise. Seria muito interessante ver duas gerações de encrenqueiros se enfrentando. Tudo bem que no final as crianças conseguem exatamente o que queriam desde o início, mas eu imaginei isso acontecendo de outra maneira. 

Senti falta das risadas constantes. Acho que estava mal acostumada com os livros anteriores. Houve passagens engraçadas e me peguei fazendo caretas e imitando reações faciais, mas essa história foi mais densa, tensa mais adulta.

Meu capítulo favorito foi quando os 4 irmãos aparecem na casa de Phillip. Foi ótimo rever as 3 personalidades tão diferentes e conhecer um pouco do Gregory que aqui já aparece com seus 23 anos mas ainda sim sendo o irmão mais novo. Um menino ainda.

Eloise fala, ou melhor, pensa muito em Francesca e me fez ficar intrigada com ela. Passa a impressão de que ela seja a mais centrada dos irmãos, aquela que está do lado oposto deles em todos os sentidos. Normalmente eu fico na espera do que será que os faz únicos nessa família enorme, mas com Francesca eu quero descobrir o que a faz ser uma Bridgerton. E sabendo o quão sofrido oi seus últimos anos quero que ela tenha um romance arrebatador. Que venha Um Conde Enfeitiçado.

9 de outubro de 2015

RESENHA: O Rei - J. R . Ward (Irmandade da Adaga Negra #12)

O Rei - J. R . Ward

Sensacional. Todos os plots desse livro foram instigantes. Nos anteriores sempre havia ao menos uma história paralela ou personagem desinteressante que me forçava a fazer mão de leitura dinâmica. Aqui não.

Eu não tinha opinião formada sobre os Sombras até então. Mas agora os amo tanto quanto os irmãos. Quero eles lindos, felizes, vinculados e com rebentos já! Selena é uma personagem forte e bem diferente das outras escolhidas que figuraram as páginas anteriormente. Estou louca para ler o seguinte.

Layla me deixou confusa. Não entendi como ela consegue sair despercebida da mansão, e como não há ninguém em cima dela o tempo todo por conta da gravidez como com as demais. Xcor tomou uma decisão um tanto incompreensível para mim tanto em relação á Layla quanto a todo o motivo de o Bando de Bastardos estar em Caldwell. 

Adorei as interações entre Wrath e Beth nesse livro. Eu não curtia muito o Wrath, ele não tinha me conquistado como os outros irmãos. Mas aqui nós vemos uma faceta totalmente diferente dele e há mudanças, principalmente dele com relação a si mesmo, que o tornaram um homem melhor e por conseguinte um personagem mais cativante.

Rehv que para sempre será o meu par perfeito ( quero um de verdade para ontem) faz aparições incríveis e marcantes. ai como esse homem é maravilhoso em todos os aspectos. Assim como Saxon que até então só me dava raiva, passou a ser um dos meus queridinhos. Ward, por favor arrume um macho lindo e encantador para esse personagem.

Nem preciso dizer que amei ainda mais Assail. Apesar o problema dele com drogas, toda aquela pose dele é sedutora, Marisol (que é a brasileira mais fajuta que já vi em obras americanas) é definitivamente a humana mais sortuda que já apareceu na saga. Os primos que eram uns calados até então, mesmo sem muito espaço se tornaram boas aquisições na história, assim como a Avó de Sola que é adorável, espero que ela apareça de novo mais para frente,

As cenas do passado foram perfeitas. Foi ótimo, mesmo que por instantes ter podido ver alguns irmãos já mortos que por acaso são pais de alguns dos atuais. E nisso ver um pouco deles nos pais, Ver como Wrath pai evoluiu de um aristocrata a um guerreiro foi incrível. E a mãe de Wrath consegue ser ao mesmo tempo delicada e uma fortaleza. Bem feminina, com os trejeitos do século retratado.

Dou 4.75 para o livro por ter achado que a Assail x Sola tenha ficado sem pista alguma de como vai continuar. Todo o resto? Redondinho. NEXT!




4 de outubro de 2015

RESENHA: Amante Finalmente - J. R. Ward (Irmandade da Adaga Negra #11)

 Amante Finalmente - J. R. Ward


Incrível! Apaixonante, eletrizante, intrigante e quantos outros antes. Nesse livro tem de tudo. Tem o romance, tem comédia, tem drama, tem suspense, tem ação. 

Qhuinn é demais. Perfeito em suas imperfeições. Um verdadeiro macho de valor. O livro dele não me decepcionou em nada. Adorei de verdade. Tudo o que acontece e como acontece foi ótimo. Blay é um fofo.

Eu estava receosa quanto à Layla e como isso iria atrapalhar o casal, mas tudo se encaixa. Torço para que ela de alguma maneira encontre uma  maneira de ficar com quem ela quer. Ela merece um romance arrebatador agora que a conheço melhor. 

Assail é outro personagem que representa uma bela adição à história, no início achei que ele seria um empecilho para as intenções da Irmandade, mas agora quero que ele se alie a eles devidamente. Pois eu já gamei no cara.

Os bastardos continuam sendo um enigma para mim. Prevejo muita merda à frente. Aliás, a história está ficando cada vez mais complexa. Que universo incrível. Os redutores, o plot Sola x Assail, os bastardos, o drama paralelo dos Sombras, a possibilidade de mais guerreiros se juntarem a irmandade,  relação Romeu e Julieta de Layla... são tantas coisas em aberto.

Tanto que estou que nem uma louca tentando descobrir quantos livros vão ser. Tem muito chão ainda nessa história. Ai Jesus. Quando comecei a ler achei que seria apenas uma série sobre vampiros gostosões encontrando suas almas gêmeas. Mas honestamente, esse não é o motivo principal de eu continuar lendo. Claro, me afeiçoei aos meninos e adoro vê-los encontrando o amor, mas todas as intrigas políticas, as rivalidades sem fim, sociedades paralelas me prendem mais aos livros. PRECISO LER O REI já.