31 de julho de 2015

RESENHA: Backstage Pass - Olivia Cunning (Sinners on Tour, #1)

Desafio Loucas por Livros e Esmaltes - Lilás+música

Backstage Pass - Olivia Cunning


Adorei! Quando peguei para ler fiquei com medo por causa de algumas resenhas arrasando com o enredo dizendo que não tinha romantismo, que era pesado e algumas pessoas dizendo que era bizarro. Eu devo ser bizarra então. Comparado com algumas outras leituras hot que fiz ele é mega romântico. 

Brian "Master" Sinclair é um romântico incorrigível apesar de ser visualmente o contrário. Ele é guitarrista de uma banda de metal famosa e pode literalmente ter a mulher ou homem que quiser. Ser filho de uma lenda do rock só aumenta o leque de possibilidades.

Myrna é mais velha que ele, divorciada e traumatizada. Mas é fã dos caras e quando os encontra em hotel, não deixa a oportunidade passar e começa a 'papear' com eles. Ela se considera uma vadia, apesar da pose e status de professora que mantém na Universidade em que trabalha.

Sim, o início é atípico, já que ela é que se joga para cima dele, Achei que isso já diferencia essa leitura das demais, onde a mocinha costuma ser indefesa e QUER ser resgatada e amada. Myrna entra nessa aventura com clara consciência de que não passa de diversão. Uma oportunidade de realizar uma fantasia. Ela não quer nem pretende arrebatar o coração de nenhum deles.

Logo no dia seguinte ao primeiro contato ela já passa por duas situações que chocam um pouco, e realmente é necessário ter mente aberta para assimilar. Ela transa com Brian na frente dos outros caras. Com direito a um deles se masturbar enquanto assiste. Muitas puritanas alegaram ter largado o livro nessa hora. Myr a todo tempo fica se diminuindo em seus pensamentos, se considerando a vadia que seu ex-marido a acusava de ser. 

Mas a questão é realmente essa. Ela ter tido esses momentos de depravação a fazem uma completa vugar, ou apenas a tornam uma mulher segura de si que queria uma fantasia e a realizou? Ela não é uma adolescente sofredora em busca de salvação, é uma mulher feita que sabe o quer e principalmente como consegui-lo.

Mas depois a história assume o perfil costumeiro. Quem abandonou não sabe o que perdeu. Apesar de ela não querer (a princípio) se envolver romanticamente e ele aceitar (SQN) aos poucos eles entram numa rotina de casal. Com direito a passeio na praia, dividir refeições, e beijos apaixonados. Ele quer fazê-la feliz e ela gosta de vê-lo sorrindo.

Ao longo dos capítulos a autora nos apresenta os motivos que o fizeram como ele é e os que a tornaram tão reticente em se apaixonar. O que mais gostei foi que apesar de ele se sentir tão louco por ela que quer tê-la ao seu lado como sua parceira e quer anunciar aos quatro ventos que ela é sua, ele não age de maneira territorial como é normal no gênero. Certo, ele tem um ou outro episódio de ciúme, mas tudo é explicado pela forma como ele e os pais se relacionam.

Ele realmente é compreensivo e a protege, a mima, a adora. Mas não a pressiona a responder com a mesma intensidade. Isso acontece naturalmente. Ela por sua vez não condena os gostos fora do comum dele na cama, entende que ele assim como ela tem um passado. E bem, sendo uma estrela do rock, um passado bem povoado.  Em suma: eles não são hipócritas. Eles sabem que 'fazer amor' não necessariamente precisa ser delicado.  

E eu adorei esse aspecto da história. Eles mesmo com toda a insegurança do mundo na frente das pessoas, quando estavam sozinhos não tinham medo de errar. Perguntar não ofende, experimentar tem a possibilidade de ser bom e ruim na mesma proporção. A questão de verdade é: A pessoa com você se importa o suficiente para tentar?

O final é fofo. Pois no fim ele realmente é o príncipe encantado dela e ela é a salvadora da alma dele. Mas não mudanças drásticas no que os faz eles mesmos, o principal motivo de eles terem ficado atraídos para começo de conversa. E o fim não é o fim. Mas o início de uma nova etapa. Quero continuar a série. O próximo gostosão é o vocalista. Esse sim é o perfeito canalha, mulherengo, só se diverte. Quem será a mulher que ele se apaixonará?


29 de julho de 2015

RESENHA: A Primeira Chance - Abbi Glines (Rosemary Beach #7)

A Primeira Chance - Abbi Glines


Para tudo! Meu forninho caiu com vontade dessa vez. Estou desnorteada, acabada, destroçada, *ada³. O início é meio lento sim, mas o final é um verdadeiro nocaute. Sério. Fazia tempo que um livro não me deixava nesse estado de loucura depois do último parágrafo. 

Como esta coisa ainda não foi lançada de verdade, eu confesso que li uma tradução meia-boca porque depois dos capítulos de Grant e Harlow no anterior me deixaram mais desesperada que professor do Estado olhando o próprio contracheque eu precisava ler.

Abbi Glines no início me fez pensar que seus livros seriam um punhado de clichês, mas me enganei. Ela é simplesmente demais. Ela tem umas ideias sem precedentes que me espantam mesmo. Tudo sem perder o lado melodramático que amo. Eu me achava criativa e responsável por umas ideias loucas, mas ela já tá voltando com o bolo que eu acabei de aprender a fazer.

Harlow aparenta ser uma garota boazinha e sem atitude mas isso se prova ser o oposto. Eu tinha medo que ela fosse sem sal demais e que cairia na fórmula: menina indefesa (que se acha autossuficiente) +bad boy reformado (que se acha dono de toda a verdade) = romance avassalador e cheio de idas e vindas. E realmente em alguns momentos achei que ela fugiria dele como acontece com as duas outras mocinhas da série, mas ela fica.

Grant foi ao mesmo tempo meu mais amado e mais odiado protagonista dessa série. Não sei se por eu já ter ouvido muita coisa que ele falou mas dessa vez eu tive o insight do que ele estava pensando / achando/sentindo ao mesmo tempo e então as ações dele tinham uma justificativa.

Ambos se mostraram inseguros, o que de certa forma atrapalha na relação deles, mas contribui para a história. É aquela coisa que a gente se pega perguntando porque raios tal personagem fez isso ou aquilo, que é estupidez mas se ele não fizer não tem história.

Porém em nenhum momento eu quis dar uma voadora no Grant como eu quis em Woods e em Rush. Harlow precisava de umas sacudidas mas o fato de ela ser marinheira de primeira viagem no quesito relacionamentos com o sexo oposto a deixaram livre das minhas reprimendas habituais.

Mase definitivamente é um ótimo adendo a essa família. Nada como um texano para fazer um romance ser imperdível. Meninas que amam texanos e seus chapéus e corpos sarados, suados montados em um cavalo. Aguardem, Abbi nos concederá esta oportunidade. Embora seja apenas no #11 e este é o #7. É, acho que não conseguirei esperar e lerei em inglês mesmo. Ai meu pai....

Nan por sua vez teve o que merece e não senti pena.

Já aviso, quem quiser me dar de presente quando sair de verdade eu não me importo. E só para não perder o costume. A arqueiro me tem como refém. 

27 de julho de 2015

RESENHA: Rush Sem Limites - Abbi Glines (Rosemary Beach #4)

Rush Sem Limites - Abbi Glines


Foi uma experiência diferente do que eu achei que seria. Não costumo ler livros com 'histórias' repetidas só que sob outro ângulo, não via graça. Sempre pensei que como já sabia o que ia acontecer não vibraria tanto com a leitura. Mas não foi assim. Arrisco dizer que gostei mais desse viés que do original. 

Rush me passou uma impressão de badboy clássico no primeiro livro. Já neste eu passei a considerá-lo como um solitário fingidor. É como se ele interpretasse um personagem para satisfazer as expectativas de quem está a volta dele. A solidão dele era palpável.

Ele se apaixona por ela praticamente à primeira vista. O que não me pareceu tão irreal quanto costumo achar. Glines realmente escreveu bem as cenas dele sozinho e fez um belo trabalho reescrevendo o que já tínhamos lido pelo olhar de Blaire. O que é muio interessante já que eu a considerava madura e inteligente para uma garota de 19 anos, mas ao vê-la sob esse novo olhar, passei a concordar com Rush. 

Ela é ingênua. Apesar de tudo o que passou, ela tem essa vibe de ignorar o que acontece ao seu redor. O que contribui para ser crível a diferença de idade. Rush que eu via como um garotão que nunca tinha se balançado por mulher nenhuma, passou a ser um adulto sob meu olhar e ela a garotinha do interior que realmente não sabe nada da vida.

Senti falta de mais interações com o Woods. Eu tinha essa ideia no meu imaginário que nessa releitura eu o veria mais por ser amigo dele. Mas não. Ele inclusive passa a impressão de ser mais babaca e mulherengo do que realmente é. Me surpreendi com Bethy. Sempre fui cética quanto a ela, mas bastou uns míseros parágrafos sob o olhar masculino de Rush para eu entender melhor essa garota. Percebe-se que debaixo de toda essa frivolidade há um espírito cansado, desiludido que tenta a todo custo esconder suas fraquezas e seus sentimentos. 

Bom, agora é ponderar se passo logo para a saga de Grant ou deixo estar por mais um tempo.



25 de julho de 2015

RESENHA: Simples Perfeição - Abbi Glines (Rosemary Beach #6)


RC 2015 - Livro publicado este ano

Simples Perfeição - Abbi Glines

Confesso que estava com medo desse livro. Li tantas resenhas pintando o Woods como um louco obsessivo controlador sem remédio que toda a minha fantasia sobre ele murchou.

A questão é que eu precisava ler se quisesse que os seguintes não tivesse buracos na continuidade. Foi bom fazer isso. Realmente, no início, ele é bem isso. Mas aos poucos ele vai se controlando. Ele tinha tanto medo de perdê-la que quase a perdeu. Mas com o passado sem amor dele, é quase compreensível.

Della por sua vez estava dando pinta de quem ia acabar precisando de uma camisa de força. Achei a decisão da autora de fazê-la fugir idiota no início, mas conforme os capítulos avançavam, passa a ter sentido e se prova algo que ela precisava para não implodir. A superproteção de Woods era em parte culpa dela por conta de todo o ar de fragilidade que ela distribuía. Ser espancada por outra garota e não dar nem uma arranhada? Por favor, né.

Achei que ia ter mais conflitos com Angelina e a mãe e que isso talvez tornasse o livro irritante e com um deja-vú por causa da tensão familiar na trilogia sem limites e na chance que apesar de não ter lido, se vê que vai ter muito desse aspecto por conta de Nan. Aliás adorei a menção à #odeioaNan. (existe mesmo! Fã que é fã odeia aquela vaca!)

Achei muito legal o plot com a família da Della. Esse tom de normalidade é importante para que ela realmente melhore e não dependa exclusivamente do gato. Falando em gato, Tripp meu bem, seja bem vindo de volta à Rosemary beach. Sua aparição  os capítulos finais me dão a esperança de vê-lo com uma trilogia no futuro. 

Só teve um aspecto nesse livro que me deixou a beira de um colapso. Jace. Desde o ínicio me perguntava como Abbi ia se livrar desse romance entre ele e a Bethy, de maneira que ele tivesse a chance de arrumar uma garota que fosse avassaladora. Claro que recebi um balde de gelo na cara com o que acontece com o menino. Não esperava mesmo. Não pode ser! Glines baixou o espírito Nanettesco e quase me matou. 

Contudo, isso faz parte. Essa característica de nem tudo são flores é que me faz continuar algumas sagas. Essa história de felizes para sempre em 2 dias me irrita muito. Enfim, foi uma surpresa agradável esse volume. Meu medo era em parte infundado. As coisas se resolveram. Agora fica a pergunta para mim: Será que vai ter um terceiro e a aparente vontade de Della ter filhos vai ser verdade ou ela vai surtar?




24 de julho de 2015

RESENHA: Amante Meu - J. R. Ward (Irmandade da Adaga Negra #8)


MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2015 - 10/10

Amante Meu - J. R. Ward

Demorou. Comecei essa leitura em agosto de 2014 depois de uma pequena maratona de IAN, li do 2 ao 7 em sequência. Detestei o que a autora fez com o Phury e o V, mas insisti pois o Rehv é minha alma gêmea. Graças à Virgem Escriba ela não me decepcionou e o livro do Rehv é lindo. 

Mas ela tinha que cagar. A forma como ela tinha retratado a Xhex até então não tinha me empolgado, não a achava cativante para ser protagonista e o John, convenhamos estava chato para burro. 

O livro só deslancha quando ela foge do Lash. Ao menos para mim. Passei a vê-la com outros olhos, o velho ditado se aplica: "Não julgue o livro pela capa". Exatamente isso. Os capítulos em que Ward narra o que claramente desde o início é a forma como ela veio ao mundo foram incríveis, ainda mais pois se vê vislumbres de como era Tohrment em seus primórdios de guerreiro.

Confesso que fiz leitura dinâmica em boa parte dos capítulos que centravam na tal casa mal-assombrada. Não me empolgaram e cortavam o clima da leitura principal. Os do Lash só valem a pena por conta da transformação que ele sofre ao longo deles. 

Fiquei com pena da nojenta da Virgem Escriba. Ela ficou totalmente abandonada agora que a Payne e a No'One partiram pro Outro Lado. Por mais louca que ela seja, não merece ficar isolada assim. Já que mesmo que a Layla vá e volte, não a considero como uma bela companhia.

John melhorou 200% entre a fossa eterna pela perda da Xhex no início e o casório no fim. Aliás, os acontecimentos no final foram bombásticos. Não esperava esse desfecho e o gancho tão bom para os livros que se seguem. Blay e Qhuinn nesse chove não molha me irrita. Decidam-se se vão ficar juntos ou separados. Esse feito ioio é irritante. Mas continuo amando o Q.

Ainda assim tento manter as expectativas baixas em relação ao próximo. Não quero levar tanto tempo para ler, mas não me animei o suficiente para achar que devorarei. 

23 de julho de 2015

RESENHA: Um Amor Escandaloso - Patricia Cabot



MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2015 - 09/10

Um Amor Escandaloso - Patricia Cabot

Delicioso. Já tinha me esquecido de como eu gostava da escrita da Meg. É sempre tão fluída que nem dá para sentir os capítulos passando, num instante já se chega aos momentos finais. Claro que não foi diferente com a saga de Burke e Kate.

Os personagens. Gostei do background deles. Dois desajustados. Ele um divorciado e ela tida como louca, fazia parte da alta sociedade e caiu em desgraça. Isabel, filha dele é hilária, ri a todo tempo com ela. Freddy também não fica atrás, torci o tempo todo para achar alguém.

O momento em que eles se conhecem foi perfeito. Um dos primeiros de muitos momentos de gargalhadas. Pois não é difícil imaginar uma garota não pequena como ela 'tentando' enfrentar um marmanjo enorme como ele.

Outra das minhas cenas favoritas é quando Burke e Freddy discutem na casa do Conde. A autora dá tantos detalhes das reações de todos os envolvidos que a cena se delineia facilmente nas nossas cabeças. Fazendo com que até personagens coadjuvantes, o famoso elenco de apoio, garanta algumas risadas ou ao menos sorrisos.

O antagonista. Daniel Craven, na hora lembrei de Daniel Cravinhos e aí já era, o tempo todo visualizei o cara como o personagem. Se a carapuça serviu... O cara é chato. Desde sua primeira aparição ele dá na pinta de não ser boa coisa. Eu não desconfiei do motivo real da fuga de qual era o plano dele até o final, quando ele conta. Tive vários palpites mas passaram longe. 

Mais um ponto positivo, já que romances históricos costuma ter esse perfil meio óbvio, onde na metade do livro já se sabe exatamente o que vai acontecer. Eu costumo adivinhar o desfecho mas não saber o desenrolar logo de cara. Mas dessa vez fiquei no escuro mesmo. 

Isabel bem merecia um livro só para ela. Só acho. Mais uma vez um romance me salvando de uma ressaca para provavelmente me encaminhar para outra. Essa vida de leitor é dura.



21 de julho de 2015

RESENHA: Amor sem Limites - Abbi Glines (Rosemary Beach #3)


MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2015 - 08/10

Amor sem Limites - Abbi Glines

Li os 3 primeiros da série em fevereiro. Mas depois de ler tantas resenhas negativas deste e o segundo volume de Woods / Della preferi esperar. Eu previa uma decepção maior.

Blaire teve menos ataques de pelanca nessa história, mas ainda assim considerei que a personagem teve um retrocesso. Ela sempre me passou uma postura madura, mas dessa vez parecia uma adolescente típica. Sei que ela estava grávida e tal, mas se deixou afetar demais pelas provocações de Nan.

Nan é louca. Antes eu até defendia a mulher até certo ponto, mas dessa vez ela se rebaixou de vez. Quem quer se matar se mata e não fica ligando para avisar. E essa correria dela atrás do pai. Eu não entendo! Até pouco tempo antes ela nem imaginava que era ele. Cresça garota, ataques de chilique na frente do cara não te ajudam em nada.

Apesar disso gostei muito do enfoque familiar que teve. Nem tudo é sexo. Até porque ao explorar essas interações (ou falta delas) abre-se um leque bem grande de possíveis situações para os demais livros. Harlow foi uma ótima adição ao séquito e espero vê-la em Rosemary para passar ao menos umas férias.

Rush esteve surtado. Extremamente ciumento e tratando a garota como uma inválida. Aliás, por tentar tapar o sol com a peneira o tempo todo ele foi de um extremo a outro. Sufocava Blaire com cuidados e de repente a 'abandona'. O que não justifica ela ir embora em deixar recado (foi ela que quis ir até L.A). 

Os episódios de 'Sou um homem das cavernas' foram idiotas como sempre. Quase desisti de ler em alguns deles. Assim como um capítulo em especial quando ele encontra a Blaire no barco do pai e já queria arrastá-la para um hotel. Cara, a garota tinha ido parar no hospital na véspera! Não fez sentido para mim e o pai dela poderia chegar a qualquer momento. Muito desrespeito para o meu gosto.

Gostei também da dualidade entre os astros do rock Dean e Kiro. Um valorizando a família e o outro ignorando totalmente. O que reforça meu desentendimento acerca da obsessão de Nan em ser aceita elo pai. O cara definitivamente não sabe ser pai nem quer. Garota, cresce. 

 Angelina aparentou ser uma vaca total nessa aparição. O que é engraçado. Eu gostei dela no livro do Woods. Mais um ponto para a autora. Nem tudo é o que parece. Ela age como uma vaca, mas no fundo faz isso para sobreviver.

O final foi bom. Deixou ganchos para os demais personagens, e mais uma vez não termina com aquela impressão de que tudo será perfeito até eles morrerem deitados juntinhos aos 99 anos. E tirou a impressão que o livro do Woods tinha me deixado que a vida deles era perfeitinha.

20 de julho de 2015

RESENHA: O Príncipe dos Canalhas - Loretta Chase (Canalhas #3)


MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2015 - 07/10

O Príncipe dos Canalhas - Loretta Chase

Original. Sim, é um romance histórico, temos um solteirão convicto e uma solteira convicta o que poderia ser considerado um clichê, MAS, Loretta Chase consegue conduzir os nossos protagonistas em situações bem inusitadas e em alguns momentos hilários.

Lord Dain tem o perfil aparente de um perfeito antagonista, mas se mostra adorável, apaixonante. Ele é um brutamontes mas não é forçado em nenhum aspecto, ele consegue dominar sem ser dominante o tempo todo. A relação dele com a Jess é uma parceria um tanto a frente do seu tempo.

Jessica por sua vez, apesar de declarar aos 4 ventos que não quer se casar e por isso não está atrás de pretendentes, se rende ao casamento mas sem o declínio desesperado de algumas mocinhas que param de pensar assim que se apaixonam. Ela continua a medir todas as suas ações e a manter suas posições e convicções apesar da sinuca de bico em que se vê presa. 

Nenhum dos dois passa por situações extremas para que o outro se adapte a algum aspecto de suas personalidades. Tudo acontece naturalmente. Também não epifanias vindas do além causadas por um tempo separados como acontece tanto em romances do gênero. Dain percebe que não pode viver sem Jess e vice-versa através das conversas e momentos que eles passam juntos.

Adorei o fato de o nosso Lord da vez ser feio, e a autora sempre nos lembrar disso. Aliás eu ri muito com algumas descrições feitas pelos personagens, os apelidos e nomes são ótimos. Ambos os personagens me surpreenderam positivamente. Eles não são o clássico par de opostos que se atraem e se descobrem perfeitos um para o outro. Na verdade eles são assustadoramente parecidos em todos os aspectos que não envolvem aparência. Ela é a bela e ele a fera. 

Porém ela tem rompantes de raiva e toma decisões bem práticas e analíticas sem ponderar muito acerca da questão 'emocional' envolvida no problema, e ele tem momentos de graciosidade, inocência e fragilidade que não se espera de um tanque de guerra como ele. Essa característica cíclica dos personagens (inclusive os coadjuvantes) garante que os capítulos desse romance sejam repletos de boas histórias, sem espaço para encheções de linguiça. 

Dain não chega ao final do livro como um canalha reformado ou um garanhão domado. Tudo que o faz ser temido e digno desse título continua lá no fim da história. A diferença é que ele agora direciona esse lado para os aspectos da vida que merecem e precisam de uma postura assim. Ele apenas descobre que amar e ser amado não significa ser menos viril. Acho que é isso que faz com que ele apesar dos defeitos ainda tem tudo o que precisa ter um protagonista cativante e digno de povoar a mente de nós leitoras românticas sem remédio.

19 de julho de 2015

RESENHA: Fragmenta-me - Tahereh Mafi (Shatter Me, #2.5)



MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2015 - 06/10

Fragmenta-me - Tahereh Mafi


Gostei muito. Esse foi o único entre os livros da Mafi que eu não identifiquei a relação entre o enredo e o título logo de cara, só  entendi na última página.

Adam me surpreendeu nesse relato. O que estraga ele é a obsessão que tem pela Juliette. Se ele conseguisse esquecê-la seria perfeito. James já tinha me conquistado, agora então, nem se fala.

Me surpreendeu a decisão deles de irem para a casa antiga. Foi algo que nem me passou pela cabeça, cheguei a pensar que eles rumariam para algum lugar próximo até de onde o Supremo estava, aquelas casas abandonadas e com relativa falta de observação, Ou ainda, mesmo que arriscado, ir para outro setor, já que tudo acontece no 45.


Achei curioso como Juliette aparenta ser controlada na trilogia principal mas pelo olhar de Adam eu diria que ela poderia entrar em colapso a qualquer instante. Totalmente desequilibrada emocionalmente. Achei legal isso pois, por vezes na vida real, a gente acredita ter controle das coisas quando fica claro para os de fora como estamos longe de ter.

Algo que me intrigou foi Kenji. As reações dele quando Adam decide que ir atrás da garota é menos importante do que ir até o Ponto Ômega me deixaram com a pulga atrás da orelha. Por mais que ele diga que ela não faz o tipo dele, passei a acreditar que ele sinta algo sim. A urgência dele em ir atrás e de repreender Adam, foi no mínimo, incoerente.

Ao comparar esse volume 2.5 com o 1.5 vi que Adam é definitivamente mais centrado e maduro que Warner. Parecia até ser mais velho. Só surta quando o assunto é nossa chata-mor. Homens podem ser tão patéticos quando apaixonados. Concluo que Anderson escolheu o filho errado para investir. 

Estou definitivamente surtada para ler Incendeia-me. Em outras épocas eu correria para baixar e ler. Mas como só falta mais uma pessoa antes de mim no LV, eu espero! (ou ao menos tento).



RESENHA: Destrua-me - Tahereh Mafi (Shatter Me, #1.5)


MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2015 - 05/10

Destrua-me - Tahereh Mafi

Gostei mas ficou faltando algo. Na verdade, desde a capa já me senti meio decepcionada. e parecei um tanto amadora, meio que feita às pressas. Mas isso a gente releva.

Pensei que iria conhecer um pouco mais do passado de Warner e entender os fatos que o levaram a ser como é hoje.Talvez se eu não estivesse com uma expectativa tão alta eu tivesse gostado mais.

Achei esses capítulos meio mecânicos apesar de as emoções de Warner serem descritas de maneira tão intensa. Fica claro o quão fragilizado ele se encontra desde que conheceu a chata-mor. Aliás, não consegui entender muito bem as alucinações que ele tem com ela. Se alguém puder me explicar de onde elas vem eu agradeço.

O pai dele continua cruel e louco. O que me fez querer tanto que Juliette tivesse realmente o matado quando teve a oportunidade no segundo livro. O cara é claramente um psicopata que se diverte com as mazelas da vida alheia. Beira o insuportável. Ele precisa de umas aulinhas de empatia disfarçada com Hannibal Lecter da série.

Ver Adam sob os olhos de Warner me fez odiá-lo ainda mais. Sério, mais alguém aí não vai com a cara do fedelho? Não me digam que eu estou sozinha. A fuga deles fez mais sentido para mim. Como Warner não sabia da Resistência como algo real, foi uma falha aceitável. O erro, ao meu ver, foi do pai que escondeu essa informação almejando o fracasso do filho.

Não menos importante foi bem interessante ver pelos olhos dele a maneira como ele interage com os soldados e 'ver' essa habilidade empática dele em ação.Além de ratificar o espanto dele ao saber que saber que nem todos tem essa capacidade. Pelo fato de ele ter uma relação emocional quase inexistente com a família é cabível essa ignorância ter perdurado até seus 19 anos. 

Resumo da ópera, esse mini-livro / conto é válido para conhecer mais o personagem, mas apresenta uma narrativa diferente daquela apresenta na série principal. O que pode fazer com que a leitura seja menos empolgante para alguns leitores.

RESENHA: Liberta-me - Tahereh Mafi (Shatter Me, #2)


MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO - 04/10
LV 06/2015

Liberta-me - Tahereh Mafi

Claro que eu flopei bonito na Maratona Literária 4.0. Não terminei Liberta-me a tempo. Aliás, o livro só me empolgou depois da metade. Continuo aversa a Adam e louca por Warner. Sempre que ele aparece eu fico que nem criança cm brinquedo novo. Foi bom descobrir mais sobre ele e definitivamente lerei o 1.5. 

É, eu saí da ordem. O LV chegou e eu fiquei com receio de enrolar e não terminar. Começarei o Destrua-me em instantes. Necessito de mais Warner em minha vida, ou debo dizer: Aaron? Na hora que li o nome lembrei de Aaron Carter e desmaiei internamente. Warner é melhor.

Juliette continua incrivelmente chata. O tipo de garota que me faria perder a linha e estapeá-la. Adam claro como eu desconfiava escondia mais coisas que a própria Juliette. Senti falta do James nesse livro. Ele poderia aparecer mais. Kenji por sua vez cresceu no meu conceito. Ele é doido mas é gente fina. Do tipo que se abre com o tempo. 

Toda cena em que Adam e Juliette ficavam sozinhos eu ficava torcendo para alguém interrompê-los. Que eu me recorde é a primeira vez que eu torço tanto para um casal se separar. Já aconteceu em k-dramas, mas em livros, creio que não. Eu quero o Warner! Ou que a autora ao menos arrume uma louca desvairada para fazer par com ele. Ele é mau mas é bom. Gosto dele.

Eu já desconfiava que os meninos eram parentes, mas não que eram irmãos. Ou talvez apenas esperasse que não fossem. É meio clichê. Mas tudo bem, mesmo um clichê Mafi consegue deixar interessante. Juliette se juntou ao hall de 'mocinhas' apaixonadas por irmãos.

O final por sua vez foi bem inesperado. Eu sabia que o comandante estava vivo, mas não esperava que a ordem de recolhe-la' partisse dele. E o bafão dos últimos capítulos me fez mais uma vez querer pegar Warner no colo e dizer que vai ficar tudo bem. Já que meu coração tinha ficado partido com a decisão da chatilda de dar um banho de água fria no pobrezinho.

Estou viciada em Warner. Por isso pararei por aqui. Preciso dele.


14 de julho de 2015

RESENHA: Passarinha - Kathryn Erskine



MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 03/10
MARATONA LITERÁRIA 4.0 - 02/04

Passarinha - Kathryn Erskine

Apaixonante. Uma história incrível, verossímil, que me fez descobrir aspectos da minha própria vida que em 30 anos não tinha sido capaz de CAPTAR O SENTIDO. A tradutora fez um trabalho incrível ao adaptar essa história maravilhosa para nossa língua. Mas definitivamente deve ser uma experiência ainda mais interessante ler no original.

Essa leitura me fez pensar em como eu reajo às adversidades. Em como encaro as diferenças. Me identifiquei com Caitlin em diversos aspectos e sei como é difícil a adaptação ao mundo quando se é diferente. Qualquer um que fuja, mesmo que apenas uns milímetros, do que é visto como normal sofre bastante para achar seu lugar ao sol.

Amei o paralelo que a autora fez com 'O Sol é para Todos'. Livro que já estava na minha lista de leitura desse ano mas que talvez pule na pilha. Me fez querer ver o filme. Na verdade não lembro se assisti ou se é daqueles que de tanto falarem você fica com a impressão de ter visto.

A maior impressão que tive foi que por muitas vezes nós queremos que os outros se ponham no nosso lugar mas nós mesmos não fazemos isso. Todo mundo à volta de Caitlin repetia constantemente que ela deveria pensar em como as outras pessoas se sentem em determinadas situações e a partir daí analisar o que deve falar e/ou fazer. Mas em nenhum momento os outros se colocam no lugar dela. 

Ao chamarem ela de esquisita e rirem das dificuldades que ela apresenta em entender coisas simples para as pessoas em geral, eles (tanto crianças quanto adultos) estão fazendo exatamente o que pedem tanto que ela não faça. Falar sem pensar.

A perda do irmão e como ela lida com isso também foi incrível. Acaba que essa menina de 10 anos lida melhor com a falta do irmão que os outros lidam com a perda de entes queridos. Para muitos pode ficar a impressão de insensibilidade. Ela claramente sofre com essa realidade, mas tem dificuldades em nomear e explicar suas internalizações e consequentemente a explicar suas reações por inteiro. O que está claro para ela não está para os outros e vice-versa. A diferença é que ela é cobrada o tempo todo a se adequar e compreender, os 'normais' não.

O Massacre de Virginia Tech, ocorrido em 16 de abril de 2007, que inspirou a autora a escrever, teve uma das vítimas chamada Caitlin. Não se é uma homenagem ou se há algum outo significado. Mas me chamou a atenção. Se alguém souber mais coisas, avise. Também me fez lembrar de nosso próprio massacre, recente ainda. em 7 de abril de 2011, nós brasileiros passamos por uma das piores tragédias que pode se testemunhar. 

Enfim, é um livro lindo que me levou às lágrimas em vários momentos e me proporcionou autoconhecimento. Definitivamente mais pessoas deveriam investir seu tempo nesta leitura.



11 de julho de 2015

RESENHA: Os Homens Preferem as Louras - Anita Loos



MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO - 02/10
MARATONA LITERÁRIA 4.0 - 01/04

Os Homens Preferem as Louras - Anita Loos

Estava lendo Liberta-me mas não parava de olhar para a capa do livro da Anita então decidi começá-lo. mas não consegui largá-lo! É muito divertido. Já começa com um prefácio da autora escrito para a edição de 1963 quando ela esperava que os netos de seus primeiros leitores se divertissem com Lorelei como seus avós. Bem, ela com certeza ficaria contente com o alcance que sua obra teve.

O livro é dividido em 5 capítulos com páginas do diário de Lorelei. Preciso dizer que o livro mais uma vez supera o filme. Marilyn Monroe ficou perfeita no papel, mas o filme em si não faz jus à personagem. Mesmo em apenas 174 páginas essa loura apronta muito. 

Umas das coisas mais divertidas são as palavras que ela escreve errado ou, tentando falar difícil, inventa. Contei 36, mas há muitos nomes de pessoas e lugares que eu não conhecia então se estava errado ou não não fez diferença para mim.

Minhas preferidas: 
  • Devino 
  • Sufragística (Sufragista)
  • Debutântica
  • Perdilhária (Perdulária)
Ela ao mesmo tempo que se encaixa no esteriótipo de loura burra tem umas ideias e atitudes que demonstram sua inteligência. O problema é que ela se empenha tanto em ser 'intelequetual' que força demais e comete erros. As peripécias dela e de sua amiga Dorothy enquanto  elas se educam na Europa são hilárias.

Os comentários sobre as cidades que ela passa e suas impressões sobre a cultura e cavalheiros de cada uma são fantásticos. O tempo todo ela compara os homens europeus aos americanos e como os americanos tratam melhor as mulheres. Ao mesmo tempo que há futilidade, já que ela só pensa em conseguir com que os homens deem presentes caros para ela o tempo todo (e critica Dorothy por perder tempo saindo com pobretões) há também as tiradas inteligentes e descobertas sobre ela mesma e o que ela quer de verdade. 

Uma coisa que me intrigou foi o fato de elas serem meninas novas que estavam sozinhas no mundo confiando na proteção de homens desconhecidos por mais espertas que fossem. Será que havia mesmo meninas que se aventuravam assim naquele tempo ou Lorelei e Dorothy são caricatas? Enfim, foi uma leitura prazerosa, divertida e envolvente. Uma boa pedida para que quer se desligar dos problemas da vida real de hoje em dia e apenas curtir. 

9 de julho de 2015

Maratona Literária 4ª Edição - PARTICIPANDO


Como eu adoro me meter em enrascada, claro que resolvi participar dessa maratona. Aproveitando essas férias que me dei de estudar para concursos. Só voltarei a pensar neles e em pós-graduação em agosto. Essa maratona foi dica da Giselle do LV e a postagem para inscrição é do Café com Blá blá blá que eu já conhecia de nome mas nunca tinha visitado. 

Analisando bem a ideia resolvi que colocarei 4 livros na minha TBR. Comecei Liberta-me ontem então quero terminá-lo e mais 3. Caso eu termine os quatro selecionados até o dia 15 de julho, lerei um e-book qualquer já que nem ligar o tablet eu ligo faz tempos, o pobrezinho daqui a pouco pifa por falta de uso.

Se eu conseguir atingir essa meta terei cumprido metade do meu intento na Maratona Literária de Inverno, o que me ajudaria muito a seguir em frente e recuperar o fôlego perdido. Quem voltar a ler mais de 10 por mês? Tudo para alcançar a meta de 75 em um ano.

OS ESCOLHIDOS; 

OS Homens Preferem as Louras - Anita Loos (amei o filme e corri loucamente para achar o livro.)
Passarinha - Kathryn Erskine (Foram tantas as resenhas positivas que buguei. Presente lindo de níver)
Vidas Provisórias - Edney Silvestre (Chegou hoje e já me hipnotizou pela sinopse.)
Liberta-me - Tahereh Mafi (Livro Viajante divino que tem prazo até a outra semana.)

Aceito uma câmera de presente #fikdik

Acho que dá. Não escolhi livros muito grossos além do Liberta-me porque sejamos realistas. Lerda do jeito que ando, mais do que isso seria ilusão. Total de: 1057 páginas já tirando as 16 (ó) já lidas do LV. Meio assustador...



8 de julho de 2015

RESENHA: Paisagens da Metrópole da Morte - Otto Dov Kulka


MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO
01/10

Paisagens da Metrópole da Morte - Otto Dov Kulka

Expurgo. Foi essa a palavra que mais ressoou na minha cabeça durante a leitura. É um livro denso e por isso, apesar de ter apenas 160 páginas e várias imagens, foi lido aos poucos, com pausas para respirar e absorver o que estava escrito.

Kulka é um historiador e sobrevivente do Holocausto e nos traz uma coletânea de memórias e imagens do que foi Auschwitz - Birkenau. Ele é tcheco e foi deportado primeiro para Theresienstadt e depois para Auschwitz onde ficou no polêmico campo das famílias.

Estava acostumada a relatos feitos com base em diários e lembranças infantis. Mas raramente eu vislumbrava o que a experiência fez com o adulto que é produto do crescimento desses meninos e meninas. Mas é isso que ocorre aqui.

O autor explica o quanto tentou ignorar o tema, e simplesmente seguir vivendo. Mas houve um momento que a necessidade de lidar com aquilo falou mais alto. Ao longo das páginas ele nos relata como foi as visitas que fez a Birkenau logo depois da guerra e anos mais tarde já como historiador. Eu enquanto li tive uma experiência quase sensorial. Já no apêndice ele nos agracia com um conciso e coeso relato do que significou Theresienstadt para o 3º Reich.

Chorei em algumas passagens com as histórias de momentos vividos no campo. Mas não contadas pelos olhos de um menino, mas de uma homem que ainda é atordoado por isso. O caráter de discurso falado contribui para certas sensações que se tem durante a leitura. O livro originou-se de gravações dele e algumas passagens do diário escrito. 

Um relato triste, doloroso, mas necessário. Durante todas as passagens ele fala sobre algo que denominou de Lei Imutável da Grande Morte. Todos os judeus que iam para os campos sabiam que uma coisa era certa e imutável: a morte. Não importava o que fosse feito por eles, em algum momento, próximo ou distante será pego por essa lei.

Minha passagem preferida deu-se à página 81 quando narra a última vez que ele viu a mãe, como ela estava em suas roupas cinzas, andando altiva e sem olhar para trás, rumo ao que ele julgou quando menino à sua Grande Morte. Mais tarde ele descobre o que houve com ela depois daquele encontro e eu toda sensível, claro que chorei copiosamente.

Como esse foi avaliado como o maior livro sobre Auschwitz desde Primo Levi, nem preciso dizer ue vou lê-lo assim que puder. 

4 de julho de 2015

Maratona Literária de Inverno 2015



Decidi participar. Fiquei sabendo dela à noite e depois de efetuar a 'inscrição' é que percebi que o tempo limite já havia passado. Sem problemas, não poderei ganhar brindes, mas vou dividir a brincadeira e dar um gás nas leituras já que li pouco nos últimos meses. 

 Domingo farei prova para o município de Caxias, tenho me estressado muito com a preparação para essa prova, portanto, a partir de segunda-feira eu quero fugir da realidade. E nada melhor para fazer isso que lendo loucamente. 

A ideia é ler mais livros que de costume. Eu li apenas 5 livros entre abril e junho. Estou encalhada com 'As Sete Irmãs' todo esse período. Pretendo por tanto desencantá-lo, e ler ao menos 10 livros em julho. O que seria metade da minha média de livros de fevereiro e março que foram meses fenomenais e fora do comum. 

Essa maratona tem alguns opcionais que são as semanas temáticas e os desafios para os sorteios. Não vou me prender a eles, mas vou tentar encaixar algo nesses itens que são: 

  • Semana 1: Fantasias, Distopias e/ou Ficção Científica.
  • Semana 2: Thriller, Suspense e/ou Terror.
  • Semana 3: YA Contemporâneo, Romance e/ou Drama. 
  • Semana 4: Livros Nacionais.


  1. Um livro com figuras ou ilustrações. 
  2. Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia.
  3. Um livro que alguém escolheu por você. 
  4. Um livro que já virou ou vai virar uma adaptação cinematográfica. 
  5. Um livro com a capa azul. 
  6. Um livro do gênero que você menos leu ano passado. 
  7. Um livro que você ganhou.
  8. Um livro com mais de 400 páginas.
Há quem vai fazer uma TBR List. Eu prefiro não fazer pois raramente sigo as listas que faço (vide os desafios literários). Mas vou tentar encaixar livros que matem algum item dos desafios que estou devendo. Colocar em dia esses desafios.