28 de fevereiro de 2015

RESENHA: Só Tenho Olhos para Você - Bella Andre (Os Sullivans #4)

Só Tenho Olhos para Você - Bella Andre

Ótimo! Não bate o livro do Gabe, mas garantiu que eu me tornasse publicamente fã da autora. Jake se saiu melhor que o que eu esperava dele e Sophie tirou a máscara de Boazinha.

Senti um deja vu em relação a premissa desse livro. Uma coisa meio Bela e Fera que tem surgido por aí nos romances contemporâneos. Ele no início do livro é o perfeito machão, homem das cavernas, que acredita que as mulheres são posses. Ela é a garota bonita, inteligente que cai nas garras do predador (por vontade própria, claro).

Adorei a maneira que ela provoca ele no casamento do Chase, mas achei absurda a reação de todo mundo à transformação dela. Como se estivesse agindo como uma vadia, e claramente não era isso. A noite que eles passam juntos foi bem diferente de tudo que li nessa série. Achei uma ótima mudança. 

Em compensação a reação irracional dele quando ela vai contar a notícia para ele me deixou receosa quanto ao andar da carruagem. Ele foi ogro e louco demais. Um tipo de controle que normalmente leva a agressões domésticas na vida real. Mas felizmente a autora contornou e desenvolveu o personagem.

Amei saber a história de Jake, desde a infância. Poder entendê-lo agrega valor ao enredo. Adoro essas imersões ao passado que autores fazem. Conforme ele vai se abrindo, percebe-se que ele relaxa um pouco essa armadura de cara durão que ele manteve desde sempre e mostra-se um tipo de dominador mais saudável. Grande parte das atitudes dele são respostas à seu medo de perder. A famosa síndrome: 'Não sou bom o bastante'.

Não sei se foi coisa da minha cabeça, mas esse livro teve muito mais sexo que os 3 primeiros, pareceu um pouco excessivo tendo em vista que eles se comprometeram a se conhecer melhor. Ele queria conquistá-la e mostrar que podiam ser mais que compatibilidade física, mas ela só o ataca o tempo todo! Ninfa.

Voltei a sentir falta de ter os outros irmãos aparecendo. Esse livro é composto 99% por interações do casal em questão. Deixando-nos sem ideia nenhuma sobre como o seguinte vai encontrar a luz no fim do túnel. Sabemos que é Zach, mas sem nenhuma pista de como a mulher da vida dele surge. Agora só me resta decidir se leio logo ou espero um tempo. 

26 de fevereiro de 2015

RESENHA: Não Posso Me Apaixonar - Bella Andre (Os Sullivans #3)

Não Posso Me Apaixonar - Bella Andre

Não poderia mas me apaixonei. Gabe Sullivan definitivamente é tudo o que li na net e mais um pouco. E Megan é uma das melhores mulheres fictícias por quem tive o prazer de torcer a favor nos últimos tempos.

Foi até engraçado pois nos dois primeiros livros eu me queixei de não ter vislumbres dos demais irmãos, porém Bella Andre atendeu minhas suplicas nesse terceiro romance. Foi muito divertido ver um pouco de Sophie que até então era meio apagada e de Ryan, que virou meu queridinho. Quero muito ler a história dele e espero que a autora conceba uma mulher a altura do jeitão dele. 

A cena inicial é tensa. Super eficaz em nos mostrar como é o caráter e a índole desses dois personagens. É palpável a segurança, seriedade e comprometimento que Gabe tem com seu trabalho, uma verdadeira vocação. Megan também mostra ser uma mulher forte e decidida, que ama a filha e faria de tudo para garantir que a menina fique bem.

Summer tem 7 anos e uma personalidade explosiva e encantadora. Ela domina a cena sempre que aparece, fazendo com que entendamos o porque de Gabe se apaixonar não só pela mãe, mas pela filha e não ter medo de ir contra as próprias regras.

O desenrolar da história é muito gostoso e natural. Foi crível. Outra das minhas queixas quanto a essa família foi atendida, Megan e Gabe não se apaixonam na velocidade da luz, há tensão sexual e desejo desde o início sim, mas o carinho e a devoção vão surgindo aos poucos. Durante esse tempo é que Gabe mostra ser um verdadeiro Príncipe Encantado. Ele tem paciência, eloquência, determinação e acima de tudo sabe respeitar a mulher a frente dele.

Há uma cena em especial, quando ele tem um sentimento primitivo de posse. Mas que ao meu ver foi normal, sem ser machista. Ele a ama, quer ela ao seu lado o tempo todo, mas ele não a toma, ele a conquista. Em nenhum momento ele a forçou ou a ludibriou a fazer algo. O que eu vi foi uma capacidade incrível de lê-la, de entendê-la, em partes, até antes dela mesma. Quem não quer um amor assim?

RESENHA: Aqueles que Nos Salvaram - Jenna Blum

Aqueles que Nos Salvaram - Jenna Blum

Incrível. Foi essa a única palavra que saiu da minha boca ao fechar o livro. Jenna Blum escreveu essa história de maneira magnífica e envolvente. Aqueles que nos salvaram narra a vida de uma jovem mulher cristã alemã desde o princípio da Guerra até os dias atuais (1993 - 1997).

Anna tinha 20 anos quando tudo começou, seu pai era partidário ferrenho do 3º Reich e mesmo assim ela se apaixonou e escondeu um judeu em sua casa, mas como na vida tudo pode dar errado, e para Anna e seu amor, deu. Max é descoberto e levado e ela então se vê grávida e sozinha. Consegue abrigo com a dona de uma confeitaria e lá se envolve ainda mais na Resistência.

Nos dias atuais vemos Trudy, a filha de Anna, que hoje é professora de História Alemã e trava uma batalha interna acerca de seu passado, já que não lembra de muito além do Oficial da SS que foi sua figura paterna durante os anos de guerra.

Anna era nova e fez o que estava a seu alcance para proteger a filha. Depois da morte inesperada de sua protetora ela se vê forçada a se submeter a um dos oficiais da SS e manter-se calada para não ter destino parecido ou pior que da outra mulher. Sem contar com o destino que sua pequena teria.

Vejo Anna como uma mulher forte, decidida e com um autocontrole invejável. Ela se isolou durante a guerra e manteve o casulo até os dias de hoje. Esconde a verdade do seu passado em parte para proteger a si mesma, mas em grande parte para tentar dar uma vida normal a Trudy enquanto essa crescia. 

A autora fez grande pesquisa, e com certeza existiram muitas Anna's durante aqueles anos terríveis. Mulheres que fizeram coisas de caráter duvidoso para que elas e suas proles não morressem. É fácil para nós hoje, na 'segurança' de nosso sistema democrático dizer que elas deveriam ter agido diferente. Mas ao fazer uma análise mais detalhada, não é tão fácil assim. Um regime conhecido pela crueldade sem limites e sem motivos como foi o Nazismo dá espaço para qualquer um pensar só em si mesmo e nos mais próximos. Uma palavra dita na hora errada poderia render uma bala na sua cabeça.

Durante os capítulos atuais, Trudy envolve-se em um projeto de Memória e resolve ouvir o outra lado da moeda. Sua mãe nunca fala nada sobre os anos vividos na Alemanha nazista, portanto para entender a si mesma ela começa a entrevistar alemães que vivenciaram esse lado. Ela quer saber como eles viveram, o que pensavam acerca do que estava acontecendo. É através de um desses entrevistados que ela descobre a verdade sobre si mesma e sobre a mãe.

É um livro lindo que conta o dia-a-dia de medo que os residentes de Weimar tiveram durante os anos de funcionamento de Buchenwald. Mostra que mesmo para os não-judeus a vida não foi o mar de rosas que alguns acreditam que tenha sido. Ainda mais para cidades que eram grudadas às cercas de arame de um campo de concentração. Muitos saíram quando puderam, mas outros não tinham opção. Para mim, alguns devem ter pensado naquela frase: 'Mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda.'


25 de fevereiro de 2015

RESENHA: Por Um Momento Apenas - Bella Andre (Os Sullivans #2)

 Por Um Momento Apenas - Bella Andre

Leitura agradável. Minha reação a essa história foi conflitante. Gostei mais do romance deles que o de Chase e Chloe, apesar de não conseguir vê-los de verdade como um casal.

Em nenhum momento houve alguma conversa ou situação que me convencesse de que ela era tão mais madura que as outras garotas de 25 anos e que portanto justificasse esse arrebatamento que Marcus teve, aos 36, recém-saído de um relacionamento desastroso.

Nicole é fofa, mas não comprei o 'inocente' que a autora tanto insistiu durante a narrativa. Talvez eu tenha um entendimento diferente do conceito em questão. Ela diz não ser a garota sexy e inconsequente que sua imagem midiática tenta passar, mas todas as cenas que aparecem apenas os dois ela tenta seduzi-lo. Ela se esforça (às vezes demais) para provar algo a Marcus que eu não entendi muito bem. Poderia ser que ela quisesse provar que a diferença de idade não importava.

Marcus por sua vez parecia estar tão destruído emocionalmente que soou duvidosa e juvenil essa entrega sem limites dele. Assim como o ciúme que ele apresenta no início. Um cara vivido e com o know-how dele não teria a reação que ele teve a alguns paparazzi e fãs enlouquecidos no hotel dela.

Se eu tinha me espantado com a rapidez do relacionamento anterior ter culminado em 'te amo' ao fim do 7º dia, esse então me desconcertou bem. 2 dias e de repente ambos se encontram em um estado irreversível de paixonite. Nicole até faria sentido por ser novinha, mas Marcus é um homem calejado... convenhamos.

Mas apesar de tudo isso que citei eu gostei da história como livro. Foram cenas isoladas, momentos entre os Sullivans, o saber aos poucos mais sobre esses personagens que me fizeram não desistir da série. Ainda mais depois de tudo o que já ouvi sobre o próximo livro que é o queridinho de tantas leitoras. 

Ao comparar em tamanho essa série com 'Os Bridgertons', eu me vejo muito mais empolgada para saber como cada Bridgerton vai se sair do que com 'Os Sullivans'. Sei que são períodos históricos e dinâmicas diferentes, mas em essência ambas as séries tem o mesmo objetivo: apresentar uma família numerosa e adorável, onde ambas o patriarca já é falecido e a mãe sonha em vê-los todos casados ou ao menos apaixonados. 

Talvez o que falte para os livros de Bella Andre são aqueles momentos em que os outros irmãos roubam a cena de verdade e te fazem ansiar pelo desfecho deles. Que fazem com que o leitor torça por um par realmente a altura daquela personalidade descrita.

20 de fevereiro de 2015

RESENHA: Poemas para se Ler na Escola - Mário Quintana


Desafio Corujesco 2015
02/12 - Versos

Poemas para se Ler na Escola - Mário Quintana 

Fazia mais de um ano que não pegava um livro de poesias para saborear. Poemas para mim são assim... devem ser saboreados. A última vez que li Mario Quintana foi na adolescência, entre as muitas coletâneas que tinha em casa graças à minha Tia Luiza.

Escolhi essa publicação da Objetiva pois vi ser parte de uma coleção de vários autores sob esse tema 'para se ler na escola', e Mario Quintana por fazer tanto tempo e ser uma figura querida na infância, juntamente com Cecília Meireles.

O livro é dividido em partes. As poesias estão separadas por temas, mas conforme se lê há uma continuidade, um senso de que elas se complementam. Não vejo razão para resenhar poesia, ao invés, prefiro compartilhar minha experiência e minhas sensações durante a leitura.

Dentre as partes as que mais gostei foram: 'O Poeta e a Sociedade'', 'A cidade e sua gente', 'A Natureza', 'O Cotidiano', 'Objetos' e 'Humor'. Quase tudo na verdade. Amei a leitura, mas esses 'temas' foram os que me provocaram mais sorrisos e reflexões.

Muitas das cenas retratadas são tão corriqueiras que me fez pensar como há beleza em tudo, basta sabermos como olhar. Há uma mistura de rimas perfeitas e estruturas bem marcadas com versos livres de quaisquer amarras. É uma compilação primorosa. 

Como li o e-book, tirei vários prints conforme eu ia me apaixonando pelos versos. É um livro que vale a pena ter o físico, para que assim eu possa recorrer a ele em momentos difíceis e poder sorrir.







RESENHA: Perdida - Carina Rissi (Perdida #1)


RC 2015 - Livro com apenas uma palavra no título

Perdida - Carina Rissi


Um livro fofo. História fofa. Ao mesmo tempo rica em alguns detalhes mas falta outros. Senti falta de senso de localização. Onde exatamente se passa a história. Mas a maneira como as vestimentas, imóveis e costumes foram retratados foi bem delineada.

A narrativa é gostosa, fácil de seguir lendo. Confesso que no início tive dificuldades em me prender à história. Achei Sofia meio chatinha e com uma falta de sensibilidade tremenda. Ian parecia um banana. Muito certinho e tímido para um homem do Séc. XIX. Faltava algo. Isso muda mais ou menos na metade do caminho.

A maneira como eles se apaixonam, ou melhor, como se dão conta que se apaixonaram é bem divertida, todo mundo sabe, todo mundo vê menos eles. Ele até tem um quêde desconfiança, mas ela, uma menina tão inteirada das coisas leva muito tempo para perceber qualquer coisa.

Eu saquei que Storm era a 'outra pessoa' perdida desde o início, mas nem desconfiei das intenções do tal Santiago ao dar trela para os devaneios de Sofia. Mas de novo, achei que ela poderia ter tido melhor percepção das intenções dele ao chamar o cara para conversar, estando em 1830 ou em 2010, você não se distancia das pessoas para conversar com alguém que mal conhece sem avisar ninguém ou levar alguém junto.

Gostei muito de Elisa e Teodora. Seria legal acompanhar o desenvolvimento do relacionamento de Elisa com o tal rapaz e quem sabe ver Teodora com alguém, ela é frívola mas uma garota boa. O final do livro é uma graça. Aquele diálogo deles é perfeito, Li a sinopse da continuação e fiquei intrigada. Parece que Sofia ainda vai se meter em muitas confusões.


18 de fevereiro de 2015

RESENHA: Estranha Perfeição - Abbi Glines (Rosemary Beach #5)

Estranha Perfeição - Abbi Glines


5 horas. Foi o que precisei para ler esse livro. Estou oficialmente viciada nessa série. O que é uma escolha de palavra adequada ao que acontece com esses meninos ricos.

Socorro. Me acudam, estou apaixonada por Woods Kerrington. Ele me pegou de jeito. Estou morta. Ele tem a pinta de bad boy e acaba se transforando quando se apaixona. Della Sloane é uma garota intrigante apesar do nome feio. Ela poderia ter ao menos um dos nomes não tão estranhos.

Logo no início eu fiquei meio cética já que a garota da vez começa sua jornada em Rosemary Beach com uma mãe morta na bagagem. Faltou um pouco de criatividade nisso aí, mas acaba que isso nem influencia muito no resto. 

Achei muito legal o envolvimento dos dois começarem com uma transa casual e a postura dela na situação. O fato é que a garota não precisa ser toda certinha, puritana e de passado impecável para ser exatamente o que o cara precisa pra vida toda. Nós desajustadas também merecemos um final feliz. 

Della com certeza passou longe dessa definição, ela é insegura (não medrosa), problemática, desajustada, instável. Mas ainda assim é trabalhadora, corajosa, alegre, ciente do poder que o corpo de uma mulher pode ter. Ela é insegura quanto a seu futuro, mas totalmente confiante da sua capacidade e poder de sedução. Ponto para ela. Ela é a protagonista que mais me agrada nos últimos tempos. Ela é real. Espero que ela cante mais nos volumes seguintes, poderia virar uma carreira.

Ela trabalhar no clube de golfe é outra coisa que bem.... não tinha necessidade, fez sentido, mas poderíamos ter visto outra solução. Afinal todos os rapazes dali são ricos e vindos de famílias com empresas e negócios de sucesso, alguém poderia ter um emprego diferente. Mas, fazer o quê... nada é perfeito. Talvez só Woods.

Não consegui odiar Angelina. Ela me passou a impressão de ser uma garota forte e decidida. Investiu em Woods com as armas que tinha em mãos, e até deveria sentir algo por ele. Gostaria de vê-la tendo alguém. O mesmo não posso dizer dos pais de Woods. Casalzinho insuportável. Adorei o final por conta disso. Consegui visualizar a cara de Woods ao telefone facilmente. 

Blaire aparece no final, faz uma participação básica, mas já é um gancho para o terceiro livro dela e de Rush. Gostei muito de Tripp, será que ele vai ter uma trilogia, ou ao menos voltar a aparecer? E Grant que apareceu pouco nesse mas deu pistas de ter alguns segredos que quer manter escondidos. Resumindo, acho que por mais que eu queira dar uma parada, vou acabar pegando o próximo para ler que é o 3 de Rush e Blaire. 

RESENHA: Tentação sem Limites - Abbi Glines (Rosemary Beach #2)

Tentação sem Limites - Abbi Glines

O que dizer dessa autora que mal conheço e já considero pacas? Adorei esse segundo livro da trilogia. Altas reviravoltas, dramalhões, carões. Tempestades em copos d'água e reações humanas aceitáveis.

Cheguei a conclusão de que sou chata pra caralho. Eu sabia que era chata, mas não tanto. O drama que a Blaire faz nesse livro é digno de oscar. E bem parecido com os meus próprios dramas. Essa indecisão dela que não sabe se vai ou se fica é ótima para o enredo mas é um saquinho mesmo assim. Muitas das ações delas eu creio que faria o mesmo. Ó Céus!

Rush por sua vez me surpreendeu. Achei que ele seria o cara que sairia correndo. Mas não. Ele fica e enfrenta a situação, de um jeito descuidado mas enfrenta. Embora eu só tenha visto a ficha cair no fim do livro. Até então ele estava curtindo o lado bom da gravidez dela e o que isso representava para o pau dele. O pânico que ele sente mais no fim quando se dá conta de que em breve terá um bebê, o bebê deles ali para cuidar é fofo.

Blaire me lembrou muitas amigas e conhecidas. Não acho que ficha caiu para ela de verdade. Sobre o que é criar um filho sozinha e trabalhar. Ela está encarando todo o resto muito bem, mas  precisa cair na real e ver que precisará de ajuda sim. 

O plot Pai da Blaire / Nan deu uma reviravolta que confesso não ter esperado, Achei um pouco confuso e não entendi porque ele se meteu nessa confusão desde o início. E mãe de Nan e Rush... outra que precisa de semancol urgente. Achei desnecessário o acidente da Nan. Essa parte me fez sentir como se estivesse na frente da TV assistindo uma obra-prima da Televisa. Quem assiste novelas mexicanas sabe, tem sempre alguém que vai parar no hospital e fica lá inconsciente por eras empatando a vida do casal.

Por favor, se souber de algum outro autor de romances que seja como Abbi Glines me avise. Estou virando fã dessa mulher. Como passei tanto tempo sem querer ler isso? E o indivíduo dessa capa, por favor, me ligue. Me apaixonei. A arqueiro me fez refém. Vou gastar rios de dinheiro para ter todos os livros que gostei deles. 

Estava vendo no Goodreads e pela ordem de leitura, devo ler o primeiro da trilogia do Woods agora. Não sei o que esperar mas estou ansiosa para caramba. Prevejo uma ressaca literária das brabas quando eu for obrigada a esperar os próximos lançamentos como todos os mortais. 

RESENHA: Paixão Sem Limites - Abbi Glines (Rosemary Beach #1)

LV 03/2015

Paixão Sem Limites - Abbi Glines


Pude ler esse livro através da Cortesia que a Editora Arqueiro cedeu para o grupo Livro Viajante do skoob. Lembro de ler sobre ele e não me empolgar, mas livros viajantes dando sopa a gente não nega se tiver tempo e como eu estou numa vibe de romances decidir arriscar.

Preciso dizer que gostei muito da história, foi uma grata surpresa. Os protagonistas são intrigantes e as relações entre eles e os demais são realmente críveis e bem contemporâneos e sem a ridícula ilusão de que podemos nos apaixonar e casar e viver felizes para sempre em uma semana. É um romance permeado por segredos e percalços. Alguns dignos de novelas mexicanas. Mas eu amo novelas mexicanas.

Blaire. Achei ela uma menina madura e corajosa aos 19 anos. Vida difícil e noção clara de que precisa se virar sozinha e não deve ter esperanças de obter algo de seu próprio pai. Chega na cara e na coragem no endereço que seu pai deu para saber somente lá que ele não está e que a casa é do filho da nova esposa. Situação embaraçosa que se torna mais esquisita pois há uma festa acontecendo. Conhece então os irmãos, filhos da 'Madrasta': Rush e Nan e Grant o filho agregado.

Rush é o rapaz / galã / ricaço que é dono da casa, irritantemente lindo e claro: estúpido como somente homens dessa estirpe conseguem ser. Desde o momento em que Blaire chega, há uma fileira de mulheres que se jogam em cima dele e que ele traça sem piedade. 

Aliás, a maneira como a autora descreve e retrata essas situações me agradou muito por conter traços que eu já presenciei e vivi. Conforme eles vão se conhecendo e se envolvendo me deparei com diálogos e situações que me são bem familiares, já estive no lugar deles. 

Dentre os outros personagens gostei muito de Woods. Ao saber que ele terá sua própria trilogia me animei. Mesmo ele tendo um perfil mais batido de mocinho nada bonzinho de romances. Será que me enganei? Não sei, mas só essa expectativa já vale a espera pela leitura. 

Achei curiosa a interação inicial entre Blair / Rush / Woods. Me lembrou um bocado de alguns plots em k-dramas. Aliás, consigo visualizar essa história sendo retratada em Gangnam facilmente. Quem sabe Lee Min Ho como um Rush. Delírios a parte... é uma história gostosa de se ler. Bem atual, com diálogos bem naturais, cabíveis a qualquer casal seja lá fora, seja aqui no Brasil.

E o melhor é que não teve um final feliz! Não que eu não quisesse isso, mas foi algo inusitado para o gênero e ver que a relação entre eles vai demorar um tempo mais normal para se estabilizar, ou quem sabe não. Nem tudo são flores e contos de fadas. Yay!





17 de fevereiro de 2015

RESENHA: Pode Beijar a Noiva - Patricia Cabot


RC 2015 - Livro que se passa em um lugar que sempre quis visitar
Desafio Loucas por Livros e Esmaltes: Verde + Viagem ou Casamento

Pode Beijar a Noiva - Patricia Cabot

Comprei esse livro por impulso faz tempo e sempre protelei. Ou seja, esse desafio foi perfeito para desencalhar esse livro da minha estante, e para uma leitura de férias/carnaval.

É um romance histórico típico em muitos detalhes. Temos a mocinha, o nobre, uma fuga para casar-se, algo que dá errado, um casamento que era para ser de aparências mas acaba virando algo definitivo.

Emma tem cabelos loiros e cacheados, olhos azuis e pequena estatura. Não se acha nada atraente e nutre uma vontade imensa de ajudar os menos favorecidos. Paixão essa que é a mesma de Stuart, por quem se apaixona e acreditar ser o homem certo para ela. Quando a família se mostra contra tal união, eles fogem, se casam e vão parar em um vilarejo na Escócia.

Stuart é citado apenas na história, em nenhum momento ele aparece ativamente na história, e deixa uma impressão de ser um banana puritano. Religioso ao extremo, acaba morrendo cerca de 6 meses depois da fuga deixando Emma viúva. O assassino de seu esposo louco de remorso, se mata e dexa uma fortuna considerável para ela. Mas nada pode ser simples e para receber o dinheiro ela deve se casar de novo. 

A partir disso, vários solteiros começam a cortejá-la de olho nessa bolada, mas Emma não se mostra nem m pouco desejosa de subir ao altar novamente, acredita que já teve vida conjugal por tempo demais nessa vida. Nessa hora é que chega o galã da vez, o Conde Denham que se revela apaixonado pela garota desde.. sempre. Querendo ajudá-la a conseguir o dinheiro, propõe um casamento de fachada até que a grana seja liberada e então, caso seja desejo dela, uma anulação.

Gostei muito dele. Achei um personagem cativante, agradável, um homem digno que distribui socos por aí, mas que ainda assim consegue ser gentil, não é um personagem que exale dureza por exemplo. Emma é meio chata. Ela quer passar a impressão de quem tudo sob controle mas se não fosse pelos outros à sua volta já teria se desmantelado. Como uma típica adolescente de 19 anos em qualquer século.

Dentre os personagens coadjuvantes, todos são engraçados de alguma maneira, ninguém é realmente mau, e até o próprio vilão da história acaba se tornando um personagem agradável, cheguei a sentir pena pelos infortúnios que o acometeram na vida. 

Em suma, é uma leitura agradável, um bom entretenimento. Não há muitos suspiros e a história é bem previsível para quem leu a contra-capa. Eu torci para que ficassem juntos mais por ele. Geralmente me vejo torcendo por ambos, mas Emma não me convenceu como uma heroína romântica. Dica para passar o tempo caso não tenha mais nada interessante para ser lido no momento, ou em casos como o meu, em que o livro se encaixa em um desafio literário.


16 de fevereiro de 2015

RESENHA: Voar - Angie Sage (Septimus Heap, #2)


DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB 2015
Fantasia - 02/2015


Voar - Angie Sage

Fazia um tempo que queria ler esse livro. Demorei para consegui-lo e mais ainda para enfim começar a leitura. Tanto que quase não lembrava mais da história do primeiro. Mas felizmente há bastante referências no texto para que a leitura não seja prejudicada.

Foi uma leitura gostosa e feita devagar. Não estou com clima para fantasia e se não fosse o desafio, teria largado para recomeçar em outro momento. Mas foi bom ser obrigada insistir. Angie Sage tem um estilo de escrever que torna todo o processo mais agradável, assim como as situações absurdas que garantem gargalhadas. Os nomes dos amuletos, feitiços e sortilégios também contribuem para esse aspecto da experiência.

Septimus Heap agora é o Aprendiz da Maga ExtraOrdinária e dá duro para aprender e ser valorizado pela primeira vez na vida. Sua irmã adotiva, Jenna, é agora a princesa e futura rainha, e assim como Septimus tem muito a aprender. Simon o irmão mais velho está decidido a ser uma Mago das Trevas e apronta horrores na tentativa de fazê-lo.

As coisas começam a dar errado quando Simon aparece e sequestra Jenna. Ninguém acredita em Septimus quando ele conta o ocorrido e ele decide sair atrás dos dois sozinho. Nicko, um dos irmãos de Sep aceita ir junto e o ajuda nessa jornada. No caminho acabam conhecendo sem querer o avô deles que abandonou a vida de Mago para se tornar uma árvore e é uma das melhores partes do livro.

Sep enfim conhece os irmãos que vivem na floresta e conhece o menino-lobo que mais tarde revela ser um dos companheiros de Exercito Jovem de Sep. Nesse meio tempo Jenna conseguiu fugir de Simon graças a um presente de Sep, um Talismã de Chocolate (que viria bem a calhar ter um de verdade.) 

Farejadora, uma bolinha de tênis cheia de Magya das Trevas acaba sendo um dos melhores personagens do livro, gostaria de ver essa bolinha de novo no próximo volume. Ela é uma graça e se torna protagonista de uma das cenas mais legais da história. e depois quando encontra Jenna como foi designada, deixa o Menino-Lobo em apuros. 

É uma verdadeira aventura, se eu fosse falar de todos os causos que eles passam levaria tempo demais e eu acabaria contando demais e estragando a leitura de outras pessoas. Spoiler não é legal. Em resumo, Voar é uma leitura que não precisa ser feita com pressa, é agradável, divertida, cheia de absurdos que farão crianças gostarem de ler e adultos esquecerem dos problemas do dia a dia. 

13 de fevereiro de 2015

RESENHA: Ligeiramente Casados - Mary Balogh (Os Bedwyins #1)

 Ligeiramente Casados - Mary Balogh

Dois bicudos não se beijam. ERRADO! Demora mais, mas se beijam. Mary Balogh nos prova isso nesse primeiro livro da série 'Os Bedwyns'. Aliás mais uma trupe de irmãos e irmãs que entram para a minha lista imensa mas seleta de famílias apaixonantes.

A mocinha, Eve Morris já começou a me conquistar pelo nome. Quase uma xará. Teimosa feito uma mula, mas inteligente, esperta e bem-educada apesar de sua origem burguesa. Uma dama.

Coronel Lorde Aidan Bedwyn, que eu chamei de Aiden até a última linha, é um homem austero, seco, indefectível. Leva promessas e honra muito a sério e é por isso que se mete na confusão que dá origem a história do livro.

Certamente não é um casal que se formaria facilmente em outros universos de romances históricos que vemos por aí. Balogh tem um estilo próprio que confere originalidade a seu enredo. Ao menos é bem peculiar dentro dos livros que li que abrangem tal universo. Não que casamentos de conveniência não sejam comuns, mas foi a primeira vez que foi uma ideia levantada por um dos noivos e analisada como um transação de negócios pela outra parte. Isso tudo enquanto ambos nutriam interesse por outras pessoas.

Eve é uma boa samaritana. Tem sob seus cuidados uma fila de párias que inclui duas crianças órfãs que deveriam estar a cuidados do seu detestável primo. Então, ela recebe a visita de Aidan, descobre a morte do irmão, enfrenta a possibilidade de perder o teto e se casa com Aidan em um espaço de uma semana. 

Aidan, por sua vez, fica obcecado com a promessa feita a seu subordinado enquanto esse morria e tomado por seu infinito espírito de honradez quer fazer tudo o que puder para proteger essa moça incomum. Mesmo querendo que tudo seja breve, sempre acontece algo que o impede de sair de perto dela nos primeiros dias. 

Quando tudo parece que vai ser como eles planejaram, o irmão de Aidan, o Duque interfere e ela se vê em Londres novamente, e orgulhosa e teimosa como só ela, enfrenta o desafio de participar do teatro que é a vida social londrina do século XIX. Aos poucos conquista os parentes próximos mas claro que os problemas não acabam aí.

O interessante é que ela não perde a compostura em nenhum momento e como uma verdadeira dama inglesa só derrama algumas lágrimas longe dos olhos alheios. Nesse momento é que finalmente o gelo realmente começa a derreter, mas claro como são dois turrões eles simplesmente supõem o que o outro sente em vez de perguntar. Ele acha que ela não sente nada por ele, e vice-versa. Mocinho se apaixona pela mocinha e mocinha se apaixona por mocinho mas nenhum deles quer dar o braço a torcer. 

Até que quando finalmente as coisas se acertam e eles podem se separar e viver 'suas vidas', é que eles percebem que não querem viver separados. Ele a ama, ama as crianças, e ela o ama. Finalmente os bicudos se entendem. 


12 de fevereiro de 2015

RESENHA: Estrela Amarela - Jennifer Roy



RC 2015 - Livro com cor no título

Estrela Amarela - Jennifer Roy

Lindo. A história de uma criança que cresceu no gueto de Lodz. Syvia Perlmutter chegou ao gueto aos 4 anos de idade. Nem ao menos sabia precisar o que era ser judia. Mas carregava sua estrela amarela. Viveu em um apartamento de 1 cômodo com seu pai, sua mãe e sua irmã Dora de 12 anos que mentiu a idade para poder trabalhar e assim aumentar o sustento da família.

O livro é escrito de forma suave, é a visão dessa menina enquanto cresce atrás do arame farpado. Me vi sorrindo e rindo de suas reações e perguntas como fazemos com qualquer criança tão pequena. Ela sabe que há algo errado a sua volta, sente o medo, mas é tão bem amparada por sua família que consegue ser criança.

Ganha uma boneca, tem duas amiguinhas. Uma some, a outra é levada junto com a família em um dos transportes para Campos de Extermínio. Syvia escapa. Seu pai foi uma figura decisiva na sobrevivência da família. Que homem sábio. Alguém que gostaria de ter conhecido e que teve grande importância da salvação dos últimos 812 judeus de Lodz.

Um homem cheio de ideias, amor e coragem. Que dormiu por dias em uma vala no cemitério com sua pequena enquanto os nazistas vasculhavam e arrancavam crianças de suas camas nos prédios do Gueto. Um homem que seguiu sua intuição e escondeu sua filha e sobrinho enquanto executava com maestria um plano que se descoberto  o levaria a morte instantânea.

Esse mesmo homem que escondeu o menino de 3 anos que levava no ombro sob o casaco e sua filha à direita e passou ao lado de um nazista enquanto outra brava mulher o distraía com perguntas. Ele que juntamente com outros homem de valor salvou 3 crianças de serem deportadas escondendo-as em um carrinho de mãos. Que entrou na área dos transportes e convenceu pais a deixarem seus filhos no esconderijo. 

Esse homem não perdeu a calma e conseguiu guiar e dividir esses 812 judeus para lugares seguros enquanto os nazistas planejavam matar todos na manhã seguinte. E então quando o bombardeio começou e a pequena Syvia, então com 9 anos escutou e acordou todos, ele os guiou para o lugar que tinham melhor chance de sobreviver, um pátio aberto, onde deitados foram vistos pelo pilotos. 

Um herói. 

RESENHA: Jogos do Prazer - Madeline Hunter (Os Rothwells #3)

Jogos do Prazer - Madeline Hunter

Gritos histéricos definem. Adorei essa leitura, amei esse plot. Kyle Bradwell entrou para o pequeno (#SQN) rol de mocinhos que me fizeram ver estrelas. E o fato de o relacionamento deles ser construído aos poucos me agradou mais ainda, fugindo da mesmice.

Detestei Roselyn no início, era uma dessas riquinhas mimadas e que se acham autossuficiente mas aos poucos fui me afeiçoando a ela e a sua força. Ela consegue ser uma mulher a frente do seu tempo mesmo adorando todas as regras da época.

Kyle me conquistou no início mesmo quando ele se intromete no leilão e a arremata. Todo poderoso no meio dos lordes. A descrição que a autora faz dele também ajuda às leitoras a suspirarem pelo rapaz. Aos poucos conforme vamos conhecendo como foi a vida dele e como ele chegou aonde está ele se torna mais cativante. Ele não veste a máscara de bonzinho. Ele é honesto, trabalhador, inteligente, sagaz mas carrega uma crueza e uma dureza que o difere dos outros, principalmente do irmão babaca de Rose.

Dá pra ver que ele se apaixona por ela anos-luz antes de ela suspeitar ter tal sentimento por ele, mas isso não é mencionado. Na verdade, esse 'amor' é quase que pano de fundo. A história mesmo tem foco no esforço deles e dos que estão em torno deles para devolver dignidade à Rose, proteger a irmã Irene de qualquer respingo e da fuga mal-sucedida de Tim que acaba sendo preso. 

Ele tinha muito mais motivos para casar com ela e tirar vantagem dessa situação, mas acaba que Rose é que se beneficia mais nessa situação. Além de aprender que pode ser feliz na intimidade ela vai se redescobrindo e vendo do que é capaz e o que realmente importa e a faz feliz.

Dentre os 3 livros da série, esse é de longe o melhor. Uma ou outra passagem me fizeram ficar ansiosa para o quarto que ainda não foi lançado no Brasil. E como não estou com disposição para uma leitura em pt-pt, vou esperar. Mas definitivamente é uma leitura que farei.

9 de fevereiro de 2015

RESENHA: Manhã de Núpcias - Lisa Kleypas (Os Hathaways #4)

Manhã de Núpcias - Lisa Kleypas


Adorei! Eu tinha uma ideia formada sobre como se desenvolveria a história mas a autora me surpreendeu. Foi diferente do que eu achava que ia acontecer, e a cada vez que eu mudava de ideia quanto ao andamento da coisa ela ia em outra direção não pensada por mim.

Leo se mostrou ser um dos mocinhos mais imperfeitos que tive contato nos últimos tempos, mas nem um pouco menos encantador. Talvez e esteja carente, vai saber. Quando ele aparece no livro 1 eu o detestei de cara mas aos poucos, depois do livro 2 ele foi mudando, 'amadurecendo', se tornando mais agradável.

Cat é ótima desde o início, e foi bom enfim descobrir o que a deixou tão aversa aos homens em geral. Talvez esse tenha sido o pedaço dessa história que eu menos fugi em meus devaneios. Eu quase acertei. Gostei de o fato de os óculos serem mesmo necessários e não apenas mais um artefato nessa missão Patinho Feio que ela fez dela mesma.

As cenas derradeiras entre os dois foram diferentes das apresentadas para os outros casais, achei Leo surpreendentemente amável e gentil, achava que ele seria mais bruto. Nesse ponto ele vestiu a carapuça de nobre. Quase um cavalheiro.  Esse livro é cheio de quases, o que o torna mais érfeito ainda. Me fez querer ler outros livros da autora.

E o furão? Dodger me conquistou nesse livro! E me encheu de preocupações no final, quase me fazendo considerar ter um. Ele é fofo demais e muito inteligente, não sabia que eles eram inteligentes assim. 

O final é bem romance mesmo, tudo o que deveria acontecer para acabar com os problemas acontecem, Achei que Kleypas ia deixar essa resolução para o último livro da série, se a casa ia continuar nas mãos dos Hathaways ou não. Que talvez eles arrumassem uma alternativa para se livrarem das megeras. 

Nesse livro não há indicações sobre quem será o príncipe encantado de Bea, não leio esses previews que tem em livros seriados, prefiro o suspense. Então estou desesperada para saber. Bea é minha Hathaway preferida, e mesmo não aparecendo nesse livro ela se fez presente. Espero que surja um rapaz PERFEITO. Ela merece a perfeição. 

8 de fevereiro de 2015

RESENHA: As Meninas do Quarto 28 - Hannelore Brenner


RC 2015 - Livro com número no título

As Meninas do Quarto 28 - Hannelore Brenner

Necessário. Senti dor, angústia, tristeza, desespero, repulsa, raiva e compaixão. Em alguns momentos tive vontade de atravessar as páginas do livro e abraçar essas pessoas. As meninas do quarto 28 é um relato feito com base nos diários e lembranças das poucas sobreviventes do Quarto 28 do prédio L410 de Theresienstadt.

Foi sem dúvida um dos mais completos e abrangentes relatos que já li. Com diversas descrições desde a 'convocação' até a libertação. Sem embelezamento do sofrimento. Este campo em particular foi o mais ameno dos que li sobre pois as crianças tinham um mínimo de normalidade, mas ainda sim foi cheio de crueldade, fome, doenças, medo e morte com uma dose alta de falsidade e mentiras. É o tipo de relato que faz com que você tenha vergonha se tiver qualquer relação de parentesco, mesmo que super distante de algum partidário nazista. 

Essa foto me fez chorar, encolher-me na cama e me sentir um trapo.
Lea não sobreviveu à Guerra. Prova da crueldade sem propósito da SS.
Que mal um bebê poderia fazer a alguém?


O livro acompanha essas meninas aonde vão, portanto vemos relatos de suas estadas em outros campos quando eram selecionadas para o temido 'transporte'. Temos então vislumbres desconcertantes por exemplo de Auschwitz e Bergen-Belsen (o pior de todos ao meu ver) e de outros tantos que me fizeram ter náuseas de pensar na quantidade absurda de campos construídos apenas para dizimar os outros. Espero que Hitler e seus comparsas fiquem para sempre no limbo. Nem o inferno merece almas como essas.

Desenho de um dos inúmeros gênios perdidos.

Durante a leitura, sempre que os meninos do L417 eram mencionados eu lembrava de George Brady, o irmão de Hana (A Mala de Hana) e ficava imaginando se as meninas do quarto 28 conheceram-no e a menina. No fim a surpresa, sim, George Brady estava entre eles. Sorri. Pelo que elas contam havia uma cumplicidade entre esses meninos assim como havia entre elas, então apesar de ter perdido a irmã, ele teve companhia e amizade durante os anos de provação.

Li através de ebook, mas quero o físico. Quero ver as imagens, tocar nelas, guardar as páginas e ter o máximo de gente podendo ler. A edição brasileira trouxe um adendo no início que não existia no original. Acontece que a meia-irmã de uma das meninas do Quarto 28 que não sobreviveu, mora no Brasil. Monika Zolko é a irmã de Erika Stránská. Por isso recomendo que mantenham os lencinhos por perto desde o início da leitura.


Acho que preciso de um romance histórico pra me trazer de volta ao eixo. Mas minha saga 2015 'Holocausto' ainda não terminou. Preciso saber mais.





4 de fevereiro de 2015

RESENHA: A Mala de Hana - Karen Levine



RC 2015 - Livro baseado em uma história real

A Mala de Hana - Karen Levine

Eu tenho esse livro físico perdido em algum lugar da casa, foi um dos que misteriosamente sumiram no ano passado. Como queria muito lê-lo, apelei para o epub. Valeu a pena, mas quem tiver a oportunidade de ter o livro nas mãos vai entrar mais na história por conta dos documentos e fotos que ele contém que acabam perdendo detalhes que não podem ser aumentados no leitor digital.

Ele é caracterizado como livro infantil e após a leitura, vendo a linguagem fácil da autora e a maneira como o assunto é tratado, realmente acho muito boa ideia dar esse livro para crianças acima de 9 anos. Essa é uma parte da história que não deve ser esquecida e portanto deve ser repassada aos mais jovens. O livro tem 112 paginas e é permeado de imagens.

O livro mescla momentos atuais e passagens em guerra. A mala de Hana, que morava na Checoslováquia, vai parar em um Centro Educacional do Holocausto em Tóquio no final da década de 90. Lá, a curadora do museu em empenha ara descobrir o que houve com a menina de modo a torná-la real para as crianças que participam de um projeto no Museu.

Mesmo não tendo nenhuma passagem pesada, me emocionei muito lendo. Hana era uma menina de 10 anos quando foi separada da mãe, depois do pai, dos tios e mal tinha completado 11 quando se viu separada do irmão George. 

No decorrer das páginas nós começamos a tomar conhecimento acerca do destino de cada uma dessas pessoas na vida dela. Primeiro ela vai para o Gueto de Theresienstadt e mais ao final da Guerra para Auschwitz onde morreu na câmara de gás.

Hana queria ser professora. Conseguiu. Sua história ajuda as crianças a entenderem um pouco desse capítulo horrível que temos na História. Eu já falei isso, mas tenho uma necessidade estranha de saber. Qualquer vítima do Holocausto é importante para mim. Eu preciso ler, preciso conhecer, preciso entender essas pessoas. Muitas vezes termino a leitura desses livros ao prantos, mas realizada. 

Eu fico feliz quando encontro histórias de sobreviventes que conseguiram se reerguer e com a sensação de dever cumprido quando a história de alguém que não teve sorte me é contada e assim eu possa passar adiante, perpetuando sua memória. Muitas vidas foram interrompidas, mas nunca serão esquecidas.

RESENHA: Tentação ao Pôr do Sol - Lisa Kleypas (Os Hathaways #3)

Tentação ao Pôr do Sol - Lisa Kleypas (Os Hathaways #3)


Suspiros do início ao fim. Esse foi o que mais gostei dos 3. Lisa Kleypas tem uma capacidade fenomenal de criar maridos perfeitos mesmo cheios de defeitos. Harry Rutledge é um perfeito vilão de conto de fadas, mas não importa, ele é irresistível desde a primeira linha.

Poppy me surpreendeu. Adorei a maneira como ela conduziu todos os acontecimentos mesmo sendo turrona em alguns momentos. Toda aquela serenidade que ela demonstrava até então sai de cena para dar lugar a uma personalidade mais carinhosa, impetuosa e desafiadora. Inteligentíssima, ela sabe que suas verdadeiras facetas assustam a quase totalidade dos homens londrinos.

A interação entre Leo e Cat também rende ótimas passagens, foi bom ver a tensão mudando de atmosfera, indo de intolerância a desejo em poucos capítulos. Leo está mais centrado nesse livro, e mostra um lado cômico que é muito bem vindo. Sua maneira bem humorada de tratar as coisas ao seu redor é cativante. Morri de rir em vários momentos, como quando ele e Poppy conversam sobre o ato sexual utilizando de metáforas. Apesar de se sentir desconfortável conversando sobre o assunto com a irmã mais nova, ele se esforça para ajudá-la.

Deu pra ver também como essa família é unida, enrolada e com uma tendência a manter os casamentos, mesmo sem querer, dentro da mesma esfera. Houve um baile, um escândalo como de praxe e muitas cenas dentro do hotel e da casa Ramsay. Os personagens de apoio que aparecem no ambiente hoteleiro são incríveis.  Adoraria ler um dos volumes vindouros agraciando Jake Valentine com uma esposa. Personagem muito cativante.

Harry portanto se torna mais uma paixonite literária. Confirmando minha tendência pirigueteira. Se ao menos surgisse alguém com um terço dessas características na minha frente (jurando que me ama, claro) eu ficaria feliz. Aliás quem não ficaria. Essas autoras me tiram do chão.

Me empolguei tanto que por mim eu leria o seguinte agora mesmo. Mas o sono é forte demais. Vai ter que ficar para amanhã o início dessa leitura. Porém, definitivamente, Manhã de Núpcias será minha próxima leitura. Depois do epílogo desse terceiro lvro, eu necessito ler imediatamente o 4. Tirando 'Os Bridgertons', nenhuma outra série me empolgava tanto a ponto de eu querer correr para o próximo volume. Por sorte, eu estou atrasada nessa coleção.

3 de fevereiro de 2015

RESENHA: O Homem que venceu Auschwitz - Denis Avey e Rob Broomby

 O Homem que venceu Auschwitz - Denis Avey e Rob Broomby


De tempos em tempos eu sinto essa necessidade quase fisiológica de ler sobre esse tema. É meio surreal, doloroso mas importante. Esse livro específico se diferencia das minhas leituras anteriores pois é o relato de um soldado inglês que foi capturado durante a guerra.

O título original em tradução livre é 'O Homem que invadiu Auschwitz' e faz mais jus ao que ele conta. Tudo começa com a entrada das tropas inglesas na base aliada e embarque dele em agosto de 1940. Ele mostra como a inocência era regra para esses soldados, para a maioria eles estavam indo de encontro a uma grande aventura.

A realidade começa a surtir efeito quando ele chega ao deserto e começa um verdadeiro 'pique-esconde / pique-pega' entre o exército inglês e o exército italiano. Ele narra as dificuldades que os homens encontravam durante a estada no deserto e os primeiros amigos que viu morrer.

Daí para frente a coisa só piora, ele é feito prisioneiro pelos italianos, fica à deriva no mar, prisioneiro de novo mas por alemães, ele conta também como cada regimento do exército alemão tratava os prisioneiros de forma diferente, desde o Afrika Korps que o tratou com dignidade (tratamento médico e alimentação decente) até a dura realidade da SS.

Ele ficou alguns anos em um campo para prisioneiros militares ingleses, o E715, que era por acaso, ao lado de Auschwitz III. Denis, ou Ginger como ele se apresentava aos demais no campo,  testemunhou em primeira mão o assassinato de incontáveis judeus, trabalhou lado a lado com eles e ajudou dois deles.

Avey em uma das fotos 'promocionais' acerca da qualidade de vida
que os britânicos tinham durante o aprisionamento. 

Com uma tendência quase suicida para se meter em problemas e querer saber como tudo funciona, ele bola um plano juntamente com o listrado (ele chama os judeus assim) Hans para trocarem de lugar por uma noite. Queria ver com os próprios olhos a realidade do outro lado da cerca. Ele acaba fazendo isso uma segunda vez. Durante pesquisa na internet, vi que muitos contestam a veracidade dessa história e os motivos de ele não ter vindo a púbico antes. Mas ao ler, achei bem possível. 

Muitos acham difícil que um oficial britânico pudesse se passar por um dos prisioneiros judeus. Pode até ser que ele não estivesse tão esquálido quanto os casos mais extremos de desnutrição que havia nos campos de concentração, mas pelo relato dele das privações e dificuldades que teve, ele estava longe de ser um homem saudável. Ele também esteve desnutrido, mas menos, poderia facilmente se passar por um recém-chegado e como ele mesmo diz, os listrados estavam sempre de cabeça baixa, se arrastando, eram ignorados. Nenhum oficial alemão olhava no olhos dessas pessoas. Eram apenas números.

Auschwitz III

O outro rapaz que ele ajuda é Ernst. Um menino de 19 anos que conta a ele que tem uma irmã que mora na Inglaterra. Em 1939, aos 15 anos ela conseguiu um lugar em um trem que levaria centenas de crianças judias para a Inglaterra. Ernst não teve a mesma sorte. Ginger então consegue, por meio de código, que sua mãe entre em contato com essa menina e ela envia 200 cigarros para ele. 

Os cigarros eram uma forte moeda de troca nos campos de concentração. Ginger entrega-os aos poucos para o rapaz e somente 65 anos depois ele descobre a maneira como esse gesto salvou sua vida na infame 'Marcha da Morte'. Eu me emocionei muito ao ler o trecho em que ele narra esses acontecimentos, os momentos finais da guerra. Em que as pessoas sabiam que a base aliada estava ganhando de fato mas temiam que não conseguissem sobreviver tempo suficiente para serem libertados. Estima-se que 50 mil pessoas iniciaram a marcha, mas apenas cerca de 20 mil sobreviveram a essa primeira parte do fim.

Enfim, é um livro interessante, controverso, e que nos faz refletir sobre a natureza humana e a importância do fator sorte para a sobrevivência em uma guerra.