30 de janeiro de 2015

RESENHA: O Círculo - Mats Strandberg e Sara B. Elfgren



RC 2015 - Livro cujas resenhas não foram positivas
TBR - 03/2015

O Círculo - Mats Strandberg e Sara B. Elfgren (Engelfors #1)

Retirei esse livro da minha TBR. Mais um e-book sorteado em um mar de livros físicos, outro que ficaria enchendo o cartão de memória por séculos antes de ser lido. Quando o baixei foi totalmente pela capa, nem sabia o assunto de que tratava: Bruxaria e adolescentes.

As resenhas que vi eram bem ambíguas, alguns amaram outros odiaram. As notas variando de 1 a 10 facilmente. Fiquei reticente no início pela quantidade de personagens principais, 6. Além de outros 4 ou 5 personagens recorrentes.

O início da trama é um tanto confuso. Muita informação desnecessária, muitos personagens a serem introduzidos, e poucos (ou nenhum) personagens cativantes. As meninas são muito diferentes o que causa atrito e tumulto o tempo todo. Já li outros livros em que o personagem principal não é exatamente uma boa pessoa, mas demorou muito para que eu me afeiçoasse um mínimo a alguma delas.

Um dos pontos negativos é a extensão do livro. 416 paginas em 60 capítulos e 5 partes. A parte I poderia se juntar a II e a III se juntar a IV, e a V poderia ter o nome de Epílogo e ia dar no mesmo. A explicação para os acontecimentos é lenta, desnecessária e maçante. São 6 bruxas, 2 guias e um conselho mas levaram uma eternidade para concluir algo. 

Sim, há um conselho que faz as vias de órgão regulador de magia. Mas nunca vi um conselho tão relapso e desinformado. Não sabem de nada e as meninas tem que descobrir tudo sozinhas mesmo se odiando. Honestamente achei as histórias paralelas, pessoais mais interessantes que o plot principal. Talvez de fosse um livro sobre adolescentes problemáticas normais e que de alguma forma se conhecessem e não pudessem contar ao mundo que se falam o livro teria me prendido mais.

Aliás foram 7 dias para terminar essa leitura. Li outros 4 livros enquanto me arrastava nesse. Pensei em abandonar durante vários momentos. Gosto do tema mas esse livro não me empolga como deveria, Dei 3 estrelas para ele pelo final. Gostei bastante apesar ter coisas que não se encaixam e de eu achar que a maneira como tudo se desenrolou (as meninas 'ganhando' do mal) meio improvável pelo nível de magia que elas apresentavam e sem ajuda. 

Nem vem com: 'Mas em Harry Potter, eles derrotam o Voldemort no final.' Sim, mas eles tinham uma escola de magia a disposição, livros, um Dumbledore e a Hermione era um gênio. Nesse livro tudo que elas descobrem é por tentativa e erro, achômetro mesmo. Elas tem um livro mas esse troço não diz quase nada e quando diz são códigos sem noção.

Se trata de uma trilogia e os outros dois não foram publicados no Brasil e nem sei se serão. Mas não me importo, não estou com vontade de ler. Talvez, se eles forem publicados e eu ganhar e não tiver compromisso para ler e puder levar meses para a leitura, aí eu leria. 

29 de janeiro de 2015

RESENHA: Um Olhar de Amor - Bella Andre (Os Sullivans #1)



Um Olhar de Amor - Bella Andre (Os Sullivans #1)


Mais um romance para a lista de janeiro. Essa fase parece que vai demorar um cadinho para passar. Faz pouco tempo que me interessei pelos livros da Bella Andre. O último lançamento tem arrancado suspiros de conhecidos no facebook, achei que valia a pena dar uma chance.

A escrita dela é bem gostosa. Fácil de ler. Comecei ontem a noite e sem perceber já estava na metade do livro em relativamente pouco tempo. Como todo romance do gênero é previsível, tem alguns clichês mas por ser contemporâneo serviu para que eu me conformasse que não acredito em amor a primeira vista. 

Não querendo dar spoiler já dando,  fiquei passada quando o cara se diz apaixonado pela garota no terceiro capítulo. E para piorar o delírio toda a história se passa no curtíssimo período de tempo de QUATRO dias. Convenhamos. Conhecer, sentir atração, se apaixonar, amar, ajoelhar e pedir em casamento em QUATRO dias é surreal demais, mesmo que fosse um romance histórico.

Chloe Peterson. A mocinha. Tem 30 anos, divorciada e encontra o Deus Grego da vez no meio da estrada em um dia de muita chuva com direito a granizo. A descrição dela na história condiz com a mulher da capa, o que é algo incrível ultimamente. Gostei bastante dela apesar de umas coisinhas irritantes. Ela é desconfiada, insegura por conta da situação que se encontra mas ao contrário do que vemos em alguns livros, ela não é puritana e está longe da perfeição.

Chase Sullivan, 32 anos, o gato, alto, sarado, olhos marcantes, sensível, protetor, rico, sabedor das manhas, conhecedor das palavras certas nos momentos certos e mais alguns detalhes suspirantes. Sim, o cara é quase perfeito. QUASE pois se apaixona em menos de 24h. Qual é meu irmão! Ele não tem mais 20 anos e é o primeiro rabo de saia na frente dele. Não engoli essa. Não mesmo.

Algumas cenas são bem legais, a interação com os outros personagens, as situações, os cenários. Realmente o Vinhedo Sullivan é algo merecedor de um romance em seu território. Lendo eu me vi suspirando pelas paisagens narradas e querendo estar em algum lugar assim. Outro ponto a favor é a maneira como a autora nos prepara para a história de Marcus.

Há um suspense toda vez que ele aparece (ou desaparece). Ele namora uma garota chamada Jill há 2 anos e está pronto para dar o próximo passo, mas durante as passagens a gente vê que há algo de errado com a situação, e só no prólogo é que a verdade é revelada (em parte) deixando um ótimo gancho para a história dele. Agora só falta saber se vai ser relâmpago como com Chase ou se vai ser mais crível. Só leia se você não se importar com situações irreais e ilusórias.

28 de janeiro de 2015

RESENHA: Lições de Desejo - Madeline Hunter (Os Rothwells #2)


Lições de Desejo - Madeline Hunter (Os Rothwells #2)


Esse é o primeiro livro que leio em pt-pt desde que me recordo. Nunca tive paciência para isso, é meio irritante para a minha pessoa essa versão da Língua Portuguesa, e creio que isso tenha interferido na minha reação geral à história. É fato de que gostei, caso contrário não teria terminado, mas talvez de fosse em pt-br ou inglês eu tivesse gostado mais.

O enredo em si é muito bom. A troca de cenários ajuda, a riqueza de detalhes acerca dos lugares visitados é com certeza benéfica. Os personagens me trouxeram reações dúbias durante a leitura. A donzela da vez (que não é tão donzela assim), Phaedra Blair me fez detestá-la em alguns momentos. Menina cabeça-dura. A príncipio eu gostei bastante da maneira como ela levava a vida dela, de forma independente. 

Mas isso muda com o passar das páginas, pois ela passa a ter atitudes inconsequentes e imaturas. Como quando ela acaba ficando presa na torre de uma das cidades que visita com Elliot. Ela já tinha tido um vislumbre de como a cidade a encarava, e que as recomendações de Elliot não eram puramente machistas. Ela deveria ter ficado na casa, ou sido mais esperta e arrumado alguém para ir com ela.

Elliot Rothwell. Minha reação à ele foi totalmente oposta a dela, quanto mais o livro avançava mais me encantava com ele. Sim, ele começou as coisas de forma impetuosa, conquistadora, machista e controladora, um exemplo fiel dos espécimes mais perigosos da época. Mas aos poucos, ele percebe que não conseguirá nada como ela agindo de maneira toscamente tradicional. Ele então adapta de forma inteligente suas investidas. 

Claro que essa é a receita para uma paixão avassaladora, quanto mais ela luta contra esse sentimento que a atrai para ele, mais ela se perde. Ela passa tanto tempo tentando provar (mais para si mesma que para os demais) que tem total controle de si mesma e de suas reações e sentimentos que quando ela se dá conta se apaixonou. Uma mulher na posição dela, teria pressentido o 'perigo' e daria um basta, apesar da vontade de fazê-lo. Ela brincou com fogo e se queimou.

O plot paralelo que gira em torno das memórias do pai dela foi muito bem desenvolvido e explorado. Sendo bem aproveitado de maneira a instigar o leitor a querer saber o desfecho daquele problema tanto quanto o que aconteceria com esse casal esquisito. Esquisito pois acabei gostando mais dele do que dela e preferia sinceramente ele com outra pessoa (não que houvesse essa opção na história.).

Senti falta de um gancho para o próximo livro. Mas não que isso seja algo ruim. É mais uma preferência minha em séries sobre irmãos/irmãs. Buscando informações acerca do livro 3 eu vi que não é sobre o Christian, o irmão que falta. fiquei perdida. Mas curiosa.

26 de janeiro de 2015

RESENHA: Sedução ao Amanhecer - Lisa Kleypas (Os Hathaways #2)

Sedução ao Amanhecer - Lisa Kleypas (Os Hathaways #2)


Eu tenho um pequeno problema, quando leio um romance histórico entro em um frenesi e preciso de mais. Por isso, depois de terminar de ler Os Bridgertons #4 e ver que a leitura de Círculo vai ser dolorosamente lenta, peguei Os Hathaways #2 para ler. 

Estava cética quanto a esse livro já que no primeiro não gostei muito de Win nem de Merripen. Mas eles me surpreenderam bastante nesse. Win volta da França mudada e muito decidida, saudável e consciente do que quer. Merripen cresceu no meu conceito conforme eu fui conhecendo seu passado. Há um motivo plausível para ele ser como é.

Achei interessante a autora explorar a relação de Amelia e Cam em alguns momentos. Normalmente nesses romances o casal já formado nem aparece direito, mas ambos tiveram papel ativo nesse livro com direito à cenas exclusivas. As irmãs mais novas não apreceram tanto mas quando falavam eram memoráveis. O próximo gira em torno de Poppy, mas confesso estar intrigada para ver como será a história de Bea, mas é só no quinto volume.

Outra coisa boa dessa história é a atenção dada ao significado da tatuagem que Cam e Merripen tem em comum. Mesmo que os dois pensem diferente, juntos vão atrás de respostas e acabam descobrindo sem querer após o antagonista da vez, o Dr. Harrow mostrar a que veio realmente. Outra aquisição muito boa foi a personagem Srta. Marks, a tutora contratada para educar as meninas mais novas de maneira a que elas estejam preparadas para a temporada londrina.

Achei que iam haver mais cenas nos bailes, mas só aparece uma, e é bem escandalosa. O foco fica mais nos cenários caseiros, seja o hotel que estão hospedados ou a casa depois de enfim reformada. Há algumas passagens cômicas como em Os Bridgertons, mas em menor escala. E as cenas de sexo são mais cruas, creio que pela personalidade brusca de Merripen. Ele é testosterona pura, enquanto os rapazes de Julia Quinn são aristocratas. Bem, cada um deles tem seu encanto próprio. 

Só tenho que reclamar de uma coisa: Por que raios a menina da capa é morena se a mocinha é LOURA? Isso tem acontecido com frequência nos livros da Arqueiro. Não sei de propósito ou desatenção / descaso. Mas apesar disso continuarei lendo os lançamentos deles e comprando os meus preferidos depois (todos).

25 de janeiro de 2015

RESENHA: Os Segredos de Colin Bridgerton - Julia Quinn (Os Bridgertons #4)


RC 2015 - Livro que se pode terminar em um dia

Os Segredos de Colin Bridgerton - Julia Quinn (Os Bridgertons #04)

Como a leitura da vez escolhida pela TBR estava meio maçante, nada melhor que Julia Quinn para mudar os ânimos. Como sempre, ela não decepciona. Ri de doer a barriga em vários momentos, fiquei apreensiva, ansiosa e feliz com os acontecimentos, Como já disse em outras resenhas referentes aos Bridgertons, pode até ser previsível o final, mas o que nos faz continuar lendo é o 'Como'. Essa é a parte surpreendente e boa dos livros dela.

Mesmo que Quinn tenha a capacidade de fazer todos os irmãos e irmãs serem apaixonantes, Colin sempre fora meu Bridgerton preferido, Quando ele aparece pela primeira vez ainda com 20 e poucos anos era cheio de irreverência, charme, jovialidade e uma alegria única ao personagem. Já nesse volume ele está mais maduro, revela uma seriedade que vem com a experiência de vida, mas sem perder o charme e encanto que o faz tão incrível. 

Conhecemos então um outro lado dele. O lado sonhador, preocupado, viajado que apenas complementa ainda mais a personalidade desse rapaz. A moça da vez, Penelope Featherignton, também cresceu, pudemos ter um vislumbre da mulher que ela se tornaria no último livro, e ali mesmo já torcia por ela. Um daqueles personagens que crescem no seu conceito durante séries. Ela por um lado é a típica menina invisível, que não chama a atenção das pessoas à sua volta pois nenhuma delas nunca se deu ao trabalho de sentar e começar uma conversa. 

Também fiquei muito contente com o desenvolvimento de Hyacinth. Ela não é mais uma criança correndo pela casa, mas uma jovem com a língua afiada, os ouvidos atentos, não muito diferente de Eloise e da mãe nesse aspecto, mas ainda sim com certa singularidade. Quero ver o rapaz que será capaz de fazê-la diminuir o ritmo e se perder em seus pensamentos.

É aqui que nosso desespero por saber quem estava por trás de Lady Whistledown termina. Para não dar spoiler, não direi quem é, mas fiquei muito feliz. Passou pela minha cabeça algumas vezes que seria essa pessoa, mas mesmo assim fiquei surpresa. Quero mais colunas dela! Há menos bailes e reuniões de família dessa vez, o foco ficou mais nos dois, por isso achei bem escolhido o título: 'Os Segredos de Colin Bridgerton' para a edição brasileira. Ponto positivo para os tradutores, revisores  e editores envolvidos. Alguns títulos por aí ficaram esquisitos, ou reveladores demais. 

Os trechos dos diários de Colin foram muito bons, dignos de virarem livros e não somente os devaneios de um confessor comum. Penelope por sua vez o ajuda nesse quesito já que ele não acredita em si mesmo, quando dada às conjunturas seria muito mais fácil ela não ter segurança em algum momento e não ele, um Bridgerton.

Esse é daqueles livros que se eu pudesse ficaria falando até amanhã. mesmo com 300 e poucas páginas me acrescentou e envolveu muito mais que alguns tijolos por aí. Não há enrolação demasiada e fora de lugar. Tudo se encaixa direitinho. E que venha o #05. Pois Eloise me deixou intrigada durante os últimos capítulos. Preciso saber mais sobre essa menina e seus segredos!


23 de janeiro de 2015

RESENHA: Como Ser um Pirata - Cressida Cowell (Como treinar seu dragão #2)


RC 2015 - Livro engraçado

Como Ser um Pirata - Cressida Cowell (Como treinar seu dragão #2)

Ainda estou rindo. Esse segundo livro da série me arrancou gargalhadas sérias. A diversão começa com a capa e contra-capa. São tantos detalhes que é uma tarefa agradável 'perder' uns minutinhos analisando cada pedacinho delas. As imagens espalhadas pelo texto são ótimas, bem boladas e algumas complementam muito bem o texto nos fazendo rir.

Por se tratar de um livro infantil, a linguagem é fácil, a leitura flui sem dificuldade e os personagens, apesar de Vikings são bem adequados. Os nomes continuam impagáveis, a tradução e adaptação foi feita com cuidado e dedicação, é perceptível.

Depois de ler só reafirmei ainda mais a vontade de dar essa coleção ao Théo quando ele aprender a ler. Ele com certeza vai se identificar com o nosso garoto de nome estranho, Soluço. Perna-de-Peixe ganha espaço nessa nova aventura e se torna um dos personagens mais carismáticos desse volume. Depois de ser o mais fraquinho da turma, aqui, durante uma Batalha em Alto Mar ele se redescobre. Melequento continua melequento, sabichão, fortão e metido a bonzão. Seus 'capangas' a mesma coisa, mas nem tudo serão flores para eles. 

Aliás, para ninguém. Soluço só se ferra nessa história, se dá mal o tempo todo, mas sem perder o estilo. Mesmo perigando, quase morrendo ele consegue me fazer rir. Claro que nosso menino sobrevive. (Não posso dizer herói, pois ele passa longe disso.) Mas dessa vez ele demonstra outras características dignas de um líder. Sua legitimidade como herdeiro é posta a prova, e em determinado momento, quando ele tem todas as ferramentas para isso ele prefere recuar. Pois a revelação iria, além de solidificar sua posição, causar tumulto na tribo dos Holligans. E assim, contrariando os pedidos de Perna-de-Peixe, ele mantém um segredo em nome da paz de sua tribo. Prontos para o #3?






22 de janeiro de 2015

RESENHA: The River's Tale - Edward A. Gargan

TBR - 02/2015

The River's Tale - Edward A. Gargan (A Year on the Mekong)

Este foi o segundo livro que tirei da TBR, e um dos mais difíceis que li nos últimos tempos. Além de ele ser em inglês, não se trata de ficção e há muitos termos referentes ao dia-a-dia das pessoas que vivem no interior próximo aos rios que não me era familiar mesmo em português. 

O jornalista Edward A. Gargan faz um relato minucioso e transparente da vida das pessoas que moram às margens do Rio Mekong. Rio esse que nasce na China e passa por: Tibete, Myanmar, Tailândia, Laos, Cambodja e Vietnã quando enfim encontra o Mar da China. Ele queria fazer todo o percurso pelo rio em si, mas em alguns trechos isso não foi possível.

Ele vai encontrando pessoas singulares pelo caminho, muito simples mas que sabem o que querem e o que não querem. E sempre há amor pela terra em que nasceu, independentemente da pobreza e das dificuldades que possam encontrar.

As partes que mais gostei foram os momentos em que ele encontra com monges budistas. Inclusive ele participou da cerimônia em que um deles passa de monge-aprendiz a monge de fato. A vida diária desses meninos, jovens e idosos é fascinante. E pude perceber que sendo no Tibete ou no Laos, as coisas são iguais, os horários, os afazeres, a filosofia, o que muda é o tamanho do wat (templo). 

Na permanência dele na Tailândia é possível ver como em alguns países (Brasil incluso) a pobreza e a riqueza estão separadas por pouco, Lá de um lado do rio as pessoas vivem da pesca e do transporte de carga e pessoas pelo rio, não tem luz elétrica, saneamento, voz. Do outro lado há uma cidade grande, cheia de modernidades, infraestrutura digna de 1º mundo. A Tailândia do turista.

Laos foi com certeza o momento de maior pobreza e abandono. Um país que foi usado e descartado por Vietnã, China e EUA durante a guerra e nada levou de positivo em troca. O pior com certeza foi o Cambodja: devastado pela guerra civil, pelo domínio dos Khmer que arrasaram com a população, dizimando famílias inteiras. O relato dele me deu calafrios e isso por ser apenas o 'depois'. 

Uma terra em que quase ninguém fala do passado, onde ter mais de 60 anos é um milagre, pois significa que sobreviveu ao pior. Uma tragédia a altura do Holocausto judeu. Ele entrevistou um homem que sobreviveu por saber pintar. Durante os anos na 'prisão' pintou retratos de comandantes dessa tirania. A foto dele que há no livro demonstra todo o sofrimento de uma geração, apesar de estar vivo, é notável a dor, vê-se que algo está faltando, se partiu na guerra.

No fim da jornada, no Vietnã continua o contraste entre ricos e pobres, com o agravantes do preconceito racial. Há uma legião de jovens, filhos de militares americanos (safados) com mulheres vietnamitas. Rejeitados pela sociedade por serem mestiços, não são vistos como vietnamitas, mas os que chegam a ter contato com a America não se veem como americanos. Cresceram no sudeste asiático, falam vietnamita, se comportam como vietnamitas. Estão no limbo. Sempre voltam para onde nasceram.

Enfim, não é uma jornada que eu faria por mim mesma, não teria a coragem desse jornalista, mas não deixa de ser fascinante e de agregar valor e cultura. São histórias de vida que nunca teria contato sem livros como esse. Aguçou minha curiosidade sobre algumas coisas e me trouxe novas.



20 de janeiro de 2015

RESENHA - Tempo de Boas Preces - Yiyun Li


RC 2015 - Livro de Contos

Tempo de Boas Preces - Yiyun Li

Ganhei esse livro em um AS ano passado. São 10 contos incríveis escritos por esta autora chinesa de 42 anos. Sempre gostei da narrativa chinesa, portanto confiei no título e origem da autora, mesmo nunca tendo lido nada dela antes. Apesar de se passarem quase todos na China (há dois nos EUA), essas histórias poderiam acontecer em qualquer família, em qualquer lugar. 

Meu conto preferido é o último que da nome ao livro no original: Mil Anos de Boas Preces. O personagem principal é um senhor chinês de 75 anos que vai visitar a filha recém-divorciada nos Estados Unidos. Lá ele passa as tardes conversando com uma iraniana que assim como ele não fala bem inglês mas mesmo assim a conversa flui e faz bem aos dois. Sua filha não conversa com ele, ele não sabe o motivo do divórcio e a cada tentativa de aproximação, a filha o rechaça. Este conto em meio às suas 20 páginas é cheio de ensinamentos e reflexões que servem tanto para ocidentais como para orientais. O que estamos fazendo com nossas vidas?

Dentre os contos há temas nada tranquilos como: homossexualismo, fé (na igreja ou no partido), gravidez indesejada, infidelidade, preconceito social, doenças que exigem um comprometimento total dos familiares, entre outros. Outro que gostei muito foi o conto de nome 'O Filho'. A história desse rapaz pode estar acontecendo bem ao seu lado. Ele é um rapaz bem-sucedido no trabalho e financeiramente, mas por ser homossexual sabe que nunca vai poder dar à mãe o que ela quer. A mãe por sua vez, depois de enviuvar, mergulhou de cabeça na igreja (que antes condenava) e agora repete tudo o que o pastor diz, Para o filho é quase como se ela não conseguisse pensar por si mesma.

Em suma, são contos bem atuais apesar de alguns se passarem em décadas passadas. Mesmo sendo um livro curto (236p.) é uma jornada para ser feita com calma, para que cada história tenha tempo de ser absorvida. Nos faz pensar. Não é livro para passar o tempo, mas sim para refletir.


17 de janeiro de 2015

RESENHA: A Casa das Orquídeas - Lucinda Riley


RC 2015 - Um livro com mais de 500 páginas
Desafio Loucas por Livros e Esmaltes 2015 - Laranja + Flores ou Comida.

Confesso que fiquei com medo desse pequeno tijolo. Fazia um tempo que não lia livros grandes, mas esse foi uma surpresa mega-agradável. Esse é meu primeiro livro da autora e amei. Um dos meus preferidos nos últimos tempos.

A história não é linear, Vai e volta no tempo, nos dividimos entre os dias atuais e o período pré e pós-guerra (1938-1947). Além de claro sermos levados à diferentes locais pelo globo: Inglaterra, França e Tailândia. A cada pedaço nos aproximamos de um dos personagens, que sem saber estão todos interligados. Como um romance deve ser. 

Dentre as personagens femininas dividi meu afeto entre Elsie e Lídia, e por um instante torci por Olívia. As duas primeiras foram fortes dentro de suas culturas e personalidades, não baixaram a cabeça e não desistiram de seus sonhos.

Entre os personagens masculinos me vi querendo um pedacinho de cada para mim. Bill é o rapaz que toda moça sonha no início de sua juventude; bonito, forte, trabalhador, dedicado e apaixonado. Sua devoção à Elsie e lealdade ao patrão e amigo Harry são invejáveis. Harry por sua vez, apesar dos percalços que a vida impôs se mostrou ser um homem honrado. Poderia ter largado suas obrigações familiares e seguido seu coração mas optou por trilhar o caminho correto, e ao ler o livro se vê que não foi o mais fácil, mesmo que pareça assim à princípio. E temos Kit. Ele esteve ao lado de Julia o tempo todo, se expôs e correu riscos, não teve medo frente às incertezas e bem.... amei ele.

Julia em tese é a personagem principal, tudo leva a ela em algum momento. mas ela não me encantou. Apesar de todo o sofrimento que a personagem teve em seu passado, ela não me tocou como os outros. Chorei com Elsie, com Lidia, com Olívia, com Harry, com Bill e até com Alícia. Mas não com ela. 

Enfim, é um livro lindo, intenso, com uma história complexa e muito bem delineada, escrita e desenvolvida. Lucinda Riley escreve com domínio e fica claro que houve pesquisa e empenho. Ela sabe do que fala. Terminei a leitura com 7 post-its pelo livro. Me identifiquei com algumas passagens, lembrei de minhas avós que por acaso têm ou teriam a mesma idade das avós que aparecem. 

George, pai de Júlia diz em um momento: "(...) em algum momento,você supera a parte mais difícil. (...) você acorda um dia e a escuridão não é tão escura quanto antes (...) (p.70) Se trata da perda de entes queridos. O que a morte faz com os vivos.

Até meu amado William Blake é citado no livro. Essa é outra coisa que me agradou muito, como obras literárias são mencionadas com certa frequência. (Fazendo nossa lista de leitura crescer sempre.)

Para finalizar, palavras de Lídia: "(...) tudo é possível. E a gente deve olhar para o futuro e confiar em Deus.qualquer deus, para nos guiar. (...) (p. 544)



11 de janeiro de 2015

RESENHA: O Delator - Tess Gerritsen


Desafio Corujesco 2015
01/12 - Um autor que indico para todo mundo

O Delator - Tess Gerritsen

Escolher o autor para esse primeiro mês de desafio foi fácil. Eu não me importo com o seu estilo favorito, eu indico Tess. Mesmo assim, esse foi o primeiro livro dela publicado pela Harlequin que li. Agora entendo porquê a Harlequin se interessou por ele.

Definitivamente o foco maior desse romance é o amor (que surge do dia pra noite) entre Victor e Cathy. Todo o fator policial é quase pano de fundo, sem essa confusão toda eles não teriam se conhecido e blá blá blá. 

Mas ainda assim, as características mais marcantes de Gerritsen estão lá. Há o crime, o fator biológico/médico, mas ao contrário dos títulos da Record, o par romântico não é esporádico, eles passam o livro inteiro juntos. 

E também não faltam as características marcantes dos romances típicos da Harlequin: Há uma cena de sexo apenas mas não ficou deslocada e era esperada; o casal se conhece há pouco tempo e mesmo não dizendo um para o outro, se amam; eles se tornam inseparáveis e ficariam assim mesmo sem estar correndo risco de vida, etc. 

Achei o enredo interessante, bem delineado, os personagens são críveis, a tensão foi bem explorada, há momentos descontraídos que quebram um pouco a tensão. Os personagens de apoio foram bem escolhidos, casam muito bem com a trama, agregando valor e sustentando as teorias. Não há personagens desinteressantes. Até a mãe de Milo, que não fala inglês faria falta. Gostei dela.

O desfecho. Ele tem o desenrolar típico de um livro policial, com as reviravoltas que se espera, mas também tem o caráter 'felizes para sempre' que todo romance romântico precisa. O casal fica junto, você sabia que seria assim, mas continua a leitura pois quer saber exatamente COMO vai ser. 

Como eu considero a Tess uma das melhores escritoras policiais / crime / thriller da atualidade, acho esse livro uma boa pedida para quem ama romances e tem vontade de conhecer outros estilos. Não é livro longo e a escrita é fluida, os momentos de romance permeiam todas as páginas do início ao fim sem deixar o lado tenso sem qualidade.

Não dá para explicar Tess. Você tem que ler para entender porque ela é incrível. Seja a saga Rizzoli & Isles ou os romances independentes, ela sempre traz boas personagens, tanto femininas quanto masculinas, um bom mistério, um crime intrigante, o fator médico ( o policial precisa do especialista para desvendar o crime), Ela é Tess. Se até Stephen King diz que não pode faltar na casa dele, quem sou eu para discordar!


9 de janeiro de 2015

RESENHA: Quem é você, Alasca? - John Green


RC2015 - O primeiro livro de um autor popular
TBR - 01/2015

Quem é você, Alasca? - John Green

Primeiro livro retirado da minha TBR. primeiro livro escrito por John Green. Meu primeiro livro dele. Gostei bastante, me surpreendeu até. Estava meio preconceituosa por ser um livro de um autor modinha. Opiniões controversas acerca dos livros dele também atrapalham.

A princípio tudo sugere que a história vai ser mais um drama colegial adolescente, mas não é bem assim. Dei 4 estrelas no skoob, justamente por isso, o excesso de drama adolescente que delineia os primeiros capítulos fariam muitos potenciais leitores abandonarem o livro, ou sequer cogitá-lo.

Miles Hunter é o típico garoto franzino em idade escolar. Não tinha amigos, não tinha namorada, estudava muito por ter um objetivo acadêmico. Um perdedor de marca maior na visão hollywoodiana do Ensino Médio. Tudo muda quando ele decide entrar no Colégio Interno que seu pai estudou.

Lá ele faz um amigo, o Coronel, bolsista, mega-inteligente, louco por farra; Alasca, a menina louca e desvairada que vira seu mundo de cabeça para baixo; Takumi, o japonês que se tornou meu personagem preferido nessa loucura; e Lara, a romena com quem ele acaba namorando.

O triângulo/ quarteto amoroso que se arma nem é tão importante, já que Miles se percebe obcecado por Alasca e as sensações que ela provoca nele. Ele dorme e acorda Alasca. Essa obsessão é que deixou a desejar a meu ver. Achei ingenuidade demais para um menino de 16 anos, mesmo um virgem. 

Alasca me lembrou muitas garotas inconsequentes que conheço e conheci. Querem viver ao extremo na tentativa de evitar que o mundo veja o estrago que trazem dentro de si. Gostei muito de uma de suas frases: 'Vocês fumam para saborear, eu fumo para morrer". Isso diz muito sobre ela para o leitor, embora os personagens só se deem conta disso mais tarde.

O livro se divide entre ANTES e DEPOIS, e minha parte preferida, mesmo que mórbida é o depois. A partir desse momento há uma profundidade que falta ao inicio. Amei ver o crescimento deles, a vontade de achar respostas. John Green me conquistou. Ao menos o suficiente para ler mais um livro dele. 

A maior questão tratada no livro é o 'Grande Talvez'. Ao fechar o livro você continua com o Talvez pairando. Gosto de livros assim, que te deixam questionando as decisões dos personagens e com essa dúvida, onde cabe ao leitor tirar suas próprias conclusões sobre os fatos ou consequências sobre os fatos. 

Recomendo, se parecer ruim, insista.



7 de janeiro de 2015

RESENHA: As Luzes de Setembro - Carlos Ruiz Zafón (Niebla #3)



Desafio Literário do Skoob / RC 2015
01/12 - Novinho em folha / Livro de suspense ou mistério


As Luzes de Setembro - Carlos Ruiz Zafón


Ganhei este livro da Marina Ricci no AS de natal do LV. Achei legal que comecei e terminei 2014 com Zafón e cá está ele de novo em um desafio. Adoro o estilo dele.

Este é o meu preferido até então. É o quarto que leio, fechando os livros juvenis do autor. Mesmo assim, achei os personagens adolescentes desse mais adultos que os demais. Irene tem 14 anos mas aparenta ser mais velha e Ismael tem 16 anos.

O livro começa com uma carta dele para ela que já planta o suspense. O enredo começa em Paris quando a família Sauvelle ainda luta com a instabilidade após a morte de Armand, o pai. Depois eles vão para Baía Azul, uma cidadezinha litorânea na área da Normandia onde a mãe, Simone, consegue emprego como governanta de uma mansão: Cravenmoore. O irmão de Irene, Dorian, recebe o cargo de garoto de recados para o dono do lugar.

Há um toque de romance diferente dos outros livros, Irene e Ismael realmente ficam bem juntos,e os cenários descritos são encantadores e ao mesmo tempo misteriosos. E além deles, Simone e Lazarus Jann, o dono, também ensaiam ser um casal.   Dorian é uma graça de personagem, queria tê-lo visto mais. Hannah, que também trabalha lá é outra peça. São poucos personagens e todos são bem desenvolvidos. 


Quando Lazarus diz que eles não devem em hipótese alguma irem à Ala Oeste eu me senti em 'A Bela e a Fera'. Nem precisa dizer que em algum momento ao menos um deles vai parar exatamente lá, não é? Mais uma vez há bonecos na estória, e quando se trata de Zafón, nada é por acaso. Ele trabalha como o mito do Doppelgänger de uma maneira bem interessante, e eu demorei para sacar o que acontecia. Esse autor tem esse poder em mim. 

Ele lança várias pistas e só quase no final é que a gente descobre (ou não) a origem de tudo. O suspense nos últimos capítulos são palpáveis, misturados com um tom de aventura bem contagiante. O livro termina com outra carta, mas dessa vez de Irene para Ismael. Mas como de praxe para Zafón, você não sabe de verdade se Ismael leu ou não. Agonia! Adorei de verdade, e quero muito conhecer os livros adultos dele.

Quote incrível de Dorian Sauvelle depois de comer bombons:"Povo engenhoso, os suíços, Relógios e chocolates: a essência da vida."

 



6 de janeiro de 2015

RESENHA: Não conte para a mamãe - Toni Maguire


LV 02/2014
RC 2015 - Livro que te fez chorar

Não conte para a mamãe - Toni Maguire

Narrativa angustiante e ainda assim impossível de largar. Sabendo que tal história é real e foi contada pela mesma menina que sofreu todo esse episódio me fez a cada página querer conhecê-la, abraçá-la e agradecer.

Agradecer pela coragem, por dividir essa experiência brutal conosco. É tão horrível que parece imaginação. Um livro de terror. Em determinadas passagens me vi desacreditando o que lia. Não era possível tudo isso ter acontecido a uma única criança durante tanto tempo. E pior, é inconcebível que toda uma família escolha virar as costas para uma menina. 

Senti ódio desse pai. Senti desprezo por essa mãe. Indignação pela reação dos médicos e mais tarde do primeiro casal de empregadores. Como pode uma mulher dar à luz a uma criança e despreza-la dessa maneira? Fingir não ver, mentir para si mesma para não perder um homem, que convenhamos não merece o amor nem da própria mãe. Mas o tem. Uma avó que escolheu continuar passando a mão na cabeça do filho pedófilo a estender a mão para a neta transtornada.

Mesmo que minhas experiências de vida não cheguem aos pés dos tormentos de Antoniette, eu me identifiquei com ela em alguns aspectos. A tentativa frustrada de receber amor da mãe por ela mesma. Passar anos tentando agradar a pessoa que mais deveria te amar e te proteger, mas ser preterida. 

O jogo da família feliz que é retratado no livro me é familiar. O que importa não é o que sente, e sim o que os demais acham. O retrato da família perfeita que é veiculado para a sociedade, seja ela a irlandesa de 1950 ou a brasileira de 1990 é muito mais importante que tentar consertar e aparar as arestas e cuidar dos membros dessa família. O sorriso falso é mais relevante e esperado que o choro sincero.

Passar por um julgamento, mesmo que fechado, onde suas ações e seu silêncio é interpretado como conivência e não medo e impotência. Ser tratada pelos adultos como uma pessoa suja e indigna de compaixão quando estes deviam ser capazes de acolher e auxiliar é cruel. A depressão é inevitável. Toni Maguire ganhou meu respeito, meu afeto, minhas lágrimas e meu agradecimento.


4 de janeiro de 2015

RESENHA: Serial Killer: Louco ou Cruel - Ilana Casoy


LV 01/2014
RC 2015 - Livro que não seja de ficção.

Serial Killer: Louco ou Cruel - Ilana Casoy

Recebi esse livro ainda no ano passado. Cortesia da Naty do Livro Viajante. Quando indagada se poderia receber, nem lembrava dele, mas o interesse que tenho no assunto continua. 

Quem me conhece bem sabe que tenho uma relação de amor e ódio com o Canal Investigação Discovery,  lembro de ter passado quase 24h assistindo quando ele entrou no pacote da TV por assinatura.

Por conta disso, muitos dos 16 casos que Ilana Casoy destrincha já me eram familiares, alguns com certa riqueza de detalhes, outros nem tanto, e um ou outro novidade para mim já que não lembrava de ter me deparado com eles.

A primeira parte do livro foi um tanto arrastada para mim, pois é cheia de termos jurídicos e legais que deram uns nós no meu raciocínio. Para quem faz direito e tem interesse na área criminal realmente é um prato cheio. A segunda parte, onde ela conta sobre a vida dos acusados, sua evolução até se tornarem assassinos seriais, suas motivações, perfil das vítimas, Modus Operandi e desfecho é fantástica. Quero muito ler os outros livros da autora. 

É impossível fazer a leitura sem sentir certa indignação, ao menos em alguns casos. Talvez por já estar tão acostumada com esse assunto, certos crimes não me espantaram como outros. Os dois casos que mais me enojaram e revoltaram foi o de Andrei Chikatilo e Albert Fish. Me desespera ler e assistir quando há crianças pequenas envolvidas, vítimas realmente indefesas. 

Chikatilo era uma bomba-relógio desde sua infância quando era atormentado por sua mãe que contava aos filhos a história de que um irmão mais velho, Stephan, teria sido vítima de sequestro e canibalismo durante a fome que assolou a Ucrânia na década de 1930.

Todas as fotos que achei dele na internet mostram expressões dignas de um maluco em camisa de força. Ele não me transmite a finesse, por assim dizer, que outros assassinos seriais transmitem. 

É conhecido pelo assassinato de 53 pessoas, sendo 23 meninos, 14 meninas e 18 jovens mulheres. Conseguiu no julgamento descrever com precisão cada um de seus crimes ao longo de mais de uma década.

Foi mantido em uma jaula durante todo o julgamento.


Albert Fish por sua vez era o retrato do bom velhinho. Foi chamado de 'O Homem Grisalho' durante o período de investigação.

Uma criança que brincava junto de uma das vítimas antes dessa ser levada por ele, ao ser perguntada sobre o que havia acontecido disse: Foi o bicho-papão. A criança tinha 3 anos e não foi levada a sério. Deveria.

Esse senhor cometeu atos de impensáveis para a maioria dos seres humanos normais. Sádico, pedófilo, masoquista e canibal, são apenas alguns dos adjetivos que ele pode receber. 

Teve o disparate de enviar uma carta para a mãe de sua primeira vítima, Grace Budd, contando com detalhes o que fizera com a menina. Como a dominou, matou e comeu. Mas assegurando que a manteve intacta, a menina morreu virgem. Foi julgado e condenado em 1935. 

Após a condenação revelou e confessou ter matado mais de 100 crianças, entre elas Billy, o menino que fora levado pelo bicho papão. Sua última frase foi: - A emoção suprema, a única que nunca experimentei. Morreu na cadeira elétrica em 1936. 





3 de janeiro de 2015

Reading Challenge 2015


Este desafio é gringo e foi traduzido para o português pela Mari The Reader. O intuito é simples: aumentar a quantidade de livros lidos no ano, há temas mas não meses predefinidos como nos outros desafios. São ao todo 50 itens a serem preenchidos, sendo que um mesmo livro só pode ser usado uma vez, mesmo que ele se encaixasse em outras opções. Vou tentar unir esse com os livros que eu tirar da TBR Jar. Minha meta esse ano é de 75 livros. 


O ano já começou, então sem enrolações e vamos à leitura.