16 de dezembro de 2015

RESENHA: Almas Divididas - Gabriella Poole (Darke Academy #3)

Almas Divididas - Gabriella Poole


Um final de trilogia que excedeu minhas expectativas iniciais. O primeiro livro me causou um estranhamento antes de me acostumar com esse universo, o segundo foi relativamente interessante apesar da demorar para engrenar. Já o terceiro tem uma história bem interessante e bem montada.

A tradução e a edição pecaram. Muitos erros grotescos de tradução e vários erros de digitação, letras repetidas. No último terço do livro chegava a ter 2 ou 3 erros em uma única página. A história ainda bem se mostrou intrigante o suficiente para continuar. Caso contrário teria sido abandonado como tantos outros.

Cassie está mais centrada nesse volume. Acho que o fato de Ranjit não participar diretamente nessa parte da história contribuiu para que ela fosse mais sensata. Isabella está insuportável. Tudo bem que o namorado deu um fora e tal, mas é exagerada a reação dela. Os ataques de ciúmes porque Cassie está tentando se enturmar com os Escolhidos é patética.

Alguns dos outros escolhidos voltam a aparecer com mais frequência aqui, gostei dessa decisão. Entre eles há alguns personagens bem legais. Deu para visualizar melhor quem eles são e como funciona o grupo de Escolhidos.

Istambul foi mais explorada que Nova Iorque. Mas de maneira mais inteligente que Pais. Aqui o constante retorno aos locais da cidade não são apenas decoração, todos tem um porque que cedo ou tarde é revelado na trama.

Apesar de todos os pontos positivos não foi uma leitura que me fez grudar nas páginas. Lia cerca de 2 ou 3 capítulos por vez e não encontrei problemas para para a leitura quando necessário. Mas isso não é reflexo de falta de coisas interessantes. 

Enfim, é uma trilogia boa mas não tem perfil best-seller. Muitos leitores de fim de semana não teriam paciência para lê-los. Eu diria que pode ser uma boa opção de leitura de cabeceira para antes de dormir. Ler um ou dois capítulos antes de apagar as luzes, mas não uma opção para salas de espera intermináveis de médicos.

5 de dezembro de 2015

RESENHA: Gone - Lisa McMann (Dream Catcher, #3)

Gone - Lisa McMann


Ótimo fechamento. Nenhum grande desapontamento nesse fim de trilogia. Ao contrário de outras leituras recentes, os acontecimentos de Gone são um tanto previsíveis. Porém são aceitáveis, tem sentido.

Aqui Janie se vê dividida entre usar seu dom para ajudar os outros e acabar como a Srta. Stubin ou isolar-se do mundo e afastar-se de Cabe. Ela cria estar com a decisão tomada até que seu pai entra na jogada.

Só fiquei com pena de a autora deixar para o final certas coisas, já que para quem se questionou tanto por dois livros, ter epifanias em 200 páginas pareceu apressado.

Gostaria também que ela tivesse explorado mais os sonhos tanto da mãe quanto do pai. É uma opinião pessoal. Teria sido interessante conhecer um pouco mais esses dois personagens, a mãe principalmente que era vista pela J como uma vilã egoísta. Fiquei com a impressão de que havia muito mais por trás do alcoolismo dela.

Cabe ficou menos grudento, deu espaço a nossa protagonista. Achei inesperada essa mudança mas bem-vinda. Já a capitã que dizia tanto que iria esperar a resposta de Janie sem pressa se tornou insistente. Pressionando de maneira disfarçada.

A leitura segue o mesmo ritmo dos livros anteriores apenas com a presença maior de sonhos mais longos e mais frequentes enquanto a garota tenta decidir o que vai fazer com sua vida. Achei curioso o fato de que ela não percebe que mesmo que ela não fosse uma apanhadora de sonhos o futuro é um grande dilema. Ninguém pode afirmar se x ou y vai acontecer e mesmo que aconteça talvez não seja exatamente como imaginado. 



2 de dezembro de 2015

RESENHA: Laços de Sangue - Gabriella Poole (Darke Academy #2)

Laços de Sangue - Gabriella Poole

Bem interessante. O início é meio devagar se comparado aos acontecimentos finais do primeiro volume. Algumas 'promessas' não se cumprem, mas o desenrolar acaba sendo tão bem bolado quanto.

A academia desembarca dessa vez em NOVA IORQUE. Novamente não há sequer uma menção à tarefas escolares, só uma outra passagem dentro de sala, mas praticamente zero de interação professor-aluno. O que é engraçado já que é uma escola de ponta com inúmeros ex-alunos notáveis 'Ex-escolhidos' ou não.

Esperava mais do romance de Ranjit e Cassie. A reticência inicial dele poderia ter sido explorada. Para algo com as implicações que foram deixadas nas últimas páginas, faltou explicação, faltou problematizar esse resultado. Senti como se a autora tivesse decidido desde o início que isso aconteceria mas não soube bolar alguma coisa que se encaixasse na história, deixando essa explicação para o fim da trilogia. O que só serviu para me deixar mais curiosa ainda sobre quem é o espírito que Ranjit carrega.

As vilãs são as mesmas, mas estão mais caricatas que nunca. Foi meio exagerado certas descrições. Quase beirando a comicidade. Um tanto desnecessário. Sir Alric quase não aparece e ao mesmo tempo é responsável por muito dos acontecimentos decisivos. Jake e Isabella que tão importantes foram no livro 1, se tornaram coadjuvantes aqui. Mesmo com papeis tão importantes no enredo. Me senti como se lendo um diário ou depoimento onde só temos a visão de uma pessoa.

Nesse livro eles passeiam menos. Mas a futilidade dos passeios é a mesma. Quase tudo acontece há uma distância de poucas quadras, e NY é uma cidade tão grande que poderia ter sido melhor aproveitada. No geral é uma história interessante, mas o título não se explica de fato em nenhuma das páginas. O que garante a continuidade da leitura são pequenos momentos. São os vislumbres do que pode acontecer mais pra frente mesmo que o atualmente narrado seja vago. Termina como se faltasse algo.

28 de novembro de 2015

RESENHA: Gênesis - Bernard Beckett

Gênesis - Bernard Beckett

Conheci o livro por acaso em uma bancada de promoções da Nobel anos atrás, vários livros a 9.90 cada. A capa me atraiu enormemente, depois de lida a sinopse fiquei mais tentada e com o preço o negócio foi selado mas ele rolou por alguns anos aqui na estante.

Há algumas semanas, arrumando a estante ele me chamou a atenção novamente e coloquei ele na pilha de leituras a serem feitas ainda esse ano. Dias atrás vi a resenha da Anne e pronto, ele saltou do meio da pilha para o início dela.

Entrei em parafuso totalmente. É uma leitura intrigante, instigante, cativante, surpreendente. É um livro denso disfarçado de distopia. Durante quase  toda a leitura foi possível fazer um paralelo com nossa sociedade atual e a antiguidade clássica ao mesmo tempo.

Honestamente me peguei fazendo planos para aulas interdisciplinares: LP, Filosofia, História, Biologia, Informática... Como eu viajei na maionese em apenas 176 páginas. Aliás esse é outro ponto incrível desse livro, em poucas páginas há muito conteúdo e nada de encheção de linguiça.

Não é uma leitura para se fazer tarde da noite ou depois de um dia cheio de preocupações. Mesmo não querendo, o leitor fica com a cabeça a mil. Culpa da narrativa praticamente didática misturada ao ficcional distópico. Bernard Beckett é um gênio.

Não vou me estender. Esse é um daqueles livros raros que você indica para todos mas não fala muito sobre para não estragar a experiência alheia. Desafio todos a lerem e não ficarem como eu. Leiam cacete!

25 de novembro de 2015

RESENHA: Tormenta - Lauren Kate (Fallen #2)

Tormenta - Lauren Kate

Adorei. Enrolei tanto para ler essa sequência pois comprei a edição econômica sem querer e não curto muito essas edições pois a capa é frágil e as folhas muito fininhas. É mais por medo de estragar o livro durante a leitura do que qualquer outra coisa. Mas aí ele estava me chamando na estante há algum tempo e enfim me rendi.

Mais uma vez por ter demorado com a leitura me vi pesquisando resenhas de Fallen (que eu não fiz e não sei porquê) para preencher algumas lacunas. A história em si eu lembrava, mas um ou outro detalhe me escaparam. 

Não consegui ter uma opinião acerca de Luce aqui. As atitudes dela durante a história são tão voláteis, ora maduras, ora pirracentas, em outros momentos ela parecia bem consciente do perigo e logo em seguida fazia alguma coisa sem cuidado algum. 

Shelby e Miles foram ótimas adições. Suas personalidades são complementares o que agraciou Luce com uma dose bem-vinda de equilíbrio. Shelby é enérgica, tem a língua afiada e ao menos aparenta ter um grau de autoconhecimento superior ao de alguns nesse universo. Miles é calmo, emana uma aura de proteção. Ambos me deixaram com uma sensação de que há algo mais sobre cada um. 

O relacionamento que Shelby teve com Daniel no passado e que ela diz que foi algo de uma noite me parece que na verdade foi mais que isso. É só lembrar da reação de Daniel ao vê-la em Shoreline pela primeira vez. E Miles com suas capacidades subestimadas. Ele insiste em não ser nada importante por ter um parentesco longínquo com um anjo, mas as coisas que ele consegue fazer por Luce em mais de um momento na história não me parecem ser pouca coisa. Nesse mato tem cachorro e dos grandes.

Daniel foi tão enigmático e super protetor, achando que mantê-la ignorante seria melhor que o tiro saiu pela culatra. Em determinadas passagens ele chegou a ser chato, como se não confiasse nela com a verdade. Não sei se era só medo do que poderia acontecer. Em alguns momentos o que entendi é que ele a achava muito inocente, jovem para lidar com tudo. Como se ela fosse de cristal e realmente qualquer palavra fora do lugar fosse matá-la.

Cam poderia ter aparecido mais. Gosto dele. Francesca e Steven. A tensão entre os dois tem intensidade para preencher umas 400 páginas só com eles. Fica a dica para a autora. A escola tem aquela atmosfera típica de quase todas as escolas sobrenaturais de nossa literatura atual. Às vezes alguns cenários quase parecem repetidos. Muda-se a classe de personagem mas o local é comum.

Mas funciona. É uma escrita fluida. Tudo se encaixa naturalmente e achei engraçado que Luce comenta no final que não parecia que apenas 3 semanas tinham se passado desde que ela saíra da outra escola, mas que ela sentia como se fossem meses. Pois é assim que eu me senti também. Apesar dos títulos regressivos a cada capítulo, tanta coisa acontece que a impressão é de que cada capítulo se trata de ao menos uma semana. 

Claro que terminei com gostinho de quero mais. Aceito os próximos livros de presente.

22 de novembro de 2015

RESENHA: Segredos de um Pecador - Madeline Hunter (Os Rothwells #4)

Segredos de um Pecador - Madeline Hunter


Finalmente! Excedeu minhas expectativas. Conhecer Christian me fez amá-lo. Definitivamente ele é meu Rothwell preferido. Embora agora que eu terminei  a leitura bateu a bad. Vou sentir falta deles. Esse é meu problema com essas séries, fico desolada ao terminarem.

Leona contribuiu e muito para minha opinião positiva desse livro. Sua personalidade, excentricidade, altivez, independência fazem dela o tipo perfeito de mocinha para mim.

Christian sempre me pareceu emburrado e sério demais, mas a verdade é outra. A explicação para seu jeito de ser é fantástica por um lado porém não deixa de ser perfeita para o enredo.

Adorei os dois como casal. Todas as cenas deles, seja as mais íntimas ou as estritamente sociais e financeiras são cativantes. Eles tem tantas peculiaridades como indivíduos que a interação entre eles se torna muito envolvente de se acompanhar. Não odiei nenhum deles em momento nenhum como aconteceu com as mocinhas anteriores. 

O quadro que a autora nos mostra do comércio com o Oriente é o pano de fundo perfeito para juntar esses dois personagens tão únicos. Toda a intriga e o suspense são uma parte grande do livro e o torna mais que um simples romance histórico. Ele é bem mais rico que isso. Palmas para Hunter.

Os personagens secundários são ótimos e bem construídos também. Achei super legal o fato de rolar em paralelo um outro romance, mesmo que só o vejamos pelos olhos dos protagonistas. O Sr. Miller e Isabella formam um casal que merece ser shippado.

As reviravoltas no final são um tanto previsíveis para quem se atentou a cada detalhe das investigações de Leona durante a história, mas mesmo assim prendem a atenção por serem bem escritas e bem desenvolvidas. A autora conseguiu ser bem descritiva sem ser cansativa ou repetitiva como no segundo livro.

O epílogo é uma fofura, deu um fechamento para a os irmãos Rothwell, mas deixou, ao menos a mim, com uma curiosidade acerca da família agregada. Madeline Hunter descreveu acontecimentos que dariam muito bem uma nova história. Mas esta só vai acontecer na minha cabeça, tendo em vista que a série termina aqui. 

Arqueiro como de costume me deixando órfã de seus livros.


19 de novembro de 2015

RESENHA: Fade - Lisa McMann (Dream Catcher, #2)

Fade - Lisa McMann

Levei tanto tempo para ler a continuação que acabei precisando ler umas resenhas de Wake para me lembrar de detalhes que me escaparam. As primeiras páginas não empolgam, havia me desacostumado com a escrita da autora. 

A protagonista, Janie é uma boa personagem, e suas descobertas acerta dela mesma e de seu dom são ao meu ver uma das coisas mais interessantes do livro. O fato de o dom dela trazer consequências dá um tom crível a tudo. Não é superpoder colorido. 

Cabel é o namorado perfeito por um tempo, super gracinha, atencioso, agradável, preocupado e solícito. Mas claro que algo tem que acontecer. O que achei chato nesse caso é que a autora não explica muito bem o que houve com ele para tomar a atitude que tomou. Quando ele se desculpa com Janie de maneira bem descrente para mim. Falou mas não disse nada.

O fato de ela trabalhar para a polícia e ter uma missão secreta me lembrou um pouco Desejos dos Mortos, aliás a maneira como os dons são abordados, usados pelas detetives, o descobrir aos poucos das próprias capacidades faz com que os livros sejam bem parecidos. Cheguei a confundir plots no início. 

Fico feliz de ter insistido, depois da enrolação inicial (meio desnecessária), a historia decola. Há tensão, dúvidas, alguns capítulos de ação (não pancadaria, mas muita coisa acontecendo ao mesmo tempo) e um cado de romance. Perto da Derting, a escrita da Lisa é um tanto quanto amadora, mas ela conseguiu ainda assim nos trazer uma história agradável e intrigante o suficiente para fazer a leitura ser continuada.

Minha parte preferida foi a festa. Seguida de perto pelo momento em que ela realmente descobre tudo o que a espera nessa jornada como 'Apanhadora de Sonhos'. Vou ler Gone em breve com certa expectativa e ao mesmo tempo contente de ser apenas uma trilogia, de só faltar um livro. Não consegui identificar nada que pudesse fazer com que a história continuasse. 3.8/5

15 de novembro de 2015

RESENHA: A Casa das Sete Irmãs - Elle Eggels

A Casa das Sete Irmãs - Elle Eggels

Estranho. Apesar de ter muitos elementos aos quais eu esteja acostumada a ver em outras obras, ao serem reunidas aqui teve um resultado esquisito. O livro tem passagens ótimas e outras maçantes. O resultado acaba sendo um livro mediano. 

Não me fez querer abandoná-lo, mas não me fez devorá-lo. É uma narrativa que não te prende totalmente mas há trechos que intrigam e o convidam a continuar a leitura e descobrir a reação para determinada ação. Os capítulos curtos são de enorme ajuda.

A narrativa trata da vida dessa família de algum momento antes da segunda grande guerra até algo que parece ser o fina do século XX. Não há uma delimitação, ou indicação de tempo precisa em nenhum momento do livro. Só me dei conta do quanto tinha avançado no tempo quando no final ela fala de um CD.

São 7 irmãs, uma filha e uma 'avó. Essa quantidade de mulheres juntas aliada a narrativa vai-e-vem me deixou confusa. Acompanhamos a historia sob o olhar de Emma, que é a filha da irmã mais velha. Mas o livro começa com algo que aconteceu com ela na adolescência, volta para antes de seu nascimento e então segue. 

O grande problema para mim é que havia uma troca constante de personagens sem aviso. Em um parágrafo ela falava da tia mais velha e no seguinte de uma das gêmeas, tias mais novas, mas só citava o nome ao fim do relato. 

Os homens em sua maioria não tem o nome citado constantemente, mas sim são identificados por sua profissão então me custou tempo para lembrar quem tinha relacionamento com quem. Em determinados momentos ela destrinchava acontecimentos aos mínimos detalhes e em outros resumia 10 anos de história em 2 parágrafos.

O pior é que as histórias pessoais das irmãs tinham conteúdo para serem desenvolvidas e se tornarem textos realmente interessantes. Mas como a autora escolheu apenas pincelar, o resultado foi difuso. São 207 páginas que poderiam ter sido 500 caso a maneira de se encarar a história tivesse sido diferente. Mesmo deixando as passagens fantasmagóricas e as de gosto duvidoso.




11 de novembro de 2015

RESENHA: O Conde Enfeitiçado - Julia Quinn (Os Bridgertons #6)

O Conde Enfeitiçado - Julia Quinn

Acho que Colin perdeu seu lugar de cavalheiro preferido no meu coração. Continua sendo o Bridgerton nº1 para mim, mas Michael Sterling, o Conde Kilmartin me conquistou mais. 

Esse livro mantém um pouco do teor mais maduro do anterior mas voltamos a ter a parte cômica que foi grande parte responsável por eu ter me apaixonado pela série e pela autora.

Francesca é doce, reservada e mesmo antes de se tornar viúva me passava uma impressão muito mais madura que sua irmã mais velha Eloise. O contraste entre as duas fica muito mais claro com a leitura sendo feita casada como eu fiz. 

Ao mesmo tempo, a descrição física que é feita dela me fez a imaginar com cara de menina mesmo. Ela definitivamente é uma beleza londrina típica à época. Ela tem uma vibração frágil aos olhos externos e só quem a conhece de perto é que acaba a desvendando de verdade.

Adorei que teve bailes nesse livro. Rever Lady Dambury foi incrível! Como essa velha senhora faz falta na narrativa. Foi uma única cena, mas valeu cada palavra. Mais uma vez me vi sentindo falta da Lady Whistledown. Eu quero ela de volta!

Devido a maneira como eles se tratam no início, eu realmente achei que ia rolar uma pequena competição entre eles dois para ver quem se casaria primeiro e com isso teríamos mais cenas de bailes. Julguem-me, mas eu gosto de salões, dança, cortejos, troca de olhares. <3

Mas apesar dos meus devaneios, a maneira como o amor floresce entre os dois é quase fofa. Não tem nada de adolescente ou ingênuo, mas ainda sim tem algo que faz suspirar. As mães poderiam ter metido mais o pitaco, mas preferiram não fazê-lo, o que é compreensível mas mais uma vez seria a oportunidade de arrancar risadas dos leitores, aliás foi uma pena que Violet, Helen e Janet não dividiram uma cena, teria sido de chorar de rir.

Minha cena preferida é quando ela recebe a carta da mãe avisando que Colin e Eloise se casaram em tempo recorde. A indignação dela por ter sido excluída e a constatação logo em seguida de que não se importa é hilária. Os diálogos com Michael nesse momento e nos seguintes também ajudam. Ele tem uma veia sarcástica e irônica que complementa a forma sempre indefectível que ela tem de se portar perante a sociedade (mesmo sem ninguém lá para ver isso).

E o final? Não pareceu o fim de uma história, e sim de início de outra. Amei. Outra coisa que apreciei foi nossa Quinn ter concedido alguns parágrafos para explicar para a gente como as enfermidades retratadas no livro eram vistas na época, competindo veracidade às cenas e também nos dando um breve histórico de como o tratamento delas evoluiu. Achei muito interessante e mostra o cuidado que ela tem ao colocar cada letra no papel. Obrigada Julia.

9 de novembro de 2015

RESENHA: Desejos dos Mortos - Kimberly Derting (The Body Finder #2)


DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB
Finados - 11/12

Desejos dos Mortos - Kimberly Derting

Por um instante achei que tinha sido escrito por um autor diferente. Tem algo errado nesse livro. Achei o primeiro tão viciante e inovador que acabei o colocando para viajar no grupo do LV. Esse foi fraco em comparação à estória vivida por Violet em Ecos.

A parte policial do enredo foi um pouco devagar mas bem interessante. A adição dos novos personagens fez muito bem ao plot. Em compensação, o lado romance adolescente ficou a desejar. O livro não é ruim. É um bom entretenimento e as novas possibilidades que se abrem ao longo do livro são suficientes para manter o foco e o interesse na continuação.

Jay que tinha sido tão apaixonante no primeiro livro se tornou menos 'atraente'. Agora que eles são realmente um casal, boa parte do que os fazia interessantes não existe. Cheguei a torcer para que eles se separassem e deixassem as coisas só na amizade. Ainda mais com a chegada do enigmático Rafe.

Violet se mostrou um tanto enjoada nesses capítulos. Para quem já deveria estar acostumada com o próprio dom, ela me pareceu extremamente afetada. Levando em conta que o caso da vez é (ao meu ver) bem mais tranquilo e fácil de digerir que o anterior e que ela teve meses para se acostumar com  marcas de humanos, não convenceu.

Chelsea, a amiga, rouba várias cenas. Está hilária, ainda mais com sua obsessão com o novo personagem: Mike. Ele e a irmã são personagens bem intrigantes que mereciam mais espaço. Os pais de Violet tiveram a mesma regressão que Jay. Algumas decisões não pareciam com as de pais de adolescentes. Por mais que a garota seja diferente da garotada usual, o tratamento me pareceu muito deslocado.

Rafe e Sara que compõem um núcleo que aparentemente será recorrente me deixaram desconfiada no início e depois curiosa de uma maneira positiva. A autora não fala a idade do Rafe, mas fiquei com a impressão de que é algo próximo da de Violet, porém ele parece mais maduro. Talvez mais acostumado com suas capacidades.

Enfim, fiquei curiosa com o que o terceiro livro vai tratar, mas não creio que esse em si seja memorável. É mais uma leitura obrigatória para quem não tem facilidade de abandonar sagas. Como são 4 livros, precisava terminar esse. Caso fosse uma história avulsa eu não sei se teria chegado ao fim. 4 estrelas pelas promessas.

4 de novembro de 2015

RESENHA: Ligeiramente Maliciosos - Mary Balogh (Os Bedwyins #2)

Ligeiramente Maliciosos - Mary Balogh

Viciante. Foi impossível de largar. Não consigo entender como pessoas não gostaram. Achei Judith e Rannulf um casal super mais fofo que Eve e Aidan. É inusitado e meio ridículo como eles acabam se conhecendo, mas o depois é ótimo. Dane-se que seja clichê. Balogh desenvolveu de maneira tão divertida.

Me identifiquei tanto com Judith que não teve nada do que ela fez, pensou ou disse que tenha sido insatisfatório ou irritante ao meu ver. Seria hipócrita se fizesse isso.

Rannulf tem nome estranho, uma descrição não muito arrebatadora, mas suas ações falam por ele. Extremamente charmoso, divertido, confiável. Digo confiável pois apesar de algumas de suas atitudes não serem exatamente um exemplo de etiqueta, ele é constante.

As avós são ótimas. todas as duas, cada uma a sua maneira. Divertidas, apaixonadas, determinadas, confiantes. Dentre os outros personagens não há nenhum que se destaque fora da família Bedwyn. Os outros irmãos só aparecem mais ao final mas roubam a cena. Ver a interação entre eles foi definitivamente os capítulos mais engraçados. A maneira como cada um é descrito dentro de cada cena contribui para as risadas, mesmo quando a cena em si não necessariamente seja cômica.

Aliás essa foi uma das características mais fortes nesse romance. O teor da história é mais tenso, sério (apesar da torcida para o final feliz) do que de costume para o gênero. O atrito não está no casal protagonista mas em suas relações com os demais personagens o que também o destaca dentre os demais títulos de romances históricos. Acho que justamente a 'falta' de discussões constantes é que contribuiu para que eu gostasse tanto deles tanto juntos como separados.

Comecei a leitura num ônibus ontem. Retomei a noite me prometendo ler apenas 2 ou 3 capítulos antes de dormir. Pois bem, passei as 7 horas seguintes grudada nas páginas. Fazia um tempinho que isso não acontecia dessa forma. A necessidade de saber o que cada personagem iria fazer ou o que iria acontecer com eles me manteve bem desperta.

Resumo: é uma história super gostosa de ler. Há momentos de risadas, de suspiros, de roer unhas, de ter quinhentas reações ao mesmo tempo. Além de claro, ser parte de mais uma série sobre uma família, o que definitivamente garante um espacinho no coração de muitos leitores.

3 de novembro de 2015

RESENHA: O Teste - Joelle Charbonneau (O Teste #1)

O Teste -  Joelle Charbonneau


Uma distopia YA com todos os ingredientes esperados para o gênero. Mas ainda assim um tanto quanto viciante. Realmente não dá para confiar em ninguém. Achei interessante como a autora delineou o casal sem ser um casal. Eles estão juntos, agem como se estivessem juntos e ao mesmo tempo não estão.

Malencia Vale, que a princípio me assustou com esse nome, mas agora já acho bonitinho, é a perfeita protagonista adolescente de livros do gênero. Achei traços de Tris e Katniss. Não é cópia, mas parte do ideal que se espera na mocinha dessas hstórias. 

Cia almeja um lugar na Universidade para ajudar a comunidade a crescer e se recuperar como Tris almeja se encaixar em uma das facções pelo mesmo motivo. Cia passa por uma transformação interna dentro do Teste que me lembrou de certa forma Katniss. As coisas acontecem de maneira tão rápida que nenhuma das duas se dá conta de como os outros a veem. Como uma âncora ou ameaça, tanto faz, não é exatamente o que elas queriam no início. 

Isso não é ruim. Pelo contrário, para quem se sentiu órfão como eu depois de terminar essas trilogias, vai se sentir em casa lendo 'O Teste'. Tem todos os elementos necessários para nos grudar às páginas, fugir da nossa realidade ao mesmo tempo que nos faz traçar paralelos com a sociedade que vivemos e o que pode acontecer caso as guerras se intensifiquem. Um paradoxo realmente, mas é assim que acontece para mim.

Tomas é tão perfeitinho que chega a ser irritante. Devido à frase da capa sobre manter os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda eu já fiquei com a pulga atrás da orelha desde que eles chegam a Tosu City. (Aliás, Por que esse nome?) Quando eu estou quase me rendendo aos encantos dele, algo acontece e me faz duvidar dele. O mesmo com os outros personagens. E como só temos a visão da Cia dos acontecimentos é impossível não ficar confuso.

Uma das coisas que mais gostei foi a maneira como esse mundo pós-apocalíptico é descrito. É tudo tão possível que não dá para se espantar e é fácil de visualizar. Outro ponto que contribui para os olhos grudarem nas páginas é como não é previsível quem sobrevive ou não. Qualquer um pode chegar vivo, todos ou até nenhum deles. Até os últimos capítulos eu não consegui prever nem suspeitar quem iria cruzar a linha de chegada a salvo. Nem mesmo a protagonista fica a salvo das especulações e ameaças.

Sim, porque apesar de ser o primeiro livro e a norma dizer que o protagonista pode sofrer horrores mas sobrevive não tem certezas aqui. Vou dizer que passei umas boas 100 páginas achando que ela ia pro saco.

Por essas e outras razões eu dou 5 estrelas para 'O Teste'. Ótima pedida para fãs de distopias e de YA. Leitura fluida e intrigante. Boa construção de enredo e personagens. Na metade do caminho eu já queria arrumar o segundo volume. 


30 de outubro de 2015

RESENHA: Como Falar Dragonês - Cressida Cowell (Como Treinar o Seu Dragão #3)

Como Falar Dragonês - Cressida Cowell 

Senti falta das risadas constantes. Esse foi meio sem graça perto dos dois anteriores. Faltou alguma coisa. Até mais ou menos na metade poderia ter sido resumido. O design, os desenhos, a tradução e o dragonês em si não deixaram a desejar. Foi questão de enredo mesmo. Poderia ter sido melhor aproveitado. Mas não foi de todo ruim.

Soluço é uma graça e Banguela continua sendo uma atração a parte. Mas as melhores partes acabaram sendo do nano-dragão salvo por Soluço e da menina, herdeira das Ladras que aparece mais para frente na história.

A parte da história passada no forte romano foi o que realmente me fez gostar da história.  cônsul com suas comidas esquisitas, as tentativas de fuga da Camicazi, e as cenas do Circo foram bem empolgantes. Mas sem nenhum traço cômico.

O final foi bem legal, admito. Não pelos personagens voltando para casa, mas pela dúvida que a autora planta de que nem tudo ficará bem como os nossos heróis pensam. Uma passagem que parecia insignificante lá atrás acaba se tornando importante para essa questão.

Não tenho muito o que falar desse livro. Só que espero que o quarto volume da série melhore minhas expectativas. Resenha curtíssima, eu sei.


26 de outubro de 2015

RESENHA: As Batidas Perdidas do Coração - Bianca Briones (Batidas Perdidas #1)

As Batidas Perdidas do Coração - Bianca Briones

Eu te amo, porra! Sem querer eu mergulhei nessa história de maneira irreversível. Sou refém dessa  autora que mal conheço mas já considero pacas.

Esse é um daqueles livros que valem a pena serem lidos antes mesmo de você saber do que se trata. Não ter lido a sinopse me fez amá-lo, se eu tivesse lido talvez tivesse postergado a leitura.

Vivi e Rafa são em tese o casal clássico dos romances New Adult. Cada um faz parte de um mundo e se não fosse pelas mazelas da vida nunca se encontrariam. Mas todo o resto é diferente. Eu nunca tinha me identificado com tanta coisa num livro só. 

Uma das coisas que mais gostei foi a 'trilha sonora'. Vivi tem a minha idade, literalmente, já que o livro começa com ela aos 18 anos em 2004 prestes a completar 19. Então as músicas que compõem a o início de cada capítulo são, em sua maioria, músicas que compuseram (e algumas ainda figuram) minha própria playlist na época. 

Ao ler os capítulos e relacioná-los á  letra da respectiva música o mergulho é muito maior e mais profundo. Evanescence, The Calling, Seether, Bon Jovi, 3 Doors Down e até Nickelback no finalzinho para colocar o último prego no caixão. Até Johnny Cash, teve seu lugar nos meus próprios CD's gravados. A lista deles é bem longa. Mas somos totalmente compatíveis. 

A maneira como Bianca aborda o luto, as drogas, a abstinência, o amor meteórico entre eles dois é tão bem feito que não importa se tudo se passou em alguns meses ou alguns anos. Faz sentido. A história de Vivi e Rafael não terminou aqui. Ainda há muita pedra para rolar, mas torço para que diferente de minha própria história, a deles tenha um desenrolar feliz.

Afinal, quando se ama COM PALAVRÃO é muito mais sério. 

PS:Optei por não falar sobre o enredo para não estragar para quem ainda não leu, espero que todos leiam. Corram, adquiram o seu. Aliás, esse eu li no LV, mas aceito um exemplar só para mim. 


23 de outubro de 2015

RESENHA: Incendeia-me - Tahereh Mafi (Shatter Me #3)

 Incendeia-me - Tahereh Mafi

Um final de saga com coisas esperadas e outras nem tanto. Adorei cada pedacinho. Depois de aproximadamente 100 páginas não consegui mais largar. Não tenho o costume de ler durante os intervalos dos programas que assisto na TV, mas tive que fazê-lo. O livro ficava me chamando. Warner me chamava.

Esse foi o primeiro volume da saga que eu considerei outro personagem mais chato que a protagonista. Adam foi de longe o personagem mais insuportável da trama. Já Juliette cresceu um pouquinho. Nada extraordinário mas ao menos visível.

Juliette se tornou suportável. Ainda que um pouco arrogante. Achei prepotência ela acreditar que era tao perfeita assim para governar. Ela não sabe de nada na verdade. As interações com Adam serviram para ver o amadurecimento dela e a vontade de viver. Foi curioso ler quando ela diz a Adam que ele ama a garota que ela era mas que ela não é mais aquela garota. Ela mudou. 

Me identifiquei, pois passei por um diálogo, eu diria que idêntico recentemente. Gosto de leituras assim, que me fazem correlacionar trechos com a minha vida. Eu me sinto mais próxima dos personagens e dos autores, além de conceder alguns segundos de certeza de que mais pessoas passam pelas mesmas coisas que eu.

Kenji e James são fofíssimos. Cada um a sua maneira. Queria um amigo como o Kenji. A vida seria mais fácil de ser levada. James é de uma inocência e esperteza contagiantes. Gostaria de ter visto mais interações entre ele e Warner.

Aaron Warner. Ele é perfeito. Eu torcia muito para que ele ganhasse a mocinha, mesmo eu a detestando tando, e não esperava que fosse realmente acontecer. Gostei de conhecer mais a mãe dele, mesmo que apenas pelo olhar dele, e tudo o que ele fez na série tomou sentido e deixou de ser algo apenas friamente calculado. Fiquei com o coração apertado durante o capítulo em que ele vai à casa da mãe. Não esperava aquele desfecho. Warner não é insensível, ele apenas sabe esconder muito bem o que sente.

Apesar de a forma como as coisas terminaram, muito fáceis, eu aceitei. Ao menos não ficou nada pela metade de fato. Ficaram suposições acerca do que eu como leitora gostaria de ter lido a mais, mas nada que realmente prejudique o enredo e o proposto pela autora. Adoraria se a Mafi fizesse um extra com algo sobre o Kenji. Ele é esse personagem meio solto no mundo que aprendemos que sofreu, passamos a gostar dele mas por ser coadjuvante me deixou com algumas interrogações, além do fato de que eu queria que surgisse alguém para ele.

Achei que o derradeiro encontro entre a resistência e o Supremo fosse ser algo maior e mais demorado. Mas não. Não sei se por eu ter acabado por devorar os capítulos, ou se realmente foi assim, mas voou. Teve um ps também: Por alguns instantes achei que as gêmeas tinham mudado de lado. Mais alguém com essa impressão? Mafi, escreva mais. Gosto da sua escrita.


18 de outubro de 2015

RESENHA: Para Sir Phillip, Com Amor - Julia Quinn (Os Bridgertons #5)

Para Sir Phillip, Com Amor - Julia Quinn


Fofo. Não é o melhor da série mas não deixa de ser uma leitura agradável. Dei risadas, mas não tantas como anteriormente. Phillip é um ótimo personagem, as crianças: Amanda e Oliver são incríveis e queria ter visto mais passagens com eles.

Achei que sentiria muita falta das passagens da Lady Whistledown mas acabou que as cartas e bilhetes de Eloise cumpriram o papel muito bem além de nos possibilitar conhecer melhor a personalidade dela melhor através deles. Até porque não temos bailes nem nada da cidade nesse livro.

Não achei que ela chegaria a casa de Phillip como aconteceu, de forma tão inconsequente. Para mim isso tem muito mais cara de Hyacinth. Nos outros livros eu a julguei outra pessoa. Não a desgostei, longe disso, chego a pensar que somos parecidas. Mas ela é, no início, mais imatura do que julguei que seria, ainda mais sendo uma moça de 28 anos.

Phillip tem tudo para não ser um cavalheiro e ao mesmo tempo é. Na medida certa. O que o torna perfeito para a Eloise. Gostei muito dele, não de cara, mas definitivamente o homem certo para uma Bridgerton. Ainda mais para uma que que desgosta tanto das convenções londrinas.

As crianças mereciam mais espaço. Queria ter visto mais interações entre elas e Eloise. Seria muito interessante ver duas gerações de encrenqueiros se enfrentando. Tudo bem que no final as crianças conseguem exatamente o que queriam desde o início, mas eu imaginei isso acontecendo de outra maneira. 

Senti falta das risadas constantes. Acho que estava mal acostumada com os livros anteriores. Houve passagens engraçadas e me peguei fazendo caretas e imitando reações faciais, mas essa história foi mais densa, tensa mais adulta.

Meu capítulo favorito foi quando os 4 irmãos aparecem na casa de Phillip. Foi ótimo rever as 3 personalidades tão diferentes e conhecer um pouco do Gregory que aqui já aparece com seus 23 anos mas ainda sim sendo o irmão mais novo. Um menino ainda.

Eloise fala, ou melhor, pensa muito em Francesca e me fez ficar intrigada com ela. Passa a impressão de que ela seja a mais centrada dos irmãos, aquela que está do lado oposto deles em todos os sentidos. Normalmente eu fico na espera do que será que os faz únicos nessa família enorme, mas com Francesca eu quero descobrir o que a faz ser uma Bridgerton. E sabendo o quão sofrido oi seus últimos anos quero que ela tenha um romance arrebatador. Que venha Um Conde Enfeitiçado.

9 de outubro de 2015

RESENHA: O Rei - J. R . Ward (Irmandade da Adaga Negra #12)

O Rei - J. R . Ward

Sensacional. Todos os plots desse livro foram instigantes. Nos anteriores sempre havia ao menos uma história paralela ou personagem desinteressante que me forçava a fazer mão de leitura dinâmica. Aqui não.

Eu não tinha opinião formada sobre os Sombras até então. Mas agora os amo tanto quanto os irmãos. Quero eles lindos, felizes, vinculados e com rebentos já! Selena é uma personagem forte e bem diferente das outras escolhidas que figuraram as páginas anteriormente. Estou louca para ler o seguinte.

Layla me deixou confusa. Não entendi como ela consegue sair despercebida da mansão, e como não há ninguém em cima dela o tempo todo por conta da gravidez como com as demais. Xcor tomou uma decisão um tanto incompreensível para mim tanto em relação á Layla quanto a todo o motivo de o Bando de Bastardos estar em Caldwell. 

Adorei as interações entre Wrath e Beth nesse livro. Eu não curtia muito o Wrath, ele não tinha me conquistado como os outros irmãos. Mas aqui nós vemos uma faceta totalmente diferente dele e há mudanças, principalmente dele com relação a si mesmo, que o tornaram um homem melhor e por conseguinte um personagem mais cativante.

Rehv que para sempre será o meu par perfeito ( quero um de verdade para ontem) faz aparições incríveis e marcantes. ai como esse homem é maravilhoso em todos os aspectos. Assim como Saxon que até então só me dava raiva, passou a ser um dos meus queridinhos. Ward, por favor arrume um macho lindo e encantador para esse personagem.

Nem preciso dizer que amei ainda mais Assail. Apesar o problema dele com drogas, toda aquela pose dele é sedutora, Marisol (que é a brasileira mais fajuta que já vi em obras americanas) é definitivamente a humana mais sortuda que já apareceu na saga. Os primos que eram uns calados até então, mesmo sem muito espaço se tornaram boas aquisições na história, assim como a Avó de Sola que é adorável, espero que ela apareça de novo mais para frente,

As cenas do passado foram perfeitas. Foi ótimo, mesmo que por instantes ter podido ver alguns irmãos já mortos que por acaso são pais de alguns dos atuais. E nisso ver um pouco deles nos pais, Ver como Wrath pai evoluiu de um aristocrata a um guerreiro foi incrível. E a mãe de Wrath consegue ser ao mesmo tempo delicada e uma fortaleza. Bem feminina, com os trejeitos do século retratado.

Dou 4.75 para o livro por ter achado que a Assail x Sola tenha ficado sem pista alguma de como vai continuar. Todo o resto? Redondinho. NEXT!




4 de outubro de 2015

RESENHA: Amante Finalmente - J. R. Ward (Irmandade da Adaga Negra #11)

 Amante Finalmente - J. R. Ward


Incrível! Apaixonante, eletrizante, intrigante e quantos outros antes. Nesse livro tem de tudo. Tem o romance, tem comédia, tem drama, tem suspense, tem ação. 

Qhuinn é demais. Perfeito em suas imperfeições. Um verdadeiro macho de valor. O livro dele não me decepcionou em nada. Adorei de verdade. Tudo o que acontece e como acontece foi ótimo. Blay é um fofo.

Eu estava receosa quanto à Layla e como isso iria atrapalhar o casal, mas tudo se encaixa. Torço para que ela de alguma maneira encontre uma  maneira de ficar com quem ela quer. Ela merece um romance arrebatador agora que a conheço melhor. 

Assail é outro personagem que representa uma bela adição à história, no início achei que ele seria um empecilho para as intenções da Irmandade, mas agora quero que ele se alie a eles devidamente. Pois eu já gamei no cara.

Os bastardos continuam sendo um enigma para mim. Prevejo muita merda à frente. Aliás, a história está ficando cada vez mais complexa. Que universo incrível. Os redutores, o plot Sola x Assail, os bastardos, o drama paralelo dos Sombras, a possibilidade de mais guerreiros se juntarem a irmandade,  relação Romeu e Julieta de Layla... são tantas coisas em aberto.

Tanto que estou que nem uma louca tentando descobrir quantos livros vão ser. Tem muito chão ainda nessa história. Ai Jesus. Quando comecei a ler achei que seria apenas uma série sobre vampiros gostosões encontrando suas almas gêmeas. Mas honestamente, esse não é o motivo principal de eu continuar lendo. Claro, me afeiçoei aos meninos e adoro vê-los encontrando o amor, mas todas as intrigas políticas, as rivalidades sem fim, sociedades paralelas me prendem mais aos livros. PRECISO LER O REI já.

29 de setembro de 2015

RESENHA: Amante Renascido - J. R. Ward (Irmandade da Adaga Negra #10)

 Amante Renascido - J. R. Ward

Enlouquecedor. Pela segunda vez consecutiva nessa série eu me surpreendi positivamente depois de fracassos. Nem tudo são flores na vida dos casais já formados, o que para mim, dá veracidade aos relacionamentos.

Tohrment e No One formam um dos casais por quem mais torci nessa série. Tohr se mostra mais em pedaços do que achei que estaria, já No One, ao meu ver, me pareceu mais forte do que leva crédito.

Até então eu ainda não tinha entendido o motivo de Lassiter ter aparecido, mas tudo se encaixa e faz sentido. Aliás adorei a maneira como foi desenhada os possíveis caminhos para quem morre e de que o purgatório seria diferente para cada pessoa.

Geralmente a Ward deixa apenas um único super-gancho para o que está por vir, mas dessa vez foi diferente, houve tantas pontas grandes que me peguei achando 700 páginas pouco. O livro tinha que ser maior. O plot John / Xhex foi melhor do que todas as páginas do livro deles. O plot Qhuinn/ Layla / Blay tem tudo para ser um inferno, espero não me decepcionar. O tal Assail é outro que cheira problemas mas eu quero mais.

Xcor e os outros bastardos precisam de mais espaço. Quero conhecer cada um deles a fundo, mesmo eles sendo os atuais antagonistas quero muito que eles encontrem suas parceiras e que de algum modo as coisas se ajeitem. Talvez com um inimigo em comum realmente perigoso. Pois convenhamos, a irmandade tá escassa de guerreiros. Engraçado que com apenas um ou dois parágrafos eu fiquei mais curiosa com os Sombras do que com todas as aparições nos livros anteriores. 

Então, é tanta coisa boa que eu até perdoo dessa vez as maluquices que ela escreve. Ainda não aceito por exemplo a maneira como a No One bateu o pé em não querer medicação. Queria algo mais aceitável que simplesmente 'ela achar que merece sofrer', ou 'sou uma vítima'. Ela até esse instante tinha dado tantas razões para sua recuperação, tinha se mostrado sensata, racional. 

Não querer o Tohr por perto eu acho plausível, não aceitar as drogas simplesmente porque não quer não faz sentido. Aliás, esse povo não conhece camisinha não? Tipo, não dá para unir o útil ao agradável? E as merdas que saíram da boca dele? Se fosse comigo ele ia passar os próximos 200 anos no cantinho da vergonha, pensando em maneiras de se desculpar apropriadamente.

O final. A cerimônia. Eu não esperava aquele desfecho. Gritei um não bem sonoro, às 2 da manhã. Me senti como se fosse comigo. Sabia que algo ia ser feito, e foi ótimo ver que quem consertou as coisas não foi a Virgem Escriba. Aliás, senti falta dela nesse livro. O que aconteceu com essa mulher!?

Só eu tenho medo do próximo livro? Gosto tanto do Qhuinn. Tenho receio das besteiras que vão sair daqui para frente e de que toda a minha idealização desse ser se mostre tragicamente inverossímil. PS: Quero saber mais do Lugar Seguro. Tem tanto potencial para histórias... Ward, explore isso.

22 de setembro de 2015

RESENHA: Amante Libertada - J. R. Ward (Irmandade da Adaga Negra #9)

Amante Libertada - J. R. Ward

Fé restaurada. Depois do declínio nos livros anteriores que levaram ao quase fracasso total de Amante Meu, Ward me reconquistou. Payne pode ter sido libertada mas eu fui aprisionada no universo IAN novamente.

Manny, apesar do apelido brega, é um dos personagens masculinos que mais gostei nessa série. Não esperava que ele fosse assim tão sedutor. Apesar de a história ser supostamente focada na Payne, eu me vi muito mais interessada em saber o que aconteceria com ele do que com ela.

Payne é forte, é guerreira mas é feminina. Ela tem uma ingenuidade que compete essa característica a ela de maneira natural. Queria ter visto ela em ação mais vezes e espero que ela realmente vá à luta com os caras.

Os bastardos foram uma bela adição a esse universo. Gostei muito mesmo do que vi e espero que eles ganhem histórias. Toda a sofrência do Xcor tem que acabar. Ele merece uma garota. Os outros 'falaram' pouco, mas dá a entender que são histórias de vida fortes para cada um. Fiquei intrigada com o braço direito dele.

Qhuinn assumiu o pape de chatonildo do bando. Quanta reclamação para um ser só. Só deu valor quando perdeu e agora fica chorando as pitangas. Tenha dó meu caro. Autodestruição é tão last century.

O que não me agradou: as primeiras 120 páginas poderiam ter sido resumidas. Muita enrolação desnecessária e uma lentidão na progressão dos fatos que poderia enlouquecer alguns e fazer com que outros abandone a leitura. E por outro lado senti que houve uma certa correria no fim. Algumas cenas poderiam ter sido melhor trabalhadas, Ficaram algumas (muitas) pontas soltas.

E não vi gancho nenhum para o caso amoroso seguinte.  Há com certeza muito material para as histórias paralelas e para a Guerra, mas nenhuma pista sobre a responsável por arrebatar o coração do próximo guerreiro. E quanto a pequena batalha musical que se instaurou? Sou  #teamManny.

18 de setembro de 2015

RESENHA: The Other Queen - Philippa Gregory (Plantagenet & Tudors #14)

The Other Queen - Philippa Gregory


'Não confie em ninguém, nem em sua própria sombra.'

Para variar a autora conseguiu me deixar enlouquecida a ponto de respirar a Era Elisabetana enquanto eu não terminasse a leitura. Nada como uma madrugada analisando as linhagens para ver quem é quem, e o que cada um fez durante os anos não narrados no romance.

Mary, rainha dos escoceses, é retratada aqui como uma mulher egocêntrica, egoísta, tratante, ardilosa, inconsequente é com um complexo de D'us para deixar Henry VIII com inveja de sua sobrinha-neta. Bem diferente da jovem Mary retratada na série Reign. Os outros dois personagens que companhamos através dos anos são George e Bess Shrewsbury, que se tornam os responsáveis por manter a outra rainha em segurança no cativeiro. 

Bess é uma mulher de 40 anos que nasceu pobre e encontrou seu caminho para a fortuna em seu segundo casamento, seu marido da vez ensinou a ela como administrar, organizar e fazer crescer seus bens e fortuna. Depois dele ela ainda casou com mais um que também faleceu e então o Earl Shrewsbury, o primeiro marido dela que não fizera fortuna e sim herdou. Ela tem como objetivo de vida aumentar sua riqueza (em parte composta por itens roubados de propriedades católicas) e assegurar que seus filhos e filhas tem um futuro sem preocupações.

Já o lorde Shrewsbury é o típico rico sem noção. Tão acostumado a gastar que não se importa nem sabe como lidar com a parte desagradável de ter uma fortuna: fazer contas administrar os bens para mantê-los. Vê na ordem da rainha Elizabeth uma oportunidade de adquirir mais títulos e respeitabilidade na corte.

Todo esse 'background' é real. Bess realmente foi uma das mulheres mais proeminentes e poderosas de sua época abaixo da própria rainha, e não teve o reconhecimento que merecia por ser mulher. George era mesmo um bocó, e assim como no livro, há fortes indícios de que tenha se apaixonado pela jovem rainha cativa.

Do incio ao fim temos planos e mais planos de fuga, de rebelião, de assassinato, de invasão, de traição. Ninguém confia em ninguém, aquele que é seu amigo de infância hoje pode se tornar o responsável por sua prisão no dia seguinte e até os espiões tinham espiões em sua cola. 

Mary sendo católica, rainha-viúva de França, rainha de Escócia e descendente direta de Henry VIII, era a maior ameaça ao trono da rainha protestante. Para piorar tinha apoio da Espanha e do próprio papa que queria ver a Inglaterra voltar à verdadeira fé. E o maior inimigo de Mary foi ela mesma. 

No livro a vemos como uma mulher jovem de 26 anos que tinha ciência de sua beleza, e que por ser Rainha ungida tanto em França como em Escócia, achava que estava acima do bem e do mal e que não importaria o que fizesse, estaria salva. Esse foi seu erro. Ela se torna descuidada, abusiva, descontrolada e ao meu ver, sua crença a levou a loucura. Só uma mulher sem controle de suas faculdades mentais faria o tipo de coisas que ela fez sem temer nada.

Achei interessante como a minha opinião sobre os personagens mudou durante a leitura, a única constante que eu tive foi Cecil e Elizabeth. Ventríloquo e marionete. Os demais, sejam católicos ou protestante me fizeram mudar minha 'lealdade'. Mesmo sabendo que não aconteceu eu me vi torcendo para que Mary conseguisse escapar, mas depois de um tempo eu torcia para que as cartas fossem interceptadas e ela sofresse logo alguma consequência.

Mary passou 19 anos como prisioneira em terras inglesas. Durante esses anos ela foi de grande preferida dos católicos de toda a Europa, seu rosto era simbolo da esperança de tirar os protestantes do trono, à uma puta traiçoeira e sem palavra. Antes era vista como divina, e no fim como ameaça a integridade da Inglaterra como nação.

A maneira como Gregory desenvolve e conecta os acontecimentos que tem realmente registro histórico torna viável e acreditável essa mudança. Ao mandar matar Mary, Elizabeth poderia muito bem ter incitado uma rebelião interna, mas o que vemos nos registros é uma população unida por algo mais importante: nem católicos nem protestantes queriam espanhóis em território inglês. Ninguém estava a salvo da inquisição caso o rei Felipe começasse a dar pitaco na ilha.

Creio também que no fim, todos tenham entendido o porque da necessidade de matá-la. Ela tinha o perfil de uma potencial tirana, já que não aceitava ordens de ninguém, era volátil pois sua palavra não era confiável. E nunca assumia responsabilidade. Ela sempre sabia de tudo, mas na hora que dava errado se fazia de coitada e fingia nada saber. 

Outra resolução que tive foi de que a Rainha Elizabeth foi escolhida por força divina para estar a frente do país. Entre seu nascimento e a morte de Mary Stuart ela sofreu mais reveses que qualquer outro membro de família real no mundo e mesmo assim, morreu só aos 70 anos. Com ela acabou a Dinastia Tudor e também o basckstabbing entre familiares. A decisão de não se casar nem ter filhos foi sábia, caso contrário até hoje teríamos membros dos Tudors se enfrentando pelo direito divino de ser coroado. 

13 de setembro de 2015

RESENHA: The Penitent - Isaac Bashevis Singer

The Penitent - Isaac Bashevis Singer

Namorei esse livro na minha estante por uns meses. Toda vez que eu passava na frente dela eu olhava ele até que decidi pegá-lo de uma vez. Ia ler para o desafio do skoob em dezembro mas não deu para esperar. 

Definitivamente não é um passeio pelo parque. Neste livro, Singer nos coloca frente a frente com seu protagonista Joseph Shapiro enquanto ele narra 2 dias decisivos em sua vida. É o momento em que ele decide ser fiel à sua fé.

Por não ser judia eu me vi por um tempo pesquisando sobre os termos que ele usa o tempo todo o que atravancou a leitura no início. Então decidi encarar a leitura sem me prender à terminologias e ler simplesmente levando em consideração a busca de um homem por algo em que acreditar, por algo que se possa agarrar.

Esse seria o resumo dessas 117 páginas densas e cheias de reflexão: autoconhecimento. O personagem é um homem que no pós-guerra foi para os Estados Unidos, é casado, tem uma amante, muito dinheiro, negócios bem-sucedidos. Enfim, ele tem tudo o que alguém poderia querer no âmbito material. Mas ele se dá conta de que algo está faltando. 

Em um rompante, ele vê uma luz no fim do túnel e decide largar tudo aquilo, que no fim não o fazia feliz e nem o deixava em paz consigo mesmo e segue numa viagem rumo a Israel sem levar mais nada além dele mesmo e um punhado de dinheiro que o mantenha por um tempo nessa busca. Em sua cabeça ele decide que talvez Israel seja o único lugar do mundo onde ele iria estar longe de tentações pagãs e da influência do que ele chama de 'Espirito mau'.

Logo ele se dá conta de que não importa para onde ele vá as pessoas não necessariamente serão devotas e que o caminho para uma fé pura e verdadeira como a de seus ancestrais não é fácil. D'us nos deu o livre-arbítrio e portanto cabe a nós mesmos encontrar o caminho. E não há atalhos para essa vida e mesmo se chegarmos nela não há certeza de que tudo será bonito e feliz o tempo todo.

Achei muito interessante acompanhar essa jornada. O livro foi publicado em 1984, mas antes havia sido publicado por capítulos em jornais entre 1972 e 1973. Estamos em 2015 e bem, é o mesmo cenário. Tudo o que Joseph via de errado no mundo e nele mesmo ainda está por aí. Considerei o personagem um tanto egoísta e hipócrita, mas não considerei isso uma coisa ruim e sim verossímil. 

Vi muitas resenhas o considerando como o pior livro do autor. Mas se esse é o pior, o melhor deve ser um must read daqueles que não nos deixa nunca mais e que nós acabamos por indicar para todos independentemente do gênero preferido do amiguinho. 



11 de setembro de 2015

RESENHA: Peça-me o que quiser - Megan Maxwell (Pídeme lo que quieras, #1)

Peça-me o que quiser - Megan Maxwell


Início quase insuportável e final meteórico. Realmente ele é bem explícito, e essa coisa de oferecer o parceiro a outro não me apetece, mas dentro do universo deles tem lugar e faz sentido.

Eric é alemão e Jud é espanhola. Isso já é suficiente para garantir um bom enredo cheio de altos e baixos. Adorei a Jud. Ela tem uma personalidade bem parecida com a minha, só não aprovo os e-mails em demasia. Eric é irritante do início ao fim. Ele é mandão demais e pouco explicativo.

O cara querer manter distância emocional dela eu entendo, mas querer ao mesmo tempo que ela conte tudo e aja como se fosse propriedade dele é demais para mim. Não se encaixa. Se ele não quer dividir os percalços da própria vida logo de cara, porque acha que ela deve dar a ele todas as respostas inclusive o que faz ou deixa de fazer quando não estão juntos?

Ele chega ao ponto de colocar alguém para segui-la, exige que ela confie nele inteiramente na cama, mas não responde à coisas simples. Eu no lugar dela já teria posto um basta nesse jogo e picado minha mula lá ao menor sinal de possessividade sem reciprocidade. Vai ver é por isso que estou solteira! Mas não aguento, não concordo.

Adorei o fato de a autora falar nomes de músicas e colocar trechos, isso nos dá uma oportunidade de entender mais os personagens. Amei Blanco y Negro e recomendo que a leitura seja feita ao som dela. Linda música e combina direitinho com o casal.

As cenas de sexo podem chocar alguns, mas como eu já cheguei a conclusão que sou depravada mesmo, pouco me espantou. Continuo achando que 'Backstage Pass' é mais 'pesado'. Pois apesar de todo o voyeurismo e demais modalidades não-convencionais é bem claro o que eles sentem. Pode ter mais 3 ou 4 pessoas na cena, mas eles só pensam neles.

O carinho que resulta neles se apaixonando vai crescendo a cada capítulo de forma convincente. Só perdoei o Eric pelos ataques de posse e pelanca por causa das revelações feitas. Para o meu gosto ele demorou demais, esse achismo de autossuficiência é irritante. Homens não choram. Tá, aham. Senta lá, Claudia.

O final? Bem, para mim foi o melhor. No início ainda tinha minhas dúvidas se eu iria ler os demais, mas agora definitivamente ao menos o segundo eu vou ler. PRECISO saber o que ela vai fazer. Adorei vê-la tomando as rédeas da situação e não se submetendo às vontades do Iceman. Alias, toda vez que algum personagem se referia ao Eric assim eu logo pensava no meu ICEMAN. Kimi pode ser finlandês mas tem tudo para representar o Eric em meu imaginário. 

Ô lá em casa. (Com todo o respeito à esposa) <3

3 de setembro de 2015

RESENHA: A Espia da Rainha - Philippa Gregory (Plantagenet & Tudor #12)

A Espia da Rainha - Philippa Gregory


Queria tanto ler esse livro há tempos que nem me importei que tenha sido em português de Portugal. Não costumo gostar, mas uma história tão bem escrita e tão rica em detalhes históricos supera os incômodos de nossa língua-irmã.

Apesar de ter outras leituras paralelas e da culpa por deixá-las paradas, não consegui largar. Foram 4 dias sem conseguir não pensar nesse enredo. Primeiro porque eu amo os Tudor. Segundo porque Philippa Gregory cria personagens apaixonantes. Não foi diferente com Hannah.

É engraçado pois lembro de sentir ao ler os anteriores e qualquer outra coisa sobre os filhos de Henry VIII e achar Mary chata e Elizabeth maravilhosa. Dessa vez foi o contrário. Tive raiva de Elizabeth por todos os estratagemas e amei a maneira como Mary se apresentou. 

Mary passa a impressão nesse livro de ter sido uma mulher forte, determinada, temente à Deus, corajosa e apaixonada pelo seu povo e pelo marido. Seu maior sonho foi dar à Inglaterra um príncipe. E isso é o que torna seu destino tão triste e revoltante. Ela tinha tudo que qualquer mulher poderia querer na época, menos o que mais queria: amor.

Elizabeth aparenta ser uma menina mimada, frívola e manipuladora. O pior tipo. Assim como Hannah eu me vi amando a Rainha e fascinada, deslumbrada pela princesa. Era quase como se fosse um experimento, acompanhar a princesa para poder ver como ela age e se comporta nas situações.

A única coisa que não gostei foi com quem Hannah decide ficar no final. Eu não imaginava e fiquei um pouco desapontada. Desde o início achei que ela continuaria sendo a figura independente que fora no início da história. Sei que ela era uma menina ainda, mas isso não justifica a mudança drástica de personalidade. 

Os homens da história. Dudley é charmoso, compreendo o fascínio que as mulheres sentiam por ele, inclusive a princesa. Daniel não me convenceu em nenhum momento, sempre o detestei e torci muito para que ele seguisse em frente e desistisse de Hannah. O príncipe Filipe poderia ter aparecido mais ativamente, mas sua presença mesmo em segundo plano foi compatível com a imagem de mulherengo que ele tem na vida real. 

Bem, é definitivamente uma leitura recomendada caso os leitores gostem de histórias baseadas em fatos históricos. Gregory é um prato cheio para os amantes das intrigas da Dinastia Tudor.

31 de agosto de 2015

RESENHA: Quero Ser Seu - Bella Andre (Os Sullivans #6)

Quero Ser Seu - Bella Andre


Adorei. Esse teve uma pegada mais leve e descontraída. O tipo de livro que te faz sorrir, suspirar e até rir enquanto as páginas passam. Durante o prólogo me senti em um daqueles filmes da Disney onde a esquisita conquista o mais popular da escola. E não me importaria se fosse mais longo.

Ryan e sua personalidade passaram a ser meu segundo Sullivan favorito. Só perdendo para Gabe mesmo. Será que alguém o supera? Vicki por sua vez foi uma mocinha que eu torci de verdade, mas só mais pra frente. No início ela me pareceu meio fútil. Cresceu durante os capítulos.

A história: O jeito que ele sai correndo para salvá-la me preocupou, mas quando ele chega lá e é todo cheio de graça, piadista e descontraído ao mesmo tempo que mostra firmeza e determinação me conquistaram. Afinal, quem não quer um melhor amigo desses? 

Achei engraçado pois é o segundo livro da semana com a temática amigos que se apaixonam. Mas com uma pegada bem diferente, Os problemas de Ryan e Vicki são momentâneos e relativamente fáceis de serem resolvidos ao contrário dos de Alex e Rosie.

Outro fator que me agradou foi o fato de que eles já eram apaixonados um pelo outro, não foi algo do nada e portanto ele pedir ela em casamento (de verdade) não foi forçado. Pareceu natural e arrisco dizer que ficaria chateada se não acontecesse.

O fato de ela achar força nele mas sem se tornar dependente também foi ótimo. Gosto disso, pois você precisar do outro para levantar de um outro tombo na vida tudo bem, mas aí a precisar do outro como se fosse um par de muletas não é legal. Ser companheiro é sexy. não ser provedor e/ou dono.

Os irmãos. Eles aparecem menos nesse. Só notei um pouco mais de Lori e Smith. Lori é doidinha. Ela merece um cara super centrado e intelectual para contrastar. Seria interessante, O par de Smith, que é citado no último capítulo, bem, não sei. Não me empolgou. Uma guarda-costas? Minha imaginação falhou em tentar visualizar isso.


28 de agosto de 2015

RESENHA: Simplesmente Acontece - Cecilia Ahern

Simplesmente Acontece - Cecilia Ahern

Impactante. Esse livro foi assim para mim. Achei que seria apenas mais uma história de amor que tem desencontros até o casal se unir mas foi muito mais que isso.

A maneira como conhecemos os personagens apenas por cartas, bilhetes, sms, mensagens instantâneas e-mails e coisas parecidas faz tudo ser mais interessante e real. Por mais de uma vez parecia que as mensagens eram para mim,

Acompanhamos essa amizade entre Rosie e Alex desde seu inicio através de bilhetinhos em sala de aula e o impacto dessa amizade nos familiares e amigos. Achei fenomenal como a autora nos leva sem perceber ao longo dos anos. É tudo muito natural. 

Refleti muito durante a leitura. Ahern nos mostra coisas do cotidiano que poderiam ser do meu ou do seu. Como quantas coisas deixamos de fazer ou dizer que mudam completamente o rumo das coisas; Ou então como o medo de sermos verdadeiros conosco e com nossos sentimentos podem nos tirar chances de felicidade. Arriscar às vezes é preciso. 

São 448 repletas de vida. Acompanhar quase 50 anos da vida de uma personagem e de todos a sua volta é incrível e desconcertante ao mesmo tempo. Queria entrar nas páginas e dizer para Rosie fazer isso ou aquilo. Gostaria de ter alguém para me dizer para fazer isso ou aquilo também.

Eu torci até o final. Mesmo com todas as bolas foras de Alex e da própria Rosie, torci por eles. Torci pelos personagens todos. Fiquei feliz pela Katie, por Toby, por Ruby, pelos divorciados do chat! Enquanto eu lia é como se eu fosse um deles. 

São tantos os quotes que guardei que não tem espaço para colocá-los aqui. Achei que fosse um livro para meninas, que seria uma história sobre adolescentes e que terminaria antes de eles chegarem aos 30. Mas não. É um livro para qualquer gênero e qualquer idade. É um livro que ajuda sem ser autoajuda. Li o ebook, quero o físico. 



27 de agosto de 2015

RESENHA: Para Onde Ela Foi - Gayle Forman

 Para Onde Ela Foi - Gayle Forman

Inesperado. Eu imaginava um começo meio e fim totalmente diferentes para esse livro. No início da narrativa fiquei preocupada que fosse me decepcionar e que as decisões da autora fossem totalmente adversas ao que eu imaginava.

As idas e vindas por conta dos flashbacks continuam. Esse é um dos aspectos que mais me agradaram no primeiro portanto foi bom tê-los aqui. Tinha ficado meio cética por conta do pulo temporal que há no início, mas tudo se acerta e é explicado.

De cara vemos um Adam mais velho e revoltado com a vida e nenhum sinal de Mia. Isso me irritou um pouco e cheguei a duvidar se teríamos mais interações entre os dois ou alguma explicação sobre o que acontece depois que ela acorda. 

Senti falta de Kim. Ela aparece nas lembranças de Adam, mas não tanto quanto eu gostaria. Mia aparece e aos poucos descobrimos como foi a vida dela nesse lapso de tempo entre o acidente e o sucesso da banda de Adam. Confesso que por um tempo achei que eles não iam ficar juntos, ou que mais alguma tragédia iria acontecer.

Ele acaba se mostrando não ser o grande babaca que aparentava no início, as explicações para o porque de ele não saber dela até 2 anos depois do acidente são apresentadas. Me convenceram, mas sei que muitas pessoas devem ter ficado bem incomodadas com as ações de Mia, e até de Adam. Por isso acho que faltou mais Kim nesse livro.

Uma das coisas que mais gostei foram os trechos das músicas do álbum que a banda de Adam lançou: "Collateral Damage". Me deram uma impressão de que a banda cresceu mesmo e não é mais feita de adolescentes. Adam tem 21 e Mia 19. Mesmo estando separado da banda durante grande parte do enredo, eles aparecem com uma certa frequência nas memórias. 

Gostei muito do final, mas não o suficiente para ser um livro fantástico como o primeiro. É bom, mas não tão incrível. O que é uma pena, já que Adam é um ótimo personagem.

25 de agosto de 2015

RESENHA: Se Eu Ficar - Gayle Forman

Desafio Loucas por Livros e Esmaltes - Pôster e Drama + Rosa

Se Eu Ficar - Gayle Forman

Escolhi esse sem querer por causa da capa ser a mesma do filme e por ser um drama. Demorei quase o mês inteiro para decidir o livro dessa vez e mais algumas semanas de antes para resolver o esmalte. Rosa não é exatamente uma cor que figura minha caixinha. Tive que comprar.

O livro: Inesperado. Não podia nem sonhar que seria tão bom quanto foi. Uma história relativamente simples e 'cotidiana' mas com um enfoque incrível e uma escrita maravilhosa. Gayle Forman tem tudo para me ter como fã. Quero ler os outros.

Mia é uma personagem aparentemente demasiado normal. Mas está longe disso. É dicotomia pura, o que  acaba sendo engraçado pois ela e sua amiga Kim dividem tudo em pares. As pessoas são ou uma ou outra coisa sem exceção.

Adam eu achava que seria um esnobe. Mas não. É o famoso 'não julgue o livro pela capa' ou no caso, pelas roupas e primeiras impressões. Ao saber que o segundo livro é do ponto de vista dele fiquei bem contente pois ele me fez chorar no final.

Aliás esse livro todo é uma montanha-russa de emoções. Eu ri, eu sorri, eu suspirei, tive dúvidas, fiquei triste, chorei de soluçar. São 224 páginas de puro sentimento humano. Os flashbacks são ótimos, os personagens coadjuvantes são tão interessantes e ricos como o casal principal e tudo se encaixa.

É um belo exemplo de como nada é garantido e tudo pode mudar num piscar de olhos. Devemos dizer o que sentimos sem medo, fazer o que queremos e o que achamos ser certo. Família não é feita só de parentes de sangue mas daqueles que escolhemos para fazer parte da nossa vida.

No fim do livro há as entrevistas que a autora fez com os atores que interpretam Mia e Adam no filme. É fantástico. Vou assistir ainda, mas me apaixonei ainda mais pelos personagens depois de ler como foi, para esses dois, fazer esse filme. Ao que tudo indica, a montanha-russa de emoções também fez parte do dia-a-dia deles durante as gravações. 

Esse é daqueles livros que ficam com a gente mesmo depois de a leitura terminar e fecharmos o livro.