31 de dezembro de 2014

Retrospectiva Literária 2014


Minha meta era de 45 livros e consegui passar disso. Foi um bom ano apesar do hiato que tive no 3º trimestre. Melhores livros:


Trilogia Breathless - Maya Banks
Corações Feridos - Louisa Reid
Os Bridgertons 1, 2 e 3 - Julia Quinn
Terra em Chamas - Bernard Cornwell
Trilogia Divergente - Veronica Roth
Trilogia A Seleção - Kiera Cass
Reiniciados - Teri Terry
A Filha da Herege -  Kathleen Kent
Ecos da Morte - Kimberly Derting
Antes de Dormir - S. J. Watson

Fiquei feliz de no final ter lido mais livros meus que emprestados e e-books. Não estava sendo assim nos últimos anos e a lisa de livros a serem lidos estava enorme. Continua grande, com todos os títulos em inglês que ganhei mas a sensação é  de missão cumprida. Tentarei não me inscrever em viajantes por um tempo, quero ver se da minha meta de 75 livros para 2015, ao menos 30 sejam físicos meus.

Entrei em alguns desafios que ainda não falei aqui e que sei que vã me ajudar nas horas de indecisão. Acredito que tive uma leitura bem diversificada esse ano, e vou tentar manter assim, sair um pouco da zona de conforto: romances históricos. Quero conhecer mais autores. Em 2014 finalmente li algo de Gabriel Garcia Marquez e adorei. Assim como Julia Quinn e Zafón que entraram para minha seleção de autores favoritos. 

30 de dezembro de 2014

RESENHA: O Palácio da Meia-Noite - Carlos Ruiz Zafón (Niebla #2)

Leitura Extra
32/2014

O Palácio da Meia-Noite - Carlos Ruiz Zafón

Envolvente do início ao fim como de costume. Zafón definitivamente não me decepciona. Me vi transportada para o cenário da vez: Calcutá entre 1916 e 1932. 

Os personagens que compõem a Chowbar Society são todos cativantes, cada um a sua maneira, qualquer um que fosse retirado faria falta, não há coadjuvantes entre esses 7 adolescentes. 

Sim, a história gira em torno de Ben e Sheere mas se cada personagem não tivesse trazido um pouco de sua essência para a jornada deles o impacto não teria sido o mesmo.

A mitologia e o folclore local foram sabiamente incorporados à trama de maneira que mentes mais férteis como a minha conseguem imaginar tais relatos realmente acontecendo. A mistura entre real e imaginário, sanidade e loucura é tão bem feita que não dá pra realmente saber quem é louco e quem é são. Poderia muito bem se tratar de um delírio coletivo.

Seria a alma humana tão poderosa que em determinadas circunstâncias ela permaneceria à nossa volta de forma consciente e tão palpável? A única incógnita que tive ao fim da leitura foi saber o que Jawahal viu nos olhos de Ben que o derrotou. Cabe ao leitor definir. 

As cenas de ação são muito bem descritas nesse livro, comparáveis à narrativas de alguns livros de guerra e crime que li ao longo dos anos. Sabendo que esse não é foco principal desse enredo, é interessante ver que tais detalhes tiveram a atenção do autor, é tudo bem possível, deixando a fantasia para o resto da história.

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Creio que não terminarei a leitura de mais nada até as 23:59 de amanhã, portanto esta é minha última resenha do ano, e não poderia ter escolhido enredo melhor.

27 de dezembro de 2014

RESENHA: Êxtase Mortal - J.D. Robb (Série Mortal #4)

Livro Viajante
06/2014

Êxtase Mortal - J.D. Robb

Muito bom! Não teve um único personagem nesse livro que não tenha tido ao menos um momento ilustre. Várias tiradas, risadas, constrangimentos e outras reações hilárias. Em alguns momentos até esquecia que a história principal envolve morte. Nesse livro em questão 4 mortes suspeitas, muito cadáver por m².

Eve teve seus momentos irritantes, do tipo: 'deixa de ser burra mulher!' Mas tudo na medida certa, também não podemos querer que ela seja a policial perfeita todo o tempo. Adorei o avanço que ela deu no relacionamento com Roarke, ele merece que ela se entregue de verdade. Aliás, ele esteve mais que perfeito. Como diria Mavis, esteve ULTRA nesse livro. Por favor, não o mate Nora.

Peabody continua me conquistando, adorei que ela tenha ganhado mais espaço na história e esteja crescendo. Sua veia sarcástica é muito bem vinda sempre. Finney apareceu um pouco mais que nos dois anteriores e isso foi ótimo também, quase consigo visualizá-lo na minha frente.

O caso em si foi muito bem articulado e bolado pela autora. Eu senti falta de um fechamento para um dos suspeitos, mas nem tudo é como queremos. Apesar de ter sido corrido o final, foi menos que no anterior. Esse livro foi mais fluido, mais coeso eu diria. O universo futurístico se encaixou melhor, talvez eu esteja começando a aceitar melhor algumas das ideias propostas, vai ver lê-las repetidamente fazem-nas ter nexo. Mas o spray selante de digitais não cola!

Uma coisa que reparei nessa edição, que foi a vira-vira da saraiva, e que me irritou um bocado, foi a quantidade de erros de digitação e por falta de atenção, palavras escritas erradas, gênero errado (masculino quando deveria ser feminino), letras e palavras faltando, coisas assim... Editores, sejam mais atentos!

Agora é esperar o próximo volume.

24 de dezembro de 2014

Desafio Literário do Skoob 2015




- O que é?
 É uma gincana inspirada no Desafio Literário (http://desafioliterariobyrg.blogspot.com.br/) que pretende estimular a leitura e a interação entre os participantes. A ideia é que possamos usar os livros que já temos em casa, nada de sair comprando mais coisa. Ah, mas eu não tenho todos... Sem problema. Peça a um amigo, empreste da biblioteca, troque, leia em e-book, veja se outro participante tem. Compras, só em último caso.

- Objetivo
Ler e resenhar pelo menos 1 livro de cada tema durante o ano de 2015, ou seja, no mínimo 12 livros, 1 de cada tema.

- Preciso mesmo fazer a resenha?
Sim, precisa. Não há necessidade de análise profunda ou detalhada. Basta que os participantes escrevam algo sobre cada livro lido, de que trata a história, do que gostaram (ou não gostaram), etc. Além disso, é por meio das resenhas que ficamos conhecendo outros livros interessantes e os textos estimulam as discussões e a interação. Ah... pode ser resenha em vídeo também!

- Preciso ter blog para participar?
Não. As resenhas podem ser publicadas no próprio Facebook ou no Skoob mesmo. É só copiar e postar o link no álbum do respectivo mês do desafio. O mesmo vale para quem fizer vídeo: é só colar o link do vídeo no respectivo álbum.

- Qual o prazo para postar as resenhas?
Preferivelmente até o fim do respectivo mês. Por exemplo, resenhas de abril deverão ser postadas até o último dia de tal mês. Claro que vocês podem postar um pouco depois, afinal imprevistos acontecem, mas procurem postar no prazo certo. Quem posta no prazo participa de sorteios!

- Posso ler mais de 1 livro do mesmo tema? Posso resenhar livros lidos em outros anos?
Pode ler mais 1 livro para cada tema, mas a leitura deve ser feita em 2015 e não pode ser releitura. Obviamente, não temos como confirmar se os participantes leram os livros de fato em 2015 ou se já haviam lido anteriormente, mas contamos com a honestidade de todos. O objetivo da brincadeira é que cada um desafie a si mesmo, leia temas que não está acostumado, escreva sobre o que leu, ou seja, a ideia é superar seus próprios limites, não competir com os outros.

- Perdi 1 mês (ou mais) do desafio. Posso participar mesmo assim? Posso participar só de alguns meses?
Pode. Lógico que você não completará 12 meses de desafio, mas ainda assim pode ler os outros temas, escrever e interagir. O que vale é ler e se divertir, gente!

Temas:
  • Janeiro: Novinho em folha (o último livro que você comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado)
  • Fevereiro: Fantasia
  • Março: Escritoras com ‘A’ maiúsculo (um livro escrito por mulher)
  • Abril: Pega na mentira! (uma história que envolva mentira, falsidade, enganação)
  • Maio: Língua-mãe (livros escritos originalmente em português)
  • Junho: Casais (namorados, casados, separados, viúvos, etc)
  • Julho: Inverno (histórias que se passem em um lugar frio, capas que remetam ao inverno)
  • Agosto: Folclore e Mitologia
  • Setembro: Livros banidos (Cola)
  • Outubro: Terror
  • Novembro: Finados (personagens que têm que lidar com a morte – já ocorrida ou iminente)
  • Dezembro: Ganhadores de prêmios (livros/autores vencedores do Jabuti, Nobel, Pulitzer, etc)
Eu não ia fazer lista prévia, mas acabei escolhendo alguns. Os outros temas apresentam tanta variedade que conclui ser melhor esperar para ver. O que escolhi até então:


23 de dezembro de 2014

Desafio Corujesco 2015



Vamos ao primeiro desafio propriamente dito que 'entrei' para 2015. Achei-o sem querer, querendo. Simplesmente joguei 'DESAFIO LITERÁRIO' no google e tcharam! A postagem original do desafio pode ser encontrada aqui: DC 2015 - Essa será a sigla que usarei como marcador ao longo do ano nas resenhas. 

Vamos aos temas:

Janeiro: Um Autor que Indico para Todo Mundo. Bônus: Faça uma lista dos motivos pelos quais você acha que todo mundo deveria se converter à causa desse seu autor que você quer que todos, absolutamente TODOS leiam.

Fevereiro: Uma História Contada em Versos. Bônus: Que tal tentar escrever um seu ‘causo’ em formato de versos? Pode ser uma história real, uma história que aconteceu com um amigo de um amigo seu, uma história inventada ou até a história de como você veio a descobrir o livro desse mês!

Março: Uma Biografia (Real ou Imaginária). Bônus: Que figura histórica e/ou imaginária você gostaria de ler a biografia?

Abril: Um Gênero Bem Diferente. Bônus: Que elementos um livro precisa ter para te chamar a atenção? Que gêneros você mais lê?

Maio: Livros que Gostaria de Ter Lido na Infância. Bônus: Momento nostalgia – lembre um livro que você leu na infância e que gostaria de reencontrar adulto.

Junho: Continuações. Bônus: Que tal chegar ao final das continuações aqui? Se você está lendo uma trilogia, significa só mais dois livros. Se forem dez... bem, são outros quinhentos... Mas porque não tentar?

Julho: Livros Ilustrados. Bônus: Compartilhe sua veia artística e desenhe (pode ser até boneco de palitinho) o personagem de que você mais gostou na história. 

Agosto: Livro com Título mais Diferente. Bônus: Crie seu próprio título estrambólico para um livro!

Setembro: Um livro que vi em um blog. Bônus: Que blogs/sites você mais utiliza para saber sobre livros?

Outubro: Um Autor de Quem Sempre Ouvi Falar, mas Nunca Li. Bônus: Agora que você conheceu esse autor, vai sair atrás dos outros livros dele?

Novembro: Um passeio que fiz. Bônus: Se você conhece/conheceu um dos lugares descritos no livro, poste uma foto dele. Se não, então faça um mini roteiro de lugares que você gostaria de visitar por causa do livro.

Dezembro: Dragões. Bônus: Se você tivesse um dragão, que nome daria a ele?

Não fiz uma lista prévia para este desafio embora para alguns meses eu tenha algo específico em mente. De novo eu tentarei não usar o mesmo livro em mais de um desafio, exceto talvez o Reading Challenge que são 50 itens. Falo sobre ele mais tarde.

22 de dezembro de 2014

TBR Jar!

O final de ano chega e traz junto promessas. Quando se trata de blogs literários isso significa que temos desafios diversos em prol da diminuição de nossa lista de espera interminável e crescente. Nessa minha busca por novos desafios me deparei com a TBR Jar.


O que é?

To Be Read Jar. Em tradução livre seria Jarra de livros a serem lidos. Mas muitos dos blogs em língua portuguesa que visitei e que falavam da TBR deixaram a sigla no original. Não sei precisar quem teve a ideia primeiro, ou quem trouxe a TBR para o universo virtual, mas já é algo bem disseminado em inglês e começou a aparecer em blogs brasileiros agora no ano de 2014.

Eu descobri no blog NUPE, Fui lá para ver uma resenha e acabei por me deparar com essa postagem. Achei muito interessante a ideia, gosto muito de desafios pois me incentivam a ler mais frequentemente. Acaba por ser um desafio sem temas.

Como Funciona:

É bem simples. Consiste em ter um recipiente contendo todos os nomes de livros quem tenha em casa para serem lidos e antes de começar a leitura você pega um papelzinho que dirá o que vai ler dessa vez. Mas sem trapaças, o que vale é o primeiro papel, não vale ficar tirando vários até sair um que interesse no momento. Vamos sair da zona de conforto.


Como fazer:

É fácil de fazer. Não se gasta muito, pois alguns se não todos os materiais, você já tem em casa. 

Recipiente + Papel + Caneta.

Pode ser um vidro de palmito que vai sobrar aí no natal, uma caneca ou um bowl que tenha aí no armário, uma lata de nescau que seu irmão pretendia usar para enrolar a linha das pipas... São infinitas as possibilidades. Claro que você pode comprar um pote mais bonitinho e decorado. 

O papel pode ser folha de caderno, um bloquinho de anotações, post it, A4 surrupiada da impressora, que tiver a mão, ou o que preferir. Para escrever pegue sua caneta preferida, o lápis, canetas coloridas, lápis de cor, ou até façaa lista no computador e imprima, faça como quiser.


Eu peguei um pote que eu comprei quando pensei em fazer biscoitos em casa, nem preciso dizer que nunca fiz, não é mesmo? Peguei um bloquinho de post its coloridos que eu tinha aqui e fui escrevendo com caneta azul os títulos dos livros que tenho. Adicionei também os livros digitais que já estavam na biblioteca do aplicativo da kobo no meu tablet. E esta é a minha TBR Jar:


Lembrando que sempre que ganhar ou comprar um livro, faça um papelzinho para ele e adicione ao jarro. Sem livros de amigos ou que você não já tenha. A ideia é desobstruir sua estante, não abarrotá-la ainda mais!






21 de dezembro de 2014

RESENHA: Eternidade Mortal - J. D. Robb (Série Mortal #3)

Livro Viajante
05/2014

Eternidade Mortal - J. D. Robb 

Comecei a ler a série graças ao viajante da Isabele. Li os dois primeiros na época que estava sem internet e nem pensei em fazer resenha e deixar guardada para postar depois. Sou devagar, eu sei. O meu preferido até então continua sendo o segundo, Glória Mortal. Considero o crime o mais envolvente e as reviravoltas da vida particular de Eve Dallas são tão boas quanto. 

Esse terceiro comecei a ler em agosto mas só terminei agora, Simplesmente não me empolgou, se fosse e-book ou meu teria acabado largando de vez. Mas como o LV é da série toda, resolvi insistir, o que acabou valendo a pena.

Esse volume pega no tranco mais ou menos na metade do caminho. São tantos os envolvidos e prováveis assassinos que o cérebro dá volta tentando decifrar tudo. No fim eu cheguei a conclusão que estou perdendo meu instinto, pois o eleito da vez não me deixou desconfiada em nenhum momento da leitura, mas depois da revelação vi que estava bem escancarado. tsc tsc.

Esse universo futurístico ainda me incomoda em algumas passagens, Não consigo engolir, por exemplo, que a moda tenha que ser tão sem pé nem cabeça. Será que já não aprendemos com as últimas décadas que acabamos por reciclar as ideias? E o fato de que por ter um spray ou coisa parecida que evita que suas impressões digitais e de pé se misturem à cena do crime seja motivo para um policial não usar luvas ou outras proteções. Não me convence um agente da lei sujando as mãos com sangue alheio, soa desrespeitoso para mim, mesmo em uma obra de ficção. 

O AutoChef por sua vez me parece uma invenção que seria bem vinda. assim como empregados androides, Viagens para satélites fora do espaço me parecem possíveis, talvez não em futuro já não tão distantes agora, mas como a série foi iniciada em 1995, é aceitável. Qualquer destino paradisíaco me parece bom no momento, quero férias da vida como está.

Dallas é uma boa personagem, típica em alguns aspectos, mas muito cativante. Sua aparência descuidada é comum tanto à romances policiais quanto à literatura romântica. Se apaixonar pelo cara mais rico e lindo da cidade e ter a completa devoção dele, bem, isso é comum aos romances de nossas rainhas do romance não? Apesar do pseudônimo, Nora Roberts não deixou essa característica de fora.

Roarke é o par perfeito, dono de mais da metade dessa Manhattan de 2050, tem um passado nada glorioso assim como Eve, e por isso aceito esse casal como 'ocorrível' (sim, inventei a palavra). Espero que se descubra mais sobre  o passado dele nos volumes seguintes já que muitas revelações sobre Eve foram feitas nesse 3º livro. Roarke merece esse espaço.

Delia Peabody. Adoro essa menina desde que apareceu. Torço para que ela ache um milionário gostosão e apaixonado para si, mas que não perca as características de detetive. Por favor Nora, não a mate! Como ultimamente os personagens que gostamos acabam morrendo deixo aqui meu apelo.

Enfim, é um livro bom. Achei que a autora correu no final. Enrolou tanto nos primeiros 19 capítulos que as conclusões do vigésimo e último pareceram vir do nada. Quase como se fossem revelações divinas. O caso poderia ter se desenrolado melhor, mas não foi ruim. Creio estar mal acostumada com Tess Gerritsen.

Como adorei o anterior, sei que tem potencial para ser uma série muito boa como um todo, portanto recomendo para quem gosta de livros de crime / policial. Assim como para quem gosta de romance e quer se aventurar num novo estilo.

14 de dezembro de 2014

RESENHA: Fingindo ter 19 anos - Alyson Noël

Leitura Extra
31/2014

Fingindo ter 19 anos - Alyson Noël


Esse foi um dos livros que comprei por impulso numa dessas promoções loucas da internet. Não teria comprado se não fosse assim. Só conhecia o lado sobrenatural de Alyson Noël e depois desta leitura percebo que prefiro Riley Bloom e suas aventuras.

Por se passar no início da década de 2000, várias das referências à cultura pop me são familiares, mas isso não as torna menos insuportáveis. Nunca gostei de livros assim. Pelo menos da metade para o final ela dá uma desacelerada no número de citações por página. 

A protagonista: Alexandra ou Alex. Chata demais. Que garotinha sem graça. Várias vezes tive vontade de estapear, sacudir e mandá-la acordar para a vida. Sua melhor amiga, M, também é bem ridícula. Connor e Trevor são bem normais, típicos. Um tanto irrelevantes. Guy e Blake são os melhores, mas quase não apareceram. Poderiam ter sido mais explorados.

Quando Connor descobre que Alex não tem 19 e sim 17 fica a impressão de que a história vai fluir e melhorar. Doce ilusão. Fica na mesma merda. Tudo bem, quase. Melhora um pouquinho. Tanto que consegui terminá-lo. 

Leitura fraca, até pelo tempo que levei para terminá-lo. 5 longos dias. Não houve uma única passagem que eu considerasse mencionável, nada que valesse a pena copiar. Talvez eu esteja muito velha para essa lenga-lenga, que era para ser adolescente mas me soou pré-adolescente. 

Dispensável.

10 de dezembro de 2014

RESENHA: Antes de Dormir - S. J. Watson


Desafio Diversidade Literária
12/12 - Livre

Antes de Dormir - S. J. Watson

Meu Deus. Que livro é esse. Comprei-o em 2012, era lançamento. O que me chamou a atenção foi o quote de Tess Gerritsen: "Simplesmente o melhor romance de estreia que já li." Não sei dizer se é o melhor, mas cacete.

Desculpe o palavreado, mas não dá para falar outra coisa. Um belo suspense. Agoniante e estressante mas mesmo assim, incrivelmente viciante. Saber o que vai acontecer se tornou uma necessidade. Tanto que cá estou eu, às 4h da manhã fazendo essa resenha pois PRECISAVA terminar as últimas 100 páginas antes de dormir. (Ironicamente).

O início é meio fraco, mas agora vejo que foi necessário. Nós não sabemos nada, Christine não sabe nada, todos são desconhecidos. Isso foi interessante pois a falta de memória dela se torna a nossa, e ao passo que ela desconfia de um ou outro personagem, nós o fazemos também, mas com certa autonomia. Ela volta a confiar, você não, você confia, ela não. Então há uma constante procura pelo saber, pela verdade.

Enquanto isso há também a possibilidade de que as lembranças não passem de situações inventadas por ela a partir de ganchos. Confesso que criei altas teorias conspiratórias para explicar a falta de memória, ou como ela ficou assim, quem eram as pessoas ao seu redor, etc. Completamente paranoica! Ao menos literariamente falando.

Eu preciso falar! Mas não posso revelar enredo. Ai meu pai... será que existe um grupo de apoio para pós-leituras? Se alguém souber, me avise.

Enfim... RECOMENDADÍSSIMO!

6 de dezembro de 2014

RESENHA: A última carta de amor - Jojo Moyes


Desafio Literário do Tigre
10/12 - Amor

A última carta de amor - Jojo Moyes

Comecei a leitura desmotivada. Imaginei que seria daqueles livros que você lê com esforço descomunal. Ellie não é uma personagem muito legal no início, petulante, chata.

Comecei a mergulhar mesmo quando ela acha a primeira carta. Tive a mesma reação que ela: Será que um dia terei sido amada como o destinatário dessa carta? Logo em seguida somos transportados para a Inglaterra de 1960.

Nem preciso dizer muito, já vimos tanto esse cenário em filmes e séries. É simplesmente arrebatador. Jennifer Stirling tem tudo para ser mais uma esposa troféu, e fica claro que tinha se conformado com esse destino ao se casar com Laurence, um ricaço, metido à besta e alguns anos mais velho que ela. Sua esposa loura e perfeita.

Pelo menos era. Até conhecer Boot. O personagem ganha esse apelido por conta de um livro de Evelyn Waugh - Scoop ( No Brasil: O Furo). Uma paixão avalassadora, arrebatadora e claro, proibida e imoral para os costumes da época. Que mulher decente se envolveria com um homem estando casada?

(...)
- Você é uma puta - disse ele. (Marido de Jenny)
- Com você, eu fui - disse ela calmamente. - Devo ter sido, porque certamente não fazia aquilo por amor. 
(...) (p.231)

Jenny me ganhou aí. Go girl! 

Aqueles que compõem o círculo social de Jenny são totalmente dispensáveis, nenhum deles chama a atenção, talvez a única que valeria a pena 'saber mais' é a Sra. Cordoza. Gostaria de saber o que aconteceu a ela e sua família antes de ir trabalhar na casa dos Stirling. No lado de Boot gostei muito de Don, apesar de ter querido bater nele por causa de algumas coisas, e de Felipe. 

Nos dias atuais queria que Jojo tivesse explorado mais o relacionamento de Ellie com Rory. Quado ela o conhece, começa a mudar minha opinião sobre ela. Ela começa a ter mais amor-próprio e se centrar mais. Até então ela vivia através dessas cartas que encontrou. Se perdeu na vida. Muitas vezes fazemos o mesmo sem perceber. Me identifiquei com ela e com suas burradas. Esse quote é o exemplo mais curto. Mas nossa! Como eu li situações em que podia me imaginar passando, dizendo, fazendo:

(...)
- Está bebendo? - Ele faz um sinal para um garçom ao ver o copo dela vazio.
- Vinho Branco. - Ela não queria mais: está tentando diminuir, mas agora que ele está aqui ela sente aqueles nós no estômago que só o álcool pode aliviar.
(...) (pp. 239 - 240)


Devorei as últimas 100 páginas pois era uma NECESSIDADE saber o que acontecera ao casal apaixonado de 1960. Quando eu estava quase me conformando com minha primeira teoria sobre o destino deles, Jojo me dá um tapa na cara e me mostra que eu não estava prestando atenção na leitura. 

Choro, angústia, sorriso, risos, esperança, dor... São inúmeros os sentimentos que se experimenta com esse livro. Recomendo (com uma caixa de lencinhos ao lado para os mais sensíveis.).

2 de dezembro de 2014

RESENHA: Noah Foge de Casa - John Boyne

Leitura Extra
30/2014

Noah Foge de Casa - John Boyne

Uma graça. Talvez eu tenha gostado tanto por não ter lido sinopses e resenhas antes. Além do nome do livro e da confiança no autor, nada sabia sobre a história. 

Esse livro é algo ao mesmo tempo diferente e parecido com outras obras que tive contato. Tive um misto de sensações ao longo dos capítulos e lembrei de vários momentos da minha vida literária enquanto criança. Como se eu encontrasse com vários autores numa viagem inesperada. O caráter lúdico do desenrolar da história é outro fator importante aqui.

Noah é um menino muito corajoso e decidido. Dotado de uma inocência própria de uma criança. Fiquei encantada com a personalidade desse pequeno viajante. Sua mãe é demais. As poucas passagens em que ela surge, fruto da memória dele, são cheias de mensagens discretas e momentos familiares que creio que remetam a qualquer leitor. É a visão de uma criança de 8 anos tem, e que todos tivemos.

(...)
- Então vamos?
- Não - respondeu sua mãe.
- E por que não?
- Porque não podemos.
- E por que não podemos?
- Porque eu disse que não.
- E por que você disse que não?
- Porque não é possível agora.
- E por que não é possível agora?
- Por que não é!
- Isso não é resposta!
- Pois é a única resposta que você vai ouvir, Noah Barleywater.
(...) (p. 95)

Quem nunca teve um diálogo desse com um adulto quando era criança?

Fala talvez, ao menos para mim, de momentos preciosos em nossa infância que não damos valor, não prestamos atenção, ou não ligamos mas que de alguma forma, marcaram nossas vidas. Quem nunca se pegou lembrando de algo que fizera anos antes, ou de algo que acontecera e que só então se dera conta de como isso mudou você?

O velho, que só no final eu me dei conta de quem era, foi um personagem incrível, sua loja de brinquedos me lembrou um pouco A Casa do Louco das histórias do Cebolinha, A Fantástica Fábrica de Chocolate e Mary Poppins. Pode parecer loucura, mas foi isso que senti.

(...)
- O senhor chegou a tempo lá, quando recebeu a carta dizendo que seu pai estava doente? Chegou antes que ele... antes que alguma coisa...
- Antes que ele morresse? - perguntou o velho. - Como é garoto? Você não consegue dizer essa palavra? É só uma palavra, sabe? Só um grupo de letras reunidas numa ordem qualquer. A palavra não é nada comparada com o que significa. (...) (p.157)

Preciso mencionar também, o burro e o salsichinha. Super carismáticos, assim como Henrietta. Me peguei imaginando como seria uma adaptação desses personagens para o cinema. Enfim um amor de história.