28 de novembro de 2014

RESENHA: Ecos da Morte – Kimberly Derting (The Body Finder, #1)

Leitura Extra
29/2014


Ecos da Morte – Kimberly Derting


Fantástico, simplesmente incrível. Estou estupefata.

A autora pode ser marinheira de primeira viagem com esse livro, mas arrasou. Personagens bons, enredo bom, desfecho bom. Violet Ambrose tem o dom único de ouvir e ver o que se deixa para trás depois de um assassinato, herdado de sua avó e chamados de ecos da morte. Uma mistura de sons, cores, imagens que são únicas para cada acontecimento desse. Violet estava acostumada a só encontrar corpos de animais, mas aos 8 anos ela encontra uma menina, de 14 anos vítima de um assassinato brutal.

Sua vida segue ‘normalmente’ acreditando que aquilo foi algo que nunca se repetirá. Aos 16 anos, a nossa protagonista se vê apaixonada por seu melhor amigo desde o 1ª ano do ensino fundamental, e único fora da família Ambrose a saber de seu segredo, de suas capacidades.

Jay é um personagem cativante. Me apaixonei por ele no decorrer das páginas, a maneira como ele cuida de Violet é fofa demais. Bem longe da realidade, mas fofa. Mais uma paixão literária para mim, e desafio os leitores a conseguirem chegar ao final do livro sem se sentir assim.

Os pais ficam meio desaparecidos na história, mas Derting conseguiu mostra-los como um casal forte e unido. A mãe de Violet é meio doidinha enquanto o pai é centrado e meticuloso, um casal perfeito. Os tios de Violet são apresentados como casal em um capítulo e também são superadoráveis.

A maneira como se mescla o romance adolescente e seus percalços e o suspense / crime é muito perfeito! Difícil imaginar um livro policial com crimes tão ricos em detalhes que deixe espaço para esse tipo de romance, e um sem ofuscar o outro, me vi desejosa de descobrir se Vi e Jay iriam ficar juntos com a mesma intensidade que de descobrir quem era o assassino e o motivo dos assassinatos.

O dom de Violet é tratado tão naturalmente que não é estranho ao leitor, não parece sobrenatural, místico ou outra coisa, parece algo normal, como se qualquer um pudesse ter esse tipo de capacidade.

A leitura foi tão cativante que li em menos de 24 horas. Comecei na madrugada do dia 27 e terminei pouco depois das 22h. Sempre que parava a leitura por algum motivo, ficava naquela aflição que todo leitor tem quando o livro é bom: preciso terminar o que estou fazendo e voltar para o livro, custe o custar. Eu precisava continuar e saber o que vinha em seguida. Agora não sei se começo o segundo ou dou um tempo. Ó vida!

27 de novembro de 2014

RESENHA: Vidas Secretas – Gabriella Poole (Darke Academy #1)


DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB
10/12 – Ficção Científica

Vidas Secretas – Gabriella Poole

Ao começar a leitura não tinha ideia do que esperar da história, inclusive a escolha desse livro para esse momento do desafio foi feita meio no escuro. Quase larguei a leitura lá pela página 39. A escrita parecia um tanto amadora, e eram tantos personagens que me perdia e tive que voltar alguns parágrafos algumas vezes.

A coisa começa a engrenar por volta da página 100, o que significa metade do livro! Mas valeu a pena. Até o momento eu não sei quem são os bonzinhos e quem são os maus da história. Um belo exemplo de: ‘não confie em ninguém’. Ninguém é quem diz ser, ou quem aparenta ser. O que significa ser parte dos escolhidos só é revelado (será?) nos últimos capítulos. E mesmo assim terminamos a leitura com grandes lacunas.

A personagem principal, Cassandra Bell, a Cassie, é uma menina perdida no sistema americano que acaba sendo contemplada com uma bolsa de estudos na Darke Academy, uma escola particular muito seleta e cheia de narizes empinados. Achei isso um pouco mal contado, pois para variar, a parte escolar da coisa quase não é explorada, eles passam mais tempo fora das salas e perambulando por Paris que estudando. Cassie não menciona uma única prova ou teste em todo o livro.

Isabella, a colega de quarto de Cassie e que logo vira sua BFF (conta outra, uma garota como Isabella nunca seria amiga de alguém como nossa protagonista) é meio sem sal no início mas cresceu no meu conceito até o fim da leitura. As antagonistas por sua vez são ótimas, Katerina e Keiko são as típicas ricas mimadas que maltratam os outros como passatempo. Mas tem algo a mais.

Os meninos, como essa garota chama a atenção do sexo oposto mesmo sendo uma pobretona, bolsista, malvestida e CDF. Seguindo a descrição de Poole temos: Jake Johnson, outro bolsista, mas é o típico americano bonitão, cheio de charme, descolado e naturalmente sedutor. Sua primeira aparição me lembrou muito a de Stefan Salvatore nos livros da L.J. Smith. 

Depois temos Richard Halton – Jones, inglês, metido que fica rondando Cassie o tempo todo, flertando e ela cai na dele, mas nunca temos certezase o garoto está sendo sério ou se está brincando. Finalmente, mas não menos importante, Ranjjt Singh, indiano, de semblante imperturbável, lindo, inteligente, aparentemente mais maduro que todos os outros e claro que se vê interessado pela nossa mocinha. Sério? Só não conto quem fica com ela no final do livro.

Em resumo, a vida de Cassie, apesar de todos os dividendos está melhor que a nossa minha gente. Fiquei curiosa para ler o volume seguinte. Até o tenho, mas não sei se é a melhor hora para isso. Muito drama para poucas páginas. Recomendo como leitura de fim de semana.

RESENHA: Deslembrança – Cat Patrick

Leitura Extra
28/2014

Deslembrança – Cat Patrick

Como estou sem internet direito por causa dos problemas da Vivo, lá fui eu catar algo para distrair durante as horas finais do dia. Esse livro estava bem no fundo, escondidinho na estante e ao reler o resumo dele achei uma boa pedida.

Vi algumas resenhas que as pessoas comparam a história de London com o filme ‘Como se fosse a primeira vez’. Mas discordo. London Lane não é simplesmente desmemoriada, ela tem lembranças, porém são de coisas que ainda vão acontecer. Ela não sofreu nenhuma avaria no cérebro que a deixasse com problemas de memória, ela é totalmente normal nesse quesito.

Adorei a personagem apesar de ficar na dúvida de como ela passou os anos na escola sem reprovar nada, levando em conta que ela não se lembra de nada que se passou. Todos os dias às 04:33 sua mente é resetada e ela esquece tudo aquilo que aconteceu durante às últimas 24h. Achei interessante o esquema de bilhetes, mas falho. 

Luke é o namorado perfeito, queria um desses para mim. Jamie, sua melhor amiga também é bem legal e queria que ela tivesse aparecido mais. A mãe é cheia de segredos que vão sendo revelados aos poucos, alguns eu entendo ela ter deixado London de fora, mas os outros, egoísmo puro.

Li as primeiras 180 páginas de uma vez. Teria continuado se não fossem 4 e meia da manhã. Fui dormir pensando na história e tentando imaginar como seria ser London. Preciso dizer que acabei frustrada. A melhor parte da leitura fica por aí, pois os últimos capítulos são um tanto desapontadores. A forma como Patrick escolheu para dar fim ao enredo foi bem bolada, mas faltaram coisas. Cheguei na última página querendo uma explicação melhor. A problemática apresentada começou a se resolver, mas não teve desfecho no ultimo capítulo. Fiquei com a pergunta: Terá continuação, ou a autora tinha essa intenção? Deixar o leitor sem resposta?

Enfim, recomendo o livro, é bom, tem personagens cativantes mas não espere um grande final.

RESENHA: O Labirinto de Ossos – Rick Riordan (The 39 clues #1)


Desafio Diversidade Literária 2014
08/12 - Thriller/Aventura


O Labirinto de Ossos – Rick Riordan

Lembro-me de nem ter me dado conta de que seriam tantos livros quando peguei esse em uma troca. Quando percebi fiquei me perguntando ‘Onde eu me meti!?’. 39 livros! Cada um escrito por um autor, li a sinopse e vi que os personagens principais, Amy e Dan, tem 14 e 11 anos. Confesso que bateu um desânimo, mas aí durante minha pré-seleção para os desafios literários ele era um dos únicos que se encaixavam numa das categorias.

Achei que seria uma leitura chatinha e arrastada, infantil. Me enganei. Durante as 238 páginas que acabei lendo bem rápido apesar dos dias espaçados, eu ri, fiquei nervosa, muito curiosa, feliz, incrédula, pasma... Um misto de reações e como se trata de uma caça ao tesouro e durante o livro você se depara por diversas pistas, cheguei ao fim com 11 post it’s grudados nas páginas, sendo apenas 4 contendo minhas costumeiras anotações sobre o enredo em prol da resenha.

Achei bem interessante o fato de nós leitores termos a oportunidade de começar a leitura às cegas juntamente com as crianças protagonistas, mas não necessariamente descobrir as coisas junto com elas. Fazemos nossa própria caça ao tesouro. Houve momentos em que Amy ou Dan chegaram antes de mim à uma conclusão e outros momentos em que eu vi o resultado antes deles.

Percebi o quão envolvida eu estava com a busca quando peguei um pedaço de papel, rabisquei o enigma e me recusei a continuar a leitura enquanto eu não resolvesse. Por sorte não levei muito tempo. Acabamos por exercitar outras partes do cérebro além daquela responsável pela leitura. Não quero me aprofundar no enredo pois estraga uma das melhores partes da aventura que é ler esse primeiro livro da série. Espero mesmo que os seguintes se mostrem a altura deste. Rick Riordan realmente acertou em cheio nessa história.

Numa das abas há um comentário do The New York Times que diz que essa série seria uma junção quase perfeita de Harry Potter e Código da Vinci. Bom, eu diria que seria mais fiel dizer que é de Desventuras em Série e Código da Vinci. Pois eles não tempoderes, nem usam varinhas, mas vem de uma família desajustada, são órfãos e tem uma tia louca que os quer pra ontem a cargo do serviço social e cada um em uma família adotiva. Separei alguns dos quotes que me fizeram gostar desses irmãos:

“Amy odiava carros quase tanto quanto odiava multidões. Ela prometeu a si mesma que, quando fosse mais velha, moraria num lugar onde nunca precisasse andar de carro.” (p.96) Amy me entende!

“Aquilo não parecia um bom presságio. Dan se perguntou se a cabeça (de um santo) ainda ficaria guardada na igreja e se as cabeças dos santos realmente tinham auréolas.” (p. 205). Como não se divertir com um menino como Dan?

Claro que não foram esses os únicos momentos que me fizeram adorá-los, mas os mais curtinhos. Os personagens de apoio são igualmente hilários e cativantes, claro que alguns dos ‘primos’ deles dá vontade de esganar, mas no geral cada um tem uma característica que os fazem bons para a trama. Você nem sempre sabe quem vai aparecer e fazendo o quê.

E claro, tem o gato. Saladin. Ele não é apenas um figurante, e tem vários momentos que consegui visualizar claramente como o gato estaria reagindo à situação graças aos comentários ‘by saladin’ criados por Riordan. Mais um ponto a favor para os leitores amantes de gatos como eu.

Definitivamente uma leitura recomendada para crianças, jovens, adultos e idosos. Para qualquer um que queira uma aventura sem precisar sair de onde está.

17 de novembro de 2014

RESENHA: As Filhas Sem Nome - Xinran


Desafio Literário do Tigre
06/12 - Autores Queridos

As Filhas Sem Nome - Xinran

Por onde começar? Xinran é sempre uma caixinha de surpresas. Esse relato sobre as camponesas 'palitinhos' é incrível. Mais uma vez Xinran me deixou com o coração na mão e a sensação de que preciso fazer algo. 

Não sei o quê, mas preciso. Mesmo que seja apenas divulgar o quanto as mulheres chinesas são incríveis, magníficas e fortes e um exemplo para qualquer mulher. Muitas das dificuldades que as chinesas enfrentam são particulares a elas, mas tantas outras são igualmente sofríveis em qualquer cultura e camada social. 

O livro nos traz as histórias de 3 moças de uma aldeia da província de Anhui que por terem nascido mulheres não receberam nomes, sã chamadas pelos pais de Três, Cinco e Seis. Três chega a Nanjing fugindo do destino que toda mulher palitinho é fadada a ter: Casar-se com quem quer que seu pai escolha. Depois de ver o que aconteceu com suas irmãs mais velhas, Um e Dois, ela decide trilhar um caminho diferente.

Tempos depois ela volta a sua cidade natal e acaba levando duas de suas irmãs consigo para a cidade. Cinco que era considerada a mais feia e burra das filhas e portanto a que menos tinha chances de conseguir um casamento e Seis, a única a ter terminado o Ensino Médio, a mais bela e mais inteligente da família. 

O livro portanto nos mostra as disparidades que cada uma delas encontra na cidade grande, a maneira como as pessoas migrantes se chocam ao ver como a vida é diferente no campo e na cidade, como os dialetos dos diferentes pontos da China tornam árduo a simples comunicação.

Das três trajetórias narradas, a que mais me tocou foi a de Cinco, pois ela foi quem teve o maior obstáculo: não saber ler nem escrever. Uma menina decidida, focada, e persistente eu diria. Agarrando-se aos seus olhos, narizes e ouvidos ela se torna uma ferramenta indispensável em seu local de trabalho e acaba por se tornar, ao meu ver, a mais bem colocada entre as três.

Três foi a desbravadora, mais também percebe-se que de longe é a mais ingênua e cabeça dura. Talvez ela tivesse medo de si mesma, ou a mentalidade rural estivesse tão arraigada nela que não houvesse jeito. 

Seis por sua vez, é destemida, e em alguns momentos me pareceu arrogante, em algum momento ela realmente deve ter se achado melhor que as outras por ter estudo. Seu emprego é um sonho para muitas pessoas que leem. Uma casa de chá/ biblioteca. Imaginem ir a um lugar, tomar um chá maravilhoso e poder pegar algo na estante para ler! 

Fiquei fascinada pela família que a empregou e gostaria de ter sabido mais sobre eles. O relato de Seis é o mais rico em relação à visão dos estrangeiros na China e dos chineses em relação aos estrangeiros, ou narizes-grandes. Enfim, é um livro encantador,cheio de ensinamentos, mas felizmente menos sofrível que outros da autora, mas isso não significa ser menos profundo. 

Separei alguns pedaços que preciso guardar. Passagens da leitura que adorei:

"Marcas de grife - é isso que meu filho diz que as lojas vendem. Ele e a mulher não querem saber de usar outra coisa. Quero dizer, vestir roupas é uma questão de ficar confortável e parecer apresentável, não concordam? Para que servem o nome de uma marca? Quem é que vai por as mãos no seu colarinho para olhar a etiqueta?" (p.149)

"Será que os estudantes da praça Tian'amen realmente sabiam por que estavam protestando? Muitos chineses não vem nenhuma diferença entre a revolta estudantil de Tian'amen e a Revolução Cultural: ambas foram levadas adiante por jovens, ambas queriam varrer a velha ordem em nome da 'Democracia'. Mas democracia não é algo que se atinge simplesmente agitando uma bandeira." (p.157)

"Os chineses dizem que se o Acaso reúne duas pessoas, mas essas pessoas não tem Tempo, a amor não florescerá. O amor tampouco vingará se as duas pessoas têm tempo para estarem juntas, porém nenhum afeto em seus corações. O único amor verdadeiro se dá quando Acaso e Tempo estão em harmonia." (p.197)

Recomendádíssimo!

13 de novembro de 2014

RESENHA: A Filha da Herege - Kathleen Kent



DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB
08/12 - Livro sobre bruxas

A Filha da Herege - Kathleen Kent

Uma abordagem diferente de um acontecimento histórico já bem batido pela mídia. A caça às bruxas em Salém, nos Estados Unidos é conhecida por todos, ou assim creio eu. Kent consegue se diferenciar dos relatos, documentários, livros e filmes que tive contato por escolher uma narrativa pelo ponto de vista de alguém de fora dessa cidade que por obra do destino se vê até o pescoço envolvida nessa tragédia.

Sarah Chapman, ao saber do casamento da neta, escreve uma carta contando a verdade sobre sua família. Acompanhamos Sarah ao longo de alguns anos, e a vemos se transformar de uma menina ingênua e insensata em uma jovem corajosa e forte. Achei intrigante como cada personagem, mesmo os que quase não aparecem a não ser que citados pela menina vão se modificando ao longo das páginas. 

Lembro de no início do livro pensar em Martha Carrier como uma mãe rígida, fria e controladora, pois este é o jeito que a filha a via. Mas ao longo da leitura vamos conhecendo melhor essa mulher e vemos que ela, na verdade, é um exemplo de força e veemência. Muitos a encarariam, tanto em 1690 como agora, como uma mulher estúpida e teimosa. Mas não para mim. Me apaixonei por essa mãe que se mostrou firme em suas convicções e fez o que estava ao seu alcance para proteger a família.

O pai de Sarah, com seu passado obscuro, nos deixa o tempo todo com a pulga atrás da orelha, quem é esse homem, o que ele fez, por que ele age da maneira que é apresentada no livro, duelei por vezes com isso, juntamente com Sarah em seu relato, e só no fim eu entendi, ou acho que entendi, o porquê de ele ser como é. Os irmãos se mostram ser totalmente diferentes do esperado para cada um, talvez pela pressão imposta pela sociedade da época.

Como a família Carrier está em outro vilarejo e não em Salém, todos aqueles nomes batidos e que podemos ver hoje na série homônima a cidade, Salém, acabam se tornando pano de fundo. Os nomes são citados para dar coerência ao momento retratado, mas vemos tudo por outros olhos. Não temos uma bruxa de verdade fazendo suas maldades, meninas enlouquecidas acusando quem passa na frente, mas vemos o outro montante dos acusados. Aqueles que eram inocentes e acabaram nos julgamentos por conta de picuinhas e disputas entre vizinhos e famílias. 

Martha Carrier era uma mulher a frente de seu tempo, não abaixava a cabeça para homem nenhum e por isso era odiada por eles e pelas mulheres que por certo a invejavam. Isso juntamente com o passado nebuloso do marido fizeram com que ela se tornasse a candidata perfeita a ser julgada e condenada à forca.

Sarah recebe um livro vermelho de sua mãe, dias antes de esta ser presa, e mesmo não mencionando-o todo o tempo, eu fiquei por toda a leitura imaginando o que ele realmente continha, qual era a história toda por trás da necessidade de mantê-lo escondido e em segredo, e confesso que mesmo depois de terminar a leitura, não sei bem se captei toda a essência do que ele continha, ou se foi proposital essa dúvida ter permanecido.

Para finalizar, a maneira como Kathleen Kent descreve o ambiente, as roupas, a comida, os costumes, realmente nos transporta para Andover e arredores. Houve passagens em que eu senti como se eu estivesse suja e maltrapilha como Sarah e seus irmãos. Angustiante. Ponto positivo para a leitura.

Recomendadíssimo.

9 de novembro de 2014

RESENHA: Como Treinar Seu Dragão - Cressida Cowell (Como Treinar Seu Dragão #1)


DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB
11/12 - Infanto-Juvenil

Como Treinar Seu Dragão - Cressida Cowell

Adorei! Gente, que livro divertido! Quando decidi comprar essa série, tinha em mente dar ao meu sobrinho quando este estivesse mais velho. Definitivamente vou fazê-lo. Para quem tem crianças em casa que não leem muito ou acham o hábito da leitura chato, recomendo esse. São várias imagens divertidas, pedaços de papel escritos à mão, etc.

Soluço é um menino especial. Não por ser extraordinário, mas por ser tão comum e normal que muitos garotos vão se identificar. Perna de peixe é hilário, tem uma mente extremamente fértil que ajuda os meninos a escapar de umas boas mas também os põe na berlinda. 

Aliás, os nomes foram um ponto que me chamou a atenção. Não tem como não rir! Espero conhecer alguns dos personagens melhor nos próximos volumes. Acabei pesquisando os nomes em inglês e preciso dizer, Heloísa Prieto foi incrível na tradução, alguns nomes ficaram muito mais divertidos na versão em Português do que na original, a começar pelo protagonista e por seu dragão. Soluço e Banguela é muito mais catchy que Hiccup e Toothless.

As fichas de classificação dos dragões... nossa, fantásticas e hilárias. Espero encontrar mais delas no futuro. A maneira como eles destacam o que seria dito em 'dragonês' também foi bem bolado, assim como os gritos que não tem espaços entre as palavras. 

Porque esperei tanto para ler essa preciosidade eu não sei. Assisti o filme ano passado mas vou rever agora, pois não lembro bem e não consegui visualizar nenhuma cena do filme durante a leitura, será que foi mais uma das retalhações cinematográficas? 

Enfim. Imperdível.

7 de novembro de 2014

RESENHA: Luminoso - Alyson Noël (Riley Bloom #2)



DESAFIO LITERÁRIO DO SKOOB
09/12 - Série

Luminoso - Alyson Noël


Depois de tantas decepções literárias nos últimos meses, esse foi um bom recomeço. A série Riley Bloom é infinitamente melhor que a original, Os Imortais. Ainda não gosto muito de Bodhi, mas Buttercup e Riley são uma dupla gostosa de acompanhar.

Os personagens de apoio dessa nova história foram muito bem escolhidos. Príncipe Kanta e Rebecca trazem histórias pessoais marcantes e cheias de background histórico, fazendo com que o cenário seja visualizado facilmente. Achei interessante como a autora explora o fator de que toda história tem dois lados. Não somos de todo ruins e nem de todo bons. Personagens cíclicos e por isso verossímeis.

Com certeza é um livro que prende do início ao fim. Não tem enrolação, o que devo dizer que foi muito bom depois de tantas leituras frustradas ultimamente. Apesar de conter indagações e vários momentos em que Riley se pega em conflito interno com suas próprias reações e corrente de pensamentos, há muita ação, mesmo que em tese o livro se passe todo em um único cenário. Mas os personagens te levam a fazer uma viagem imaginária dentro da viagem que já fazemos durante uma leitura (entende?). Parece confuso, mas é bem simples durante o processo de fato.

É Literatura infanto-juvenil mas não deixa de ser envolvente para qualquer idade. E claro, o gancho para o terceiro volume me deixou bem ansiosa. Não leio as prévias que costumam colocar hoje em dia, mas confesso que fiquei tentada. Aceito Terra de Sonhos de presente. Quem sabe agora minhas leituras não voltam a pegar no tranco.