30 de janeiro de 2014

RESENHA: Obsessão - Maya Banks (Breathless, #1)

Leitura extra
03/??

Obsessão - Maya Banks


Anteontem a noite, estava lendo 'Inverno das Fadas' e não aguentava mais a história, e depois de tanto livro de fantasia esse mês precisava de algo que quebrasse o ciclo. Fuxicando a biblioteca no tablet me deparei com Obsessão, reli a sinopse e BANG! Era o que eu precisava. 

Simplesmente apaixonante. Esse livro foi uma descoberta muito feliz para mim. Até então só tinha lido um ou dois livros da Maya. Mas sempre curti o estilo de escrita dela. Para quem gosta de Literatura Erótica esse é um prato cheio!

O livro é o primeiro da trilogia 'Sem Fôlego' (Breathless) e nos apresenta o primeiro de três bilionários de 38 anos (idade delícia diga-se de passagem), sócios e donos de uma rede de hotéis de luxo pelo mundo. Gabe Hamilton é um protagonista quase às avessas. Não tem nada de bobo, doce, romântico, passa longe do perfil de Príncipe Encantado.

A mocinha é Mia Crestwell, por acaso irmã de Jace Crestwell, um dos bilionários. Ela, por outro lado, é a perfeita mocinha em apuros do mundo moderno. Perdeu os pais na adolescência, só tem o irmão de família, não sabe o que fazer da vida e claro, sempre foi apaixonada pelo amigo do irmão e bilionário da vez, Gabe.

A história gira em torno de um contrato de trabalho inusitado entre os dois. Mia sempre gostou de Gabe e ele não sabia, Gabe sempre quis tê-la como mulher, mas se freava por causa da diferença de 14 anos na idade e por ser irmão mais nova do melhor amigo. Esse contrato a torna posse dele. Ela não seria apenas a assistente pessoal dele. Mas teria que ficar a disposição dele a qualquer minuto do dia ou da noite. Por achar que nunca teria outra oportunidade de ficar com ele, ela  acaba aceitando, mesmo sabendo que pode se machucar muito, que tudo pode dar errado, que se o irmão descobrir mata o cara ficará louco com ela.

Gostei deles como casal. Acho inusitado, pois é a primeira vez, que me recordo, que gosto de personagens juntos mas não separados. Achei Mia chatinha, mas quando ela estava com Gabe, mudava um pouco se tornava determinada e segura. Gabe como vi em alguma resenha na net, consegue ser o cara mais odiável e mais apaixonante ao mesmo tempo. Ele é babaca quase todo o tempo, mas tem momentos incríveis em que se torna protetor, atencioso e vulnerável. Tudo que se pode querer em um homem.  

Adorei a colega de quarto e amiga de Mia, Caroline e espero que ela apareça em um dos livros que seguem. Apesar de não aparecer tanto, me cativou. Superficialmente falando gostei mais de Jace e Ash, o terceiro bilionário fanfarrão. Me peguei sorrindo toda vez que Ash entrava em cena. Quero muito ver como vai ser a história dele.

Algumas partes do livro me incomodaram, acho que por se tratar de uma relação de submissão total por parte dela. Esse lance de obedecer cegamente não me entra na cabeça. Teve momentos que pensei comigo mesma: 'Que merda é essa?'. Mas no geral amei, não é a toa que li o livro em duas noites. Outro ponto que gostei é da pitada de humor. Todos os personagens descontraíam em algum momento. Ri sozinha algumas vezes. Me arrumem o segundo!

27 de janeiro de 2014

RESENHA: Ciúmes - Lili St. Crow (Strange Angels #3)

Leitura extra
02/??

Ciúmes - Lili St. Crow

Aproveitei o término das minhas leituras obrigatórias do mês para dar continuidade à saga e cumprir com mais um item de empréstimo. Esse volume me surpreendeu positivamente, de maneira que durante a leitura já estava pesquisando sobre a continuação e fiquei sabendo que não foi lançada ainda no Brasil. Ficarei na vontade por tempo indeterminado.

Aqui Dru finalmente chega à Schola Prima, para onde deveria ter ido desde o início. Fiquei preocupada de que a autora cairia no erro do segundo, mas felizmente não foi o caso. A vida na escola foi bem dosada com os problemas extras, apesar de que o lobisomens não tiveram tanto espaço dessa vez como antes. Mas estão sempre presentes e leais à Svetocha.

Para o deleite das fãs de Christophe ele volta nesse livro com muito mais espaço e sanando todas as dúvidas acerca de onde repousa sua lealdade. O triângulo amoroso Christophe - Dru - Graves continua a se formar conforme o loup garou revela seus sentimentos à sua maneira e a menina vai começando, ou tentando entender o que sente por um e por outro. 

Anna tem um papel importante no desenrolar dos fatos e protagoniza junto a Dru uma das cenas que mais  gostei nesse 3º livro. Ela é o tipo de vilã que você quer que os planos fracassem mas ao mesmo tempo não quer que ela seja totalmente derrotada. Fascinante.

Muitos dos enigmas que foram apresentados nos dois primeiros segmentos começam a ser desvendados, pontas soltas arrematadas, graças aos deuses, os momentos em que ela fica em um devaneio lembrando coisas do passado também diminuiu consideravelmente. Fiquei muito contente com a explicação que começa a se mostrar acerca da coruja que Dru sempre vê, que diz ser a coruja da avó. 

Mais uma vez Lili St. Crow é impecável na descrição das cenas de ação, que me rendeu a leitura de 100 páginas sem interrupção de tão envolvente que consegue ser. Só ainda não assimilei por que a série se chama STRANGE ANGELS.

RESENHA: A Lagoa Azul (1949)

Título Original: The Blue Lagoon
Duração: 101'


"O filme conta a história de duas crianças pequenas que naufragaram em uma ilha tropical paradisíaca no Pacífico Sul . Sentimentos emocionais e mudanças físicas surgem à medida em que crescem para a maturidade e se apaixonam."
O clássico da sessão da tarde lançado em 1980 todo mundo já viu. Mas essa versão de 1949 é de conhecimento de poucos. Eu mesma só descobri recentemente ao ficar sabendo de outra versão: A Lagoa Azul - O Despertar (2012). Fiquei curiosa para assistir os dois por conta da diferença escandalosa entre as sociedades da época. A maneira como assuntos antes delicados hoje são tratados. Tabus de antes que hoje são corriqueiros.

Os filmes foram baseados no livro homônimo: 'A Lagoa Azul' (1908) de Harry de Vere Stacpoole, e teve sua primeira adaptação para o cinema, datada de 1923. Essa, infelizmente ainda não pude assistir, mas um dia.

Na versão de 1949, notei que as camadas sociais e a responsabilidade e deveres de cada pessoa de acordo com seu status é mais importante que em outras. Pelas sinopses que li do livro, aparentemente essa versão é bem mais fiel à história original que as que vieram a seguir. Notei também como a história é inocente. Toda a interação entre os personagens que na época pode ter sido considerada avançada, é para mim subjetiva.

Donald Houston e Jean Simmons.
O que se vê na tela é uma amizade forte, personalidades quase infantis mas sinceras. Cumplicidade. Ao contrários das versões recentes, não há nenhum indício de relacionamento romântico, até o momento em que ela aparece com a criança nos braços. O mais forte que vi entre os dois foi um protecionismo, amizade. Já que os dois estão sempre juntos e não querem se separar em nenhum instante. 

Nota: 7.0

23 de janeiro de 2014

RESENHA: Percy Jackson e O Mar de Monstros


Título Original: Percy Jackson: Sea Of Monsters
Duração: 106'

Filme 04/52



"Percy e seus amigos estão na busca pelo Velocino de Ouro, o único artefato mágico capaz de proteger o Acampamento Meio-Sangue da destruição. É com essa missão que ele e outros campistas partem para uma eletrizante viagem pelo Mar de Monstros, onde deparam com seres fantásticos, perigos e situações inusitadas, que põem à prova seu heroísmo e sua herança. Está em jogo a existência de seu refúgio predileto e, até então, o lugar mais seguro do mundo para eles."

Eu estava enrolando faz um tempo para assistir esse filme principalmente por causa do fiasco que foi o primeiro. Mas como não gosto de especulação, resolvi assistir para ter ideia própria. No geral o filme consegue ser melhor que o primeiro. Eu imaginava o Tyson bem diferente, mas a caracterização ficou boa. 

Amei esse 'hipogrifo".

A Thalia eu tinha essa visão dela ser bem mais durona, corajosa, mas a cena que ela aparece no início me deu a impressão de apenas uma garotinha idiota, ingênua e co excesso de confiança, durante a leitura achei que a morte dela tinha muito mais altruísmo, heroísmo do que aparenta no filme. A caracterização de todos os ciclopes foram boas, ao menos isso. Uma das minhas cenas preferidas foi, sem dúvida a sequência com o Touro. 

Bonitinho, não?
Fiquei chateada de não terem dado mais espaço para o que dá nome ao livro. O mar de monstros. As cenas foram muito bem feitas, mas imaginava um iate bem maior e mais movimentado. Tive essa impressão no livro, quase um transatlântico, muita gente e muita confusão. Mas no filme era um barquinho bem xoxo.  As cenas dentro do monstro foram bem boladas. Adorei a tripulação da Clarisse. Deu um tom cômico ao momento. Quando eles chegam à ilha, outra vez imaginava uma coisa totalmente diferente, achei que faltou algo, mas não sei o quê. Grover de noiva ciclope estava muito engraçado. Gostei muito dele nesse filme.

Esse olho azul...
Uma cena que achei péssima é de quando a Annabeth se machuca, 'morre' e volta. Quem dirigiu essa cena precisava ter dado uns sacodes na garota, eta cena mal feita. Mas nem tudo é perfeito. Cronos achei legal a caracterização, mas outra vez, faltou tempo de exposição, foi tao rápido que quase se esquece toda a importância dele na história. O mesmo vale para a Oráculo, muito rápido para algo que tem importância até o final da história.

Ou seja, é um bom passatempo, diverte, mas não é uma grande adaptação. Boa parte da emoção do livro não foi colocada na tela. O que é uma pena. Mesmo pecado que cometeram em Jogos Vorazes. Primam a comercialização e se esquecem da fidelidade. Vi melhora nas atuações, mas acaba que os secundários roubam a cena sempre que aparecem, como acontece com Clarisse e Tyson em maior escala e as irmãs cinzentas na cena do táxi que foi impagável.

#beijinhonoombro
Nota: 7.5



RECEITA: Yakimeshi

Essa receita faz parte do Desafio 12 receitas, 12 livros, 12 países. Janeiro foi a vez da China, portanto escolhi Yakimeshi! Ficou bom, viu. Achei super fácil. O gosto fica igualzinho aos que se come por aí. Enquanto o arroz cozinhava eu piquei e ralei o que precisava,e voilá, rápdo e prático.

YAKIMESHI
  • 2 xícaras de arroz branco cozido
  • 2 ovos
  • 100 g de presunto cortado em quadradinhos ou cubos.
  • 1 cenoura ralada
  • 1/2 xícara de cebolinha picada
  • 1 fio de azeite ou óleo
  • Sal
MODO DE PREPARO:

- Numa panela antiaderente, ponha um fio de azeite, coloque os ovos com um pouco de sal e mexa-os. Quando estiverem mexidos acrescente o arroz, mexa. Acrescente a cenoura e o presunto. Mexa por 2 minutos, desligue o fogo e acrescente a cebolinha. Pronto para servir.


Para complementar fiz um peixinho cozido. Delícia.



20 de janeiro de 2014

RESENHA: Vampiro Secreto - L. J. Smith (Mundo das Sombras #1)

Leitura Extra
01/??

Vampiro Secreto - L. J. Smith (Mundo das Sombras Vol. 1)


Tenho esse livro há um tempo, tanto que nem lembro como adquiri, se foi troca, compra, ganhado. Esses dias depois de terminar de ler o último livro do mês para desafios resolvi pegar o que tivesse no topo da pilha em uma das caixas. Esse foi o premiado. Mais um de fantasia para a lista. Poderia servir como item do Diversidade Literária também. 

Conheci L. J. Smith através de 'The Vampire Diaries'. Lembro que foi logo depois de ler Amanhecer da Saga Crepúsculo se não me engano. Eu estava na fissura, entrei de cabeça no mundo criado pela Stephanie Meyer e não queria voltar para a realidade. Os livros não estavam disponíveis no Brasil, então acabei baixando em inglês mesmo. Acabei me apaixonando e achando TVD ainda melhor que Crepúsculo. Toda aquela atmosfera oitentista me fez mergulhar de cabeça, Li os quatro primeiros em uma semana.  Lembro de ter procurado os livros da série NightWorld, mas não achei. Anos mais tarde, com toda a febre dos filmes da saga e a adaptação para TV dos livros da L.J. eis que lançam por aqui. Devido aos muitos LV's ele ficou no cantinho ali esperando. Para sorte dele, na mudança ficou por cima.

O que realmente interessa. O Plot. A princípio ri um pouco pela protagonista se chamar Poppy. Não é um nome muito, como dizer, forte. Mas acaba que a personagem é totalmente diferente do nome, ela é elétrica, cheia de vida, meio moleca, nada de flores e meiguice. O protagonista masculino é James, amigo de infância de Poppy e de seu irmão gêmeo, Phil. Ela é apaixonada por ele, mas se cala até que fica doente.

Quando comecei a ler achei que a doença iria tomar mais tempo da história, mas tudo passa muito rápido. Mas não ficou mal feito. Ao longo das páginas são deixados ganchos, que até parecem informações desnecessárias e soltas, mas não se engane, tudo nas histórias de Lisa tem um porquê.

Antes de terminar de ler, a curiosidade me fez pesquisar sobre o resto da série. Li sobre os outros personagens e peguei uma certa antipatia por Ash, primo de James que aparece na reta final do livro um. Mas quando ele deu as caras, adorei o cara! O perfeito badboy. Sabendo que o livro dois tem ele como protagonista, fiquei mais ansiosa, se alguém tiver e quiser me dar/emprestar, aceito!  Vi muita gente desapontada pelo fato de que a história entre Poppy e James não tem continuidade no livro dois, mas achei que o final do livro deixou bem claro como vai ser dali para frente para os dois. Minha curiosidade sobre Ash é maior. 

Outro ponto que gostei no livro é a explicação para que vampiros precisem de sangue. A premissa de que o sangue deles não consegue transportar oxigênio e por isso a necessidade de sangue não-vampiro na dieta é bem convincente. Enfim, é um bom livro, a leitura flui com facilidade, os personagens cativam e tem uma ótima deixa para  a continuação. Recomendado.

18 de janeiro de 2014

RESENHA: O Príncipe da Névoa - Carlos Ruiz Zafón (Niebla #1)

Desafio Loucas Por Livros e Esmaltes
01/12 - Livro mais novo / esmalte mais novo.

O Príncipe da Névoa - Carlos Ruiz Zafón

Ganhei o livro no AS de Natal do LV, da Janice. Ela me deu 3, então resolvi colocar esse aqui no desafio. Adorei essa escolha. Ótimo livro para essa época do ano em que Petrópolis fica debaixo de chuva quase todo dia. Foi uma leitura agradável, rápida e fluida. As páginas amarelinhas e as letras grandes facilitaram para essa quase cega.

Esse é meu segundo livro do Zafón, e preciso dizer que a cada página me encanto mais com ele. Quando fiquei sabendo que era o primeiro romance publicado dele! Como assim? Achei esse ainda melhor que Marina, não parece coisa de principiante.

A escrita de Zafón me fascina a cada frase. O mistério e suspense da trama é envolvente. Ele não deixa a gente se afastar muito tempo. É quase uma necessidade para o leitor continuar e descobrir as coisas. Devo dizer que quase nada do que se passou eu imaginei ser possível com antecedência. Ainda mais quando se acostuma com narrativas onde tudo dá certo. Zafón foge dessa regra e me encanta.

Tanto o é assim, que comecei a ler na madrugada de sexta e terminei nessa madrugada. Eu até cheguei a parar a leitura para terminar hoje pela manhã, já que tinha que acordar cedo, mas acabei acendendo a luz de novo e indo até o fim. 

"Lendo Záfon me sinto como se visse um filme. As descrições dele são bem claras e objetivas sem deixar de serem bem feitas. Gosto muito disso no texto dele. Totalmente oposto ao descritivo de Machado de Assis, que costuma ser uma leitura penosa para mim." (Histórico de Leitura - 17/01)

Os personagens são ótimos e a princípio não se vê a importância de cada um no enredo, e parece que a personalidade será de um jeito, ou o rumo que vão tomar é tal, mas no fim das coisas tudo muda.  Esse lvro definitivamente coloca Carlos Ruiz Zafón no meu rol de escritores favoritos.

17 de janeiro de 2014

RESENHA: Memórias de Uma Gueixa - Arthur Golden


Desafio Literário do Tigre
01/12 - Na estante

Memórias de Uma Gueixa - Arthur Golden

Tendo sido o primeiro livro que troquei no Skoob, achei a escolha ideal para esse mês desse desafio. O engraçado é que apesar de ter assistido o filme, nada me lembrava dele enquanto lia. Vou ter que assisti novamente. Não sei se era por estar ansiosa pela leitura, mas desenvolvi uma relação de amor e ódio com esse livro. O autor definitivamente soube desenvolver muito bem a personagem cíclica que é Chiyo/Sayuri. Devo a isso essa conflitante reação à história.

Nos primeiros capítulos, quando conhecemos a protagonista ainda criança eu a achei ingênua mas bastante determinada se tratando de uma menina de 9 anos. A irmã ao contrário é uma parva que se eu encontrasse na minha frente teria sacudido a garota e dado uns tapas.

As atitudes da menina dentro do Okiya após sua chegada me deixaram nervosa. Tinha algo nela que me incomodava e com o passar dos capítulos vi que era essa volatilidade dela. Mas nada disse é por acaso, afinal, como dizem várias vezes no livro, a menina 'tem água demais'. Quando se resigna com seu destino e resolve se dedicar a ser uma gueixa de primeira linha, passei a gostar mais dela. Tanto que meu comentário no histórico de leitura foi o seguinte:

"Retiro o que disse sobre Chiyo. A personagem evoluiu de forma impressionante e sutil. A criança chata se transformou em uma jovem inteligente, audaciosa mas consciente. Dá para vislumbrar a gueixa que ela pode se tornar. Mameha é definitivamente minha personagem favorita." (Histórico de leitura do Skoob - 13/01)
Assim que Mameha entra de vez na vida da agora adolescente Chiyo, ela se torna minha personagem favorita. Uma mulher forte, determinada, destemida e consciente de sua situação. Sabe o que é necessário ser feito e não tem medo de fazer o que julga necessário para chegar ao que deseja. Mesmo que demore. Paciência é uma virtude. Já Chiyo que agora se torna Sayuri começa a ter uns episódios que me enlouquecem. 

"Sayuri é tão volátil que me espanta. Ora parece uma mulher, ora uma criança." (Histórico de Leitura do Skoob - 16/01)

 No início eu achava que ela seria uma gueixa como sua irmã mais velha Mameha, mas não, ela meio que vê a vida passar e fica esperando que as coisas e os outros resolvam tudo por ela, ao estilo 'se tiver que ser será'. Fica sonhando acordada lembrando do encontro com o Presidente, e quando o reencontra, já como Gueixa Aprendiz, eu achei que ela mostraria essa água que tem dentro de si e daria o primeiro passo na conversa, mas não. Se deixa levar pela conversa de Nobu, e segue tudo o que Mameha planejava à risca.

Os anos passam e ela vai se deixando levar e faz umas burradas que me espantam, mas mesmo assim insisti na leitura, queria saber no que isso ia dar. Valeu a pena afinal. Há males que vem para o bem, e apesar de eu condenar a decisão que ela toma de fazer Nobu esquece-la, acabou dando certo. Confesso que me surpreendi com a atitude que o Presidente tomou, e o capítulo em que os dois conversam na Casa de Chá, quando ele confessa que sabia quem ela era todos esses anos e os motivos de ter agido como agiu e se distanciado, me senti como uma adolescente. 

Acabou que a minha parte favorita foi o final. Todas as conclusões que a personagem chega são válidas e valiosas para se trazer para o lado de cá. Concluí que preciso rever o filme o quanto antes para ver como reajo dessa vez. Lembro de que ao terminar de assistir, fiquei com uma sensação de vazio. Fiquei com a impressão de que faltava algo, de que precisava saber mais sobre essa Gueixa misteriosa e de olhos tão diferentes. Enfim, foi bom visitar o Japão mais uma vez. 

Só preciso agradecer à Tati pela ideia do desafio e me ajudar a diminuir a lista de livros não lidos na minha estante. Muito Obrigada!


13 de janeiro de 2014

RESENHA: O Décimo Terceiro Conto (2013)



Título Original: The Thirteenth Tale
Duração: 90'

Filme 03/52



"Vida Winters é uma escritora à beira da morte. Ela contrata Margaret, uma jovem biógrafa para contar a verdade sobre sua história. Você acredita em fantasmas?"
Resolvi assistir esse filme ao me deparar com a capa alternativa do filme, junto com uma sinopse. Pareceu bem promissor e resolvi ir atrás. Não me decepcionei. É um suspense psicológico dos bons, trazido a nós pela BBC, emissora britânica. Para quem gostou das séries Lightfields e Marchlands, vai gostar desse filme. E claro, é um deleite para os amantes dos ruivos naturais.

Vida Winters (Vanessa Redgrave) é uma escritora bem sucedida, já idosa e em estágio terminal. Contrata Margaret Lea (Olivia Colman), uma jovem biógrafa, depois de ler sua matéria sobre um caso policial envolvendo gêmeas. Vida tem apenas duas regras, a história deve ser contada em ordem cronológica e Lea não pode fazer perguntas antes que a história seja toda contada.

Amei esse frame. Redgrave Diva.


O enredo mescla as conversas entre Vida e Lea nos dias de hoje, com as lembranças de Vida na mansão Angelfield, onde viveu até os 17 anos quando um incêndio misterioso acabou com a propriedade. Enquanto conversam, a fechada Lea conta seus próprios segredos e se aproxima cada vez mais da história de Vida. 

A sra. Redgrave está magnífica no papel. Essa mulher me fascina a cada vez que a vejo atuando. Sophie Turner que faz a mesma personagem quando adolescente mostra ser um talentosa atriz, nos entregando de maneira eficiente uma personagem totalmente diferente da medrosa Sansa de Game Of Thrones. Espero que ela consiga mais papeis de peso no futuro.

Sophie Turner (GoT) e Antonia Clarke (Lightfields)

Não vou contar mais coisas sobre o enredo pois estragaria o melhor do filme, a descoberta gradual dos fatos e de quem é quem na história. O suspense e a qualidade estão em não saber nada de antemão. Um filme que deve ser visto por todos que dizem amar a Sétima arte. Desbanca muito filme feito para o cinema nos últimos tempos.

Nota: 9.5

11 de janeiro de 2014

RESENHA: Balzac e a Costureirinha Chinesa - Dai Sijie



Desafio Literário 12/12/12
01/12 China

Balzac e a Costureirinha Chinesa - Dai Sijie


Esse livro entrou na minha estante ano passado quando li Anna e o Beijo Francês. Comentaram tanto sobre o livro, e eu amante da literatura chinesa, não poderia deixar passar. O coloquei no Desafio Desafiante, mas acabei não terminando. Resolvi dar nova chance a ele nesse desafio dos países. 

Embora o início da leitura tenha sido arrastada como na primeira tentativa, me surpreendi com a história. Confesso que achei que seria um relato sobre a reeducação dos dois jovens chineses durante a ditadura de Mao, mas esse fato se torna apenas pano de fundo para uma história quase romântica. Quando a Costureirinha entra em cena achei que se formaria um triângulo amoroso, outra vez me surpreendo. 

Achei peculiar que o livro não tem um antagonista clássico. Ouso até dizer que o único vilão da história é o regime político. O que mais me prendeu no livro foi a paixão com que os personagens se relacionam com os livros proibidos. A vontade de saber mais é transformadora para eles e isso é determinante para o final do enredo que eu nem suspeitava ser possível. 

"(...) Dentro da valise, pilhas de livros iluminaram-se sob o feixe de luz da lanterna. Grandes escritores ocidentais nos acolheram de braços abertos: à frente, estava nosso velho amigo Balzac, com cinco ou seis romances, seguido de Victor Hugo, Stendhal, Dumas, Flaubert, Baudelaire, Romain Rolland, Russeau, Tolstói,, Gogoi, Dostoievski, além dos ingleses, como Dickens, Kipling, Emily Brontë..." (p. 87)
Nesse pedaço transcrito percebe-se porque a mala era tão especial, desejada e perigosa. Ser pego com um livro desses apenas seria trágico, imagine ser encontrado em companhia de todos esses grandes nomes da literatura ocidental? A maneira como eles conseguem a mala com os livros é inusitada, e uma das minhas cenas preferidas. Nesse trecho o autor nos agracia com momentos de tensão e graça. Foi um daqueles instantes que você não gostaria de estar na pele do personagem e torce para que tudo dê certo.

A costureirinha se mostra com o decorrer das páginas uma pessoa bem incomum naquele cenário, fazendo com que os dois rapazes burgueses da cidade grande se dobrem perante a ela, fazendo tudo para agradá-la. Pensei em um momento que ela modificaria o modo deles pensarem, e encararem o que estão passando de uma maneira mais ampla do que acontece. Honestamente achei que os personagens flutuantes são muito mais interessantes que os três. Minha expectativa, creio que estava muito alta. mas os moradores contribuíram muito mais para que eu virasse as páginas que os causos desses jovens.

Durante a leitura descobri que há um filme. Uma adaptação dessa obra para o cinema. Fiquei com vontade de assistir para ver como será algumas cenas que gostei. Como as em que eles se tornam contadores de histórias. Na primeira vez que eles se veem contando, achei que ia tomar um rumo que não se verificou. Mas não foi somente isso. Houve outros momentos em que a história ganha um desfecho para certo assunto que me pegou de surpresa. Isso define a leitura. Só saberá o que acontece quem ler atentamente até o final. Tudo muda em questão de parágrafos. É um livro para pessoas persistentes e também curiosas. Quem não gosta de surpresas pode ficar longe.

Poster do filme de 2002
Com certeza em breve, resenha do filme. Será que a adaptação foi fiel, ou será que vai me decepcionar? Quanto a receita do desafio, farei na próxima semana.



8 de janeiro de 2014

RESENHA: Batalha Real (2000)

Título Original: Batoru Rowaiaru / Battle Royale
Duração: 114'


Numa realidade hipotética, as novas gerações promovem um estado de anarquia, e o governo ultranacionalista resolve controlar a situação promovendo o temível Ato Battle Royale. Todos os anos, uma classe escolar é escolhida para passar três dias numa ilha deserta, e a cada aluno é dada uma mochila com equipamentos pessoais, de sobrevivência e uma arma, que pode variar de um cabide à uma escopeta. A única regra: apenas um pode sobreviver ao final dos 3 dias.

 Resolvi assistir o filme depois de ver os milhares de comentários comparando-o com Jogos Vorazes, dizendo que é cópia, que a autora se baseou nessa história e tal. Ao pesquisar ainda descubro que tem um mangá e uma continuação lançada em 2003. Como que eu sendo tão louca por cultura japonesa, nunca soube desse filme ou ao menos do mangá eu não sei.

A única semelhança que vi foi o fato de serem adolescentes jogados por um governo totalitário num lugar aleatório para se matarem. Mas para por aí. E convenhamos, que história hoje em dia pode ser considerada realmente original? Quando autores não usam uma ideia já explorada, copiam a si mesmos. É a velha história do 'time que está ganhando não se mexe'. Se dá audiência, vende, continue usando a fórmula. Ainda mais em uma sociedade que tem sido mais importante escrever best-sellers que livros que se tornem clássicos para futuras gerações.

Em Batalha Real, uma turma de escola é escolhida 'aleatoriamente' para ser protagonista dos jogos. Não há treinamento prévio e o que acontece lá dentro não é televisionado para a população. É uma maneira de mostrar aos jovens rebeldes quem realmente detém o poder nesse Japão distópico. A ação toda se passa dentro de uma ilha que foi evacuada, portanto os jovens tem recursos que podem ser utilizados. Ao chegarem na ilha recebem um explicação muito bizarra do que esperar nos três dias que duram a batalha. 

Nesse momento é que se percebe quem é bom ator e quem não é nessa produção. O casal protagonista por assim dizer é muito afetado, a menina é a típica mocinha indefesa, idiota (e burra diga-se de passagem) que precisa ser salva a toda hora e não sabe fazer nada sozinha. O garoto é um histérico, o ator é exagerado, sua atuação é tão forçada que quase vira comédia. Só serviram para que eu concluísse que se estivesse lá, mataria os dois primeiro.

Narahara e Noriko.
Os outros adolescentes também tem uma atuação forçada, mas renderam algumas cenas bem interessantes. A minha preferida se passa no farol, quando um grupo de meninas está preparando o almoço, uma delas põe veneno em um prato de comida para dar ao protagonista, mas outra garota chega e pega o prato. Pouco depois morre e aí as meninas ficam enlouquecidas e começa a chacina. pronto, todas elas mortas.


Minha personagem preferida foi justamente a antagonista, Mitsuko, a garota assumidamente malvada, que aceita a ideia e sai matando quem vê pela frente. Senti que tinha muito mais por trás da atitude dela e que não foi mostrada, contada. Apenas para dar espaço para o melodrama dos pombinhos. Outra coisa que me incomodou foi que de repente começaram a correr com as coisas pois estava no fim e muito coisa ficou sem explicação, sem nexo, mas não no sentido de instigar quem assiste a tomar suas conclusões, e sim de mal formulado mesmo.
Dá medo essa garota.

Li em algumas resenhas de pessoas que leram o mangá que houve uma mudança drástica na personalidade e no plot de alguns personagens. Alguns personagens importantes no papel passaram despercebidos na telinha e isso é algo que eu assumidamente não suporto. Enfim, não é de todo ruim, tem cenas bem boladas, mas prometia mais. Ao menos me deixou curiosa para ver a continuação. E mais vai ter remake ocidental. Que merda vai sair daí...

Nota: 7.0



7 de janeiro de 2014

RESENHA: A Verdade Sobre Emanuel (2013)

Título Original: The Truth About Emanuel
Duração: 96'


"Emanuel ( Kaya Scodelario) é uma adolescente prestes a fazer 18 anos. Sem ter conhecido a mãe, morta no parto, ela vive com seu dedicado pai e sua nova esposa. Quando a jovem Linda (Jessica Biel) se muda para a casa do lado, ela rapidamente se torna uma espécie de figura materna para Emanuel, que se oferece para cuidar do seu bebê."
Filme espetacular. Simplesmente imperdível. Belo elenco, com atuações incríveis de Jessica Biel e Kaya Scudelario, Linda e Emanuel respectivamente. Confesso que levei alguns minutos para reconhecer Biel, acostumei a vê-la em papéis bem jovens, e vê-la como Linda foi uma experiência diferente. Outra agradável surpresa foi me deparar com Jimmi Simpson, que estava com saudades desde o fim de Breakout Kings. Apesar de um personagem cm poucas aparições, esteve ótimo como Arthur. Completando o elenco temos Alfred Molina.


Resolvi assistir pelo nome. Nem li a sinopse antes, e me encantei. A subjetividade e a tranquilidade com que as coisas acontecem foi algo que há tempos eu não via, já que ultimamente as produções são cheias de ação, informação, tudo sendo jogado muito rápido.

Durante todo o filme apenas aparecem essencialmente 4 cenários. A casa de Emanuel, a de Linda, o trabalho de Emanuel e o Metrô. O filme não tem nada de previsível, ao menos para mim. Nada do que achei que ia acontecer, aconteceu. E o final, surpreendente.

Os delírios de Linda e as incongruências comportamentais de Emanuel me deixaram ora assustada, ora deslumbrada. Uma história original, e que toca quem vê, é possível se identificar com os personagens e seus problemas. É um filme verdadeiro e definitivamente merece atenção de quem gosta de cinema.

Nota: 9.0



6 de janeiro de 2014

RESENHA: Abducted: The Carlina White Story (2012)


Título Original: Adbucted: The Carlina White Story
Duração: 85'

Filme 02/52


"Em 1987, Joy White deu a luz à Carlina, em 4 de agosto, a menina é raptada de dentro do hospital, Joy continua sua busca por longos 23 anos, quando a menina, agora mãe descobre sozinha o que a mulher que a criou fez. Rejeitando seu nome de registro e o nome que foi criada, a jovem se vê perdida entre duas identidades."

Sempre gostei de filmes baseados em histórias reais, essa em particular tem um recomeço feliz eu diria. A mãe de Carlina agora pode dormir todas as noites, sabendo que a filha está viva, o pai sorri sabendo que sua filha é uma grande mulher, mas ainda há muito o que percorrer e o que aprenderem sobre uns aos outros.

À esquerda a atriz, à direita a Netty real.


A dramatização em si, tem apenas cerca de 40 minutos, após isso eles mostram um documentário com as pessoas envolvidas na história real, falando sobre como lidaram e como lidam com tudo isso, com a descoberta, o encontro entre pais e filha, a reação da família com quem ela viveu por todos esses anos, as emoções conflitantes que essa jovem mulher experimenta pois apesar de entender o lado da mãe biológica, e de sentir-se inconformada com a atitude daquela mãe que a criou, ela não pode esquecer tudo que viveu, os momentos felizes que teve com a família Pettway. Ainda mais se for considerado que ninguém sabia da verdade.

Carl, Carlina e Joy White


Carlina viveu a vida toda como Nedjra Nance Pettway. Netty para os tios, tias e primos. Não é difícil compreender a dificuldade em manter contato com ambas as famílias sem machucar ninguém. Para a família biológica, manter contato com os Pettway era uma traição, e para esses, esquece-los era como dar as costas ao seu passado. 

Ann Pettway, mulher que levou Carlina.

Um ótimo filme. Uma linda história de perseverança, medos e autoconhecimento. Recomendo.

Nota: 8.0



5 de janeiro de 2014

RESENHA: Traições - Lili St. Crow (Strange Angels #2)


Diversidade Literária 2014
01/12 - Fantasia

Traições - Lili St. Crow (Strange Angels #2)


Estava bem ansiosa por esse livro. O primeiro da série me deixou muito surpresa, a sinopse me prometia algo e a história me levou a outro lugar. O final teve uma deixa perfeita para essa continuação, mas... Acredito que minhas expectativas estavam muito altas. Comecei a ler e fui seguindo o fluxo arrastado até que me dei conta que estava na página 111 e o livro estava se assemelhando a muitos outros com o tema de adolescentes sobrenaturais em uma escola especial. Mas sem nenhum diferencial que o destacasse.

"Um terço do livro lido e está caminhando para um cenário totalmente diferente do que esperava depois do primeiro. Caindo na mesmice das histórias sobre escolas sobrenaturais e perdendo a originalidade do princípio." (Histórico de leitura no skoob - 03/01)

Mas não me dei por vencida, acho que por ser livro de desafio me forcei a continuar e terminar a leitura sem arrastá-la por semanas. Foi então que tive uma surpresa agradável. Quando Dru sente sede de sangue pela primeira vez, a autora conseguiu o que eu humildemente classifiquei como uma das melhores descrições já lidas por mim desse momento. Extremamente visceral e explicativa.

"(...) Daí eu me liguei que também estava fazendo um som esquisito, um som alto e penetrante, com interrupções estranhas, quando minha traqueia trancou e eu tive que respirar. O cheiro me atingiu - cobre, quente e bom. Acertou um lugar bem na parte de trás da minha garganta que eu nunca soube antes que existia, bem perto da área que as pessoas normais não tem. Aquela que me avisa que algo bizarro vai rolar. Aquele cheiro vermelho, de cobre, ia até lá embaixo e rasgava o mundo. (...) 

Queria tirar todos eles do meu caminho na porrada e colocar minha cara na garganta do lobisomem ferido. Queria beber. Uma sede intensa se arrastava para fora de mim, vinda lá do meio da minha garganta, e se espalhava por todo o meu corpo. Eu estava seca, estalando e queimando, e a única coisa que iria conseguir extinguir o fogo era o líquido doce e vermelho cujo cheiro eu podia farejar por todos os locais. Ele formava uma conexão dentro da minha cabeça, que sussurrava e me persuadia, e meus dentes passaram a doer de tão sensíveis. Eu quase conseguia senti-los aumentar. Meu cabelo pinicava, e cada milímetro do meu corpo acordava de novo. (...)" (p.142)

Nesse momento eu achei que a coisa ia engrenar. Felizmente assim foi. Não parei mais de ler apesar de algumas passagens de excessiva descrição de memórias que a Dru tem do pai e de quando caçavam juntos. Então me dei conta que a mesma característica que tanto me incomoda é a que tanto gosto nessa autora. As descrições. O problema é que eu não curto essa viagem contínua pela Memory Lane. Mas adoro quando os autores descrevem cenas de ação de forma que nos sintamos no lugar do personagem.

Outra coisa no livro que me deixou intrigada e pensativa foi a relação que a menina tem com o medalhão da mãe. Toda hora ela comenta sobre, seja quando ela segura ele como um porto seguro, as sensações térmicas dependendo da situação que ela se vê, ou o instinto de mantê-lo sempre sob as roupas, longe da vista dos demais, até de Graves. O título é realmente coerente. Todos supostamente traem todos, cada um tem seu objetivo pessoal, tem segredos e pedem para que se confiem neles. Terminei o primeiro livro confiando em Christophe, durante esse livro fiquei com a pulga atrás da orelha. Até Graves em um momento me deixou desconsertada.

A história retoma os padrões do livro 1 quando eles fogem loucamente da Schola. De novo a autora me deixa embasbacada com as descrições de como eles fogem, como é feito o deslocamento. Mais para o final e acabando por ser uma das minhas partes favoritas é quando a casa que eles passam a noite é invadida por vampiros e eles mais uma vez tem que sair correndo. É possível sentir a adrenalina e foi impossível deixar o livro até que eu lesse a última palavra. 

Enfim, se você leu o primeiro e gostou como eu, leia esse.
"Não se deixe abater e siga em frente."





Desafio Literário do Tigre



Esse é o ano dos desafios para mim. Portanto ao me deparar com este não poderia ficar de fora. A ideia partiu do blog da Tati. Este será portanto meu 4º desafio literário do ano, e espero muito conseguir finalizá-lo. Os temas são:


Minhas escolhas:


Escolhi Memórias de uma Gueixa para Janeiro pois foi o primeiro livro que troquei no skoob. Assisti o filme anos atrás sem saber que era adaptação de livro. Não é o mais antigo na estante, mas a outra opção é do Dan Brown e tenho um livro dele em outro desafio. Fevereiro resolvi colocar um ebook. O Inverno das Fadas foi um que baixei por causa da capa mesmo, nem li a sinopse e para manter o mistério não vou ler, mas a capa é uma das minhas preferidas dos últimos tempos. É o único e-book dos desafios. Março escolhi O Lado Bom da Vida, pois foi um dos únicos filmes que acabei assistindo antes de ler o livro por opção. O burburinho na temporada do Oscar do ano passado me fez abrir uma exceção. Prefiro ler antes.

Já em Abril escolhi Fallen, pois está na lista dos mais lidos do skoob e o comprei por conta de todo o falatório e resenhas por aí dizendo que é incrível. Maio o mês dos bichos. Escolhi A Odisseia de Homero por ser o único que tenho com bicho protagonista, mas que me encantou a sinopse quando o achei na livraria. No mês do meu aniversário fiquei com minha última aquisição da diva Xinran, As Filhas Sem Nome, presente de AS de Natal.

Julho foi difícil. Chafurdei a lista de livros que tenho, e esporte no significado clássico eu não tinha, mas vi alguém escolhendo livros que o personagem principal era dançarino, e bem, a arte circense é algo que precisa de preparo físico tanto ou mais que muito esporte por aí, portanto O Circo da Noite. Já que agosto tem que me fazer rir, ou sorrir, fui de Lemony Snicket que é tão pirado com suas teorias da conspiração que achei uma boa pedida colocar Quem poderia ser a uma hora dessas? na lista. Setembro mês de música escolhi A Valsa Inacabada pois o plot do livro gira em torno de uma noite de baile.

No mês do amor escolhi um livro que está na estante há um tempinho, comprei quando era lançamento e ficou na estante: A Última Carta de Amor. Novembro chega no território tupiniquim com O Sonho de Eva, livro que comprei numa promoção sem saber do que se tratava, quem era o autor, mas que a sinopse, lida já em casa me deixou curiosa. Dezembro é a vez da vergonha. Queria colocar um romance de banca, mas os meus estão emprestados então escolhi um que não levaria para a faculdade pois tem o Zac Effron na capa, e bem, meus coleguinhas iam fazer bullying. Morte e Vida de Charlie St. Cloud.

Divirtam-se.

4 de janeiro de 2014

RESENHA: Make Your Move (2013)


Título Original: Make Your Move
Duração: 105'

"A história gira em torno de dois dançarinos, Donny e Aya (Derek Hough e BoA), que se conhecem numa noite em Nova Iorque e tem seus próprios problemas para lidar em meio a uma rixa entre irmãos mais velhos. Ambos sonham em ganhar a vida com a dança e vão fazer o que for necessário para que isso se torne realidade."
Este filme está na minha lista desde antes de sair do papel. Desde que BoA foi escalada para fazer Aya. Quem me conhece sabe como amo essa cantora coreana. Pois bem, depois de muita enrolação o filme foi lançado e enfim pude assistir.

Pela internet encontrei muitas resenhas e 'sinopses' que o descreviam como um 'Romeu e Julieta' moderno. Mas não vi isso em lugar nenhum do filme. Tudo bem que há irmãos que aparentemente não se batem na jogada, mas isso é secundário na história. O foco principal ao meu ver foi a vontade de ambos em perseguir seus sonhos. 

Já tinha visto a BoA atuar e sei que essa não é a melhor atuação dela, mas creio que o fator que deixou a atuação um pouco duvidosa foi o inglês. Que não é bem o forte dela. Então algumas falas foram um pouco forçadas. Adorei o fato de ter tantas cenas dela dançando, ela é incrível e pode mostrar isso. Gostaria que a cena em que ela faz um solo tivesse sido maior. Derek Hough foi mediano atuando, e dançando foi bom. Ainda prefiro a diva. 

O plot que os une realmente é batido para filmes de dança, mas nada que desmereça o resultado, até porquê a utilização do taiko foi algo que não se vê em produções ocidentais. O título original era Cobu, quando foi modificado achei estranho e fiquei um pouco cética, mas depois de assistir concordei e achei a decisão bem tomada. Cobu no filme é o nome do grupo de taiko de Aya. Mas como a história principal não gira em torno das meninas mas sim na relação do casal de dançarinos, Make Your Move faz mais sentido.

Enfim, esse é um filme para quem gosta de BoA e gosta muito de dança. Uma boa pedida como um passatempo num dia sem o que fazer, e claro para se assistir sem muitas expectativas. Não é um descartável, mas tem um público-alvo definido. Pois apesar de a relação amorosa dos dois ter um espaço considerável na história não é o ponto forte.

Nota: 5.0

RESENHA: Jogos Vorazes (2012)


Título Original: The Hunger Games
Duração: 142'

Filme 01/52


"A história é ambientada nas ruínas futuristas da América do Norte, agora dividida em uma capital e 12 distritos. Cada distrito fornece dois adolescente entre 12 e 18 anos, que competem no reality show de sobrevivência que dá nome ao livro. A trama é centrada em Katniss, adolescente de 16 anos que vai para o reality show no lugar de sua irmã, sorteada pelo distrito."
Depois de ler o primeiro livro para o DLS, achei digno assistir o filme enquanto a história está fresca na memória. Assim eu poderia ficar mais atenta aos cortes e mudanças. E só posso dizer que foi uma das piores adaptações que já vi. Em termos de falta de fidelidade e retalhação de enredo só perde para Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

Durante toda a leitura imaginei Cato como um moreno alto, forte, robusto. Me deparo com um loirinho metido. Mas até aí tudo bem, Gale excede minhas expectativas e seu visual é com certeza a altura da personalidade transmitida no livro. Gostaria de vê-lo mais nos filmes seguintes. Outra que imaginava diferente é a Pequena Rue. Eu a imaginava o extremo oposto de Thresh. Bem baixinha, magricela, branquinha e com longos cabelos escuros. Não que a atriz não tenha sido bem escolhida, sempre que aparecia na tela eu via a Rue do livro.

Detestei eles terem mudado a forma como o broche vai parar nas mãos de Katniss; Achei de deveriam ter colocado atores mais jovens para fazer Kat e Peeta na cena do pão queimado para dar mais credibilidade para a pouca idade que tinham à época do ocorrido; Não gostei de terem alterado o número de mortes inicial, assim como a forma que algumas mortes foram apresentadas. Concordo com algumas resenhas que vagam na internet que em prol da classificação 12 anos, deixaram o sangue, machucados, lutas e mortes muito fracas.

Fiquei com pena de não terem explorado em mais algumas cenas a amizade que surgiu entre as meninas. Estava ansiosa pela cena em que Rue morre e Katniss canta e a cobre de flores. Achei muito mais emocionante no livro que no filme, e a lança pegando Rue quase ridícula. No livro a impressão é que a lança quase a atravessa e que jorra sangue e ela continua perdendo este enquanto caída no chão, nos braços de Katniss. Fiquei 'p' da vida com a mudança acerca da reação do distrito 11. Fiquei na expectativa pela chegada do pãozinho e no lugar disso me deparo com uma revolta sem sentido no distrito. 

No geral achei Jennifer Lawrence um pouco apática nos jogos se comparada a personagem do livro, não vi o fogo que é descrito no papel. Falando em fogo, uma das coisas que gostei foi o traje do cortejo. Nessa parte os responsáveis pelo figurino arrasaram, e o vestido da entrevista foi uma mudança agradável e bem sucedida. Mas creio que tenha sido a única coisa modificada que terminou melhor que a encomenda. 

Stanley Tucci esteve hilário no papel do entrevistador, conseguiu ser mais carismático que o original. Peeta ao contrário foi mais chato, Haymitch que tanto odiei no livro, adorei no filme, e assim continua. Donald Sutherland me impressionou como o Presidente Snow. Tive medo do cara durante o filme, enquanto no livro eu o vi como uma mosca morta.

Como última reclamação: por quê raios eles 'curaram' a perna do Peeta tão magicamente, e cortaram justamente a cena mais impactante do final, quando Kat chora na porta de vidro enquanto salvam a vida dele? Se bem que com todos os cortes feitos na história, não vi Katniss Everdeen balançando e tendo dúvidas quanto ao que sentia pelo garoto e muito menos se dando conta da falta que Gale faz para ela.

Poderia ficar falando eternamente sobre os erros, mas só preciso dizer o seguinte: 
"Não julgue o livro pelo filme."

Nota: 6.0

3 de janeiro de 2014

RESENHA: Jogos Vorazes - Suzanne Collins (Jogos Vorazes #1)


DESAFIO LITERÁRIO SKOOB 2014
01/12 – Livros que viraram filmes.

Jogos Vorazes – Suzanne Collins


Como já havia mencionado no post de apresentação do desafio queria há muito ler este livro. Quando vi o trailer do filme fiquei intrigada o bastante para querer comprar o livro, mas acabei ganhando no Amigo Secreto de Páscoa do LV.

A leitura: Comecei a lê-lo logo na tarde de 1º de janeiro, primeiro dia oficial do desafio. Confesso que as primeiras páginas foram de uma leitura arrastada. Não sei dizer ao certo, mas creio que por conta da excessiva descrição de fatos e memórias da Katniss. Não que isso seja de todo ruim já que todos os momentos da infância que são relatados se mostram pertinentes no decorrer da história.

Providencialmente, a tempestade de raios veio à noite e a luz acabou. As mais de 24 horas sem energia elétrica me proporcionaram no dia 2 de janeiro a oportunidade perfeita de retomar a leitura e a esperança de progredir consideravelmente.

Os capítulos que narram a chegada e a estada dela na Capital, para mim foram os menos empolgantes, não consegui imaginar os trajes descritos de maneira convincente, o que aguçou minha vontade de ver o filme ainda mais. Nessa parte específica ainda não tinha intenção nenhuma de ler a continuação. Mas não me dei por vencida. Fui em frente e a espera foi recompensada.

Os Jogos Vorazes. O livro deslancha enfim nesse instante, a tensão é palpável no momento que Katniss está no tubo subindo para a Arena. Senti como se estivesse lá, como se eu estivesse ao lado dela participando dos jogos. A autora consegue com muita eficiência mesclar toda a parte humana de estar nos jogos com a ação que se espera ao ouvir o nome que dá título à série.

Quando ela apresenta com certo destaque a personagem do Distrito 11, Rue; já era visível que a pequena teria uma importância grande dentro da Arena, mas nunca imaginei que me afeiçoaria à personagem da maneira que foi. Sabia que para que Kat vencesse, a menina morreria em algum momento, mas não queria enfrentar a realidade. Não chorei, mas fiquei bastante perturbada com a morte dela. Não queria que fosse tão sofrida. Pronto, minha personagem preferida morrera.

A decisão de ter dois vencedores caso fossem do mesmo distrito foi bem previsível para que o romance tenha espaço em meio de toda a ação. Apesar de dar pena de Peeta ver toda a encenação por parte da mocinha. Minha impressão é que ela gosta sim do amigo de caça Gale, mas não sabe o que é esse sentimento de verdade até que se vê distante, e que Peeta cresce no seu coração naqueles dias que passam juntos.

Todo esse traçado de triângulo amoroso dá pistas de que essa história continua no próximo livro, ao menos eu acho que deveria. Não entendo porque Peeta fica tão afetado com a descoberta de que Katniss estava representando dentro da arena, ou que ao menos acha que está, pois durante a leitura é possível ver a dúvida que ela sente a todo momento em relação aos próprios sentimentos. Ela se importa muito com o garoto, mas de uma maneira muito mais romântica que a que demonstra com relação à irmã, Prim ou a afeição que desenvolveu por Rue. Ela fica balançada sim, e espero que Peeta se dê conta disso e que não desista. Mesmo que eu goste mais da personalidade de Gale.

Pois é, como se percebe terminei a leitura rapidamente e antes que acabasse a luz natural! Não precisei de lanternas para terminar esse. Experimentei uma forte depressão pós – leitura. Me senti órfã ao final das páginas. Não vou ler Em Chamas agora, não tenho o livro físico e quero um e-reader, então talvez leia mais para frente do ano. Mas definitivamente valeu a pena. Um livro que recomendo.


E assim termina a minha primeira resenha aqui no blog.